Padre, seminarista e a beata Lúcia

A batina preta de Padre Inácio era sua armadura e sua prisão. Sob ela, o corpo de um homem de trinta e cinco anos ardia em desejos que ele confessava a Deus todas as noites, mas que nunca abandonavam seus sonhos. Desde que Daniel chegara ao seminário, o fogo era outro, mais confuso, mais silencioso. O rapaz tinha mãos grandes de quem trabalhava a terra e olhos que seguiam o padre com uma devoção que parecia querer tocar.

Daniel ocupava o quarto ao lado do padre na casa paroquial. Ouvia seus passos, seus gemidos abafados durante a noite, e imaginava. O que imaginava o assustava e o excitava. Ajoelhava-se para rezar e sentia o pau endurecer contra a coxa, pecado que tentava lavar com água fria.

Lúcia apareceu numa tarde de terça-feira, quando a igreja estava vazia. Veio acender velas para o marido, Antônio, que enfrentava dificuldades na fábrica. Padre Inácio a observou do confessionário. Ela usava um vestido leve, de alças finas, que marcava os seios fartos. Quando se ajoelhou diante do altar, a saia subiu, revelando coxas grossas e claras.

Ele se aproximou.

— Dona Lúcia, a senhora tem vindo muito à igreja ultimamente.

Ela ergueu os olhos verdes. Havia algo naquele olhar que não era apenas fé.

— Preciso de paz, padre. Meu casamento... é como se eu não existisse. Antônio me trata como um móvel da casa.

Padre Inácio sentiu o baixo ventre contrair. A voz dela era um sussurro quente.

— Existem outras formas de existir — disse ele, sem pensar.

O silêncio entre ambos foi mais eloqüente que qualquer sermão. Ela se levantou, ficou diante dele. Estavam próximos demais. Ela podia sentir o cheiro dele, alfazema e suor.

— Me mostre, padre.

Foi um assalto. Ele a puxou para trás do altar-mor, para a pequena sacristia onde guardava os paramentos. As vestes sagradas caíram no chão enquanto ele a apertava contra a parede de pedra. A boca dela tinha gosto de café e pecado. As mãos dele subiram pelo vestido, encontraram a pele quente das coxas, a umidade por baixo da calcinha fina.

— Isso é loucura — gemeu ele contra o pescoço dela.

— A melhor loucura.

Ele apossou-se dela ali mesmo, contra a pedra fria. Ela ergueu uma perna, enganchou no quadril dele, oferecendo-se. A entrada foi fácil, escorregadia. Ela gemia baixinho, mordendo o lábio para não gritar. Ele a fodia com raiva, com desespero, como se pudesse exorcizar demônios enfiando o pau nela. As mãos dele apertavam seus seios, beliscavam os bicos que endureciam sob o tecido.

— Tão gostoso, padre — sussurrava ela. — Tão errado, tão gostoso.

Ele veio rápido, esvaziando-se dentro dela com um gemido que pareceu um soluço. Depois, ficaram imóveis, respirando com dificuldade, o cheiro de sexo misturando-se ao de incenso.

Daniel viu tudo de uma fresta na porta. Viu o padre meter na mulher casada, viu os quadris dela se movendo, ouviu os gemidos. O pau dele latejava dentro da batina, dolorido de tesão. Não conseguia desviar o olhar. Quando os dois terminaram, ele escapuliu para o quarto, bateu a porta e se deixou cair na cama. Pensou no padre, nas mãos do padre, no corpo do padre. Pensou em Lúcia, nos seios dela, nos gemidos. Com a mão, tentou aliviar a própria dor. Gozou em segundos, com o nome do padre na boca, abafado pelo travesseiro.

Nas semanas seguintes, os encontros se repetiram. Na sacristia, no confessionário depois das confissões, até no jardim da casa paroquial, sob as árvores. Lúcia ia à igreja com qualquer desculpa. O desejo entre eles era uma besta faminta.

Daniel os espiava sempre. Acumulava as imagens como um tesouro envenenado. Numa noite, após um encontro particularmente demorado de Lúcia na casa paroquial, Daniel esperou que ela saísse. Depois, bateu na porta do padre.

Padre Inácio abriu, ainda com o cheiro de sexo no corpo. A batina estava mal-ajambrada.

— Precisa de algo, Daniel?

— Preciso me confessar, padre.

Inácio franziu o cenho, mas deixou o rapaz entrar. Sentaram-se na sala simples. Daniel não se ajoelhou.

— Eu vi, padre.

O silêncio foi de gelo.

— Vi a senhora Lúcia saindo daqui. Vi o senhor com ela. Na sacristia. No jardim. Vi tudo.

