Carlinhos é aquele brother raiz: alto, forte, barba fechada. Conheço ele desde a época da faculdade.
Num momento, cansamos de jogar e ficamos conversando
— Bota um negócio bom aí pra distrair. - Falei
O fdp colocou num canal pornô. Na tela, uma mulher de cabelo escuro, corpo escultural, toda brilhando de óleo, montada num pau gigante. Abella Danger. Conhecia de nome, de ver em alguns sites. Mas vê-la ali, na TV grande, em alta definição, aquele rabo empinado tomando rola enquanto o óleo escorria pela lombar...
Carlinhos não mudou de canal. Só soltou um:
— Caralho.
E deixou o controle de lado.
A gente ficou em silêncio vendo aquela cena. Abella tava de quatro, aquele rabo perfeito levantado, e o cara metia sem dó. Cada estocada fazia o corpo dela balançar, os peitos balançando, o óleo brilhando na luz. Ela gemia alto, puxava o cabelo do cara, pedia mais. Era putaria pura, da mais explícita.
Olhei pro lado, disfarçando, e vi Carlinhos mexendo na própria bermuda. Achou que eu não vi. Mas vi. E ele me viu também, porque eu senti que não conseguia disfarçar.
Ali, no silêncio quebrado só pelos gemidos da TV, aconteceu alguma coisa. A gente se olhou rápido, sem dizer nada. E, ao mesmo tempo, as duas mãos desceram.
Nenhum de nós falou. Não precisava. Era broderagem pura: dois manos, um vídeo violento de putaria, e uma tensão que crescia igual o volume da TV.
Abella tava agora de bruços, o cara enfiando aquele pau inteiro na buceta oleada dela, e ela gritava. Cada gemido parecia ordenar a minha mão. Eu me punhetava olhando pra tela, mas no canto do olho via o Carlinhos, meu amigo, o mão de ferro, também com a mão no pau, sério, concentrado, a respiração ficando pesada.
No vídeo, o cara virou Abella de lado, levantou a perna dela e meteu fundo, mostrando cada centímetro daquela rola entrando e saindo. Ela tava toda molhada de óleo e tesão, os peitos pulando, a boca aberta gemendo. Eu acelerei o ritmo. Ele também.
Meu pau escorregava na minha mão, liso de tanto pré-gozo. Olhei de novo pra ele, a mão firme, as pernas abertas, os olhos grudados na TV. Ele tava tão duro quanto eu. A gente masturbava junto, no mesmo ritmo, como se a mão do outro comandasse a minha.
Abella gozou primeiro. O corpo todo se contraiu, ela apertou o pau do cara com a buceta enquanto ele continuava metendo. Ela gritou, rebolou, derramou mais óleo. Eu tava perto. Muito perto. Olhei pro Carlinhos, ele olhou de volta, e a gente pareceu sincronizar.
— Vai... — ele murmurou, a voz falhando.
E foi a única palavra que trocamos a tarde inteira.
A gente gozou junto. Os dois, ao mesmo tempo, igual dois putos gemendo baixo. Ele jorrou na mão, sujou a bermuda. Eu jorrei também, quente, por cima dos meus dedos, enquanto Abella Danger ainda gemia na tela e o pau do ator latejava dentro dela. Nos olhamos de novo, ofegantes, com os olhos meio vidrados de tesão e choque.
Ninguém falou nada. Eu só peguei o controle, desliguei a TV, liguei o FIFA de novo. Ele se ajeitou na calça, pegou uma água, tomou um gole. A gente não comentou, não riu, não deu risadinha constrangedora. Só voltamos a jogar.