Tava rolando uma reforma no playground do prédio. Pintura nova, uns brinquedos trocados, aquela bagunça de sempre. E eu, como estava de férias do trabalho, vivia passando por ali pra dar uma olhada no andamento.
Na maioria das vezes o Rogério, pedreiro contratado pra fazer a reforma estava lá. Ele devia ter uns 45, moreno, cabelo grisalho raspado dos lados, braço marcado de veia.
Eu perguntei se a obra ia demorar, ele disse que dependia, que o material atrasou, que tava um calor do caramba. Aí veio o papo de sempre: "Trabalhador não tem descanso, né? Cê sabe como é, chefe." Eu ri, concordei, e ele continuou:
— Mas o pior nem é o sol. O pior é chegar em casa e não ter ninguém. Tô numas seca que até cachorro no cio foge de mim.
Ri de novo, mas o olhar dele mudou. Não era mais aquele papo de obra. Era um olhar de quem tava testando. Ele passou a mão no pescoço, suado, e disse:
— Tu é casado, né? Mas eu sei quando um homem tem fome também.
Ri. Ele largou a pá, pegou uma garrafa d'água, bebeu devagar, me encarando por cima da borda. Depois, sem cerimônia:
— Vem cá no disjuntor, que eu vou te mostrar um negócio.
Eu sabia que não era negócio nenhum. Mas fui.
A sala de disjuntores era minúscula, apertada, cheia de fios e cheirando a poeira e cimento. Ele fechou a porta atrás de mim, e antes que eu falasse qualquer coisa, já tava com a mão na minha nuca, me empurrando contra a parede.
— Fica quieto — disse, com a voz grossa
— Eu vou te dar o que tu não sabia que queria.
Ele me virou de frente pra parede, baixou minha bermuda com um puxão só. Senti a mão dele, calejada, quente, apertando minha bunda, abrindo, explorando. O dedo dele molhado de saliva entrou devagar, me fez suspirar. Ele riu baixinho, perto do meu ouvido.
— Gostou, né? Tá todo arrepiado.
Eu não conseguia falar. Só gemia baixo, encostando a testa no concreto. Ele tirou o dedo e ouvi o zíper da calça dele. Quando a ponta daquela rola encostou, grossa, quente e dura
Ele meteu devagar , sem pressa. Mas quando tava dentro, ele começou a socar. Cada estocada era forte, certeira, fazendo meu corpo bater no tijolo. A mão dele apertava meu quadril, a outra segurava meu ombro.
— Tava precisando meter numa bunda gostosa. Cê não sabe o quanto eu sonhei com essa raba quando te via passando.
Ele acelerou. O som daquela rola entrando e saindo. Eu sentia cada centímetro daquela grossura me abrindo, me preenchendo, me dominnaando. E ele continuava, sem parar, me chamando de "gostoso", "delícia", "cadela de pedreiro".
A mão dele veio pro meu pau, que tava duro, babando, e começou a punhetar no ritmo das estocadas. Eu tava perdido. Cada vez que ele metia fundo, a cabeça daquela pica roçava num ponto que me fazia ver estrela. Ele ria, sabia que tava me dominando.
— Vai gozar, fdp, vou te encher de leite quente agora.
E foi o que ele fez. Apertou minha cintura, deu três estocadas mais fundas, e eu senti o leite quente inundar meu cuzinho. E eu, sem encostar no meu pau, gozei junto. Gozei na parede, tremendo inteiro, com o corpo todo contraído em volta daquela rola que ainda pulsava dentro de mim.
Ele saiu devagar, e eu senti o leite escorrendo pela minha coxa. Ouvi o zíper subir, ele passou a mão no meu cabelo, ajeitou minha bermuda, e falou, com a voz já normal:
— Se quiser dar uma olhada no serviço, já sabe onde me achar.
Abriu a porta e saiu assobiando.
Eu fiquei lá, encostado na parede, as pernas bambas e o rabo cheio.
