Nos colos do papai e do titio
Meus pais se separaram quando eu mal começava a engatinhar. Ele se mudou para outro Estado onde parte de sua família morava. Ela não perdeu tempo e saiu à caça de outro homem que lhe proporcionasse a tal estabilidade que não encontrou no primeiro. Eu fiquei sob a responsabilidade dos meus avós maternos que, mais uma vez, resolveram o problema que a filha criou, deixando-a livre para cometer o próximo. Era um padrão ao qual já estavam habituados, sem nunca assumirem as rédeas que a freassem.
Cresci ouvindo barbaridades sobre meu pai. Tios e tias e, inclusive meus avós diziam que ele era um cafajeste oportunista, um irresponsável, o diabo em forma de gente, repetindo a mesma ladainha que minha mãe proferia. Por muito tempo ouvi essas estórias e acreditei piamente nelas e, embora não fizesse a menor ideia de como ele era, pois não havia sequer uma única fotografia dele, o odiei com a mesma intensidade que os demais. Apenas com um agravante a mais, o de ele ter me abandonado sem nunca ter procurado me conhecer. Contudo, à medida que ia crescendo e começando a formar minha própria opinião sobre as coisas, percebi que aquelas estórias que me contavam sobre meu pai estavam repletas de brechas mal explicadas ou até, quem sabe, criadas propositalmente para acrescentar veracidade ao que contavam.
No entanto, foi após a puberdade, quando comecei a me descobrir gay que as coisas tomaram outro rumo. Embora não fosse um garoto que evidenciasse sua homossexualidade através de trejeitos, fala esganiçada ou atitudes escandalosas, a minha timidez exagerada, o comportamento intrusivo e a delicadeza nos gestos acendeu o alerta entre os irmãos e irmãs homofóbicos da minha mãe.
- Vocês precisam dar um jeito nesse moleque. – aconselhavam aos pais e à minha mãe. – Tem alguma coisa errada com ele. Antes que sejam surpreendidos por estarem criando uma bichinha debaixo de seu teto, é bom mandá-lo a um psicólogo para ver se curam esse veadinho antes que a família toda fique falada.
- Minha avó até contra argumentava, pois tinha um carinho todo especial por mim. Porém, com o tempo, foi-se deixando levar pelos argumentos deles, e começou a me vigiar feito um cão de guarda.
Fiquei proibido de trazer os colegas garotos do colégio para dentro de casa, as garotas estavam liberadas. Quando estava papeando com a molecada da vizinhança, era chamado para entrar sem a menor justificativa. Se fosse visto ao lado de algum garoto, era bombardeado de perguntas quanto a quem ele era, como o conhecera, que assuntos tinha para ficar tanto tempo conversando com um desconhecido. Os primos homens foram orientados a não ficarem a sós comigo qualquer que fosse o ambiente. Jogar videogame ou assistir TV com eles no meu quarto era terminantemente proibido. Se percebessem que eu estava me insinuando para eles ou tendo qualquer outra atitude que não condissesse com o comportamento de um macho, deveriam contar imediatamente o que estava acontecendo. Quer dizer, quando nem mesmo eu sabia se era gay, já tinham me rotulado como tal.
Quando tive a certeza da minha sexualidade me mantive calado e me comportando conforme os padrões exigidos pela sociedade e por aqueles machões homofóbicos que me cercavam, mas que, ao mesmo tempo, cobiçavam minha bundona saliente. Isso acendeu o alerta sobre o caráter dos meus tios e tias que denegriam meu pai enquanto eles mesmos não eram flor que se cheire.
O irmão mais novo da minha mãe, único ainda solteiro, e o que mais me aporrinhava me mandando virar homem, já não disfarçava mais o tesão que sentia por mim. Quando vinha visitar os pais, sempre dava um jeito de aparecer no meu quarto depois de uma ocasião em que me flagrou pouco depois de eu sair do banho e estar vestindo a cueca. Os olhos dele se arregalaram para meu corpo branquinho e liso, para as coxas grossas e a bundinha carnuda, me deixando vexado enquanto ele dava uma apertada do pau que experimentava uma ereção.
- É esse rabão gostoso que você está dando por aí, Rafinha? – perguntou malicioso
- Sai daqui! Sai do meu quarto, cara! – berrei a plenos pulmões para atrair a atenção de quem estivesse por perto.
- O que está acontecendo aqui? – perguntou meu avô ao enfiar a cara porta adentro.
- O Marcos invadiu meu quarto para me ver pelado! – respondi de pronto.
- Eu invadi? Foi você quem me chamou para mostrar essa bundinha de veado! – exclamou ele, para se defender da certeira fúria do pai.
