Hoje a cabeça tá cheia de pensamentos que eu vou tentar juntar aqui e ver se farão algum sentido. Venham comigo! ; D
A autodescoberta é como uma montanha russa, cheia de autos e baixos. Às vezes calminha, às vezes caótica, mas no final sempre vale a pena, e minha reflexão dessa semana é um pouco sobre isso, sobre autoconhecimento.
Se você chegou a esse relato, imagino que é porque já saiba bastaaante sobre mim, e gostou das outras histórias que leu sobre mim, meu amor, e nossa vida sexual, e entende um pouco sobre nós. Se ainda não leu meus relatos anteriores sugiro que leiam, que de certa forma vão formando um roteiro da nossa vidinha de amor e volúpia. Sem falar que valem muito a pena
Tudo começou há algumas semanas, quando uma colega daqui fez alguns comentários no meu conto e eu não consegui interagir. Tentei aceitar, mas não sei se apertei o botão errado, pois tava na tela do celular. Só sei que o comentário dela sumiu e não apareceu no meu conto... O que ela falou me fez refletir sobre minhas causas interiores.
Eu nunca tive preconceito com fetiche nenhum deis de que não cause mal, ou seja realmente perigoso pra a integridade física da pessoa. Cada um sabe o combustível que liga o seu motor. Mas, deis da primeira vez que fizemos nosso ménage, deis das primeiras palavras que troquei com a menina pra combinar tudo, foi muito excitante, foi meio pervertido, deu um medinho, e a prática foi melhor ainda. Agora, isso é uma das melhores coisas pra mim. Mas, eu nunca considerei isso um fetiche. Apenas sexo! E de sexo eu gosto muito!
Total respeito a quem curte “traição” gente, mas pra mim não é isso. Nem penso nisso!
Logo, cheguei a conclusão de que simplesmente sou uma grande safada mesmo. Meu tesão é no meu homem, meu amor, meu macho gostoso. E é um tesão que vem do fundo do meu coração, terno e verdadeiro. Eu não sei se existe algum termo pra isso, mas é isso, safadeza, tesão, direcionado pra um ser específico, meu esposo!
Quando tomei a decisão de que eu queria proporcionar isso a ela eu tive medo, fiquei insegura, não sabia o que iria acontecer. Mas eu desejei, desejei muito ser essa safada que é capaz de fazer algo assim. Cansei de ver, na juventude as minhas amigas mais prafrentex fazendo isso com seus namorados, ficantes, e tal e eu achava incrível como elas eram safadas e descoladas.
Eu não queria fazer exatamente aquelas mesmas coisas, mas eu queria ser como elas. Vocês conseguem me entender? Só ficava sabendo que, por exemplo: “fulana dormiu lá em casa, e tomamos tequila, vodka, e sei mais lá o quê, e no final deixei o fulano comer ela”. Algumas até se pegavam também (essa parte nunca me interessou nadinha). Mas, as coisas aconteciam!
Saindo da balada pro motel em dois ou três casais, no mesmo quarto, tudo tão natural. Eu invejava a naturalidade delas, porque eu também era safada, mas não tinha isso, eu me preservava. E hoje em dia isso tudo é fetiche, e é mais normal que pedir delivery. Então, como eu cheguei a esse ponto? De onde veio a coragem?
Notei que eu sou uma grande safada por dentro, e talvez muito mais safada que elas, porque elas faziam aquilo tudo com naturalidade, pra elas tava tudo normal, mas pra mim não, pra mim é um acontecimento, é algo fora da curva, é uma grande safadeza, putaria mesmo, e eu simplesmente adoro!
Para completar o combo dos prazeres, eu tenho um homem. Um homem mesmo sabe? E, conhecer ele só me deixou mais safada, pois eu me apaixonei por ele de corpo e alma, com meu coração, minha xana, e tudo o mais, então é um prazer delirante que eu sinto pelo prazer do meu homem. Claro, houve todo aquele contexto que já narrei pra vocês nas outras histórias, mas aquilo serviu só pra despertar essa prática entre nós, a safadeza mesmo esteve sempre aqui.
