Garanhão bruto abusa do virgenzinho



Garanhão bruto abusa do virgenzinho
Era o primeiro dia de aula do meu último ano, antes de entrar na faculdade, no colégio internacional de elite de Madri, onde só estudavam filhos de famílias cujas contas bancárias tinham saldos acima dos nove dígitos. Eu já havia passado por um bocado deles em diversos países desde que comecei a estudar. Três nos últimos oito anos, que foi o quanto nos mudamos de casa e país nesse período, devido ao alto cargo executivo que meu pai exercia na multinacional belga onde trabalhava.
Essas mudanças constantes te fazem perceber que tudo na vida é passageiro, te faz pensar se vale à pena tentar fazer amizades que logo vão se desfazer, e vão te ensinando que a solitude é sua única companheira permanente, que te faz entrar em contato consigo mesmo, que fortalece sua autoconfiança e o amor próprio. O caminho até esse estágio não é fácil, mas uma vez alcançado, quase nada ou apenas poucas coisas te abalam. Era nesse estágio que me encontrava quando comecei a frequentar as aulas desse colégio.
Longe de ser um nerd retraído como acontecia com muitos que tinham passado pelo mesmo caminho, eu era descolado, excelente aluno, invejado pela simpatia e pelo corpo escultural que não passava despercebido onde quer que fosse. Esse conjunto de características funcionava como um imã, atraindo as pessoas a mim antes mesmo de eu as notar. Nem mesmo a descoberta da minha homossexualidade durante esse trajeto me fez perder a confiança que tinha em mim mesmo. Foi tão somente uma constatação com a qual procurei lidar sem fazer um drama pessoal. Quando a certeza se instalou em mim, simplesmente a comuniquei aos meus pais, sem esperar por um aval ou algo parecido. Até porque, não havia o que fazer, não dava para fugir do que o destino me reservou.
- Cheguei à conclusão que sou gay! – foi assim que dei a notícia aos meus pais durante um almoço de domingo. Ambos riram.
- E como foi que chegou a essa conclusão? Simplesmente acordou e descobriu que é gay? – indagou meu pai, sem conter o riso.
- Ó não, Otis! Não me diga que perdeu sua virgindade com algum colega de escola! – exclamou minha mãe, sempre dramática quando se tratava de alguma coisa relacionada a mim e, ao contrário do meu pai, com uma expressão séria no rosto.
- Respondendo às perguntas de vocês – Não pai, não acordei descobrindo ser gay, a coisa já veio evoluindo há uns dois anos mais ou menos. Foi a certeza que se materializou há pouco. E não mãe, não perdi minha virgindade ainda, com nenhum colega da escola ou com outro cara qualquer. Tudo ainda está intacto como quando nasci. – respondi. Meu pai continuou rindo, e minha mãe respirou aliviada.
- Bem, gay ou não, continuamos te amando como sempre, Otis! – exclamou meu pai, não sei se para provocar minha mãe ou se expressando o que realmente sentia.
- Você não toma jeito, Louis! Tudo para você é motivo de piada! O menino está num dilema natural para a idade é você brinca com a situação. Tenha santa paciência! – exclamou inconformada minha mãe.
- Não tem dilema nenhum! Estou numa boa com isso! E espero que vocês também fiquem! – afirmei.
- Viu, o menino está de boa, só você está fazendo drama onde não existe, Sofie! – retrucou meu pai.
O assunto acabou por ali, até porque, fora algumas olhadas que dirigi a uns caras musculosos com corpões e rostos de macho, nunca aconteceu nada que expusesse minha sexualidade. Cheguei a reparar que algumas vezes uns caras me olhavam de maneira diferente, como se estivessem famintos, não por comida, mas por sexo, quando seus olhares se perdiam na minha bundinha carnuda e volumosa.
Por ainda não estar familiarizado com o trânsito no trajeto entre a nossa casa e o colégio, entrei na sala de aula no último instante. O professor já estava à postos para começar a aula quando entrei sala feito um furacão com dezenas de olhos me observando. Sentei no primeiro lugar vago que encontrei, ao lado de um carinha que me sorriu sem ter coragem de dizer que o lugar tinha dono. O outro retardatário era justamente o dono do lugar e, pela expressão de censura do professor, devia estar habituado a vê-lo chegar na última hora.
- Esse lugar é meu! – disse o parrudão com cara de enfezado. – Sai daí!
- Não havia ninguém no lugar quando me sentei! – devolvi, sem me deixar intimidar. O carinha ao meu lado olhou para o sujeito como quem não sabia se explicar.
- Você falou para esse sujeitinho que o lugar é meu, Ramon? – perguntou, como se eu fosse invisível.
- Não deu tempo, Roger! Ele sentou antes de eu abrir a boca. Não tem importância, senta noutro lugar por enquanto. – respondeu o Ramon, me fazendo perceber que eram amigos, ou algo assim.
- Já mandei sair daí, cara! Não vou sentar em porra de lugar algum! Esse é meu lugar! – sentenciou o tal do Roger.
- Você comprou o lugar? – perguntei, desafiando-o. Se havia algo que eu gostava de fazer era colocar um sujeitinho arrogante como aquele no seu devido lugar.
- Sai, ou vou te dar umas porradas aqui mesmo! – devolveu espumando de raiva.
- Está acontecendo alguma coisa por aí, Roger? Posso começar a aula ou você quer fazer uma visita à diretoria já no primeiro dia de aulas? – perguntou o professor.
- Isso não vai ficar assim, cara! Pode esperar que vai ter troco! – ameaçou o brutamontes, indo se sentar no fundo da sala, sob olhares abismados que não estavam acreditando que alguém ousou desafiar o valentão do colégio.
- Não esquenta, o Roger é meio enfezado, mas é um cara legal! – apaziguou o Ramon.
- Tá aí algo que eu duvido! Mas, que seja! – devolvi.
- Sou o Ramon, prazer! – apresentou-se simpático.
- Otis, prazer! – retruquei, simpatizando com o jeito bonachão do Ramon e, também com o rosto viril e anguloso onde uma covinha se formava no queixo quando sorria. Afinal, eu não deixava de notar os caras interessantes e potenciais futuros parceiros de transa.
Durante uma explicação do professor, o Roger lançou um copo descartável vazio na minha cabeça, flagrado pelo professor antes de me atingir. O encaminhamento para a diretoria veio através de uma ordem que ele não ousou contestar. Ao passar por mim, deu um chute na minha cadeira derrubando um caderno e alguns objetos, e me lançando um olhar vingativo. A briga estava comprada.
O pequeno desentendimento da sala de aula virou o assunto do dia durante o intervalo. Todos estavam interessados em conhecer o cara que bateu de frente com o Roger sem se intimidar e o fez recuar em seu propósito. Descobri que ele era não só o valentão encrenqueiro do colégio como o cara com quem ninguém se atrevia a se meter em seu caminho.
Entre os indignados, perplexos e admiradores da minha atitude, estavam o Martín e a Giulia que, de longe pareciam um casal de namorados, mas que logo descobri serem apenas amigos, já que o Martín era um espanhol de Barcelona gay assumido e a Giulia, uma italiana lésbica de Milão. Ambos formavam a dupla mais descolada em termos de amizades, moda e fofocas de todo o colégio. Caíram de amores por mim depois do meu embate com o Roger, embora ainda não houvessem decidido se eu era o cara mais audacioso da turma, ou o maluco sem noção que não sabia em que encrenca tinha se metido. Me afeiçoei a eles logo de cara, talvez porque estivéssemos no mesmo barco quanto a nossa sexualidade, já que era a primeira vez que fazia amizade com um gay e uma lésbica.
Confesso que fiquei apreensivo quando acompanhei o Martín e a Giulia ao intervalo entre as aulas, temendo que o Roger cumprisse o que prometeu, me dar umas porradas por ousar desafiá-lo. Ele ficou me encarando à distância, de uma rodinha de colegas da qual o Ramon também fazia parte e, não tenho dúvidas de que foi o Ramon que o dissuadiu a não me dar uma lição de como não o peitar.
- Qual é a do Ramon com o Roger? Me parece que o Ramon obedece cegamente ao Roger. Rola alguma coisa entre os dois? – perguntei à Giulia e ao Martín.
- Nada do tipo que você está pensando, são só amigos mesmo! – respondeu o Martín, que entendeu o que minha pergunta escondia. – Os dois são héteros, para nosso azar! Olha bem para eles e me diz, não é um desperdício dois machos como eles serem héteros?
- Não estou pensando nada! Eu, hein! Só perguntei porque eles parecem muito próximos. Naquele dia em o Roger implicou comigo por ter ocupado o lugar dele, vi ele dando uma bronca no Ramon e o mandando parar de falar comigo. – revelei. – Também não vejo problema de eles serem héteros, não ligo para rótulos. – devolvi, me fazendo de desinteressado.
- Sei! Para cima de mim, Otis! Você até pode dar uma de bicha enrustida, mas que não deixou de reparar naqueles dois pedaços de mau caminho eu tenho certeza! – retrucou. – E digo mais, o Ramon já caiu na sua rede, por ele ter convencido o Roger a não te dar uma lição é a prova do que estou afirmando.
- Não diga besteira, Martín! Conheci o Ramon há poucas horas, que história é essa de – caiu na minha rede – eu não estou à caça de ninguém. – devolvi indignado.
- E por acaso você precisa caçar? Meu amigo, com essa carinha, esse corpitcho e essa bundinha de quero rola, são os machos que querem te caçar! Você não precisa mover uma palha para que corram atrás de você! – retrucou.
- Me fala uma coisa Giulia, esse maluco é sempre assim, só fala besteira? – indaguei. Ela assentiu e riu.