- Sai daqui, Marcos! – ordenou meu avô. – E você, Rafael, trate de se comportar como homem e pare de se exibir para os machos feito uma putinha. Da próxima vez tranque a porta! – ordenou, despejando a raiva sobre mim.
A questão da minha sexualidade já estava sacramentada, para todos os efeitos eu era gay e estava dando um jeito de ser enrabado, por mais discreto e contido que me comportasse. O que até então tinha sido um abrigo seguro, começou a se transformar num presídio e num lugar opressivo onde todos me julgavam e me abominavam por não ser o homem que esperavam que eu fosse.
- O Rafinha só pode ter puxado isso do pai, da família daquele cafajeste! Ninguém da nossa família carrega genes para essa doença, para essa veadice que a cada dia fica mais perceptível nas atitudes dele. – sentenciou um dos meus tios, pondo mais lenha na fogueira.
- Sem dúvida! Eu nunca fui com a cara daquele sujeito, mas você tinha que insistir, não é Luciana, tinha que ficar prenha daquele desgraçado e olha aí no que deu, um filho veado! – acrescentou meu avô.
- Se ele virou veado é por culpa de vocês que o criaram! – explodiu minha mãe, como todas as vezes em que lhe jogavam na cara as cagadas que fazia.
- Fomos obrigados a criar esse moleque porque você não pode ver um macho que já está abrindo as pernas! – retrucou meu avô, que estava farto de encobrir os erros dela.
- Claro, eu sempre sou a culpada de tudo! – retrucou minha mãe. – Querem saber, vocês são uma merda de pais! Tudo sempre foi para os filhos machos, eles podem fazer todo tipo de merda que está tudo bem, mas se eu ou a Virginia damos um passo fora da linha já vira uma tragédia. – acusou, melando o clima.
- Se transformar numa puta agora é sinônimo de pisar fora da linha? – ironizou um dos irmãos, o que a fez partir para cima dele feito um animal selvagem, o que obrigou meu avô a apartá-los.
- Cala essa boca, seu miserável! Tua mulher tá sabendo que você anda fodendo a boceta da sua secretária? Você já contou para ela que seus compromissos inadiáveis, depois do final do expediente, são trepando com ela num motel, contou desgraçado? – revelou, escancarando o trunfo que tinha sobre o irmão, levando a discussão a um patamar que causou um caos na família.
Cheguei à conclusão que precisava deixar aquela casa, aquela família, aquelas pessoas que se colocavam num pedestal de idoneidade de onde julgavam os outros sendo que não tinham nem caráter nem moral para tanto.
- Quero conhecer meu pai! – afirmei, colocando minha mãe contra a parede, quando ela estava prestes a sair com o terceiro cara candidato a ser mais um dos meus padrastos. – Quero o endereço dele, quero saber onde mora e como é a família dele. – exigi, deixando-a espumando de raiva.
- Seu pai é um miserável imprestável e eu não vou permitir que você chegue perto dele! Ele morreu, entendeu! Morreu para todos nós, morreu a bem da nossa tranquilidade! Não volte mais a tocar nesse assunto! Sua família é essa e ponto final! – sentenciou.
- Eu vou conhecer meu pai quer você queira ou não! Essa família é uma merda, vocês todos são uma merda, sempre mentiram para mim, eu já não acredito mais em nenhuma palavra do que vocês dizem! Ninguém vai me impedir de conhecer meu pai! A essas alturas eu já acho que ele é bem melhor do que todos vocês, por isso te largou, porque não aguentava mais essa gente falsa e mentirosa! – despejei furioso. Ela quase me acertou uma bofetada na frente do sujeito, mas eu segurei firme sua mão e torci o braço dela até ela desistir. Estava instalada a animosidade entre nós que acabou por nos levar a uma ruptura definitiva, meses depois, quando ela foi morar com o tal sujeito e quis me levar com ela.
Consegui um endereço do meu pai com uma conhecida da família que chegou a conviver com ele quando era vizinha dos meus avós, anos antes. Ela me pediu sigilo, não queria se indispor com a minha mãe, de quem tinha sido muito amiga na juventude.
- Não sei se ele ainda mora nesse endereço, faz muitos anos que ninguém sabe dele. – disse ela, quando viu minha disposição de sair à procura dele.
- Eu vou tentar! Quero conhecê-lo de qualquer jeito! Pior do que essa família ele não pode ser. – argumentei.
- E não é, Rafinha! Seu pai é uma boa pessoa, pelo pouco que o conheci; mas não diga que eu falei isso. – pediu cautelosa.
- Obrigado! Não vou contar nada pode ficar tranquila.
