Meus primos e eu - uma relação quase incestuosa
Formávamos uma escadinha etária que saltava de dois em dois anos. Rogério, que logo passou a ser chamado de Roger, era o mais velho, filho do irmão do meio do meu pai. Depois vinham os gêmeos, dois anos mais novos, Miguel e Diego, filhos do irmão mais velho da minha mãe e, finalmente eu, Theo, o caçula dos netos de ambos os lados e, confesso sem modéstia ou arrependimento, o mais protegido e paparicado pelos avós.
Crescemos num ambiente familiar muito estreito e carinhoso. A família era extremamente unida, festeira e na qual um dava suporte ao outro em qualquer situação. Como filho único, meus primos eram os irmãos que não tive e, podem ter certeza, eram tão pentelhos e irritantes quanto. Era um amor fraternal estranho, vivíamos às turras cada um defendendo seus interesses, mas ao mesmo tempo, éramos os maiores defensores uns dos outros.
Durante a adolescência ocorreram os maiores conflitos, como não seria diferente entre irmãos. De insultos, divergências a pancadarias não precisávamos de grandes motivos. Eu invariavelmente acabava sempre levando a pior, não só por ser o caçula, mas pela enorme diferença física. Nunca fui mirradinho, mas meus primos pareciam não ter respirado o mesmo ar que eu, uma vez que seus corpos se agigantaram, se encheram de músculos, ficaram peludos e, é claro que suas partes pudendas seguiram pelo mesmo caminho. No meu caso a genética resolveu seguir outro caminho, fiquei tão alto quanto eles, mas não fui agraciado com o mesmo tanto de músculos, embora os que tinha houvessem esculpido meu corpo de forma harmoniosa; quanto aos genitais é bom nem tecer comparações, os deles se transformaram em verdadeiras aberrações gigantescas, enquanto os meus mais pareciam os de estátuas gregas, bonitinhos, mas apenas suficientes para as funções fisiológicas. O que me foi recusado na frente, foi concedido em abundância atrás. O bundão carnudo e roliço parecia não receber instruções de quando parar de crescer. Comprar uma simples calça era uma tarefa que exigia muito da minha mãe que invariavelmente precisava fazer ajustes para aquele tanto de carne caber dentro delas.
Enquanto o bundão crescia desmesuradamente, virando motivo de gozação para a garotada do colégio e para introversão de minha parte, eu me tornava um garoto tímido e um pouco inseguro, até descobrir que não era a minha bunda avantajada e cobiçada que estava mexendo com a minha personalidade, mas o fato de eu ser gay, o primeiro e único na família. As sessões de psicoterapia não estavam ajudando muito, mesmo depois de dois anos as frequentando assiduamente duas vezes por semana após as aulas. Até que veio o estalo na minha mente e me fez questionar durante uma das sessões – será que eu não sou gay? – o psicólogo me encarou como se eu tivesse aberto a caixa de Pandora.
- Por que acha isso? – perguntou-me
- Sei lá! Talvez por ter entrado na puberdade, vai saber!
- Não tem nada a ver!
- Então talvez porque desde que cheguei à puberdade não sinto atração pelas meninas como os demais garotos que entram em surto assim que veem alguma, enquanto eu só consigo reparar nos corpos esbeltos e másculos dos garotos. – conjecturei, o que o fez esboçar um sorriso bem disfarçado que eu interpretei como – Eureka, ele se descobriu – através daquele olhar enigmático que costumava me dirigir durante as sessões. – É isso, eu sou gay?
- Você se sente gay?
- Ora, como eu vou saber?
- Conhece algum colega de escola, vizinho, ou parente que seja gay? – cada pergunta esquisita, não seria eu a ter que fazer tantas perguntas, afinal era para isso que meus pais estavam pagando?
- Tem um garoto gay numa turma mais avançada do colégio, mas eu não sou igual a ele, não me comporto como ele, todos sabem que ele é gay e ele não está nem aí! – respondi.
- E por que você acha que para ser gay o cara tem que se comportar ou agir de uma maneira especifica?
- Cara, na boa, você faz cada pergunta! Sei lá! Não é assim que tipificam os gays?
- Cada indivíduo tem uma personalidade, seja gay ou não! Você precisa descobrir a sua e passar a vive-la da melhor forma possível. Se você gosta de garotos, não tem problema! Apenas seja você, mostre ao mundo quem é, do que é capaz, do que procura para ser feliz, o resto vai se arranjando por si, vai se encaixando como as peças de um quebra-cabeças. – respondeu. Fácil para ele falar, mas quero ver colocar isso em prática quando ficam zoando com você o tempo todo por qualquer merreca.