- Parece que o Ramon pirou depois que uma garota aqui do colégio terminou com ele de forma trágica, traindo-o e postando a traição nas mídias sociais expondo o Ramon ao ridículo. É o Roger quem tem dado apoio a ele e, desde então, a amizade deles tem se fortalecido. Têm uns papos circulando por aí que ele está sob os cuidados de um psiquiatra e tomando medicações pesadas para superar a depressão. – revelou a Giulia. Para mim, estava confirmado que esses dois estavam a par da vida de cada aluno daquele colégio, e eu acabava de entrar para o mesmo rol.
Para evitar mais aborrecimentos, na volta do intervalo me sentei noutro lugar, longe do Ramon e do Roger, o que não o impediu de ficar me encarando com uma expressão ameaçadora.
Em uma semana ficou evidente que me tornara o cara mais popular do colégio, uma situação pela qual nunca havia passado antes e, segundo os boatos que circulavam, só por ter desafiado o rei dos machos, o bonitão parrudo e sexy mais desejado do colégio, por quem as garotas suspiravam sentindo suas vaginas umedecerem ao menor sorriso dele.
No segundo final de semana após o início do semestre, uma garota de outra classe veio me entregar pessoalmente um convite para a festa de seu aniversário. Eu nem a conhecia, só a tinha visto circular pelos corredores, mas ela parecia ter mais informações a meu respeito do que eu imaginava. Suas festas anteriores tinham ficado na memória dos convidados, segundo descobri, de tão glamourosas. Ela era filha de um embaixador ou algo parecido de um país sul-americano, daqueles nos quais a população mal tem o que comer enquanto uma elite de privilegiados esbanja o erário público sem controle ou remorsos.
A festa acontecia na própria embaixada, o colégio em peso estava presente pelas caras conhecidas que fui encontrando quando cheguei. Os primeiros a virem ao meu encontro foram o Martín e a Giulia, já estavam elétricos e elogiaram minha roupa, já que davam mais importância às aparências do que ao conteúdo das pessoas.
- Bicha, você está um arraso! – exclamou o Martín, me deixando encabulado quando todos ao redor passaram a me observar.
- Dá para você me fazer um favorzão? Pare de me chamar de bicha, mona, ou esse cabedal de adjetivos que você costuma pronunciar. Não é por eu ser gay que quero que o mundo todo saiba disso! Quero que me reconheçam por outras características, não pela minha sexualidade! – impus com firmeza.
- Tá bom, bi.... Tá bom, Otis! Não está mais aqui quem falou, me desculpe! – devolveu. – Mas eu no seu lugar, não ficaria me escondendo atrás de uma fachada com tanto bofe dando sopa por aí. E olha que tem cada um nessa festa que minhas pregas não param de piscar. – tive que rir, ele nunca ia tomar jeito.
O Ramon também veio ao meu encontro assim que viu chegar. Tinha aquele seu sorriso gostoso que inspirava confiança, me abraçou com força, tentou um beijo discreto no canto da minha boca que acabou não dando muito certo e ficou sem jeito depois disso. Fingi não ter notado e elogiei seus trajes, ele era sem dúvida um rapagão muito do sexy e gostoso naquele corpão enorme.
- Você também está lindo! Digo, mais lindo ainda! – exclamou, mostrando vivo interesse por mim. Só flagrei o Martín piscando e rindo na minha direção, como quem diz – eu não te disse que os caras é que vão te caçar – o que me fez corar.
O Roger ficou de longe me lançando olhares pouco amistosos, ainda estava puto comigo. Ignorei-o a festa inteira. A opinião dele sobre mim não me importava. Não ia ser um sujeitinho feito ele a ditar como eu devia me comportar, com quem podia me relacionar e o que fazer para nossos caminhos não se cruzarem. No entanto, ficou evidente que ele não estava aprovando a minha aproximação com o Ramon.
Na semana seguinte, na cantina do colégio, eu estava conversando com uma galera quando ele veio por trás com a intenção deliberada de me dar um esbarrão forte, mas eu que tinha um copo de refrigerante na mão, gesticulei com o braço enquanto falava e o conteúdo do copo entornou sobre o tórax dele com a pancada que recebi no braço. Houve um silêncio geral quando ele olhou para o estrago manchando sua camisa do uniforme e a expressão dele ganhando a fúria que costumava direcionar aos desafetos.
- Me desculpe, não percebi que você vinha vindo! – exclamei de pronto, tentando secar com um guardanapo de papel o refrigerante derramado.
- Você fez de propósito! Está querendo se vingar por eu ter mandado você sair do meu lugar? – vociferou, empurrando brutalmente minha mão para longe.
- Claro que não! Foi sem querer, já disse! Eu não sabia que você estava atrás de mim! – tentei me explicar.
- Já estou de saco cheio de você, cara! Vamos ter uma conversinha e vai ser agora! – retrucou furioso, me agarrando pelo braço e me arrastando em direção ao banheiro do vestiário do ginásio de esportes que ficava mais próximo.
- Me solta, Roger! Eu não vou a lugar algum com você! – berrei, enquanto a galera arregalava os olhos e nem se atrevia a mover um dedo a meu favor temendo as consequências de tal atitude.
- Vai! Vai, e vai ser agora! Vamos acertar as nossas diferenças! – não é isso que está procurando? Encrenca comigo, pois é o que vai ter! – praguejava descontrolado, enquanto eu tentava me livrar daquela mão potente que mais parecia uma garra.
- Me larga troglodita! Está me machucando! Deixa de ser idiota, você sabe que foi um acidente! – eu não parava de protestar, nem sei se por estar com raiva ou se por medo de apanhar.
Ele me socou contra a parede dos chuveiros do vestiário, começou a tirar o uniforme pela camisa, o que expôs o enorme peitoral malhado com uns pelos sensuais forrando o torso viril. Perdi o fôlego, meu olhar se prendeu na força que ele transmitia. Jogou-a nas minhas mãos. Abriu a calça que também fora atingida por respingos de refrigerante e a lançou furiosamente sobre mim. Meu olhar focou naquela coisa enorme que estava dentro da cueca dele, tingida no tom escuro do refrigerante.
- Não se atreva! – exclamei, quando notei a intenção de também tirar a cueca. Ele simplesmente prosseguiu.
O caralhão deu um salto quando ele arriou a cueca, me desorientando de vez. O que era aquilo? Desde quando um homem carrega um troço daquele tamanho entre as pernas? Nem fechando minhas duas mãos ao redor daquilo daria para o envolver inteiro, aquela cabeçorra iria certamente ficar toda de fora. E o que estava pendurado debaixo daquele troço cavalar, era um saco ou um pacote com duas bolas de tênis dentro?
- O que foi, nunca viu um cacete de macho? O que é que está aí olhando como se não soubesse o que uma pica? – questionou, ao abrir a água do chuveiro e me empurrar junto consigo para debaixo da água.
- Maluco! Você é doido, precisa de tratamento! Me larga, seu cretino! – protestei, enquanto minhas roupas se encharcavam junto com meu corpo.
- Você vai lavar minhas roupas e trazê-las amanhã limpas e passadas, seu veadinho escroto! – ameaçou.
- Vai sonhando! – revidei, jogando as roupas sobre o corpão pelado dele. – Você não vai me fazer de escravo, foi você quem se meteu nessa situação! – ele não estava acreditando que eu ainda o enfrentava e, de repente, ergueu o punho cerrado na direção do meu rosto.
Fui ligeiro e ele acabou socando a mão na parede de azulejos. Deu para ouvir o baque seco dos ossos estalando contra a parede. Ele espumava de raiva quando sacudiu a mão dolorida.
- Eu vou acabar com você, cara! – vociferou, verificando se tinha fraturado algum osso.
- Antes disso vai precisar consertar essa mão! – afirmei, o que o deixou abismado e incrédulo.
- Você continua me respondendo, não acredito! Eu tenho que dar um jeito em você! – esbravejou.
- Deixa eu ver essa mão! Se tiver fraturado algum osso precisamos ir a um pronto socorro. – afirmei, pegando a mãozona vigorosa entre as minhas e palpando suavemente cada um dos dedos para verificar se estavam intactos.
- É médico agora, por acaso?
- Besta! Tonto! Acabou levando a pior por querer se vingar de mim!
- Foi você quem quis se vingar de mim quando jogou o refrigerante na minha roupa! E isso não vai ficar assim! – comecei a rir, ele realmente acreditava que estava com a razão. – Do que está rindo? Vamos ver se vai continuar tirando sarro da minha cara quando eu arrebentar com a sua!
- Ui, ui, olha como estou me tremendo todo! – exagerei, pois ele quase me acerta um soco com a mão esquerda. – Pare de ser tonto, seu brutamontes! Não vê que estou tentando te ajudar com essa mão, quer detonar a outra também?
- Arre que você é o sujeito mais irritante que eu já conheci! Não cala essa boca nunca, sempre tem que revidar! – vociferou, antes de se atentar para a minha camisa branca encharcada e colada ao meu tronco, por cuja transparência se via nitidamente os dois mamilos castanhos e os biquinhos salientes. Ou foi impressão minha, ou aquela coisa gigantesca que estava pendurada no meio das coxas peludas dele deu um pinote assim que seu olhar focou nas minhas tetinhas?
Ele foi até os armários do vestiário e vestiu um short e uma camiseta que havia usado durante a última aula de educação física. Eu estava encharcado até os ossos quando ele me soltou e saí debaixo do chuveiro. Continuávamos batendo boca quando fui até o portão do colégio para pegar um taxi para voltar para casa. Ele apareceu em seguida, para pegar sua motocicleta que estava no estacionamento. Logo se deu conta de que com aquela mão inchada e dolorida não conseguiria pilotar a motocicleta, e voltou a vociferar e soltar palavrões.
- Viu no que deu querer bancar o valentão! – exclamei, deixando-o ainda mais furioso
- Tudo culpa sua!