Começou então uma busca frenética pelo meu pai. Pesquisei na Internet, conversei com outras pessoas que o conheceram e dos quais aquela vizinha me deu os contatos, e fui percebendo que tinha sido enganado a vida toda, pois ninguém o descreveu com as características que tinham enfiado na minha cabeça. Me enchi de coragem e esperei o início das férias de verão para ir ao encontro dele, comprando uma passagem de ônibus até a cidade que constava no endereço.
Preparei uma mochila com itens básicos para passar alguns dias e que não chamasse a atenção quando empreendi a fuga na direção da rodoviária. Se alguém viesse a desconfiar da minha intenção eu estaria fodido. Dei como justificativa passar a noite na casa de um tio que só tinha duas filhas, nenhum homem que eu pudesse corromper por ser gay. Era um argumento frágil que logo poderia ser descoberto, mas me daria tempo suficiente para chegar na rodoviária e embarcar antes que dessem pela verdade.
Meu celular só começou a receber zilhões de chamadas por volta da meia-noite, quando descobriram minha fuga e eu já estava a quilômetros de distância. Como as ligações não eram atendidas, começaram as mensagens me ameaçando, dizendo que iam colocar a polícia atrás de mim caso eu não estivesse dentro de casa em uma hora. Esperaram à toa, madrugada adentro, antes de apresentarem queixa de desaparecimento numa delegacia.
“A polícia já está atrás de você, Rafael! Volte para casa imediatamente ou vai se arrepender!” Dizia o texto da mensagem que minha mãe enviou ao meu celular. Toda vez que estavam furiosos comigo eu deixava de ser o Rafinha para me tornar o Rafael, quando não o Rafael Rodrigo Ferreira, a depender do estado de exaltação no qual se encontravam. Esbocei um sorriso irônico ao ler a mensagem que não respondi. Se tudo desse certo, e eu estava confiante nisso, ela e aquela família jamais voltariam a me ver. Encostei a cabeça no encosto da poltrona e adormeci com o balanço do ônibus se aproximando cada vez mais do meu destino final.
A primeira ponta de insegurança surgiu quando bati à porta do endereço que tinha em mãos.
- Estou morando aqui há três anos e não conheço ninguém com o nome de Roberto Augusto Velasquez. – disse a mulher que veio me atender no portão da casa de duas águas que já devia ter uma história de décadas, embora estivesse bem conservada. Foi como um soco no estômago que, por sinal, estava vazio e reclamando. – Talvez a vizinha ao lado possa te dar alguma informação, é a moradora mais antiga da rua. – disse ela, ao ver como fiquei decepcionado com sua resposta. Agradeci e fui ter na casa vizinha.
- O Sr. Roberto se mudou faz tempo, não sei onde está morando agora. – informou a vizinha, enquanto me observava da cabeça aos pés. – Você se parece muito com ele, é parente? – perguntou curiosa.
- Sou filho dele! – respondi, deixando-a pasma.
- Filho? Nunca soube que o Sr. Roberto tinha filhos! – devolveu.
- É que faz muitos anos que não o vejo! – afirmei, não querendo entrar em detalhes, pois a mulher me parecia do tipo que gostava de uma boa fofoca.
- Deve fazer mesmo! Ele morou aqui o que, uns quinze anos, talvez até mais, e nunca disse que tinha filhos ou que era casado. – retrucou ela.
- A senhora sabe de alguém que poderia me dar mais alguma informação sobre ele? Eu vim de longe para o encontrar e nunca estive nessa cidade. – perguntei, quando surgiu um homem saindo da casa para verificar com quem a esposa estava falando.
- Esse garoto está procurando pelo Sr. Roberto, disse que é o filho dele! – revelou a mulher, fazendo o homem também me examinar com cuidado. – Lembra um pouco o Roberto, não lembra?
- Sim! – respondeu o marido. – Ouvi dizer que o Roberto é o dono daquela loja de ferragens na Avenida XV de Novembro, mas não tenho certeza. – revelou ele, voltando a me dar esperanças. – Só que a essa hora a loja já está fechada, e volta a abrir na segunda-feira. – acrescentou, já que estávamos no meio da tarde de sábado.
- Obrigado, muito obrigado! Vou até essa loja na segunda, com sorte encontro meu pai. – disse antes de me despedir.
Na fuga apressada não me preocupei com o dinheiro, o pouco que tinha deu para pagar a passagem de ida e volta caso não encontrasse meu pai, e mais uns trocos para os lanches. Até fui a alguns hotéis localizados na região central da cidade, mas estavam completamente fora do meu orçamento. Onde fazer dois pernoites sem dinheiro passou a ser a minha prioridade. A rodoviária, afinal havia movimento a noite toda? Não, seria o lugar mais fácil da polícia me encontrar, já foi complicado driblar os policiais que estavam vasculhando todos passageiros que desciam dos ônibus que chegaram à cidade, provavelmente por já estarem informados do meu desaparecimento, já que a cidade era o destino mais óbvio para encontrar meu pai. Uma igreja? Daria um jeito de me esconder num canto qualquer após a última missa e, no dia seguinte podia sair, fazer alguma refeição e, à noite voltar e repetir a estratégia. Sim, é isso, vou me esconder na catedral da praça principal, ela é grande o bastante e deve ter cantos onde possa me esconder. As colunas atrás dos confessionários das naves laterais me pareceram o lugar perfeito. É certo que o chão de ladrilhos devia ser bastante frio durante a noite, mas era melhor do que dormir ao relento.