Inácio empalideceu.

— O que você quer?

Daniel aproximou-se. Estava a um palmo do padre. Os olhos escuros do rapaz queimavam.

— Quero a mesma coisa.

— O quê?

— O senhor me ouviu. Quero que me mostre o que mostrou a ela.

Inácio recuou, mas bateu com as costas na parede. Daniel não parou. Colou o corpo no do padre. Podia sentir o cheiro de Lúcia ainda na pele dele. Inclinou-se e o beijou. Um beijo molhado, de língua, desesperado.

O padre resistiu por um segundo. Depois, as mãos, as mesmas mãos que abençoavam e fodiam, agarraram a nuca do rapaz e aprofundaram o beijo. A batina de Inácio foi aberta, e a de Daniel também. Os corpos se encontraram, pele contra pele. O pau de Daniel, duro e grosso, pressionou a barriga do padre.

— Me come — pediu Daniel, a voz embargada.

Inácio o empurrou para o sofá. Ajoelhou-se diante dele. Enfiou o pau do rapaz na boca com uma fome que o surpreendeu. Daniel gemeu alto, arquejando, agarrando os cabelos do padre. A visão do homem de Deus de joelhos, chupando-o com avidez, era a coisa mais excitante que já vira. Inácio trabalhava a cabeça, babando, engasgando, lambendo as bolas, voltando ao pau. Daniel gozou na boca dele, jorros quentes que o padre engoliu sem hesitar.

Depois, Inácio subiu, deitou sobre o rapaz. Enfiou o pau ainda duro entre as pernas de Daniel, esfregando na entrada. Daniel gemeu, abrindo as pernas, oferecendo-se.

— Me fode, padre. Me fode igual fodeste ela.

Inácio cuspiu na mão, passou no próprio pau, e foi empurrando devagar. Daniel grunhiu de dor e prazer, os olhos cheios d'água. Quando o padre enterrou até o fim, os dois gemeram juntos. Inácio começou a bombar, lento no início, depois mais rápido, mais fundo. Batia no rapaz com fúria, possuindo-o completamente.

— É isso — gemeu Daniel. — Assim. Me come. Toma conta de mim.

Inácio gozou com um urro abafado, esvaziando-se dentro do rapaz. Caiu sobre ele, exausto. Ficaram assim, suados, ofegantes, o cheiro de porra e pecado empesteando a sala.

Lúcia continuou vindo. Padre Inácio continuou a fodê-la. Daniel também. O que começou como traição transformou-se numa teia. Algumas noites, Daniel esperava Lúcia sair para entrar. Outras, Lúcia chegava mais cedo e os encontrava. A princípio, houve ciúmes, lágrimas. Depois, uma noite, os três se encontraram na sacristia.

Lúcia olhou para Daniel, depois para Inácio.

— Então é assim?

— É assim — respondeu Daniel, desafiador.

Ela aproximou-se do rapaz. Passou a mão na cara dele, desceu pelo peito, pela barriga, até o pau já duro. Ajoelhou-se. Enfiou na boca. Inácio assistiu, mesmerizado. Depois, foi para trás de Lúcia, levantou o vestido dela, enfiou o pau nela por trás enquanto ela chupava Daniel. Os gemidos preencheram a igreja vazia.

Naquela noite, os três se amaram de todas as formas possíveis. Lúcia sentou em Inácio enquanto chupava Daniel. Daniel comeu Lúcia por trás enquanto Inácio a beijava. Inácio e Daniel se revezaram na boca e no cu um do outro, enquanto Lúcia os lambia, os punhos e os seios roçando neles.

Quando terminaram, deitados no chão frio de mármore, o silêncio foi quebrado pela respiração ofegante.

— E agora? — perguntou Lúcia.

Inácio olhou para o altar, para o Cristo crucificado.

— Agora, já não há mais volta. Perdemo-nos.

Daniel riu, baixinho.

— Não nos perdemos, padre. Nos encontramos.

Nos domingos, a cidade via a mesma cena: Padre Inácio celebrando a missa, Daniel a servir ao altar, Lúcia na primeira fila, comungando. Ninguém via o que acontecia depois, quando as portas se fechavam e as roupas caíam. O segredo era o cimento que os unia, o pecado que os salvava da mesmice das próprias vidas. E assim, sob a sombra do altar, entre velas e santos de gesso, uma trindade profana se amava, em silêncio, em pecado, em êxtase.

Foto 3 do Conto erotico: Padre, seminarista e a beata Lúcia


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Padre, seminarista e a beata Lúcia

Codigo do conto:
254900

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
18/02/2026

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