- Você quis me dar um soco e a culpa é minha! Vai se catar! – revidei. – E deixa que eu te levo para casa, porque com essa mão estropiada não vai conseguir manusear o acelerador. – emendei, sentando-me no assento.
- E você por acaso sabe pilotar uma moto? Não subo aí nem amarrado, vai acabar nos matando! – retrucou
Acelerei e passei pelo portão ganhando a rua fritando o pneu traseiro da moto. Ele berrava raivoso atrás de mim, me mandando voltar. Fiz a conversão na primeira esquina e emparelhei com ele.
- E aí, vai subir ou vai ficar parado feito uma estátua? – indaguei, deixando-o boquiaberto.
- Maluco! – esbravejou, montando na moto.
Ele morava num bairro próximo ao colégio, numa rua enfileirada de casarões suntuosos. A casa não destoava das demais, implantada num imenso jardim. Estacionei a moto junto a entrada, e quando apeamos, notei que ele tinha uma ereção enorme entre as pernas quase saindo do short.
- Pervertido! – exclamei, indignado com o tamanho daquela coisa.
- O que é? Sou homem caralho! Não deu para evitar! – revidou
- E eu por acaso sou o quê?
- Um veado! Um veado com uma bunda tesuda do cacete! – devolveu, dando um apertão na ereção para ela não sair pela abertura da perna do short. – Onde vai? – emendou quando estava me dirigindo para o portão.
- Para casa, para onde mais seria com essas roupas todas molhadas.
- Volte imediatamente para cá! Vamos entrar, precisa tirar essas roupas ou vai pegar um resfriado ou coisa pior.
No mesmo instante surgiu um garotinho todo eufórico correndo na direção dele e dando um salto em seus braços.
- Chegou mais cedo! Podemos brincar? – perguntou o garotinho
- Claro! Daqui a pouco, ok? Vou arranjar umas roupas para esse cara aqui!
- Quem é ele? Seu amigo do colégio? Por que ele está todo molhado?
- Ele não é meu amigo! – devolveu rápido o Roger. – É uma história meio complicada, depois eu te explico.
O garotinho correu na nossa frente escada acima até o quarto do Roger, onde ele me lançou uma calça e um agasalho de moletom.
- Veste isso! – ordenou.
- Pode me dar privacidade, ou vai ficar aí espiando?
- Cacete de sujeitinho complicado! Tem medo que eu veja essa bundinha? Fica sossegado, não tenho o menor interesse nela!
- Não foi o que esse troço no meio das suas pernas demonstrou! – retruquei. Ele soltou um rosnado e me apontou a porta do banheiro.
Ficou me espionando pela fresta da porta que deixei entreaberta, enquanto trocava de roupa. Saí parecendo um espantalho. Eu não sou pequeno nos meus 188cm de altura, mas cabiam seguramente dois de mim dentro daquelas roupas, pois o corpão dele era enorme. O garotinho riu quando me viu saindo do banheiro dizendo que parecia um espantalho.
- Parece mesmo, não é Roger? Mas ficou legal!
- É parece! – concordou o Roger.
- Por que sua mão está machucada?
- Por causa desse cara!
- Você machucou meu irmão, por quê?
- É esse o exemplo que está dando para o seu irmão? Contando mentiras! Pensei que fosse um pouco mais maduro. – afirmei, encarando o Roger que não revidou. – Não fui eu quem machucou a mão dele, foi ele mesmo! E falando nisso, onde tem gelo para envolver essa mão estropiada?
- Lá na cozinha! – apressou-se a dizer o garotinho, me puxando pela mão escada abaixo, enquanto o Roger nos seguia.
Improvisei duas bolsas de gelo com sacos plásticos e os prendi ao redor da mão dele, e tirei da minha mochila um blister de anti-inflamatório e o fiz tomar dois comprimidos. O garotinho acompanhava tudo de olhos arregalados, enquanto o Roger rosnava palavras ininteligíveis, certamente me xingando.
- Pronto, o que eu podia fazer já fiz! Trate de manter esse gelo ao redor da mão para aliviar o inchaço e vá se deitar, esses comprimidos dão sono. – orientei.
- Sim, doutor! – ironizou.
O garotinho me acompanhou até a saída, abraçou minhas pernas com força e me lançou um sorriso amistoso.
- Cuida do seu irmão, ele é meio rebelde e pode não querer fazer o que falei, combinado?
- Combinado? Vou ficar vigiando! Você é muito legal, Otis! – devolveu
- Você também é muito legal, Jules! – afirmei, espalmando minha mão contra a dele. Tinha acabado de fazer um amigo.
Não fui ao colégio no dia seguinte, estava indisposto e um pouco febril, por conta daquele troglodita ter me enfiado debaixo do chuveiro e encharcado minhas roupas. Quem apareceu depois do final das aulas foi o Ramon, ao ficar sabendo da minha discussão com o Roger no vestiário.
- Você está bem? – perguntou preocupado.
- Sim, só um pouco indisposto, mas estou melhorando!
- Soube que brigaram outra vez!
- Aquele seu amigo é uma peste, para dizer o mínimo!
- Ele apareceu no colégio com a mão toda machucada, dizendo que foi culpa sua! A galera já te considera um herói, estão achando que vocês brigaram e ele levou a pior. – revelou
- Esse pessoal gosta de ver o circo pegando fogo! Não foi nada disso, o troglodita arrancou as roupas do corpo, me espremeu contra a parede dos chuveiros e abriu a água, e quis que eu lavasse e passasse as roupas dele que ficaram sujas de refrigerante, que ele mesmo me fez derrubar sem querer em cima dele. Quando me neguei, ele quis me dar um soco na cara e acabou socando a parede. – esclareci.
- E esse agasalho, o que faz aqui no seu quarto, é do Roger, eu reconheci? – perguntou, ao ver o blusão
- Ele me emprestou para eu poder tirar as minhas roupas que estavam encharcadas.
- Você esteve na casa dele?
- Sim, e conheci o irmãozinho dele, um fofo!
- É meio irmão! O Jules é filho do padrasto do Roger com a mãe dele. – esclareceu. – Vocês ficaram sozinhos no quarto dele? – senti uma ponta de ciúme naquela pergunta.
- Não! O Jules ficou conosco, mas foi por pouco tempo, logo descemos para eu colocar bolsas de gelo na mão dele. – esclareci, o que não mudou a expressão inquieta dele.
- Bolsas de gelo? Você cuidou dele depois de ele querer te acertar um soco? – ele ficava cada vez mais estarrecido à medida que eu esclarecia o episódio.
- Para ver como eu sou besta! Devia deixar ele se foder! – retruquei
- É por isso que gosto tanto de você! Você é lindo, incapaz de uma maldade! – exclamou, se aproximando de mim e me puxando contra si até nossos rostos ficarem a centímetros um do outro. – Estou morrendo de vontade de te beijar! – exclamou, segundos antes de colar sua boca à minha.
Me arrepiei todo, era a primeira vez que beijava alguém, outro homem, e estava adorando sentir aquela língua se movendo junto com a minha, e aquelas mãos deslizando pelo meu corpo querendo se apossar dele.
- Ramon! – exclamei em êxtase quando me soltou
- Desculpe, não resisti! – devolveu encabulado
- Eu adorei! – ele abriu um sorriso e voltou a me agarrar e o beijo foi mais intenso e devasso que o primeiro fazendo meu cuzinho piscar.
A galera do colégio logo sacou que estava rolando algo entre o Ramon e eu, pois ele dava demonstrações constantes de seu interesse por mim. O Roger não aprovou esse entusiasmo que o amigo demonstrava e tentou fazer a cabeça dele contra mim, sem sucesso, pois o Ramon já não via a hora de se apossar da minha bundona carnuda que fazia os machos me perseguirem.
- Você é que implica com ele, foi assim desde o primeiro dia, lembra? O Otis é um doce de pessoa, e um tremendo de um tesão! - afirmou o Ramon, deixando o Roger mais indignado
- Não se iluda com as aparências, não confio nesse sujeitinho! Eu devia ter dado umas boas porradas nele, e ainda vou dar, pode escrever!
As palavras do Roger já não tinham mais o mesmo efeito sobre o Ramon, depois do beijo que trocamos e do tesão crescente dele por mim.
Eu estava com a Giulia e o Martín na arquibancada do ginásio de esportes do colégio durante um jogo de basquete do time do colégio contra o de outro público. Havia uma rija antiga entre os dois colégios devido a diferença de classes sociais. Os marmanjões do colégio público vinham dispostos a arrumar confusão e briga com os que chamavam de riquinhos nojentos, enquanto os do nosso colégio queriam mostrar que eles pertenciam a uma ralé que precisava ser esmagada. A quadra estava mais para um rinque do que para uma partida limpa. Qualquer esbarrão virava motivo para troca de socos entre os jogadores. Ao final das partidas, muitas vezes a briga continuava fora de quadra. O Roger era o capitão do nosso time, e também o mais disposto a socar os adversários. Eles o temiam tanto pela força, como pelas técnicas de lutas marciais que empregava para os colocar a nocaute.
Foi o terceiro ano seguido que nosso colégio derrotou o colégio público, acirrando as desavenças. Time e torcedores fomos a um barzinho próximo ao colégio comemorar mais uma vitória. Os jogadores eram carregados nos ombros e ovacionados como heróis. Aquilo tudo não fazia muito a minha cabeça, acabei indo por conta do Ramon que foi o cestinha da partida e, por insistência do Martín e da Giulia que me disseram que aquelas comemorações eram o melhor lugar para se fazer amizade com os caras mais gostosos e cobiçados do colégio. O Martín há dias andava com o cu assanhado por um machão turco que chegou naquele ano ao colégio.
A comemoração avançou noite adentro, a galera estava bêbada e o Roger era um dos que estava em pior estado, por ficar observando de longe o Ramon me dando uns amassos e roubando beijos escandalosos.