Dois seminaristas que haviam ajudado na missa das 20h fecharam as largas portas da catedral às 22h e deram uma vasculhada rápida por todo lugar para se certificarem de que tudo estava em ordem. A maioria das luzes foi apagada e eu mal respirei quando um deles veio verificar o interior dos confessionários. Me encolhi atrás da coluna larga e usei a mochila como travesseiro, me preparando para a primeira noite de foragido.
Cerca de uma hora depois, talvez duas, não conferi no celular para que a tela iluminada não me denunciasse, os dois seminaristas voltaram sem os trajes religiosos. Na verdade, usavam bermudas e camisetas como qualquer outro jovem da mesma idade. Sentaram-se nos degraus do altar principal e ficaram sussurrando, o que não me permitiu ouvir o que diziam, ao mesmo tempo em que trocavam beijos e carícias. Nem preciso dizer o quanto meus olhos se arregalaram para acompanhar o que acontecia ali, bem aos pés da imagem da Virgem Maria e das vistas dos anjos ao redor.
Um deles era bem mais parrudo que o outro, tinha um peito cabeludo quando tirou a camiseta e avançou para cima do mais tímido, deitando-o sobre o tapete que forrava os degraus e parte do chão do altar. Esse se reclinou devagar, tomou o rosto do mais encorpado entre as mãos e o beijava por todo contorno, enquanto tinha sua camiseta retirada e os mamilos beijados e chupados. O primeiro gemido ecoou nesse momento, e me deixou tão excitado que meu cuzinho piscou. O rala e rola continuou até o parrudão tirar a bermuda do outro e passar a amassar as nádegas dele, o que o fez gemer mais alto e mais excitado. Os dois corpos entrelaçados e se revolvendo na penumbra foi a cena mais excitante que eu já tinha visto. Em dado momento, o mais tímido se virou de bruços e empinou a bunda na direção do outro que soltava uns grunhidos roucos. Ele meteu a cara no meio das nádegas do que estava deitado e não sei exatamente o que fazia, pois de onde eu estava não dava para ver; porém, pelos gemidinhos tresloucados que o outro soltava, devia ser algo muito prazeroso. Então veio o que quase me fez ser descoberto ao soltar um ruído que simplesmente escapou por entre meus lábios sem que eu o pudesse conter. O parrudão baixou a bermuda até os joelhos fazendo saltar para fora uma baita de uma caceta que, de onde eu estava, mais parecia um salame de tão grande e grosso, e o foi enfiando lentamente no rego do que estava deitado, enquanto gemia cada vez mais alto, até ele desaparecer por inteiro no meio das nádegas dele. Nesse instante meu cuzinho se contorcia em espasmos e meu coração batia celerado no meu peito a ponto de eu o sentir no fundo da garganta. Eu via a cara de satisfação do que estava sendo enrabado e me identifiquei com ele, especialmente quando tinha seus gemidos sufocados pelos beijos do parrudão que não parava de meter o cacete na bundinha empinada que estava debaixo dele. Me perdi no tempo, não sei quanto durou a fodelança, mas dava para perceber como ambos estavam felizes e sentindo prazer com aquilo. De repente, o parrudão deu umas estocadas fortes no mais franzino fazendo-o gemer alto e soltou um urro que ecoou pela nave vazia como um grito de vitória, deixando-se cair pesadamente sobre a bundinha que acabara de foder. Ficaram um bom tempo nessa posição, abraçados e voltando a sussurrar. Ao se levantarem e ajeitarem as roupas sobre os corpos, sorriam com uma felicidade contagiante. A igreja voltou a cair no silêncio, mas eu estava tão agitado que não conseguia pregar os olhos.
Só fui acordar com os fieis entrando para a primeira missa, e levei um susto quando percebi que o seminarista parrudão vinha na minha direção, embora eu tivesse me recolhido atrás da coluna.
- Você dormiu aqui? – perguntou, ao enfiar a cara por trás da coluna.
- Eu? Não, claro que não! Eu ... eu ... uma coisa caiu da minha mochila! – afirmei, tentando ser convincente.
- E o que faz na igreja com essa mochila, logo na primeira missa?