- Falei para o psicólogo hoje que acho que sou gay! – soltei no meio do jantar, minha mãe deixou o garfo cair no prato e meu pai quase se engasgou com o gole de cerveja que estava engolindo. – O que vocês acham? – perguntei, soltando a bomba.
- De onde tirou isso, Theo? – perguntou minha mãe, quase surtando.
- Sei lá! Gosto mais dos garotos do que das meninas, enquanto eles fazem o contrário.
- Será que esse psicólogo está enfiando essas coisas na cabeça desse moleque? – questionou meu pai, assim que se recompôs do susto.
- Não diga besteiras, ele foi muito bem recomendado e é reconhecido como um excelente profissional. – disse minha mãe
- Pelo que ele cobra pelas sessões tem mesmo que ser bom! – devolveu meu pai. – Mas isso não resolve o problema do garoto!
- O psicólogo disse que isso não é um problema! – afirmei. – Segundo ele, gostar de garotos não configura um problema, é parte da minha personalidade, é inerente ao meu ser! – revelei.
- Eu vou precisar de mais alguns goles disso aqui! – exclamou meu pai ao se levantar para pegar mais uma cerveja na geladeira.
- E você acha que engolir isso aí vai resolver a questão? Indagou minha mãe
- Vai me ajudar a digerir essa novidade! – respondeu ele.
- Bem, enquanto vocês não chegam a uma conclusão e ainda não responderam a minha pergunta, como eu fico? Sou gay ou não? – questionei., antes de baixar um longo silêncio sobre a mesa.
- O que você acha? – perguntou minha mãe ao meu pai.
- E isso lá importa! Amamos esse moleque, não é? Gay ou não, vai continuar sendo nosso filho querido, portanto não vejo razão para ficarmos questionando algo sobre o qual não temos o menor controle. Queremos que você seja feliz, Theo, só isso nos importa! – declarou meu pai, vindo me abraçar e é claro, não perdendo a chance de me levantar do chão durante aqueles seus abraços constrangedores.
- Me dá uns goles disso aí, também preciso assimilar toda essa novidade! – exclamou minha mãe, o que me fez rir. – Está rindo do quê? Já não basta ter fundido a cabeça da gente, seu moleque espevitado?
- Não acredito que vocês sejam tão alienados! Estão me criando há anos e nunca perceberam nada? – indaguei
- Perceber o quê, moleque, você age como qualquer outro garoto da sua idade, quem é que ia desconfiar que é gay? – questionou minha mãe.
Passado o estarrecimento, passaram a espalhar a novidade, à meia boca, pela família; o que me tornou oficialmente gay. Não mudou absolutamente nada. Meus avós de ambos os lados, primeiro entraram em choque, mas depois prevaleceu aquela predileção escancarada que tinham por mim. Meses depois, ninguém mais falava sobre o assunto, estava sacramentado e assim ia continuar sendo.
Quem mudou fui eu. O Roger que até então era só o cara que me aporrinhava e induzia os gêmeos a fazerem o mesmo, começou a se tornar o foco da minha atenção. Passei a reparar em cada detalhe físico e psicológico dele e, quanto mais detalhes percebia, mais me sentia atraído por ele. O danado, sacripanta safado tinha um corpão de dar nó na cabeça da gente. Quando os pelos começaram a crescer em cada canto daquele corpão parrudo e viril, ele deixou crescer um cavanhaque ridículo com o qual eu não parava de implicar e que o deixava furioso comigo. Eu desdenhava tudo nele como forma de não admitir para mim mesmo o quanto ele era sedutor e como isso mexia comigo; tipo os negociadores tarimbados que botam defeito em tudo que estão a fim de comprar por um preço abaixo do valor real. Olhar para o pacotão volumoso no meio de suas pernas quando estava usando um jeans me deixava excitado. Aos poucos ele começou a desconfiar dos meus olhares sequiosos e das minhas críticas constantes e infundadas quanto à sua aparência.
- Bichinha bunduda, vá se preocupar com esse rabão e me deixe em paz com meu cavanhaque. É sexy e charmoso, as garotas adoram! – retrucava ele quando eu invocava com aquele tufo de pelos aparados cobrindo seu queixo.
- Te deixa com cara de bode! – devolvia eu, para irritá-lo.