- Vou te deixar em casa depois levo o Roger para a dele, do jeito que está não posso deixá-lo sozinho! – disse o Ramon quando a festa terminou.
Ele não tinha bebido quase nada, estava bastante sóbrio, mas com tanto tesão que ao me dar um beijo de despedida, começou a me bolinar, a se excitar à medida que suas mãos enfiadas sob a minha camiseta o faziam sentir minha pele quente e arrepiada. O Roger no banco de trás do carro só murmurava coisas sem sentido, praticamente apagado. Quando senti o pauzão do Ramon duro dentro da calça, não me aguentei, tinha chegado a hora de perder o cabaço. Deixei-o avançar, tirar minha camiseta, lamber e chupar meus mamilos, arriar minha calça e minha cueca e bolinar meus glúteos carnudos e quentes. Ele ronronava num tesão crescente querendo meu buraquinho onde seus dedos se moviam rodopiando entre as preguinhas.
Ele se mudou para o assento do carona, sentei-me em seu colo sentindo o pauzão cutucar meu reguinho de onde sua mão não saía. Os beijos ficavam cada vez mais tórridos, eu o livrei da camiseta e espalmei as mãos sobre o peitoral peludinho, beijando-o na nuca, gemendo em seu ouvido cada vez que ele enfiava o dedo mais fundo no meu cuzinho, lambendo e beijando a borda de sua mandíbula onde a barba por fazer pinicava meus lábios, descendo pelo pescoço dele numa sofreguidão incontrolável. Eu empinava a bunda, rebolava sobre sua ereção me oferecendo feito uma cadela no cio, querendo desesperadamente entregar meu cabaço.
Não sei precisar o quanto o Roger embriagado no banco de trás estava captando daquele tesão desenfreado no qual eu e o Ramon estávamos, pois não fazia mais que rumorejar. Meu cuzinho mastigava os dois dedos que o Ramon enfiou nele, eu gemia quase suplicando para ele enfiar aquela pica no meu rabo, cobrindo o de beijos e carícias quando, subitamente, ele parou de me bolinar, tirou os dedos do meu cu, o que interpretei como estar se preparando para tirar o cacetão da calça e o enfiar em mim pondo fim aquele desejo que nos assolava.
- O que foi, quer que eu te ajude a baixar a calça? – perguntei, cheio de esperança. Mas ele ficou sério, atrapalhado.
- Não! É que ... é que acabo de sujar minha cueca! – revelou constrangido, depois de gozar.
- Tudo bem! Não se preocupe, está tudo bem! – exclamei com o corpo tremendo de excitação que não ia ser satisfeita.
- Desculpe! Daqui a pouco tentamos novamente, ok? Só me dá um tempo, tudo bem?
- Tudo, tudo bem, Ramon! Não esquenta! Você teve um dia agitado, a partida, ser o cestinha, eu compreendo. Não se preocupe, vamos deixar para outro dia! – afirmei, afagando seu rosto decepcionado.
Demorei a pegar no sono naquela noite. Me revirando na cama, surgia a imagem do pauzão enorme do Roger pendurado entre suas coxas debaixo do chuveiro do vestiário, seu olhar penetrante me ameaçando, eu naquele misto de medo de apanhar e não querendo me deixar subjugar. Ela era substituída pela imagem do rosto bondoso do Ramon, me encarando com aquela cobiça que o deixava sem jeito não sabendo se avançava sobre mim para se apossar do que queria ou se o pedia com respeito e carinho. Ambos me deixavam com tesão, um pela ternura com a qual me acolhia, o outro pela fúria selvagem que brilhava em seus olhos quando me encarava. Estava quase amanhecendo quando adormeci com os espasmos contraindo meu cuzinho não desvirginado.
Como o jogo de basquete e a comemoração tinham acontecido numa sexta-feira, só fui reencontrar os dois na segunda. O Ramon ainda estava constrangido por não ter conseguido me enrabar, mas eu o beijei carinhosamente para que soubesse que ainda gostava dele e que me importava com seu bem estar. Já o Roger, agora bastante sóbrio, me encurralou num canto assim que me viu sem ninguém por perto, agarrando-me pelo braço e me conduzindo a um canto ainda mais ermo para me dar uma prensa.
- O Ramon está todo apaixonado por você! Nem ouse enganá-lo ou vai se haver comigo, entendeu? Se o fizer sofrer eu juro que arrebento a sua cara! – despejou furioso.
- Me solta troglodita! Você não perde essa mania de ficar me ameaçando? Saiba que eu não tenho medo de você! Nem me importo com o que você pensa ou faz! O meu assunto com o Ramon não lhe diz respeito! – devolvi petulante, encarando-o com firmeza.
- Ah, que eu vou te dar umas porradas! Está avisado, se o magoar te pego de jeito! – ameaçou
- Meta-se com a sua vida e me deixe em paz!
- Ele é meu amigo, é um cara frágil que está enfrentando um momento difícil, e tudo que ele não precisa nesse momento é se envolver com um sujeitinho feito você! Um veadinho querendo levar pica nesse rabão, e que não está nem aí para os sentimentos dele!
- E quem é você para saber que tipo de sentimentos eu tenho por ele? Eu gosto do Ramon, eu quero o Ramon, eu vou me entregar para ele quando ele estiver pronto, e você não tem nada a ver com isso! – devolvi resoluto.
- Você não pode gostar dele! Eu te proíbo! – revidou, enfiando o dedo na minha cara. Eu desatei a rir, deixando-o espumando de raiva.
- Não posso gostar dele? Me proíbe? Quem você pensa que é, seu brutamontes? Você não manda e nunca vai mandar em mim! – devolvi irado, antes de o Martín e a Giulia virem me salvar das garras dele.
- O que tá rolando aí? – perguntou a Giulia quando me viu todo alterado
- É esse imbecil querendo mandar em mim! – afirmei, enquanto nos afastávamos.
- Não sei como o Roger ainda não arrebentou a sua cara depois de tudo que você já falou para ele! – disse a Giulia.
- Eu sei! – interveio o Martín. – Ele está interessado no Otis! Ele está com ciúme por que está gostando do Otis! Para mim ele caiu de amores por você assim que te viu pela primeira vez, é a única explicação para ele não ter feito com você o que já fez com outros caras que o desafiaram. – argumentou o Martín.
- Morrendo de amores por mim, você só pode estar delirando! O cara me odeia! E eu o odeio, só para deixar bem claro! – retruquei. O Martín olhou para Giulia com aquela cara de sabichão e cumplicidade disfarçando o risinho.
Tudo parecia estar me forçando a ficar mais próximo do Roger, um verdadeiro complô do destino. Era um professor que aleatoriamente e sem consultar ninguém, formava duplas para algum trabalho valendo nota, era meu parceiro de exercícios que faltava às aulas de educação física ou se contundia, me obrigando a fazer uma parceria de última hora com o único cara que sobrou, Roger; porque ninguém queria fazer exercícios com ele devido sua falta de paciência e uma força que acabava machucando o parceiro, era o Ramon que me dava carona na volta para casa e combinava alguma coisa com o Roger que se instalava no carro sem o menor desconfiômetro. E, isso tudo, fora os estranhamentos, as encaradas carrancudas e os esbarrões pelos corredores do colégio. Parecia que quanto mais eu o queria longe, mais estávamos nos encontrando.
O Ramon demorou a digerir a história de eu ter usado o agasalho do Roger. Vira e mexe ele voltava ao assunto me fazendo mais perguntas, que eu tentava responder sem dar muitos detalhes, pois era evidente que estava com ciúme. A crise de depressão pela qual estava passando vinha da perda da irmã num acidente trágico e do rompimento com uma garota do colégio pela qual esteve perdida e loucamente apaixonado e que o traiu com um cara que conheceu quando estavam numa balada. Ele não havia superado nenhuma das perdas, dependia de consultas regulares com um psiquiatra, acompanhamento psicológico e medicamentos pesados. Exatamente por esses fatores, eu não queria decepcioná-lo sabendo que estava cada dia gostando mais de mim. Eu não sabia se estava me apaixonando por ele, nunca havia gostado de outro cara antes, quanto mais me apaixonado, e desconhecia aquele sentimento que tinha por ele e que era ofuscado pela existência do Roger.
O Ramon estava mal com o aniversário de um ano da perda da irmã. A família tinha organizado uma cerimônia e mandado rezar uma missa às quais boa parte da galera compareceu. Fui para dar meu apoio, uma vez que não cheguei a conhecer a irmã dele. Claro que o Roger estava lá, me vigiando de longe como uma águia pronta a dar o bote, toda vez que o Ramon se aconchegava a mim, que eu lhe dava um beijo discreto, que eu tocava carinhosamente seu rosto tristonho.
Na cerimônia na casa da família, depois da missa, o Roger veio me dar outra prensa, cobrando satisfações de eu estar ali, de eu não enganar o amigo dele, de me ameaçar caso não o deixasse em paz antes de ele se apegar demais a mim e vir a ter outra decepção. Fiquei tão furioso com a abordagem que, no auge da discussão longe das vistas das pessoas, acabei perdendo a linha e dei um bofetão na cara dele. Ah, para que fui fazer isso? O cara virou o bicho, a fera, me socou contra a parede, cerrou o punho e estava prestes a me dar aquele soco que não conseguiu dar quando estávamos debaixo dos chuveiros.
- Quer detonar a mão outra vez? – perguntei, completamente sem juízo sabendo que isso o deixaria ainda mais irritado.