- Eu ... eu ... eu vou a um lugar depois da missa e já trouxe ela comigo!
- Você viu tudo o que aconteceu ontem a noite aos pés do altar, não foi?
- Eu não vi vocês dois, eu juro! Não, eu quero dizer que não vi nada! – respondi sem pensar, me denunciando.
- Jurar em falso é pecado, sabia?
- Sabia, quer dizer, eu acho que sim! – eu estava me atrapalhando todo com aquele olhar que não saía de cima de mim.
- Digamos que eu acredito em você e que não vou contar para ninguém que passou a noite dentro da igreja, talvez até fugindo da polícia ou algo assim, se você confirmar que não viu nada do que aconteceu aqui dentro ontem a noite. – propôs.
- Eu juro! Quer dizer, eu confirmo! – ele sorriu. O danado tinha um sorriso bonito, safado, mas bonito.
- Por que dormiu na igreja, não tem para onde ir?
- Não tinha, isto é, não tenho até encontrar meu pai. – respondi, deixando-o curioso, ao mesmo tempo que o outro seminarista se juntava a nós.
- Depois da missa você vai me contar essa história direitinho, combinado?
- Combinado! – devolvi, antes dos dois voltarem às suas tarefas.
Após a missa os dois me levaram à sacristia onde contei ao padre que estava à procura do meu pai que supostamente era dono da tal loja de ferragens, que não o conhecia pessoalmente por ele ter se separado da minha mãe quando era muito pequeno e omitindo, é claro, que tinha fugido de casa para evitar que ele me dissuadisse ou tomasse alguma providência junto à minha família ou à polícia. O padre me ouviu com certa desconfiança, mas me permitiu pernoitar aquela noite na casa paroquial comprometendo-se até a me acompanhar à loja de ferragens no dia seguinte.
Fui alojado no mesmo quarto dos seminaristas e só escapei de ser enrabado pelo parrudo que no meio da noite se aproximou do colchão improvisado onde estava deitado para ver se conseguia se satisfazer na minha bunda que o havia deixado tão alucinado a ponto de ele perder os pudores. Acabei sendo salvo pelo seminarista submisso que não me perdera de vista por um só minuto sequer quando percebeu que meu corpo era mais sedutor e cobiçado pelo parceiro por quem devia estar apaixonado. A estrovenga do parrudo já estava dura formando uma barraca dentro da cueca quando o submisso acendeu repentinamente a luz e o flagrou metendo a mão sob o lençol que cobria parte das minhas nádegas.
- O que está fazendo aí?
- Nada! Só vim conferir se ele está bem acomodado! – respondeu, tirando apressadamente a mão da minha nádega lisa e quente. Eu acordei assustado sem entender o que se passava.
- E para isso precisa passar a mão na bunda dele? – questionou o submisso enciumado.
- Estava apenas puxando o lençol para cima dele. – respondeu o safado.
Como aquele cacetão duro não podia ficar no prejuízo, ele se enfiou na cama do parceiro e pouco depois comecei a ouvir os gemidos de prazer que me fizeram perder o sono de vez. Eles nem se preocuparam em apagar a luz e, quando me virei na direção deles, o submisso me lançava um sorriso de satisfação sentindo o pauzão do parrudo bombar seu cu com força, como se quisesse dizer – Esse macho é meu, por mais rabudo que você seja, ele está comendo o meu cu e não o seu!
Confesso que gostaria de estar na posição dele, pois a expressão de prazer estampada na cara do putinho indicava que aquilo devia estar sendo muito gostoso. Porém, tive que me conformar com os espasmos anais que revolviam minhas preguinhas virgens num assanhamento libertino.
Pela manhã, ao acordar, vi que os dois ainda estavam entrelaçados e completamente nus, e fiquei a imaginar que padres eles se tornariam dentro em breve, pregando sermões e dando conselhos aos paroquianos das paróquias que comandariam. Mas essa questão não me diz respeito. Que sejam felizes vivendo a vida que desejam apesar da batina que vestem.
Na segunda-feira pela manhã eu estava uma pilha de nervos, prevendo meu encontro com meu pai, se é que ele aconteceria e, se é que ele me receberia como eu sonhava. O padre me acompanhou conforme tinha prometido, o que, de certa forma, me tranquilizou um pouco.
A loja me impressionou pelo tamanho, modernidade e clientela que se aglomerava em frente aos balcões esperando a vez de ser atendida. Espichei a cabeça à procura de um homem na faixa dos quarenta anos que seria meu pai. Havia dois preenchendo essas características, mas não os achei nem um pouco parecidos comigo, conforme aquela vizinha havia mencionado. Ao perguntar pelo nome Roberto, veio a resposta que eu tanto esperava. Sim, ele era o dono da loja, mas não estava, tinha ido visitar um fornecedor em outro Estado e só estaria de volta em um ou dois dias.