- Quer levar umas porradas? Está pedindo por isso! – exclamava, vindo para cima de mim feio um leão furioso, e só me largando quando eu gritava pedindo socorro.
Paralelamente, ele não parava de fazer observações sobre a minha bunda que se tornava cada dia mais carnuda e proeminente, um sinal inequívoco de que, de alguma forma, aquilo o perturbava. Cheguei a flagrá-lo dando uns apertões no pauzão quando me via de sunga na piscina da chácara dos nossos avós, ou quando me pegava saindo do banho com uma toalha enrolada na cintura, que ele e os gêmeos tinham prazer em arrancar para me verem nu e dar uns tapões ou beliscadas nas nádegas roliças.
Comecei a reparar que não eram apenas meus primos que se assanhavam todos diante do meu corpo em transformação. Um colega do colégio que até então nunca fizera observações quanto a minha bunda, também resolveu me azucrinar durante as atividades esportivas. Não era aquele tipo de bullying ofensivo e humilhante, estava mais para uma cantada que ele ainda não sabia bem como administrar, fazendo-o de modo discreto, porém sem disfarçar um tesão que desencadeava uma sensação prazerosa em seus genitais. Eu só me dei conta do que estava acontecendo quando os abraços dele ficaram mais demorados, mais intensos, quando aqueles esbarrões casuais começaram a acontecer com muita frequência, quando a proximidade dos nossos rostos ficava tão curta que eu podia sentir o hálito morno dele roçando meu rosto. De uma maneira inexplicável eu gostava disso, nunca me afastava ou reclamava do jeito que suas mãos me apertavam, e isso me fez perceber que garotos me atraíam, provocavam algo dentro de mim que era a um só tempo excitante e amedrontador.
- Você é tão gostoso, Theo! Promete não se zangar comigo! Mas a sua pele, o seu cheiro, o jeito que você sorri formando duas covinhas nas bochechas, o toque suave das suas mãos, tudo isso me dá cada vez mais tesão. Eu acho que estou gostando muito de você, Theo! – confessou esse colega certo dia em que fazíamos um trabalho de história em dupla. Primeiramente fiquei sem ação, mas quando o encarei ele tinha aquele mesmo olhar estranho que meus primos, e foi quando percebi que eu também tinha essa capacidade de atrair os garotos que, estranhamente, sempre tinham aquela aparência mais máscula e viril do que eu.
- Também gosto muito de você, Ricardo! – devolvi introvertido. Depois de se certificar de que ninguém nos observava, ele tocou meu rosto e me beijou, tocando seus lábios quentes e úmidos nos meus, o que fez meu coração disparar.
Nada aconteceu depois desse beijo, exceto outros tão fugazes e discretos quanto, mas isso fortaleceu nossa amizade e me fazia sonhar muitas vezes não só com ele e meus primos tendo relações íntimas, mas com homens em geral, que eu nem mesmo conhecia, mas que minha imaginação idealizava.
Não foram só meus primos que puderam admirar e se excitar com a minha nudez, eu também cheguei a vê-los nus, observar seus corpões avantajados que já tinham todas as características de homens adultos enquanto eu ainda estava naquela prolongada transição entre a adolescência e a fase adulta, com pelos escassos na virilha, penugens aloiradas nos braços e pernas e o corpo tão liso quando o de um bebê, cheio de dobrinhas e contornos sensuais. O Roger era o que mais me deixava perturbado, havia algo nele que eu não sabia explicar, mas que me fazia o desejar como se meu corpo precisasse do dele para se sentir completo. Os gêmeos também me excitavam, seus pauzões cada dia maiores e mais grossos eram um colírio para os meus olhos, e faziam minha boca salivar, depois que me fizeram assistir a um filme pornô onde um cara chupou um caralhão até ter sua boca preenchida com uma porra leitosa.
- Gostou do filme, veadinho – perguntou-me o Roger, vendo como a cena tinha me abalado.
- Vocês não prestam, seus tarados! – exclamei zangado, pois estavam me mantendo à força diante da tela do computador para me obrigar a assistir ao filme. – Isso é nojento! Pronto, já vi o que queriam me mostrar agora me soltem! – protestei, enquanto eles se divertiam com meu embaraço. – Vou contar para o vovô que tipo de filme vocês ficam assistindo! – exclamei para os provocar.
- Como sabe que é nojento, já provou porra? – perguntou o Miguel, ao mesmo tempo que tirava o cacetão à meia bomba de dentro do short, me exibindo acintosamente aquele troço cavalar com a cabeçorra pingando pré-gozo.
