Irmãs Médicas – V


        Susan simplesmente congelou. Foi como se uma caixa d’água cheia de gelo tivesse sido derramada sobre ela. Ficou parada ali, olhando o irmão mais velho falar com ela, tendo pego-a no flagra e, pior, fazendo referência a sua bisbilhotice de antes, quando ela o espionara transando com uma estranha, pela mesma janela. Resolveu partir para o ataque, em uma estratégia óbvia:

        - “Muito bonito o quê o você fez, Ron...”, falou, a voz gélida, com desprezo e reprovação. – “Onde está a sua amiguinha?”, perguntou, enquanto escondia a calcinha recém recuperada dentro shorts do seu conjunto de pijama.
        - “Em primeiro lugar, o quê NÓS fizemos, né Sussu... não vamos deixar isso de lado.”, ele respondeu, igualmente frio, muito senhor da situação. – “A Júlia foi embora, pouco depois que viu você na janela, espiando...”
        - “Cacete...”, ela pensou. – “A piranha deve ter me visto logo que saiu do banheiro, e não falou nada... Vagabunda!”, xingou, mentalmente.
        - “Achei que respeitávamos o espaço uns dos outros, entre nós três, Sussu...”, ele continuou se levantando da cama e indo até a janela. – “O quê foi? O sue namorado não tem te dado atenção?”, cutucou. – “Deu para bancar a voyeur, agora?”, continuou, na sua admoestação.
        - “Ah, faça-me um favor, Ron... Você apronta o quê aprontou, trai a sua noiva, uma menina maravilhosa, traz uma vadia para DENTRO DE CASA...”, falou, alterando o tom de voz e então fazendo uma parada dramática de voz, imitando perfeitamente a mãe deles. – “E quer me dar lição de moral? Vai se fuder...”, concluiu, se preparando para sair, triunfante.

Mas, seu irmão não era de se entregar fácil.

- “A Lívia realmente é uma menina maravilhosa, e eu sou homem... E, se eu preciso te explicar sobre isso, a faculdade de Medicina está te causando retardo mental...”. Cansado de os pais babarem ovo pelas duas super gênios da casa, ele sempre usava a faculdade de Medicina quando queria atacar as meninas, como se isso fosse um demérito delas. – “E, de mais a mais, se você quer discutir quem esteve aprontando, por onde você andou, que não foi à balada com a galera?”, disparou.
- “O quê uma coisa tem a ver com outra?”, ela respondeu, cuidadosa, pisando leve em terreno pantanoso. – “E que papinho mais rasteiro é esse, de ‘Eu sou homem... Eu tenho minhas necessidades?’ Nossa, eu realmente te considerava em um nível acima disso.”, voltou ao ataque.
- “Não vou discutir as coisas da vida com a minha irmãzinha santa-do-pau-oco... eu faço o que tenho que fazer, e é problema meu.”, ele respondeu, acusando o golpe de ter decepcionado alguém. Ele brigava obstinadamente para ser exemplo, para superar a competição com as irmãs, e a Susan havia tocado em uma ferida aberta. – “Você fica pregando fidelidade, mas onde você estava ontem à noite, hein?”, ele insistiu, agora mais incisivo. – “E, aliás, onde estava o Rodrigo, que deixou o carro parado aqui na rua, a noite toda, hein?”, disparou, sua voz demonstrando a irritação que sentia.

A Susan sentia o suor se formando na sua testa, mas não iria tombar sem lutar. Aqueles dias das últimas semanas estavam drenando a sua energia, e ela estava realmente com muita raiva da dupla-dinâmica, os senhores Ronaldo & Fábio. Seu irmão e seu namorado a haviam decepcionado muito, e isso na verdade tinha muito pouco a ver com essa última madrugada. Era mais profundo, e ela iria brigar contra o quê a feria.

- “O Rodrigo estava comigo, a noite toda, no Avenue Club, onde entendemos que todos estavam indo...”, ela começou, para ser interrompida por ele.
- “Avenue??? Era Selva, sua tapada...”, ele disparou.
- “Tapada é a puta que pariu...”, ela respondeu, no mesmo tom de voz dele. – “Entendemos errado, e quando falamos com a Carol, já era tarde para mudar. E o carro dele, assim como o meu, ficaram aqui porque temos cérebro, e fomos de Uber, e não dirigindo bêbados igual um gambá, como uns e outros... O quê, aliás, foi ótimo, assim nenhum dos dois saiu da balada atracado com a primeira vagabunda em que tropeçamos, não é mesmo, Ronaldo?”, ela falou, verdadeiramente fuzilando ele.