Expliquei minha situação após me identificar, pois precisava de asilo enquanto esperava o regresso dele. Um desses senhores, que me pareceu ser uma espécie de gerente, fez uma ligação expondo a situação para quem o atendeu. Três quartos de hora depois, um homem que também devia estar próximo dos quarenta anos chegou se apresentando como irmão do meu pai. Ele foi extremamente receptivo e acolhedor, e disse se chamar Eduardo. Mal consegui segurar as lágrimas, minha busca parecia ter chegado ao fim e, se meu pai fosse tão simpático e receptivo quanto o irmão, eu tinha ganho na loteria.
- Seu pai nunca se conformou de precisar abrir mão de você para se ver livre daquela mulher! – começou ele. – Me desculpe, sei que é sua mãe, mas ela fez da vida do meu irmão um verdadeiro inferno. Ele não teve escolha depois de muito tentar uma convivência pacífica e sem se sentir um corno. – revelou.
- Ele se lembra de mim? – perguntei, secando o rosto.
- Seu pai nunca te esqueceu Rafael! Toda vez que está pensativo e macambuzio pelos cantos, pode saber que está pensando em você, em como você está, o que faz, se é um rapagão bonito e saudável, se é feliz. – afirmou. – Ele vai explodir de felicidade ao ver que você se tornou um garotão tão lindo, pode ter certeza!
Meu pai voltou no dia seguinte, apressando o regresso em um dia, depois de ficar sabendo que eu o estava procurando. Meu tio Eduardo me levou à casa onde os dois moravam depois que ele também se divorciou da esposa e que tinha sido construída pelo meu pai. Era uma casa ampla de linhas modernas implantada num terreno com ligeiro aclive o que lhe dava uma aparência majestosa, e demonstrava que meu pai devia ter uma condição financeira privilegiada.
Quando vi aquele homem alto, forte, musculoso e viril passando pela porta com os cabelos em desalinho que deixavam sua aparência mais sexy e máscula, não contive o choro. Corri direto para os braços abertos dele e me pendurei em seu pescoço grosso e vigoroso, enquanto ele quase me esmagava em seus braços.
- Pai! – balbuciei com os lábios trêmulos e as lágrimas descendo copiosas pela face.
- Filhão! – a voz dele era grave e firme apesar da emoção que o abalava. – Meu filhão! Sonho com esse dia há anos e aqui está você, lindo, forte e com esse olhar tão doce. – devolveu, sem me soltar.
- Você me quer, pai? – perguntei, só para ter certeza de não estar sonhando.
- Claro que quero, Rafinha! Foi o que sempre mais quis na vida! – devolveu ele emocionado.
Passamos mais de uma hora nos tocando, como se fosse preciso conferir que aquilo tudo era real. Tão logo me acalmei e consegui pronunciar algumas frases sem cair no choro, revelei tudo o que haviam me contado sobre ele, e como fizeram de tudo para evitar aquele encontro, inclusive que precisei fugir de casa para poder realizar meu maior sonho.
- Fez bem, filhão! Aquela família é uma péssima influência. Faço ideia das barbaridades que te contaram para encobrir as atitudes da sua mãe. Eu nunca pude me aproximar de você porque ela pediu uma medida protetiva para si e para você. Mas isso agora vai ter um fim, você é capaz de dizer por si próprio com quem quer ficar e nenhum juiz vai me impedir de ter meu filho do meu lado. – asseverou.
Como já era esperado, um oficial de justiça apareceu na semana seguinte, com um mandato exigindo que eu voltasse para casa. Contudo, um advogado contratado pelo meu pai já estava cuidando da situação e acabamos tendo uma audiência na qual me foi permitido não só escolher com quem queria viver, como delatar as barbaridades cometidas pela minha mãe e pela família dela. A medida protetiva contra mim foi revogada e tive o direito de morar com meu pai em definitivo.
Pela primeira vez senti que minha vida passara a fazer sentido. Conviver com meu pai e meu tio era algo leve, descontraído, alegre e sem julgamentos ou pressões. No novo colégio as coisas também estavam bem, fiz amizades com facilidade e até comecei a me interessar por um colega de turma que também era vizinho de nossa casa. O Mario e eu íamos e voltávamos a pé do colégio, o que ajudou a engatilhar e desenvolver uma amizade como eu nunca tive antes. Ele era um garotão charmoso e sexy cobiçado pelas garotas e, secretamente por mim que ficava todo atrapalhado perto dele ou com as coisas que me dizia ao tecer elogios à minha pessoa. Em poucos meses ficou claro que rolava algo entre nós, embora nenhum dos dois admitisse ou fizesse qualquer coisa para efetivar esse sentimento recíproco.