- Experimenta dar com a língua nos dentes, seu veadinho, vamos te cobrir de porrada! – ameaçou o Roger, o que tinha mais medo das broncas do nosso avô.
- Me larga, Diego e Roger! – exclamei quando já estavam me machucando para me conter na cadeira. – Ô vô, eles estão me machucando, vô! – berrei, pois só assim para me soltarem.
- Seu putinho, sempre chamando pelo vovô, só para ver a gente levando bronca! – protestou furioso o Miguel, enfiando apressadamente o pauzão duro no short antes que nosso avô viesse o que estavam aprontando comigo. – Vou te dar umas porradas, pode escrever! Veadinho chorão!
Quando meu avô veio para me acudir, o que acontecia com muita frequência, eles fizeram aquelas caras de inocentes, mas acabaram levando uma bronca mesmo assim.
Naquela noite sonhei que estava chupando os pauzões dos três, e que engoli muita porra achando-a deliciosa. Pela manhã, meu travesseiro estava todo babado, e meu receio de me ver diante dos caralhões deles havia magicamente sumido, eu passei a os desejar, só não sabia como confessar isso a eles, nem como fazer para provar como era mamar uma caceta.
A oportunidade surgiu algumas semanas depois quando a família estava reunida na chácara para um churrasco. Após o almoço estavam todos largados pelos cantos, nas redes da varanda, outros tirando um cochilo nos quartos, alguns tomando sol em volta da piscina e eu enfurnado no quarto dos garotos estudando para uma prova dali a dois dias. O Roger voltou da piscina ainda com os cabelos molhados e algumas gotas escorrendo pelo tronco bronzeado, o pauzão dele formava uma barraca dentro da sunga, antes de ele a tirar e fazer aquela coisa enorme saltar para fora. No mesmo instante senti uma fisgada no cuzinho, algo que nunca havia acontecido antes.
- Tá olhando o quê, seu veadinho, nunca viu uma pica de macho? – questionou malicioso. – Quer dar uma mamada?
- Besta! – respondi, com a boca salivando.
- Vem tomar um leitinho de pica, igual no filme! Sei que você ficou impressionado naquele dia. Chupa, Theo! Chupa meu cacete, prometo que não vou contar para ninguém. – afirmou, para me aliciar.
- Para com isso, Roger! Eu não quero! – devolvi, sem convicção.
- Experimenta! Me chupa, Theo, vai gostar, prometo! - retrucou, se aproximando de mim e pincelando a jeba cheirosa no meu rosto, até eu criar coragem e abrir lentamente a boca para o deixar a enfiar dentro dela.
Ele soltou um grunhido assim que meus lábios se fecharam ao redor da cabeçorra que preencheu toda minha boca. Atordoado, mas excitado, eu tentava me lembrar de como o cara do filme tinha chupado aquela rola que depois esporrou em sua boca. Repeti o que tinha visto, lambendo, chupando e sugando não só a chapeleta estufada e melada do Roger, mas toda aquela estaca de carne reta e grossa, com um tramado de veias saltadas a contornando e que pulsava e enrijecia aos meus toques. Ele não parava de gemer, um gemido rouco e excitado que vinha do fundo do peito, agarrando meus cabelos e afundando meu rosto em sua virilha pentelhuda. Nisso o pauzão afundava na minha garganta e me deixava sem fôlego, mas eu continuava chupando e sugando aquela baba viscosa de saborosa.
- Isso, seu putinho, é assim mesmo, chupa, chupa minha caceta, veadinho! Aprendeu rápido, está fazendo direitinho e vou te recompensar com bastante leitinho! – ronronava ele, fodendo minha boca como se fosse uma boceta.
Eu não dizia nada, só o encarava e me deliciava com o sumo saboroso que saía da pica e com o prazer estampado no rosto dele. Essa percepção de que ele estava gostando do meu desempenho me fez intensificar as sugadas, apalpar e massagear o sacão peludo dele, me dando a certeza de estar fazendo tudo certo. Não demorou e o Roger soltou um urro, senti o abdômen dele se retesar e o primeiro jato cremoso de esperma entrar na minha boca. Engoli-o assim que o segundo eclodiu sentindo o sabor amendoado e alcalino daquele líquido pegajoso. Não desperdicei sequer uma gota de porra que ele ejaculou, me observando lamber e limpar sua pica numa devoção quase divina.