Ele percebeu que a coisa havia passado do ponto quando ela o chamou pelo nome completo. A Susan era verdadeiramente apaixonada pelo irmão mais velho, a quem desde criança tratava por Ron. Isso vinha se perdendo, ele sabia, e o culpado era ele, nutrindo um ciúme bobo pela forma como os pais tratavam a princesa da casa. – “Melhor irmos dormir, Sussu... Não precisamos brigar.”, ele falou, se afastando da janela. – “Me perdoe...”, disse e deitou-se na cama, virando para o lado oposto da janela, deixando a irmã com lágrimas escorrendo pela face. Lágrimas de raiva, de mágoa, de culpa e, ela nem sabia disso, de cansaço.
        
        Ela entrou no seu quarto aturdida com tudo aquilo. De repente se deu conta, ao se deitar, de que sua vida havia virado de cabeça para baixo, em menos de um mês.

        Descobrira que seu namorado a traia regularmente, com o acompanhamento do irmão, a quem tanto admirara. Descobrira que sua irmã dormira com mesmo namorado filho da puta. Descobrira que o namorado a expusera, e detalhes da intimidade deles, para o grupo de amigas dela da faculdade, com quem, aliás, ele também havia transado, pelos indicativos delas. Em função disso, pela primeira vez na vida, havia traído. E ainda havia aquela frase bendita, ouvida quase sem querer das meninas, que ficava ricocheteando na sua mente.

        Exausta, frustrada e triste, ela chorou baixinho no escuro do seu quarto, magoada por tantas coisas ruins acontecendo junto. Por que isso estava acontecendo com ela, se perguntou? As lágrimas desciam pelo seu rosto, e subitamente a imagem do seu irmão transando com a morena vieram à sua mente. Lembrou-se de detalhes que ela não queria lembrar. Do tamanho do cacete do seu irmão, fodendo a menina com força. Aquilo devia medir quanto? 22, 23 centímetros? Era mais comprido e maior do que o do Fábio, que ela já considerava um exagero.

        - “‘Imagine... As duas princesas não contam nesse time, já que nem uma das duas jamais fez anal...”. A frase, dita com escárnio pela Nanda bateu forte nela, enquanto lembrava da tal Júlia dava o rabo para o enorme do seu irmão, e ainda parecia curtir aquilo. Ela jamais teve coragem de tentar uma segunda vez com o namorado, depois que a primeira tentativa dera errado, de tanta dor que ela sentira... Isso sem contar o quanto se sentira mal, humilhada. E no entanto, a menina parecia adorar a coisa.

        Ficou pensando no seu irmão, e na Lívia, noiva dele. A Lívia era uma loira, alta, lindíssima, que seguia uma bem sucedida carreira de modelo. Vinda de uma família de alta classe, educadíssima, elegante, discreta, com certeza não fazia anal com seu irmão. A Susan tinha certeza absoluta de que as transas deviam ser para lá de protocolares... Sem exageros, sem gritinhos, sem suor. Com classe... E aí, o seu irmão saíra para arranjar na balada uma fulaninha que liberasse o rabo para ele.

        Pensou no seu namorado, e em todas as vezes que insistira nisso, e ela sempre negara. Pensou nele, nos bordéis das cidadezinhas do interior, enrabando menina após menina, duas semanas por mês, que era quanto ele ficara fora da capital. Mais uma lágrima escorreu pelo seu rosto... de raiva, não de tristeza. Virou-se na cama, incomodada com sua atitude, disposta a parar de chorar e de se fazer de vítima. Pensou no Rodrigo...

        Subitamente, junto com a lembrança, um calor percorreu seu corpo. Ela estava com raiva dele também, agora. Afinal, ele também estava traindo sua namorada, igual todos. Igual ela, inclusive, pensou... Mas afastou esse pensamento, rapidamente. Todos os envolvidos ali tinham culpa no cartório. Bem, mais ou menos, pensou, sorrindo de leve, pela primeira vez na última hora... Afinal, ela e o Rodrigo não haviam transado, de fato, não era mesmo?

