Orlando entregou as aves para as mulheres do grupo retirarem as penas e iniciarem o preparo.
- Obrigado, Orlando! Que os deuses lhe abençoem! - disse Maria ao receber o alimento.
Ao se retirar, todos os integrantes mais próximos o saudaram e aproveitaram para chamar os outros que tinham saído com a mesma missão. Orlando ainda procurou por Kiara de forma discreta, algo que para algumas mulheres mais observadoras, indicava seu grande interesse pela jovem mulher. Os outros homens até tinham interesse por ela também, mas Orlando era um dos líderes do grupo e havia indicado a eles reservadamente que, quando ela chegasse ao momento aguardado, ele a teria.
Entre os grupos nômades, não era comum haver casais convencionais. Isso porque na maior parte do tempo, os integrantes estavam envolvidos em caça, preparo de alimentos, segurança e busca por novos lugares. Isso inviabilizava relacionamentos feitos por casal. Era mais comum haver relacionamento abertos e corriqueiros. Mas ainda assim, quando um dos membros demonstrava enorme interesse por alguém, era possível realizar os "casamentos". Algo que acabava sendo feito entre líderes ou membros mais respeitados de cada grupo.
O "baixo clero" não tinha status ou condições para preservar sua relação e optavam por alguns momentos. Por isto que a abordagem entre grupos inimigos se transformava em um momento de enorme tensão. Todo aquele desejo sexual reprimido ou omitido era colocado pra fora ao encontrar pessoas que não pertenciam ao seu círculo, e o sexo se tornava em um ato descontrolado e ameaçador por não haver as mesmas regras do grupo.
O processo de casamento, entre os Astros, iniciava quando os dois envolvidos tivessem pelo menos 21 anos. Kiara tinha 20 e embora fosse incutida por todas as outras mulheres do grupo a se abrir para viabilizar a formação de um casal, seu desejo era se relacionar com mulheres, mesmo sendo algo proibido. As mulheres mais velhas esperavam que ela pudesse se fazer mulher para que o grupo voltasse a ter novos filhos, algo que sequer era pensado mais.
- Kiara está na caça? - perguntou Orlando à Fernanda, uma mulher de 36 anos, considerada a mais bela do grupo, após Kiara.
- Não sei dizer, vou me informar com as colegas. - respondeu.
Fernanda se dirigiu às demais integrantes para buscar o paradeiro de Kiara. Era comum que ela se afastasse do grupo para escrever mensagens. Algo que era compreendido como ameaça. Kiara já tinha até sido advertida publicamente por esses atos. Quando as oito mulheres estavam para procurar por Kiara, Maria pediu para que todos comparecessem ao jantar.
Rapidamente Kiara foi encontrada há uns 300 metros, em meio às árvores. Jucélia, sua maior amiga e a segunda mais jovem do grupo com 29 anos, sempre sabia onde ela poderia estar em momentos assim. Ao falar sobre a preocupação de todos e sobre o jantar, as duas retornaram e Jucélia gritou comunicando às demais que tinha encontrado a companheira.
As nove pertenciam a um grupo de caça, camuflagem e espionagem. Além delas, haviam mais outras 5 mulheres. Três cozinheiras e outras duas, casadas, que davam maior assistência ao grupo. As 14 mulheres se somavam aos 35 homens dos Astros, que ficavam mais responsáveis pela segurança, caça, espionagem e suporte.
- Aqui está Kiara, graças à Orlando, conseguimos uma carne de maior sustança - disse Maria ao entregar uma pequena vasilha com caldo e um pedaço de ave.
- Obrigada, Orlando! - disse ela.
Orlando finalmente voltou a ver Kiara. Sorriu satisfeito, como se estivesse encontrando-a pela primeira vez. Aquele homem surrado pelo tempo, com 41 anos e um porte físico invejável, parecia um adolescente.
- Não por isso, Kiara - respondeu.
Mas engana-se quem pensa que sua mente trabalhava de forma inocente ou levemente pervertida como a de algum adolescente tarado. Em sua cabeça, Orlando só imaginava que após receber sua comida, ele ordenaria que Kiara fosse à sua barraca por ter se separado do grupo novamente. Entre casais, qualquer tipo de trabalho gerado por um dos membros era motivo para que o outro corrigissse publicamente ou no reservado.
Ela iria se assustar e talvez querer dizer que não fez por mal, mas ele tomaria sua cuia a proibindo de se alimentar até terem uma conversa a sós. Com fome, ela não teria outra alternativa a não ser baixar a cabeça simbolizando que entendeu estar errada perante aos demais e caminhar, sentindo-se humilhada, até a barraca.