- Theo do caralho, seu veadinho puto! Mamou tudo, mamou minha porra, tesudinho! – exclamou, quando terminei de limpar o cacetão que ainda latejava na minha mão.
- Você prometeu não contar para ninguém, Roger! Jura que não vai contar? – de repente, o prazer que estava sentindo por ter engolido toda aquela porra se misturou ao medo de ser punido pelo que fiz, ou por ter minha sexualidade exposta e recriminada.
- Prometo, Theo! Não vou te trair, pode confiar! Eu te acho um tesão! – asseverou, e realmente cumpriu.
Naquela mesma noite, quando a chácara estava mergulhada no silêncio e apenas nós quatro ainda estávamos acompanhando uma série no streaming dentro das nossas camas, o Roger se aproximou de mim, deitou ao meu lado, arriou a bermuda do meu pijama e me abraçou de ladinho, esfregando sua excitação melada nas minhas nádegas antes de guiar o caralhão duro pelo reguinho quente. Gemi forte quando senti minhas preguinhas se abrindo e o pauzão deslizando para dentro de mim.
- Ai Roger, tá doendo! – só então os gêmeos se tocaram do que estava acontecendo debaixo do lençol.
- Você está metendo no cuzinho dele? – perguntou eufórico o Diego. O Roger confirmou com um aceno de cabeça, deixando-os quase malucos de tanto tesão.
Ele cobriu minha boca com um beijo e continuou se empurrando para dentro de mim. Minhas carnes sediam se distendendo em meio a dor pungente, mas eu procurava aguentar sem fazer escândalo, apenas apertando os dentes e deixando as lágrimas descerem pelo rosto.
- Não quero te machucar, mas você é apertado para caralho! Sei que está doendo, mas vai passar, prometo! – dizia ele, sussurrando no meu ouvido sua respiração excitada.
- Teu pauzão grosso está machucando meu cuzinho, Roger! Mete devagar! – pedi, empinando o rabão contra a virilha dele, onde ele se encaixava perfeitamente como se tivesse sido talhado para isso.
Ele enfiou tudo até o talo antes de iniciar um vaivém lento e cuidadoso. O caralhão se movia como um bate-estacas no meu cuzinho apertado, me obrigando a gemer e a morder a ponta do travesseiro para suportar aquela dor que se espalhava pelo baixo ventre. Era o calor do corpão dele, seus braços me envolvendo, seu peitoral largo roçando minhas costas que amenizavam as estocadas potentes e iam progressivamente implantando um prazer como jamais havia sentido antes.
- Ai Roger! – gemi, quando o prazer superou a dor e eu me sentia completamente preenchido por aquela estaca pulsante se movendo lascivamente no meu cu.
- Tesão do caralho, Theo, como você é gostoso, seu putinho! Eu sabia que esse rabão só podia ser muito gostoso! Isso, se entrega para mim, deixa eu te foder lá no fundo! Vou encher esse rabinho quente de porra! – grunhia ele em êxtase, sem parar de me estocar.
Os gêmeos atiraram os lençóis para longe, tiraram os cacetões dos shorts e os manipulavam com os olhares fixos e encantados no que acontecia na cama ao lado onde eu me entregava ao Roger sem nenhum pudor ou reserva, só gemendo de prazer enquanto tinha o cuzinho arregaçado pela tara desenfreada do nosso primo. O Miguel, em dado momento, chegou a gozar, fazendo os jatos de porra esbranquiçada jorrarem como num chafariz, de tão excitado que ficou. O Diego continuava apertando o pauzão que ia melando sua mão com o pré-gozo abundante que vazava da cabeçorra.
De súbito, entre o vaivém da pica do Roger estocando meu cuzinho, soltei um gritinho ao sentir uma forte e prazerosa contração no saco que me fez gozar. Eu nem estava tocando no meu pinto, o prazer veio diretamente do fundo do cuzinho onde o caralhão do Roger me cutucava as entranhas. Ele mordeu minha nuca, grunhiu forte e começou a se despejar dentro de mim, enchendo meu rabo com tanta porra que ela começou a vazar pelas laterais. Ao virar meu rosto de lado para me beijar, nossos olhares se encontraram e ali aconteceu um lampejo e uma conexão entre nós que não existia até então. Por alguns segundos ficamos parados, olhos nos olhos, antes do beijo acontecer, suave, demorado e cheio de tesão, sacramentando de vez um vínculo que jamais se apagou.
- Caralho, Theo! Delícia de foda! Delícia de rabo! – ronronou, enquanto enchia meu cu com seu leite viril que escorria pela mucosa anal esfolada, num prazer que ambos compartilhavam em êxtase.