Contudo, de alguma forma funcionou, pois ele manteve o punho no ar por alguns segundos hesitando em direcioná-lo ao meu rosto petulante que o encarava em desafio. O que se sucedeu foi pior que o soco. Ele grudou a boca na minha, me espremeu com seu corpão contra a parede, enfiou a língua na minha garganta e me amassava o tronco com suas mãos potentes. Fiquei tão alucinado que perdi a noção do que estava acontecendo, e só me preocupei em retribuir a quentura e a excitação que vinha daquele beijo. Ele grunhia algo que não dava para entender com a boca colada na minha. Porém, fosse lá o que fosse, já não era mais aquela belicosidade de antes, e foi isso que me deixou apavorado.
- Roger! Otis! – quando ouvi a voz do Ramon a poucos passos de nós, minhas pernas bambearam.
Afastei abruptamente o Roger com as mãos espalmadas em seu peito, ajeitei a camisa que ele havia desabotoado para enfiar a mão nos meus mamilos, e inspirei fundo encarando o rosto lívido e desconcertado do Ramon.
- Não é o que você está pensando! – dissemos eu e o Roger ao mesmo tempo, tentando negar o inegável.
- É o que então? – perguntou o Ramon. – Você está roubando ele de mim, Roger! Eu confiei em você, seu desgraçado! Finge que tem raiva dele, que não gosta dele na frente de todo mundo, mas quer ele para você! Você acha que é o centro do mundo, que tudo gira ao seu redor, que tudo tem que ser seu! – desatou a vociferar o Ramon.
- Não é nada disso! Não quero tirá-lo de você, juro! Você entendeu tudo errado! – retrucou o Roger, saindo disparado atrás dele, que se enfiou no primeiro carro que encontrou na garagem e saiu cantando pneus.
- Vá atrás dele! Ele está transtornado! Viu o que você fez, seu maluco! – exclamei preocupado, uma vez que o Ramon não tinha licença para dirigir e duvido que soubesse, pela maneira como o carro saiu ziguezagueando.
- É sua culpa isso estar acontecendo! – revidou ele, quando soquei aquele bíceps imenso e duro. – Você vem comigo, vamos explicar tudo a ele!
O Ramon morava numa parte da cidade onde as ruas eram cheias de curvas fechadas serpenteando entre colinas com abismos. Ele acelerava feito um louco, contornando as curvas a poucos centímetros dos guardrails. Quando percebeu que estávamos em seu encalço acelerou ainda mais, não colidindo por pouco com um truck que vinha pela mão contrária.
- Você é um imbecil! Ele deve estar pensando que está rolando alguma coisa entre nós! Por que não consegue me deixar em paz? Vou me sentir culpado se acontecer alguma coisa com ele! Ele não merece se dedicar a um amigo como você! – eu tagarelava sem parar de tão nervoso.
- Fecha essa matraca! Se você não tivesse aparecido em nossas vidas nada disso estaria acontecendo! Eu não estaria sentindo todo esse tesão cada vez que fico perto de você! Não estaria me sentindo culpado por te desejar tanto quanto ele! – retrucou o Roger, colando a motocicleta na traseira do carro que o Ramon dirigia sem noção do que estava fazendo. – Esse doido vai se matar! – exclamou, de súbito, quando o Ramon atingiu toda lateral do carro no guardrail fazendo-o rodar na pista e ficar pendurado com as rodas dianteiras na beira do precipício. Soltei um grito agoniado.
Os airbags estouraram, a cabeça do Ramon pendia sobre o do volante. Toda lateral esquerda do rosto dele sangrava. Nem o sacudindo conseguimos fazê-lo voltar a consciência. Os carros foram parando ao nosso redor, enquanto eu acionava uma ambulância.
O Ramon sofreu um estiramento da musculatura que sustenta a cabeça, fraturou o úmero esquerdo e uma concussão forte que fez o cérebro inchar, mantendo-o em coma por três dias; após os quais fez a cirurgia para reduzir a fratura no braço. Nem eu nem o Roger saímos do lado do leito dele. Eu carregava uma culpa que estava esmagando meu peito e, ao me aproximar dele, tocar em seu rosto inerte e desacordado me levava às lágrimas. Nas primeiras duas vezes que isso aconteceu, o Roger ficou me observando sem dizer nada, na terceira me tomou em seus braços e me apertou contra o tórax maciço.
- Desculpe eu ter jogado a culpa sobre você! A culpa é toda minha, fui eu quem o traiu!
- Eu nunca devia ter alimentado as esperanças dele! Sabendo de tudo pelo que ele passou, eu não devia ter deixado ele gostar de mim, devia ter ficado longe! – devolvi arrependido.
- Fazia tempo que ele não estava tão feliz! Você só fez bem a ele! Eu é que estraguei tudo! – retrucou, fazendo o mea culpa.
Ambos pernoitávamos no hospital esperando ele acordar. Meus pais de início estranharam, mas quando contei que gostava do Ramon, foram compreensivos e me apoiaram. Os pais dele não sabiam como nos agradecer por tanta devoção e, durante uma conversa, a mãe do Ramon chegou a mencionar que o filho estava apaixonado por mim e que faziam muito gosto do nosso namoro.
- E você, Roger, sempre presente, sempre dando suporte ao Ramon, muito obrigado, meu filho! Você é um bom amigo! – disse o pai do Ramon.
Nos sentíamos ainda mais culpados. Nunca me senti uma pessoa tão ruim, por estar dividido entre aqueles dois machos que me faziam sentir coisas que nunca havia sentido antes. Eu detestava o Roger, quer dizer, eu achava que detestava o Roger por tudo que ele me fez, mas parecia que quanto mais eu me esforçava para detestá-lo, mais tesão ele me causava.
Não sei dizer o que se passava com ele, mas dava para perceber, em cada olhar que me lançava, que sentia tesão por mim. Um tesão que não queria admitir e que o fazia me provocar, arrumar qualquer tipo de confusão que nos levasse a brigar e, não duvido, que lhe dava uma vontade enorme de me dar umas porradas por estar mexendo tanto com seus brios de macho. Quando chegávamos perto um do outro, era como se estivéssemos carregados de eletricidade, bastando uma palavra, um toque para que faíscas saltassem para todos os lados.
Por estar se recuperando, o Ramon não vinha às aulas de esportes, e nosso time de basquete ficava desfalcado sem a atuação habilidosa dele. O Roger detestava perder e culpava todo time descarregando sua raiva a cada ponto perdido. Eu estava de posse da bola e me preparava para fazer um lance fora da linha semicircular quando ele me pediu para repassar a bola para ele, mas como eu estava farto das broncas dele, resolvi fazer o arremesso que nos faria empatar com o adversário, e que eu já havia feito centenas de vezes com pleno sucesso. Porém, sob pressão do Roger, dessa vez o arremesso falhou e a bola pegou no aro. Ele veio para cima de mim berrando e com os punhos cerrados feito um leão enfurecido. Perdemos a partida e ele veio me xingando até os vestiários, enquanto eu me limitava a responder às agressões sem me intimidar, o que o deixou ainda mais furioso. A galera já havia dispersado e o vestiário estava quase vazio quando fui para o chuveiro com ele me atazanando a não mais poder. Ignorei-o deixando-o descarregar a raiva com as paredes e os armários, até ele surtar com a minha nudez, a água escorrendo pelo meu corpo contornando cada curva e fluindo para dentro do meu rego. Ao sentir a encoxada já era tarde, os braços enormes e fortes dele me esmagavam. Eu quis protestar, lutar para me safar, mas o pulsar forte do caralhão dele entre as minhas nádegas me paralisou. Ele veio com a intenção de me subjugar, me machucar de alguma maneira, talvez até me estuprar; porém, ao sentir minha pele colada a dele, minha respiração acelerada pelo susto, os músculos ainda tensos devido ao esforço da partida e um leve tremor percorrendo meu corpo, ele ficou uns segundos sem saber como continuar. O hálito dele roçava minha nuca, os braços que antes estavam quase me sufocando, afrouxaram um pouco sem deixar de me envolver numa pegada forte.
- Me solta, Roger! – exclamei sem convicção, sem resistir, só sentindo o pauzão rijo imiscuído entre as bandas quentes da minha bundona. É claro que ele não obedeceu.
- Veadinho do caralho, como você consegue ser tão gostoso? – perguntou num sussurro cheio de tesão.
Formou-se um silêncio embaraçoso. Eu ansioso pelo que ele ia fazer a seguir, ele querendo meter o cacetão no meu cuzinho, mas temendo pela minha reação. De repente, o clima belicoso foi se transformando com o tesão nos dominando. Ele deu outra encoxada, mais branda. Eu empinei instintivamente o rabão virgem que há tempos vinha querendo sentir uma pica o invadindo.
- Ai! – soltei num suspiro sensual quando senti meu cu se abrindo dolorosamente para deixar o pauzão grosso dele entrar em mim. – Ai meu cuzinho! – gemi, mais forte ao sentir ele se empurrando mais fundo dentro de mim. – Seu bruto enorme, está me machucando! – exclamei, não para o impedir, mas para atiçar ainda mais o tesão dele. – Ai Roger, é tão grande e grosso!
- Otis seu putinho tesudo! Quero esse buraquinho quente e apertado todo para mim! – ronronou ele, mordiscando minha orelha enquanto metia o cacetão até o talo no meu cuzinho.
Um ou outro som chegava até nós denunciando que ainda havia pessoas no vestiário, uma porta metálica de armário batendo, uma conversa indistinta se afastando, uma descarga sendo acionada antes de tudo silenciar. Nós dois continuávamos ali, sob o chuveiro, grudados, respiração descoordenada, meu cu encapando firmemente aquele caralhão que pulsava forte dentro de mim, mais prazerosamente do que em qualquer um dos meus sonhos perdendo a virgindade.
Ele não parava de beijar minha nuca, as mãos agora deslizavam pelo meu peito, se fechavam ao redor dos meus mamilos, os esmagavam e bolinavam, o pauzão começou a se mover num vaivém sensual aumentando meu prazer e me fazendo empinar o rabão contra sua virilha pentelhuda que roçava meu reguinho aberto.