Quase sem perceber, fechando os olhos e lembrando da mão dele, ela levou sua própria mão para dentro dos seus shorts, e para o meio das suas pernas. Sentia sua xaninha quente, e gostou do toque. Tentou lembrar como era o toque dele, o carinho, a intensidade. Sentiu seus braços se arrepiarem, assim como seu mamilo. Virou-se de barriga para cima na cama, e embaixo das cobertas puxou os shorts para baixo, até abaixo dos seus joelhos. Afastou suas pernas, só então se dando conta que não vestira calcinha, na correria. Começou a deslizar sua mão para cima e para baixo, e para os lados, lentamente.

Com os olhos fechados foi recordando o toque do cunhadinho... Abriu os lábios, desejando o beijo molhado dele, cheio de paixão e tesão. Levou a mão esquerda para o seio, sentindo seu biquinho eriçado por baixo do tecido, e desejou a boca do rapaz sobre ele, como na noite passada. Sem perceber, sua mão se mexia mais rápido. Lembrou que ela gozara só com o toque do cunhado, coisa que jamais acontecera com o namorado. Lembrou do pau enorme dele, mas rapidamente afastou a imagem. Pensou na boca do Rodrigo descendo pelo seu pescoço, passando pelo seu seio, sua barriga, chegando até...

- “Ssshhhhhhhhhh...”, gemeu, baixinho, seus dedos totalmente melados. – “Gostoooosoooo...”, sussurrou, como se o cunhadinho pudesse ouvi-la.

Foi se lembrando da boca dele rodeando sua boceta, provocando-a, e então o toque macio da sua língua... – “Hummmmmm...”, novo gemido, dessa vez descolando a cintura do colchão, como se procurasse com o ventre a boca do amante. Seu dedo indicador brincava agora com seu clitóris, eriçado, atiçado. Ela começou a mexer seu dedo para um lado e outro, rapidamente, como se fosse o pêndulo de um relógio de parede, mas 200x mais rápido.

- “Uuufffsssssss... Ahhhhhhhh, Ahhhhhhhhhhhhh... Huuummmmmmmmmm...”, gemeu, sem se importar com o barulho no quarto escuro, em um orgasmo lento, profundo e molhado. Libertador, ela lembraria, na manhã seguinte.

Foi se virando, deitando de lado, abraçando o travesseiro, escorregando uma perna por cima dele, e com isso ficando com o bumbum empinado. Ainda ofegante, lembrando dos carinhos recebidos, deslizou uma mão pela sua bunda, como o Rodrigo havia feito. Um novo arrepio percorreu seu corpo, a memória do toque do rapaz gritando em sua mente. Deslizou a mão pelo vão das suas nádegas, e lentamente passou a ponta do dedo sobre seu ânus. Novo arrepio, dessa vez arrancando um gemido abafado.

Ela seguiu com dedo, por trás, até atingir sua vagina, úmida. Passou a ponta do dedo indicador por ali, e então o subiu até o ânus, novamente. O contato do dedo melado instantaneamente a pôs em estado de alerta novamente, despertando seus sentidos. Sua vulva parecia piscar, ansiosa, querendo mais carinho.

Deitada praticamente de bruços sobre o travesseiro, empinou mais a bunda e deslizou a mão direita pela frente do seu corpo, tocando novamente sua xoxota, enquanto o indicador da mão esquerda passeava sobre seu ânus. Ela recomeçou a tremer, sem compreender se ainda eram os espasmos do orgasmo anterior, prolongados pelo carinho, ou mesmo se era um novo (e inédito para ela) orgasmo sucessivo.

Deu um ‘foda-se’ para a contabilidade, e empurrou o dedo indicador lentamente para dentro do seu cuzinho, como o Rodrigo havia feito, enquanto se masturbava furiosamente, gemendo e gozando até perder o fôlego, a boca aberta grudada no travesseiro, tentando abafar o escândalo que, na verdade, queria fazer.

Sentiu seu corpo ser trespassado por convulsões seguidas, como em uma série de ondas, e se entregou totalmente ao prazer, o rosto afundado contra o travesseiro, o bumbum erguido, toda a sua pele arrepiada. Muito lentamente foi esticando as pernas, relaxando. Passou a mão esquerda sobre o travesseiro, como se fosse o peito do amante. Naquele instante, sem culpa, desejou loucamente que o Rodrigo estivesse deitado ali, com ela. Imaginou que poderia ficar trocando carinhos e beijando a boca dele, enquanto conversavam, até o dia amanhecer. Adormeceu poucos segundo depois disso, com um sorriso leve no rosto.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Irmãs Médicas – V

Codigo do conto:
258305

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
31/03/2026

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