Lá, sozinhos, ele amarraria os pulsos e pernas de Kiara sobre uma pedra, utilizada como mesa. Assim ela ficaria de quatro, sem chances de se mexer. Ele então retiraria suas vestes para ver, como já viu em um tempo não muito distante, a pele suave, lisa e aparentemente macia daquela jovem. Como na vez em que a flagrou tomando banho no lago. Não viu muita coisa, apenas os ombros e a parte de cima dos seios, mas foi o suficiente para ele se aliviar sozinho por uma semana direto, até a imagem voltar a ficar turva.
Dessa vez ele veria todo o resto. Totalmente nua e presa sobre a mesa, Orlando iria colocar seu pau em sua buceta, direto, sem lambidas ou alguma outra forma de auxílio. Kiara iria gemer alto, talvez reclamar. Mas ele pegaria sua calcinha, a rasgaria e colocaria em sua boca.
- Cala boca, agora vai aprender a nunca mais sair de perto de seu marido, de seu dono! - pensava.
Colocaria tudo de uma vez, de uma forma desajeitada, para fazer doer. Após afundar em sua buceta, vendo suas costas e sua bunda redondinha, pulsaria seu pau dentro dela, para que demonstrasse à ela que não passava de um depósito de porra exclusivo dele. E então bombaria, fazendo-a ter que se virar para se lubrificar sozinha para não tornar as coisas piores.
Aos prantos, Kiara só iria querer que aquilo acabasse. Mas Orlando aproveitaria cada instante e variaria para movimentos leves e outros mais profundos e fortes. Quando estivesse para gozar, tiraria da buceta e então meteria em seu cú. Da mesma forma que tinha sido na buceta. Sem auxílio ou qualquer cuidado. Ela era sua esposa e podia fazer o que bem entendesse para ela compreender seus erros.
Ao final, sairia de trás e iria até seu belo rosto. Tiraria a calcinha de sua boca, e se masturbaria jorrando porra em sua boca.
- Isso sua piranha, bebe tudinho. Essa é sua entrada para o jantar. Agora vá até o grupo e termine sua sopa. E nunca mais saia de perto do grupo. De preferência, nunca saia de perto de mim.
Com os olhos marejados, em sua mente, Kiara ainda responderia:
- Sim meu amor. Eu não sei o que seria de mim sem o Senhor.
E ele então lhe daria um tapa bem forte, para marcar sua bunda e a obrigaria a andar logo, porque mais tarde ainda teria a sobremesa.
Enquanto pensava tudo isso num ponto ligeiramente mais afastado do grupo, parecia não ver mais nada até que Kiara toca seu braço.
- Obrigada, Orlando. O senhor sempre tem sido tão gentil para com o grupo. Desde que era mais nova eu sempre ouvia meu pai e minha mãe falarem que se não fosse o senhor, o grupo já teria sido desfeito no passado.
- Er, obrigado, Kiara. Eles exageraram. - respondeu surpreso com a presença de quem estava sendo dilacerada em seus sonhos tão inocente próxima dele.
- Não é exagero. - então Kiara tirou o lenço que cobria parte de seu rosto e se aproximou dele para beijá-lo na bochecha. Tinha sido a primeira vez que ela fazia isto. E ele então chegou a ferver por dentro, mas não podia fazer nada.
- Obrigada por tanto. Tenha bons sonhos! - disse ao se retirar para dormir na tenda das espiãs.
- Você será sentinela esta noite? - perguntou Orlando, se recordando do acordo que tinha feito em segredo com os Soberanos.
- Não, Jocélia e Carla é que farão o serviço hoje, porque?
- Nada, é que eu também vou ser. Seria legal poder conversar um pouco mais com você.
- Fica para próxima então.
Kiara então caminhou até sua barraca fazendo Orlando pensar em seu rosto, que não era nenhuma surpresa. Mas vê-lo tão perto e receber um beijo na bochecha era uma grande novidade. Era um indício de interesse recíproco. Não fosse o acordo com os Soberanos, eles se casariam e Orlando poderia tê-la só para si.
Durante a noite, Orlando pensou sobre avisá-la ou talvez chamá-la para fugir. Mas ele sabia que Kiara era uma mulher muito enraizada na comunidade. Ela jamais sairia dali sozinha sem avisar mais alguém. E não só isto, ele sabia que ela mesmo sendo inocente e inexperiente para as coisas do mundo, ela era a mais guerreira e se colocaria em riscos para tentar achar um Soberano para matar, mesmo que fosse sua última missão na Terra. Mas pior ainda é que ela sabendo que ele estaria num conluio com eles, seria denunciado aos gritos. Optou então em seguir o plano pré-estabelecido, ficar de olho na posição dos sentinelas e observar se não encontraria nenhuma surpresa.