Ele demorou a sacar o pauzão do meu cuzinho, deixou-o amolecer por completo, o que levou um bom tempo, pois o tesão de sentir a rola encapada pelo meu ânus apertado e quente não arrefecia. Só o fez sob a pressão que o Miguel e o Diego faziam sobre ele para poderem enfiar seus caralhões rijos e excitados no meu rabo. Eu não queria que ele saísse de dentro de mim e contraía os esfíncteres mastigando sua pica para adiar a retirada que, ao acontecer, me deixou com um vazio enorme nas carnes distendidas. Olhei para ele quando ficou em pé ao meu lado com o pauzão ainda pingando algumas gotas daquele sumo viscoso que formigava no meu cuzinho, e me regozijei com a expressão de prazer e saciedade que havia em seu rosto másculo.
O Miguel entrou com tudo no meu cu quando, ao afastar as bandas da bunda, viu o buraco vermelho e cheio de porra querendo se fechar em contrações rítmicas. Eu soltei um gritinho ao sentir a dor da penetração provocada pelo estiramento abrupto das preguinhas, apesar do esperma do Roger atuar como um lubrificante.
- Ai, seu brutão! Meu cu, ai meu cuzinho, Miguel! Você é muito grosso! – gani, me agarrando ao que podia.
- Não machuca ele! – ordenou o Roger, ao ver minha agonia ao ter o cu novamente arregaçado.
- Levou uma baita rola grossa no cu e ainda está todo apertadinho, seu veado tesudo! Quem manda ser tão gostoso, a gente perde a cabeça! – exclamou o Miguel, abraçando meu tronco e metendo fundo, porém sem a mesma força desmedida da penetração.
- Vai devagar, estão me arrancando o cabaço com muita força, seus brutões! – gemi, ao mesmo que rebolava para o pauzão do Miguel deslizar para dentro de mim mais facilmente.
- Ah priminho tesudo, se eu soubesse que você é tão estreito e que esse cuzinho estava faminto por uma rola, já tinha te desvirginado há tempos! – gemeu ele, ao meter o cacetão inteiro no meu cu deixando apenas o sacão entalado entre as nádegas.
Enquanto o Miguel me fodia, o Diego chegou junto, pincelou a pica melada na minha cara e me mandou chupar. O aroma almiscarado do pré-gozo me seduziu e botei a cabeçorra na boca, sugando-a com vontade para me deliciar com aquele sumo aquoso e translúcido que vazava aos borbotões.
- É um putinho safado! Saca como esse veadinho do caralho é guloso mamando minha rola! – proclamava alvoroçado o Diego, enquanto o irmão não parava de meter cadenciadamente o pauzão no meu cuzinho. Eu só gemia, gemia feito uma cadelinha sentindo aquele pauzão se movimentar entre as minhas carnes, me abrindo, me preenchendo e me arreganhando todo.
- Vou te engravidar seu puto tesudo! – rosnou o Miguel no meu cangote ao me prender com mais força em seus braços e dar umas estocadas fortes na minha próstata, segundos antes de soltar um urro gutural e gozar copiosamente no meu cuzinho lanhado.
Quase tive outro orgasmo ao sentir o sêmen preenchendo minha ampola retal que transbordava de tanta porra. Parecia haver uma brasa ardendo no meu cu, pois o vaivém daqueles pauzões havia esfolado minha mucosa anal. Eu já não sabia mais se estava sentindo prazer ou dor de tanto que arregaçaram meu rabinho apertado.
- Me dá um tempo! Não sei se vou aguentar mais uma! Meu cu está doendo, seus putos! – exclamei, quando o Diego se posicionava tendo me virado de costas, aberto minhas pernas e as colocado sobre os ombros, deixando o cuzinho por onde escorria o sêmen do Roger e do Miguel na pontaria de seu cacetão, pronto para mergulhar dentro dele, assumindo a posição que o irmão acabara de deixar vazia.
- Vai sim, seu veadinho! Nem pense em amarelar agora, não vou ficar no prejuízo! Tu vai levar rola nessa rabo quer queira quer não! – sentenciou determinado o Diego, cujo pauzão duro já lhe causava dor.