Afora o prazer de compartilhar a companhia, o tesão que pairava entre nós era tão evidente que quase podia ser sentido não apenas por nós, mas até por quem nos observasse um pouco mais atentamente. Eu o deixava de pau duro com tremenda facilidade, e chegava a ser engraçado ver como ele lutava para se controlar, embora muitas vezes não conseguisse disfarçar as ereções que o acometiam. Ele conseguia me deixar todo arrepiado só pela maneira como ficava me secando. Observar seus músculos, ombros largos, uma barba que começava a ter contornos viris faziam meu cuzinho se revolver, piscar e até ficar ligeiramente úmido como se eu tivesse entrado numa espécie de cio. Como minhas nádegas são muito volumosas o rego liso entre elas é bem profundo e ao ficar excitado por um macho, sinto como se estivesse suando ao redor do cuzinho, e essa umidade tinha o poder de atrair os machos conforme fui constatando.
O Mario se assanhava todo para o meu lado quando me encontrava nessa situação, como se pudesse farejar o desejo das minhas preguinhas por seu cacetão. No entanto, não só ele era acometido pelo tesão pelo meu rabo, meu tio tinha uma reação parecida e, até meu pai demonstrou não estar imune a essa atração, por mais que se policiasse e tentasse tirar os pensamentos libidinosos que afloravam à sua mente ao me abraçar ou quando eu me sentava em seu colo para fazer carinho. Sim, eu sentava no colo do meu pai com toda aquela idade, como que para compensar os anos em que fomos privados dessa intimidade. E, antes de isso se mostrar um problema, era mais uma forma de interação que nos unia.
Num desses assanhamentos do Mario, meu pai me flagrou sendo beijado na boca e bolinado sem que eu o repelisse, pelo contrário, estava me entregando a sua tara de safado. Fiquei tão envergonhado que por dois dias não conseguia encarar meu pai, até ele me perguntar se eu tinha gostado do que aconteceu e eu responder que sim, que tinha sentido tesão e confessado que era gay, mas que era a primeira vez que fazia algo com outro cara. Ele esboçou um sorriso que também dirigiu ao meu tio como se os dois já desconfiassem da minha sexualidade.
- Está tudo bem, Rafinha! Ninguém aqui vai te julgar ou discriminar por ser gay. Você é um garotão educado, respeitoso, lindo e muito discreto, não admira que outros garotos se sintam atraídos pelo seu charme e por essa bundinha redonda e gostosa. – afirmou ele, me deixando estarrecido, pois se isso tivesse acontecido na casa do meu avô, a essa altura eu teria levado uma baita de uma surra dele e dos meus tios e sido expulso de casa.
Me sentia mais aliviado por meu pai saber que sou gay, não precisava mais ficar me policiando com tanto rigor, embora ficar dando bandeira não fosse a minha praia. Ao lado dele e do meu tio eu me sentia seguro e protegido. Nem os dois ficavam mais disfarçando as ereções quando eu circulava de com alguma das minhas cuecas sumárias e cavadas pela casa e que, não maioria das vezes estava entalada no rego, uma vez que ele mastigava quase tudo que eu vestia. Eu era tomado de calores quando notava que meu pai ou meu tio ficavam de pau duro, por mais que achasse que aquilo não era certo, que era pecado sentir essas coisas pelo pai ou por outro familiar tão próximo, pois foi isso que enfiaram na minha cabeça desde que me conheço por gente. Tudo na família da minha mãe era pecado, era abjeto, repugnante, especialmente quando relacionado ao sexo, mas isso só da boca para fora, pois as atitudes deles seguiam na direção contrária, numa hipocrisia que descobri ainda bastante jovem.
Numa tarde quente de domingo entrei sem bater no quarto do meu pai, já que estava ouvindo a televisão ligada numa partida de futebol, e me deparei com ele recostado na cama usando um daqueles seus shorts folgados com as pernas bem abertas e a mão enfiada dentro dele manipulando o pauzão à meia bomba através da braguilha aberta. Uma cabeçorra enorme, arroxeada e brilhando de tão melada pendia para fora da braguilha. Estanquei embaraçado onde estava sem conseguir desviar os olhos daquela maravilha. Meu pai era um quarentão sarado, torso largo, maciço e peludinho, ombros e braços fortes, um abdômen trincado, coxas musculosas e peludas. Um macho para ninguém botar defeito, um macho que vira a cabeça de mulheres e gays. No mesmo instante em que parei abruptamente, senti uma forte fisgada nas preguinhas e meu pai certamente sacou o que aconteceu.
- Ah, me desculpe ter entrado sem bater, Papi! Eu volto outra hora! – exclamei atrapalhado.
