"Seus cães são mais bem-comportados que a maioria dos meus clientes", disse ele certa tarde, enquanto esperavam.
"É porque eles não têm ego nem agenda secreta", respondeu ela, com um sorriso cínico. "Diferente de nós. Vamos jantar um dia? Tem um lugar bom perto do meu apartamento."
O jantar foi uma dança de flerte intelectual e atração física palpável. O vinho fluiu, a conversa ficou mais íntima, e quando ela disse "Vamos para o meu apartamento? Tenho uma garrafa melhor", Arthur já sabia qual seria o desfecho da noite.
O apartamento de Evelyn era tão elegante quanto ela: minimalista, com móveis escuros e obras de arte provocantes. Ela lhe serviu um tinto encorpado e, sem cerimônia, o levou pela mão até seu quarto. A lua, através da janela ampla, iluminava a cama king-size.
Evelyn era deslumbrante sob a luz. Enquanto a beijava, Arthur deslizou a mão por suas costas, sentindo a maciez de sua pele, até chegar ao vestido e puxá-lo para cima. Ela o ajudou a tirá-lo, ficando apenas em um conjunto de lingerie preta que realçava suas curvas impecáveis. Seu corpo era uma escultura, seios firmes, cintura fina, quadris largos. Era o tipo de mulher que fazia outros homens olharem.
Arthur ajoelhou-se na cama, pronto para adorá-la. Com os dentes, pegou o elástico da calcinha e começou a puxá-la para baixo. Foi quando ele viu. Entre as pernas perfeitamente depiladas de Evelyn, onde ele esperava encontrar a doçura familiar, havia um volume. Um volume considerável, semi-ereto, repousando sobre um saco grande e liso.
Evelyn soltou um grito de surpresa, mais por sua reação do que por ser descoberta. "Arthur!"
Ele ficou completamente paralisado. Sua mão ainda segurava o elástico da calcinha. Sua mente, um computador que sempre processou o mundo em termos binários de masculino e feminino, de dominador e dominado, travou. Ele sempre fora o machão, o cara no comando. A ideia de tocar em outro pau, muito menos em um que parecia ser consideravelmente maior que o seu, era algo tão alienígena que seu corpo simplesmente não soube como reagir. Ele sentiu um calafrio de medo e uma pontada de... algo que ele não ousava nomear.
Evelyn, vendo o choque em seu rosto, tomou o controle. Ela se aproximou lentamente, como quem se aproxima de um animal assustado. Seu membro, agora totalmente ereto, parecia desafiar a gravidade. Era impressionante, facilmente com 22 centímetros, grosso e com uma veia proeminente que subia pelo eixo.
"Shhh... é só eu", ela sussurrou. Pegou a mão trêmula de Arthur e a colocou diretamente em seu pau quente e duro. "Sinta. É real."
Arthur sentiu o peso, o calor, a textura da pele lisa. Era estranho e proibido. Evelyn começou a mover a mão dele sobre seu próprio membro, mostrando-lhe como ela gostava de ser tocada. Um punhete lento, firme, da base até a cabeça rosada. Arthur olhava, hipnotizado, incapaz de tirar os olhos do contraste entre sua mão e a piroca de Evelyn.
O tesão de Evelyn era evidente em sua respiração ofegante. Ela apertou a cabeça dele, trazendo seu rosto para perto. "Beije-me", ela sussurrou, mas não os lábios. Com os olhos fechados, Arthur, guiado por uma força que não era sua, encontrou a ponta da língua com a ponta de sua. Era salgado, quente. Ele abriu a boca e, pela primeira vez na vida, deixou um pau entrar.
Era diferente de tudo. A cabeça macia, o eixo duro. Ele não sabia o que fazer, mas Evelyn o guiou. "Relaxe o maxilar... use a língua... sim, assim." Ele começou a chupar, de forma desajeitada no início, mas com uma crescente urgência. Ele sentia o poder daquele membro em sua boca, e o medo começou a se misturar com uma excitação perigosa. Ele pegava o que podia, mas era muito. Evelyn começou a mover os quadris, fodendo sua boca devagar, cada vez mais fundo, até que ele engasgou, lágrimas escorrendo pelo rosto. Ela não parou. "É isso... aprenda a gostar", ela gemeu.
Quando ela finalmente se retirou, Arthur estava ofegante, a boca dormente, o rosto molhado. Mas não houve tempo para descanso. Evelyn o virou e o colocou de bruços na cama. Ele sentiu um beijo molhado e quente em suas costas, descendo até sua bunda. Então, sentiu a língua dela em seu cu, um beijo grego que o fez estremecer e gemer contra a vontade. Era uma sensação que ele nunca tinha imaginado, proibida e intensamente erótica.
Ele ouviu o som de uma gaveta se abrindo e o clique de uma tampa. Um dedo gelado e escorregadio, coberto de KY, tocou seu anus. "Não... Evelyn, para", ele implorou, tentando se virar.
"Fique quieto", ela ordenou, com uma firmeza que não deixava margem para discussão. Ela o prendeu com seu corpo, seus seios grandes pressionando suas costas. O dedo entrou, devagar, abrindo um caminho que nunca havia sido explorado. Arthur gemeu, uma mistura de dor e prazer confuso. "Não... por favor, é muito... eu não consigo..."