- Seus brutamontes insensíveis! Olha para o tamanho de vocês e olha para mim, seus brutões! Eu vou gritar Diego, juro que vou gritar se você enfiar isso tudo com muita força dentro de mim! Estou exausto! Nunca tinha dado o cu e logo na primeira vez tenho que dar conta de três marmanjões parrudos feito vocês! – protestei, embora meu cuzinho estivesse fazendo beicinho para receber mais uma pica.
- Prometo que vou meter devagar, mas se você gritar eu soco tudo até o talo de uma vez, entendeu seu puto safado? – retrucou ele, apontando a cabeçorra sobre a fendinha plissada na qual se via algumas gotas de sangue brotando das preguinhas rompidas, o que não o impediu de prosseguir, pelo contrário, aquilo atiçou a selvageria primitiva e máscula dele.
Para garantir meu silêncio, ele tapou minha boca com uma das mãos enquanto a outra enfiava progressivamente o pauzão grosso para dentro do meu cu. Eu já estava sem forças, mesmo assim arrebitei o rabo, enquanto meu cuzinho se abria para receber aquela estaca roliça e impetuosa afundando nas entranhas.
- Ah putinho da porra, arrebita, arrebita esse bundão e sente meu cacete de arrombando! Caralho de cu macio e quente! – exclamava ele a cada estocada que me dava e que parecia me rachar ao meio a qualquer momento.
- Ai macho, meu cuzinho macho! Não estou aguentando, seu puto! – gania eu desesperado, preso debaixo do corpão parrudo e pesado dele e envolto por aqueles brações musculosos com os quais eu me debatia.
- Fica mansinho, seu veadinho rabudo! Não vou te soltar antes de encher esse rabo de porra, aguenta firme! – grunhia ele entre dentes, deixando o tesão dominar suas ações. – É disso que você precisa, de machos fodendo esse cuzinho para deixar de ser fresquinho! – afirmou, sem parar de socar o pauzão no meu rabo.
A putaria desenfreada já estava rolando há umas duas horas. Meu corpo todo tremia numa confusão de sensações. Prazer, dor, expectativa, orgasmo, contrações involuntárias do baixo ventre e mais nem sei quantas percepções dominavam meu corpo. Eu sentia como se tivessem cavado um túnel no meu cu de tão laceado que ele já estava levando aquelas rolas cavalares e grossas que demoravam a se saciar na maciez úmida do meu ânus. O ronronar cheio de tesão do Diego com a boca grudada na minha, lambendo meu pescoço, chupando a pele e mordiscando meus ombros me levou ao clímax. O gritinho carregado de prazer aflorou aos lábios antes de eu o poder conter e do Diego conseguir tapar minha boca. Espremido entre as minhas pernas, meu pinto foi soltando os jatos de porra, enquanto eu me deleitava com o pauzão dele deslizando para dentro e para fora do meu cu.
- Ai Diego! Macho! – exclamei em êxtase, maravilhado com aquela sensação de ter um macho grudado no meu rabo.
- Tá gostando, não é, seu veadinho? Vou leitar nesse rabinho, te inseminar para você saber quem é o macho aqui! – grunhia ele, voltando a estocar forte antes de soltar um gemido rouco e longo juntamente com os jatos de porra pegajosa que inoculava profundamente em mim.
- Caralho mano, não é que o putinho deu conta dos três! – exclamou o Miguel, quando o Diego puxou lentamente o caralhão pingando para fora do meu cuzinho.
- Brutos! Vocês são muito brutos! – exclamei, só para deixar meu protesto, pois me sentia feliz e realizado como nunca, apesar de estar com o corpo todo trêmulo e extenuado. Ver como os três estavam felizes, completou o prazer que eu estava sentindo.
A partir daquele dia meus primos me comeram com frequência. Eu dava o cu com devoção e prazer para aqueles caralhões insaciáveis, mamava o esperma leitoso e amendoado que ejaculavam e estávamos sempre esfregando nossos corpos um no outro com o tesão a nos consumir. Os anos foram passando e as relações sexuais entre nós já haviam se tornado tão corriqueiras que podiam ser comparadas a de casais vivendo uma vida em comum.
Aos poucos, eles foram arranjando namoradas e, quanto mais envolvidos com elas ficavam, menos rolava sexo entre nós. O Roger foi o primeiro a se casar, o que para mim trouxe uma enorme sensação de vazio. Eu sabia que aquela conexão que havia entre nós ia se romper em definitivo, sem que eu pudesse fazer qualquer coisa para impedir. No fundo, eu queria a felicidade dele, e dos gêmeos, e isso significava abrir mão deles e do que rolou tão maravilhosamente entre nós durante todo esse tempo.