- Tesão do caralho! Eu estou fodendo seu cuzinho, veadinho rabudo, e você não está reclamando. Estou quase gozando, vou gozar no seu cu putinho! Vou encher esse rabão de porra! – grunhia ele, me levando à loucura.
- Ai Roger, para com isso, eu não quero, seu brutão pauzudo! – gemia eu, sentindo o orgasmo tomando conta de mim. Bastou um leve movimento nas pernas para conseguir mais apoio e meu pinto duro começou a esporrar. – Ai Roger! Roger, meu cuzinho, Roger! – sussurrei soltando os jatos de porra contra a parede.
Ele explodiu dentro de mim, após o cacetão inchar, ele soltar um urro rouco voltando a me agarrar com força me trazendo para mais junto dele. Eu sentia os jatos abundantes e mornos sendo despejados no meu cuzinho dolorido, até o esperma denso e esbranquiçado começar a vazar e escorrer pela minha coxa.
- Otis, caralho, Otis! Que leitada foi essa? Vou acabar te engravidando, seu veadinho tesudo da porra! – ronronava ele saciando a tara que sentia por mim.
Não tocamos no assunto nos dias que se seguiram. Se antes nos sentíamos culpados pelo beijo que o Ramon flagrou, agora essa culpa havia adquirido proporções catastróficas. Não haveria perdão pelo que fizemos, embora não fosse de perdão que precisávamos, mas de entender como aquilo foi acontecer quando vivíamos em pé de guerra.
Eu estava feliz por ter entregue minha virgindade a ele, que a tratou com sutileza e cuidado, muito diferente de como sempre agiu comigo. Sentir um macho forte e viril como o Roger dentro de mim, foi a melhor experiência da minha vida. Eu não via a hora de sentir um macho grudado em mim outra vez, sentir um cacete pulsando e esporrando no meu cuzinho.
- O que está acontecendo, faz uma semana que não brigam? – perguntou o Ramon, ao notar a transformação havida entre nós.
- Nada! – respondemos tão pronta e enfaticamente que ele soube que algo estava acontecendo.
- Nada? E por que então estão com essas caras de culpados? Vocês se beijaram outra vez, foi? Fala Roger, você deu em cima dele de novo, seu desgraçado! Eu vou arrebentar a sua cara, traidor!
- Para, Ramon! Ele não me beijou! Não quero que briguem por minha causa! – intervi, antes dos dois se engalfinharem.
- Ele tem que entender que você é meu, cacete! – revidou o Ramon. Não estivéssemos em plena aula de esportes com o professor nos chamando a atenção a todo instante pela conversa paralela sem que fizéssemos os exercícios conforme ele instruía, eu teria dito a verdade que estava me corroendo, mas preferi evitar um escândalo. Ninguém precisava saber em que condições deixei de ser virgem.
A aula de esportes havia terminado, uma galera ainda ficou jogando basquete, mas aos poucos com a tarde se encerrando, começaram a debandar. O Roger, o Ramon e eu ainda ficamos disputando quem fazia mais cestas em três arremessos, com o Ramon ganhando de lavada. Cansados e suados, nos sentamos na lateral da quadra e nos preparávamos para seguir rumo aos vestiários para nos trocarmos e irmos para casa quando, não sei porque, os dois começaram a se engalfinhar. O Roger era bom de briga, sua fama era indiscutível, mas o Ramon não estava deixando por menos. Pedi que parassem antes de alguém se machucar, não me deram ouvidos e continuaram a se espancar. Observei-os por alguns minutos, sempre apelando para pararem com aquela besteira, mas fui ignorado.
- Eu estava de boa com ele, não você! Você invocou com ele, disse que não queria nada com ele, mas não sai da cola dele, está sempre dando em cima dele! – esbravejava o Ramon, enquanto descia as porradas no Roger.
- E você fica se vitimizando só para conseguir a atenção dele! Já estou de saco cheio de ficar te protegendo de tudo e de todos! Não vou abrir mão dele só porque você se aproveita da sua doença para ficar com ele! – revidou o Roger que, percebia-se, estava mais se defendo do que atacando, pois não queria acabar com aquela amizade detonando o Ramon.
- Não pedi para você me proteger, não pedi para fazer nada por mim, vá se foder, seu egoísta!
- Vá você se foder, mimadinho do caralho!
Como não paravam de se socar, perdi a paciência e os deixei acertando as contas.
- Vocês são dois ridículos! O que é isso, uma competição para ver quem tem mais testosterona? Se acham que vou me preocupar quando estiverem arrebentados, podem esquecer! Para mim já deu! Fui! – exclamei, seguindo para o vestiário. Bastaram alguns passos para que encerrassem a briga e viessem, um acusando o outro, atrás de mim.
Desde a tentativa frustrada de me enrabar no carro no dia em que levamos o Roger bêbado para casa, o Ramon não havia mais tentado me comer. Como eu andava com muito tesão no cu, provoquei-o algumas vezes pegando e brincando com o pauzão dele, mas não rolou. Cheguei a pensar que o Ramon também fosse gay e que aquela amizade entre ele e o Roger não passava de uma fachada para o que realmente sentia pelo amigo másculo.
No entanto, uma tarde em que estávamos estudando para uma prova no quarto dele. Ele teve uma ereção ao ficar se esfregando em mim. Mais que depressa, tirei o pauzão dele para fora e cai de boca na glande estufada e suculenta. Eu sempre tive vontade e curiosidade de saber que sabor tinha a caceta de um macho, e me empenhei em mamar aquela verga que acabou ficando tão dura que mal consegui movê-la. O Ramon gemia de prazer sentindo meus lábios sugando o melzinho da sua rola, meus dedos afagando suas bolas peludas, e se entregava abrindo as pernas para que eu pudesse explorar seus genitais avantajados.
- Me penetra, Ramon! – pedi, sem parar de sugar. O olhar dele se arregalou, ele urrou e ejaculou na minha boca tão fartamente que mal me dava tempo de engolir o sêmen leitoso e saboroso dele.
- Tesão da porra, Otis! Você é mesmo um veadinho do caralho! Mama meu leite, mama tesão! Engole tudo, engole putinho! – grunhia ele se contorcendo de prazer. Não deixei uma gota sequer sem ser lambida.
Pouco depois, cercados pelos livros e cadernos, ele estava montado em cima de mim, socando aquele caralhão tão fundo no meu rabo que esmagava minha próstata conta o púbis, fazendo ondas de dor e prazer percorrerem meu baixo ventre.
- Ai Ramon, mais devagar, está doendo! – exclamei, empinando o rabão enquanto ele se apossava do meu corpo, deixando meu ânus tão esfolado e cheio de porra que, ao me levantar, parte dela escorreu cu afora.
- Isso é para aquele traidor e você saberem que você é meu, que só eu sou seu macho! Faço questão de esfregar na cara dele que estou te enrabando! Se ele pensa que é o único que sempre leva vantagem sobre os outros, vai saber que o mundo não gira ao redor dele e de suas vontades. – desabafou, ainda arfando pelo tesão da gozada prazerosa e abundante.
No centro da disputa daqueles dois, comecei a perceber que no fundo ambos estavam resolvendo questões do passado sobre as quais nunca tiveram coragem de se abrirem. A minha chegada ao colégio e à vida deles apenas escancarou o que vinham guardando dentro de si, uma rivalidade tanto pela popularidade, quanto pelas habilidades esportivas.
- Foi por isso que transou comigo, para provar ao Roger que é tão fodão quanto ele? – perguntei, limpando meu rego esporrado. – Estão me usando para resolver as diferenças entre vocês?
- Não! Claro que não! Eu gosto de você, quero ficar com você! – respondeu ligeiro
- Eu também gosto de você, Ramon, desde o primeiro dia quando me sentei ao seu lado e você me acolheu. Porém, desde então, venho notando que vocês dois resolveram me disputar para provar quem pode mais, quem é o mais fodão. – argumentei
- Um pouco até pode ser, mas eu gosto de você de verdade, e não para provar nada a ninguém!
- Vocês estão me deixando confuso, como eu disse, gosto de você, e também do Roger, por mais que eu sinta muita raiva dele em certos momentos. – ele se surpreendeu com minha revelação.
- Você gosta dele? – questionou incrédulo. – Vocês vivem brigando! Foi aquele beijo, não foi? Você gostou de ele ter te beijado, confessa! Não vai demorar e ele vai te enrabar, com seu consentimento! Estou vendo que isso vai acontecer! – exclamou irritado.
- Já aconteceu! – confessei, pois não estava mais aguentando carregar esse segredo e me sentindo um cafajeste por sentir tesão pelos dois e, por viver aquele conflito interno de sentimentos.
- O quê? O Roger te fodeu? – indagou, perdendo o controle. – Você deixou ele te enrabar, é isso que está me dizendo? É agora que eu quebro a cara dele, e devia fazer o mesmo com você, seu puto do caralho! Vocês me traíram!
- Eu não sei como deixei acontecer, Ramon! Juro que não premeditei nada, só aconteceu! O Roger sempre foi um brutão comigo, mas eu percebi que ele é um cara legal por baixo daquelas atitudes de machão marrento. Você sabe muito bem do que estou falando, por que você também gosta dele, a amizade de vocês, que são diferentes um do outro, é a prova do que estou falando. – respondi. – Se nunca mais quiser olhar na minha cara eu vou entender! Eu nunca me senti tão confuso! Nunca tinha sentido nada parecido com o que sinto por vocês dois, e não estou falando só de sexo, é algo bem mais forte e profundo. – afirmei.