"Você vai", disse ela, introduzindo um segundo dedo, alargando-o, preparando-o. A dor era aguda, mas debaixo dela havia um prazer que ele não queria admitir. Ele tentava se afastar, mas ela o prendia com força. "Relaxe... deixe acontecer."
Ela retirou os dedos e ele sentiu o peso de seu corpo sobre ele. Então, sentiu a cabeça de seu pau gigante pressionando sua entrada. O pânico foi absoluto. "Não! Evelyn! Não vai caber! Pelo amor de Deus, para!"
Ela não ouviu. Com um movimento lento e implacável, ela começou a entrar. A dor foi lancinante, como ele nunca tinha sentido. Ele gritou contra o travesseiro, tentando fugir, mas ela o travou com suas pernas e seus seios, empurrando mais e mais. "Respire... quase lá... tudo vai entrar."
E então, com um empurrão final, ela o encheu completamente. Arthur sentiu como se tivesse sido rasgado em dois. Evelyn parou, deixando-o se acostumar. Então, pegou a mão dele e a levou para trás, para sua própria bunda. "Sinta. Sinta que você pegou tudo. Todo o meu pau dentro de você."
Ele sentiu a pele lisa dela contra sua pele, a base de seu pau pressionando suas nádegas. A verdade o atingiu como um soco. Ele estava sendo fodido. E, de alguma forma terrível, seu próprio pau estava duro, pressionado contra o colchão.
Evelyn começou a se mover. Devagar no início, depois mais rápido. Ela o comeu em várias posições. De bruços, de lado, com ele por cima, olhando nos olhos dela enquanto ela o possuía. Cada movimento era uma afirmação de seu poder, uma inversão completa de tudo que ele pensava que era. O medo deu lugar a uma submissão total, e essa submissão liberou uma onda de prazer que ele nunca soube que...existia. Ele não estava mais apenas recebendo; ele estava participando, entregando-se àquela dor que se transformara em êxtase. Cada vez que Evelyn o penetrava mais fundo, um gemido escapava de seus lábios, não mais de dor, mas de puro desejo. O mundo que ele conhecia havia se dissolvido, e no seu lugar havia apenas a sensação avassaladora de ser completamente tomado.
Evelyn, sentindo sua entrega final, aumentou o ritmo. Seus quadris bateram contra ele com uma força primal, e ela sussurrou em seu ouvido: "Esse cu é meu agora. Todo meu." Com um último movimento profundo, ela gemeu alto, e Arthur sentiu uma onda de calor explodir dentro dele, uma inundação quente que marcou seu território interno. Ela gozou fundo em seu cu, e a sensação o fez explodir também, sem nem mesmo tocar em seu próprio pau. Ele veio no colchão, um orgasmo tão poderoso que o deixou tremendo e sem fôlego.
Ficaram assim por um longo tempo, com ela ainda dentro dele, seus corpos suados e colados. Quando finalmente se retirou, Arthur sentiu um vazio estranho, uma perda que contradizia o alívio. Ele se sentiu usado, exausto, mas estranhamente completo.
Eles tomaram banho juntos, sob a água quente do chuveiro. Evelyn lavou seu corpo com uma delicadeza que contrastava com a brutalidade de antes. Ele se deixou cuidar, como uma criança. De volta à cama, enrolados nos lençóis, o silêncio não foi mais carregado de medo, mas de uma nova intimidade.
"Como você está?", perguntou Evelyn, sua voz suave.
Arthur demorou a responder. "Eu não sei", disse ele, finalmente. "Eu nunca... eu nunca imaginei... isso."
"Isso o que?", ela insistiu, gentilmente.
"Isso... que eu poderia gostar. Que eu poderia... entregar assim." Ele virou para olhá-la. "Isso me torna gay? Eu não sinto atração por homens. Eu sou hetero."
Evelyn sorriu, um sorriso compreensivo que não tinha nada de condescendente. "Sexualidade não é uma caixa, Arthur. Não é hetero ou gay, masculino ou feminino. É um espectro. E hoje... você apenas descobriu uma nova cor no seu espectro."
Ela fez uma pausa, passando a mão por seu peito. "E você sabe o que mais? Dar o cu, se entregar de verdade, não é para qualquer um. É para quem não tem sexualidade frágil. É para quem tem coragem de quebrar suas próprias regras, de explorar o desconhecido, de se entregar ao prazer mesmo quando ele assusta."
Ela o beijou, um beijo lento e profundo. "Você não é menos homem pelo que aconteceu. Pelo contrário. Você provou que é mais homem do que a maioria. Porque você teve a coragem de me dar. E eu vi você gostar. Eu vi você perder o controle e encontrar um prazer que você nem sabia que existia."
Arthur olhou para ela, e pela primeira vez na noite, o medo em seus olhos foi substituído por algo mais. Aceitação. Curiosidade. Talvez até gratidão. Ele não tinha todas as respostas, não sabia o que isso significava para seu futuro, mas sabia de uma coisa: o homem que entrou naquele apartamento não era o mesmo que estava deitado naquela cama. E, de alguma forma, ele sabia que isso era apenas o começo de uma jornada muito mais profunda e transformadora do que ele jamais poderia ter imaginado.
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