O casamento dele me marcou tanto, deixou um clima de perda e vazio tão grande que precisei de um tempo longe de tudo e de todos. Um casal de amigos estava se organizando e preparando para percorrer o Caminho de Santiago a partir da França, e o entusiasmo deles me contagiou. Não sou católico e nem muito adepto e seguidor de qualquer crença ou religião, embora tenha uma. Encarei os 45 dias da empreitada como um tempo para me conectar comigo mesmo, descobrir o que quero da vida, fazer uma autoanálise de quem realmente sou e me encontrar com meu eu interior, isso me faria esquecer que o Roger não estava nesse mundo para mim, bem como os gêmeos. Eles me curtiram muito, sem dúvida, assim como eu a eles. O sexo que rolou entre nós foi um aprendizado mútuo, mas apenas isso. Voltei da viagem menos angustiado e mais disposto a seguir em frente levando o que aconteceu entre nós como uma lembrança boa.
O último a se casar foi o Miguel e, até na véspera do casamento ele arrumou um tempo para me enrabar. Disse que era para eu nunca me esquecer do quanto eu o tinha deixado maluco e feliz a cada foda.
- Bobalhão safado! Nunca vou me esquecer de você, de vocês três! – afirmei, sentindo o gozo farto dele escorrer pelo cuzinho enquanto o pauzão latejava forte dentro dele.
A festa do batizado do segundo filho do Roger havia reunido mais uma vez toda a família, como nos tempos da nossa adolescência. A filhinha do Diego completara dois anos recentemente e a esposa do Miguel carregava um barrigão imenso de oito meses.
Depois de um relacionamento de cinco anos com um cara casado, eu continuava solteiríssimo. Tinha me cansado de ser o amante, o estepe que supria suas carências, e já não acreditava mais nas promessas vãs de que ia se separar da mulher para ficar comigo. Eu o amava e talvez foi isso que me fez acreditar que um dia ele seria meu, apenas meu. Como isso não aconteceu e, creio eu, jamais ia acontecer, terminei o relacionamento, apesar de ele voltar a fazer promessas de que em breve ficaria comigo. Confesso que doeu abrir mão dele, pois havia amor entre nós indubitavelmente. Porém, também havia seus compromissos com a família, os filhos e outras tantas desculpas que adiavam a tal separação que ele vinha me prometendo.
Nesses encontros familiares os gêmeos levavam numa boa o que tinha acontecido entre nós no passado. Para eles, tinham me comido o cuzinho que eu lhes entregava todo dadivoso, e isso ficou no passado sem deixar qualquer sequela. Agora eram pais de família como qualquer outro hétero que na juventude tinha se esbaldado no cuzinho de outro homem, provando de tudo que a vida tinha a oferecer. Eles me abraçavam cheios de afeto, das boas lembranças que deixei nos caralhões deles com minhas carícias prazerosas. Ainda me davam umas amassadas nas nádegas, umas encoxadas disfarçadas sussurrando sacanagens no meu ouvido.
No entanto, com o Roger as coisas não eram assim. Ele se mostrava tremendamente perturbado e sem jeito a cada um dos nossos reencontros. Ficava retraído, tinha receio de me abraçar, procurava não ficar a sós comigo e deixava transparecer uma insegurança que logo despertou a atenção da esposa, a ponto de eu certa vez ouvir uma conversa entre eles.
- Por que você fica estranho quando o Theo aparece? Vocês não se dão bem, brigaram alguma vez? Você nunca fala nada a respeito dele, ou de como era a interação de vocês na adolescência como fala do Diego e do Miguel. – perguntou ela.
- Eu não fico estranho! – exclamou enfático, num tom defensivo. – Não falo sobre o Theo porque não há nada para falar! A gente não brigou, era tudo normal. – emendou, se justificando.
- Não adianta negar, você se transforma na frente dele, todo mundo vê! Você não o abraça como abraça os gêmeos, até parece que tem medo dele. – afirmou a esposa.
- É imaginação sua! Do que eu teria medo dele? Que absurdo! – retrucou o Roger, o que me deu a certeza de que aquela conexão acontecida quando despejou todo seu gozo no meu cuzinho e nossos olhares se cruzaram sem que fosse preciso dizer nada, ainda estava lá, dentro dele, tal como em mim, mas que não tinha nenhuma chance de evoluir para algo mais, tendo que ficar confinada em nossos corações e mentes para todo sempre.
Eu já estava de boa com isso, e torço para que ele também esteja.