- E como foi com ele? De qual dos dois você gostou mais? Eu senti que gostou de transar comigo, seus gemidinhos manhosos, o jeito que acarinhou meu cacete no cuzinho, a maneira como me encarou quando gozou com meu pau enfiado até o talo no fundo do seu rabinho tesudo. Com ele foi bom assim? – perguntou
- É disso que estou falando, vocês estão me disputando querendo saber quem é o melhor, quem gosta mais de mim, quem fode melhor o meu cuzinho. Eu não vou me sujeitar a isso, não quero ser o cabo de guerra nessa disputa ridícula entre vocês dois. – afirmei.
Passei mais de quatro semanas evitando os dois. Afastei-me e passei a andar mais com a Giulia e o Martin. Soube por outro colega de classe que eles tinham se engalfinhado novamente e que o pivô da briga tinha sido eu. Depois dessa briga ambos resolveram me dar um gelo, o que achei providencial, pois só assim para essa questão se resolver.
Foi fácil falar isso para quem estivesse interessado naquele imbróglio, como era o caso do Martin e da Giulia que não punham fé no fim do meu relacionamento com aqueles dois. O difícil foi constatar, à noite, na minha cama, sozinho, que sentia falta deles, do jeito como me tratavam, como cuidavam de mim, como cada um deles queria ser meu protetor, mesmo que eu não estivesse sob risco algum. A verdade é que eu gostava de ambos muito mais do que queria acreditar.
O professor de história organizou uma excursão de três dias com a classe para conhecermos de perto a herança dos 800 anos de domínio árabe da península ibérica, nos levando às cidades de Sevilha, Córdoba e Granada onde se encontravam grandes expoentes da cultura muçulmana e, com uma esticada no final de semana até Marbella com direito ao descanso em suas praias. Até hoje não sei se a divisão dos quartos nos hotéis onde ficamos hospedados se deu por mero acaso de um sorteio, ou se o fato de eu ir parar na mesma suíte do Ramon e do Roger foi obra de alguma artimanha deles. Ninguém acreditou na minha cara de contrariedade.
- Nem vem com esse papinho de que não gostou de ser alojado na mesma suíte daqueles dois! Essa história não cola! – disse a Giulia, quando contei que teria que dividir o quarto com eles.
- Até porque tem muita gente que queria estar no seu lugar, inclusive eu, com aqueles dois garanhões me disputando a socos! – exclamou assanhado o Martin, suspirando e virando os olhos de excitação.
- Mas é verdade! Não estou nem aí para aqueles dois, estou farto deles! – devolvi, não convencendo nem a mim mesmo.
Era nossa última semana de aulas em junho antes das férias de verão que já se antecipava prometendo dias quentes e ensolarados quando a galera embarcou entusiasmada e barulhenta no ônibus luxuoso conduzido por dois motoristas machões gostosos, especialmente contratado para a excursão. As garotas e o Martin suspiravam pelos motoristas sorridentes, solícitos e muito dos tesudos. Nem mesmo eu deixei de sentir um espasmo no cuzinho quando me deparei com os corpões sarados deles. Aliás, meu cu deu para ficar assanhado toda vez que eu me deparava com um macho que atendia meus padrões de consumo, depois de ter sentido os pauzões do Roger e do Ramon socados no meu rabo.
- Para de babar, seu veadinho do caralho! – ordenou ciumento do Roger, empurrando meu queixo para cima, quando fiquei literalmente boquiaberto com a visão de parte do peitoral enorme e peludinho de um dos motoristas.
- Me deixa, seu maluco! Não estou babando! – devolvi exasperado, corando diante do motorista que me sorria com a cobiça pela minha bunda carnuda saltando dos olhos.
- Estava sim, seu puto! – exclamou o Ramon, concordando com o amigo, já que tinham isso em comum, o desejo confesso pelo meu cuzinho.
- Ah, viraram amigos novamente? Não estão mais se pegando na porrada? Resolveram cuidar da minha vida em vez da de vocês? – indaguei, diante do conluio.
- Vamos cuidar sim de você, seu putinho safado! Não pode ver um macho que já está arreganhando esse cuzinho! – disse o Roger.
- Quem vocês pensam que são para me desrespeitar desse jeito? Com que direito estão controlando o que eu faço ou deixo de fazer? Eu odeio vocês, sabiam? Odeio! – retruquei exasperado, enquanto o motorista se divertia com a cena de ciúmes protagonizada pelos dois, tendo a certeza que ambos já tinham enfiado as picas no meu cu. Fiquei tão puto que os deixei ali plantados.
A galera ficou até a madrugada no salão de jogos do hotel, antes de seguir rumo às suítes. Fui o último a sair da ducha quando os encontrei só de cueca esparramados sobre as camas. Fazia muito calor apesar do ar condicionado, e fiquei um tempo hesitando se vestia um pijama ou se dormia só de cueca. O juízo mandava eu cobrir as bandas polpudas do bundão; o tesão, vendo aqueles dois caralhões sob as cuecas deles, me mandava deixar as nádegas expostas já que os espasmos anais não me davam trégua.
Soltei a toalha enrolada na cintura sobre a cama e me preparava para vestir a cueca quando o Roger me agarrou, me trouxe contra o peitoral musculoso e colou sensualmente sua boca à minha. Meu cu começou a piscar feito um estroboscópio. A língua dele se digladiando com a minha, o sabor de sua saliva, a quentura de seu corpão parrudo incendiando minha pele, suas mãos deslizando pelas minhas costas me entorpeciam num tesão sem tamanho. O Ramon se levantou e me espremeu contra o corpo do Roger, numa encoxada potente, enquanto deixava a marca de um chupão no meu pescoço e abria minhas nádegas deslizando as mãos para dentro do meu reguinho estreito onde as preguinhas anais queimavam de desejo.
- Me soltem, seus tarados! Não pensem que vai rolar! – balbuciei, antes de sentir a boca do Ramon grudar na minha, me calando impositivamente.
O beijo dele era tão saboroso quanto o do Roger, não admira que eu estivesse tão confuso entre os dois quanto a tudo. Quanto mais aquelas mãos percorriam meu corpo mais ele tremia incendiado pelo tesão. Assim que o Ramon desgrudou seus lábios dos meus, o Roger se apossou deles, chupando-os e mordiscando-os com apertos e trações entre os dentes. Não consegui mais segurar os gemidos lascivos sentindo a tara de ambos pelo meu cuzinho.
- Ai! – gemi com a língua do Roger na minha boca quando o Ramon empurrou o caralhão grosso dele através dos meus esfíncteres, estirando-os até doerem.
- Quer sentir um macho no seu rabo, é só conosco que vai fazer isso, entendido? – questionou o Ramon, dando uma socada forte que fez sumir todo cacetão no meu cu, deixando apenas o sacão entalado no meu reguinho.
- Ai bruto, meu cuzinho! – gani, ao mesmo tempo que chupava os lábios do Roger.
- Nós somos seus machos! Se te pegarmos mais uma vez dando mole para outro, vai se arrepender de ter nascido com um rabão tesudo feito esse! – exclamou o Roger, que afastava minhas nádegas escancarando o reguinho para que o Ramon me penetrasse mais fundo. – Vamos, fala que entendeu! Fala que somos seus únicos machos, seu veadinho do caralho! Fala, Otis! – exigiram ambos.
- Ai seus machos safados! – murmurei rebolando para o pauzão de Ramon se ajeitar nas minhas entranhas. Eu delirava de tesão sentindo a cobiça dos dois ganhando força à medida que eu me entregava a eles.
O Ramon me prendeu pela cintura e socava com força o pauzão num vaivém selvagem nas profundezas do meu cuzinho. Enquanto isso, o Roger me forçava pelos ombros a baixar até seu caralhão duro se projetando das coxas peludas ficar ao alcance da minha boca.
- Chupa teu macho, veadinho! Chupa meu caralho! – ordenou. Eu obedeci imediatamente ao sentir o cheiro almiscarado da cabeçorra babando.
- Ai seus brutos, meu cuzinho! – gemi quando o Ramon deu uma estocada potente e começou a se estremecer todo grudado no meu rabo, despejando seu esperma denso no meu casulo anal.
Assim que ele puxou o caralhão para fora do meu cuzinho esfolado, o Roger me girou até meu bundão se encaixar em sua virilha, deu umas pinceladas com o pauzão melado ao longo do meu reguinho e, assim que sentiu a fendinha inchada na cabeçorra da pica, a meteu com um único impulso dentro dela.
- Ai meu cu, macho! Ai, Roger, está me machucando, seu brutão! – gani, quando a tora grossa de carne rasgou meus esfíncteres.
- Quem é seu macho, veadinho? Fala para a gente, quem são seus machos! – exigiu, arfando no meu cangote de tão tarado que estava.
- Vocês são meus machos, seus brutos! Meus dois machos fofos e queridos! – gemi, enquanto ele terminava de se empurrar todo para dentro do meu buraquinho arregaçado e meu pinto liberava os jatos de porra do meu orgasmo.
- Isso, é assim que tem que ser! Queremos te ver gozando com nossos caralhos socados no teu rabo, seu veadinho tesudo! – grunhiu o Roger, minutos antes de soltar um urro e se despejar todo dentro de mim.
Juntamos as camas e fui envolvido pelos corpões parrudos dos dois antes de cair exausto no sono, e com o cu encharcado das porras formigantes dos dois. Se eu estava vivendo o idílio ou se era apenas um sonho bom, eu não queria despertar jamais; tinha encontrado tudo que queria naqueles dois machos maravilhosos.