Isso era pra ter sido bem mais breve, na minha mente não teria dez linhas. Hehe
Eu gosto de ver o prazer do meu homem. Eu gosto de ver ele ficando excitado, a respiração acelerando, as narinas dilatando, a pica crescendo. Uuuuhnnnnnnn. Fico toda molhada vendo a pica dele crescer, seja na minha frente ou mesmo dentro da calça. E quando fazemos a três, pra mim é como se eu estivesse saindo de novo com aquele homem que eu conheci. Antes de eu domestica-lo. Selvagem!
Porque de certa maneira o homem vai mudando ao longo da relação. Não tem como o cara ser comprometido, fiel, monogâmico, e ao mesmo tempo preservar integralmente todo aquele jeito que ele tinha quando tava na pista. Aquele jeito justamente que fez a gente morder o lábio quando o viu pela primeira vez. E isso é bom, é sinal de respeito, que ele abriu mão de muita coisa pra ser um homem só seu, um homem de família. Ficou caseiro!
Juro que não é submissão servil, nem nada assim, muito menos tesão por ser corna. Eu não me sinto assim, muito pelo contrário, sou eu que tô realizando aquilo, proporcionando aquilo, eu sou a dona da situação ali. Me sinto até como se tivesse adestrando ele um pouquinho, redespertando os instintos dele, que ele tinha quando era solteiro. E, recebo minha recompensa na mesma hora.
O jeito como ele me fode, tanto durante quanto nos dias e semanas que se seguem é como se tivesse acabado de me conhecer, me conquistar. É como se no fundo eu tivesse dando pra ele solteiro bem cafajeste, cheio de amor pra dar, solto, selvagem, sem ter sido amansado ainda. Eu não saberia explicar de outra forma.
Então não amigas, não é fetiche por ser corna, nem tem nada a ver com isso. Não divido meu amor. Eu compartilho o corpo dele ali, naquele instante onde o alvo é ele. Nós duas cobrimos meu homem de prazer, de luxúria, de sensações, e não tem nada mais excitante pra mim do que ver todo aquele prazer quase desumano que ele sente. E as gozadas... são as mais extremas, é uma delícia!
Por fim aprendi mais uma coisa sobre mim mesma nesse quesito. Vaidade!
Sim, isso mesmo. Percebi que bem lá no fundo tem também um pouco de vaidade. É como se eu tivesse compartilhando ali com uma pessoa que eu escolhi, tudo o que eu não posso sair contando por ai, me gabando por ai. Agora tem aqui, o site, onde posso contar anonimamente, mas não se compara àquela sensação. É como se um pedacinho de mim tivesse rindo por dentro um sorriso maquiavélico pelo que está prestes a acontecer.
Uma emoçãozinha quase como de quando a gente faz um prato delicioso na cozinha e fica louca pra as visitas experimentarem, sabe? Doida pra provarem, se deliciarem, ver a expressão de surpresa, de deleite, ouvir os elogios, os pedidos pra levar um pouquinho pra casa. Não é maravilhoso meninas? Kkkkk
Com a diferença que no meu caso, meu macho é pra consumo só no local, e sob minha supervisão e orientação. É o máximo! Me sinto tão poderosa!
Pois é, acabei de descobrir isso, eu tenho vaidade pela foda do meu esposo!
Resumindo. Chegar numa festinha, numa balada, conversar, tomar uns drinks, e notar quando alguma mulher começa a sentir atração por ele, isso começa a me dar um arrepio. Aproveito sempre pra pedir mais tequila, deixar ela de fogo mesmo, batendo palmas implorando pra ser preenchida, me sinto uma super vadia manipulando aquilo, principalmente quando é um tipo que eu sei que ele pegaria se estivesse solteiro, é inebriante.
Pois então, é isso gente. Não é um fetiche. Não se trata de querer ser corna. Trata-se de eu ser muito safada, uma pervertida, que adoro causar prazer até o limite no macho gostoso que tenho, e agora sei, uma vaidade meio sádica por fazer outra mulher saber como ele fode maravilhosamente, e depois simplesmente levar embora comigo o que me pertence, já pensando em como nas próximas semanas vou levar muito. Vou ser comida até ficar tonta, como se a gente tivesse acabado de se conhecer. Espero ter conseguido explicar.
Deis de que fizemos pela primeira vez foram 9 vezes...e contando. Beijinhos!