A turma se dispersou com o fim do ano letivo, meses depois, cada um seguindo para uma universidade diferente. No entanto, nosso grupinho, ou seja, a Giulia e o Martin, eu o Ramon e o Roger permanecemos em Madri, apenas cursando faculdades distintas. Nos encontrávamos com frequência nas baladas, nos aniversários, numa reunião na casa de um ou outro, mantendo acessa a chama daquela amizade. Contudo, não era apenas essa a chama que o Roger, o Ramon e eu mantínhamos acessa, a do sexo rolava cada dia mais intensa, a ponto de eu passar a maior parte do tempo com o cuzinho esfolado e ardendo depois daqueles caralhões enormes viverem socados dentro dele. As disputas acabaram quando ambos passaram a me foder no mesmo ritmo e intensidade. Quem precisava regular a tara deles era eu para não ter os dois cacetões enfiados ao mesmo tempo no meu rabo, ao que ele não resistiria dado o tamanho descomunal de suas rolas.
A nossa separação se deu com o fim dos nossos cursos universitários, quatro anos depois. A Giulia tinha conhecido uma garota italiana na faculdade, de uma cidadezinha não muito distante de Milão onde residia a família dela. O Martin continuava à caça dos machos, deu o cu na faculdade para um bando deles, apaixonando-se por todos e entrando em depressão assim que era abandonado.
O Ramon recebeu uma oferta de emprego em Barcelona, a despedida foi uma verdadeira cena de novela mexicana, choro, drama, promessas de nunca deixarmos de nos falar. Confesso que fiquei macambuzio por quase um mês depois que ele partiu. Era como se de repente, me faltasse um braço, ou que uma vaga no meu cuzinho permanecesse vazia.
O Roger já tinha saído da casa dos pais durante os anos de faculdade, após inúmeras discussões com o padrasto, indo morar um apartamento na Calle de Santa Cruz de Marcenado que passou a ser o lugar preferido dele e do Ramon me enrabarem em noites e finais de semana que não tinham hora para terminar, geralmente findando ao amanhecer quando os sacões deles estavam completamente drenados e meu cuzinho abarrotado dos espermas leitosos deles.
Uma empresa multinacional de Vancouver no Canadá respondeu a um dos meus currículos. A efetivação se deu mais ligeiro do que eu esperava depois de uma entrevista por vídeo conferência. Passei a tarde toda da véspera do meu voo, um sábado de chuvisco fino, trepando feito um alucinado com o Roger no apartamento dele. Na segunda vez que ele gozou dentro de mim, com o olhar fixo no meu, onde já não se via mais aquela esperança de vivermos uma vida em comum, não consegui conter as lágrimas, só enfiei as pontas dos dedos nas costas dele e deixei o sumo viril dele me invadir.
- Está chorando por que seu veadinho puto do caralho? – perguntou, querendo dar uma de insensível, como sempre.
- Não estou chorando, seu brutão cafajeste! Acho que caiu um cílio no meu olho. – respondi. Ele procurou pelo tal cílio, mas não o encontrou, só colou a boca na minha num beijo longo e tórrido.
Foi a primeira vez que não me acompanhou até a porta do edifício. Me deu um abraço apertado na porta do apartamento e fechou a porta tão rápido mal eu tinha dado dois passos em direção a escadaria. A intenção foi esconder os olhos marejados, mas eu os vi, bem como soube que havia um nó na garganta dele sufocando-o.
Eu estava há pouco mais de dois anos no Canadá quando recebi uma videochamada da Giulia, me convidando para o casamento com a tal garota que tinha conhecido na faculdade. Não sei porque achei que ela tinha convidado mais pessoas da turma, talvez fosse a saudade que eu sentia do Ramon e do Roger, uma vez que ainda continuava solteiro e não tinha mais sentido nenhuma pica entrar no meu cuzinho desde a tarde em que me despedi do Roger.
A Giulia estava morando na cidadezinha de origem da namorada, Borgo Vercelli, na região do Piemonte, para onde se mudou depois da família não aceitar o relacionamento lésbico da filha. Não dei muita importância ao fato de ela não ter vindo me buscar na estação ferroviária, embora tenha esperado por isso em nome de tudo que vivemos na época do colégio. Ela morava no segundo andar de uma construção assobradada próximo à prefeitura. Quase caí duro para trás quando veio abrir a porta com um barrigão imenso que a fazia caminhar feito uma pata choca.
- Eu achei que você não vinha! – exclamou ao se atirar em meus braços e cair no choro, que eu inocentemente achei que fosse pela emoção de me rever. – Olha para mim! Olha em que estado eu estou! – exclamou, assim que recuperou o fôlego.
- Você está linda! – menti na cara dura, já que nunca achei uma grávida com aquela saliência enorme bonita. Mas era o que se dizia a elas para ser gentil.
- Linda? Linda eu fui, agora pareço uma leitoa, uma orca enorme! – devolveu ela, com o que, em meu íntimo, concordava, mas não expressei.
- Não exagera! Pelo tamanho dessa barriga logo você volta ao normal! – encorajei.
Estávamos a mais de duas horas papeando sem que a tal parceira aparecesse, o que me levou a pensar que devia estar trabalhando ou algo assim. Até a Giulia soltar a bomba.
- Eu sempre quis ser mãe, apesar de gostar de garotas. A Carmela tinha concordado com tudo, com a inseminação artificial, com um bebê para nos deixar ainda mais unidas, enfim, com tudo. A minha barriga começou a crescer, o sexo foi ficando mais difícil, eu vomitava mais que um bêbado e a relação foi esfriando. Com a data do casamento marcado para a semana que vem, convites distribuídos, ela se mandou anteontem deixando um bilhete que “aquilo”, ou seja, o nosso bebê, não era para ela, que ela nunca quis ser mãe e que achava um porre ter que lidar com uma criança correndo pela casa. E aqui estou, com esse barrigão, largada feito um trapo usado, sem poder contar com a ajuda da minha família que me virou as costas e, a poucos dias de parir. – despejou, de um só fôlego em meio ao choro. Fiquei sem palavras, o que dizer numa situação dessas sem parecer um idiota opinando sobre o desconhecido.
O Martin apareceu no dia seguinte, estava mais informado do que eu que fui pego de surpresa. Eles nunca deixaram de se comunicar depois que nos separamos. E assim, estávamos eu e ele, poucos dias depois, na maternidade acompanhando o parto dela. Me senti ridículo nesse papel de amigo distante, cujas melhores lembranças com ela datavam dos tempos de colégio. Era tarde demais para lamentar as férias perdidas.
- Ainda mantém contato com o Roger e o Ramon? – perguntou-me o Martin no corredor da maternidade enquanto a Giulia berrava na sala de parto, me causando calafrios por todo corpo.
- Não! Nunca mais soube nada deles! E você?
- Fiquei sabendo que o Ramon se casou no começo desse ano com uma garota que trabalha na mesma empresa dele. Do Roger nunca mais soube nada. – respondeu.
Senti uma pontinha de ciúme por saber que o Ramon não estava mais disponível, embora não alimentasse mais nenhuma ilusão quanto a nenhum dos dois.
- Só cá entre nós, qual deles tirou o seu cabaço? – perguntou num atrevimento sem propósito.
- Que descabimento, Martin! Isso é pergunta que se faça? – questionei indignado. – Com nenhum dos dois! Não perdi a virgindade com eles! – menti, quando a Giulia já havia voltado para o quarto e segurava o garotinho de cara amassada numa das tetas. Ambos se entreolharam como nos velhos tempos, quando sabiam de todas as fofocas do colégio. – O que foi, por que estão me encarando com essas caras?
- Nada, oras! Se você diz que não perdeu a virgindade nas rolas daqueles dois, quem somos nós para te contradizer! – respondeu o Martin.
- Acho bom! Por que nem faço ideia de como sejam as rolas deles! – menti, mais uma vez. Não acreditaram, estava na cara, pois sabiam que os dois andavam de pau duro atrás do meu cuzinho feito dois garanhões.
- Por um bom tempo eu sonhava com o cacetão do Roger. E você sabe muito bem o tamanho que aquele troço no meio das pernas dele tem, você o viu no vestiário das quadras de esportes centenas de vezes e, se bem me lembro, também arregalava os olhos para aquele caralhão dos deuses. – disse o Martin. – Mas assim que você chegou ao colégio ele nunca mais teve olhos para ninguém. Era o teu rabão que ele queria, se bem que não estava sozinho nesse desejo. – emendou.
- Você continua falando tanta besteira quanto na época do colégio, Martin! Não acredito que não amadurece nunca! – retruquei.
- A essas alturas o Roger deve estar distribuindo seus espermatozoides mundo afora, ele sempre quis viajar, nos últimos tempos falava em voltar para os Estados Unidos depois da faculdade, de onde é a família do pai dele.
- Bem! Espermatozoides é que não vão faltar para ele fazer filhos mundo afora! – devolvi, só me dando conta de que tinha acabado de me denunciar quando vi os risinhos irônicos na cara dos dois. Essa não deu para remendar.
Antes de voltar para Vancouver passei uns dias na casa dos meus pais que estavam morando novamente em Bruxelas após a aposentadoria do meu pai.
- Você precisa começar a pensar em arrumar um bom moço, Otis! Não pode ficar solteiro e sozinho para sempre tão longe de nós. – comentou minha mãe. Eu tive que rir. Mães são iguais em todo o mundo, quando não bancam elas mesmas o cúpido para os filhos, insistem nos velhos clichês para verem os filhos felizes.
No voo para Vancouver voltei a ter a cabeça preenchida com pensamentos sobre o Roger. Será que ele ainda pensa em mim, será que continua disponível, será que sente saudades das vezes nas quais se deixava acarinhar com o cacetão amolecendo devagar no meu cuzinho? Se ele realmente voltou a morar nos Estados Unidos éramos vizinhos, vizinhos de dois países tão vastos onde um reencontro jamais aconteceria. Fechei os olhos para reter a súbita melancolia que se instalou em meu peito.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Garanhão bruto abusa do virgenzinho

Codigo do conto:
264901

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
20/06/2026

Quant.de Votos:
2

Quant.de Fotos:
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