- Não precisa se desculpar e, muito menos sair! Vem cá, vem! Senta do meu lado, sei que não gosta de futebol, mas eu gosto quando fica perto de mim. – disse ele, enfiando o pauzão de volta na braguilha.
- Também gosto de ficar perto de você, Papi! – devolvi com um sorriso tímido.
Ele afagou meu rosto com a mesma mão que tinha manipulado o cacetão e pude sentir o cheiro almiscarado que estava impregnado nela. Rocei meu rosto em sua mão e a beijei, o que fez a cabeçorra do pauzão emergir num pinote pela fenda da braguilha. Meu pai não a disfarçou, deixou que eu notasse o tesão que estava sentindo por me ter tão próximo.
- Também tenho que te confessar uma coisa filhão, eu estava justamente pensando na sua bundinha linda quando você entrou e acabei ficando nesse estado. – afirmou, desabotoando o short e me exibindo o cacetão. – É assim que sua bundinha me deixa! – exclamou, antes de passar a mão nas minhas nádegas.
- Ai Papi, é lindo! Tão grande e grosso! – devolvi deslumbrado.
- Mas ele anda numa secura danada! – afirmou, ao notar que os biquinhos dos meus mamilos se enrijeceram de tanto tesão.
- Posso fazer alguma coisa para ajudar? – perguntei, com a safadeza no tom de voz.
- Você quer? Quer pegar nele e bater uma punheta para mim? – perguntou, deslizando a mão para dentro do meu rego.
- Quero Papi! É tão lindo e enorme! – respondi, deixando-o levar minha mão até a virilha peluda, onde a fechei ao redor da estaca rija antes de afagar as bolonas do sacão, o que o fez soltar um gemido rouco.
Enquanto eu brincava com o pauzão dele, ele bolinava minhas nádegas e enfiava um dedo no meu cuzinho me deixando alucinado e todo arrepiado. Quando o melzinho começou a vazar pela cabeçorra e distribuir seu aroma másculo pelo ar, eu me inclinei e com a ponta da língua comecei a pincelar ao redor do orifício uretral, lambendo aquele sumo delicioso. Meus lábios percorreram cada centímetro da verga grossa dele pelo lado debaixo até chegarem ao sacão, onde abocanhei uma das bolas e a massageei com a língua sentindo sua consistência borrachuda. Meu pai só me encarava perplexo e deslumbrado apreciando a gula com a qual eu brincava com seu sexo cavalar.
- Ah, filhão! – grunhiu ele excitado. – Teu buraquinho está ficando todo molhado, pronto para levar rola! – sussurrou soltando o ar por entre os dentes.
- Não vou aguentar isso tudo entrando em mim, Papi, ainda sou virgem! – devolvi, tomado por desejo insano de ser empalado por aquela estaca e ao mesmo tempo amedrontado com o estrago que ela podia fazer no meu cuzinho inexperiente.
- Tudo depende de como a pica é enfiada no cu! Um pouco de dor inicial é normal, antes de sobrevir o prazer. Sou bastante experiente com o sexo anal, sei que tenho um dote avantajado e que pode ser um pouco desconfortável no começo, mas prometo ser muito cuidadoso com você na sua primeira vez. – asseverou, me deixando ainda mais assanhado e a fim de sentir aquela verga calibrosa dentro de mim.
- Eu quero Papi, eu quero você! – balbuciei inseguro, mas confiando nele.
Desligando-se completamente do jogo de futebol, apesar dos lances espetaculares que seu time lançava em direção ao gol, ele me posicionou de bruços, tirou minha bermuda de moletom pelos pés constatando que eu estava sem cueca e expondo minha bunda.
- Esse rabão redondo e carnudo é uma tentação, Rafinha! Estou com o cacete trincando! – exclamou, antes de afastar minhas bandas e cair de boca com sua barba por fazer no meu reguinho liso, lambendo-o até chegar à rosquinha rosada que piscava alucinada de tanto tesão que eu estava sentindo.
Senti o corpo amolecendo a cada lambida sobre as minhas preguinhas e gemi externando meu prazer e meu desejo. De quando ele quando ele parava de lamber e enfiava o polegar no meu buraquinho para atiçar as pregas e o cuzinho guloso. Depois, deixou um fio de lubrificante que tirou da gaveta da mesa de cabeceira cair no meu reguinho liso, espalhou-o na portinha apertada do cu e lambuzou o pauzão totalmente duro. Soltei um gemidinho permissivo quando ele pincelou o pauzão ao longo do rego parando exatamente sobre meu buraquinho plissado. Comecei a me abrir o máximo que pude quando o senti forçando a rosquinha.
- Empina bem o rabo, filhão! Mostra para o Papi quanto você quer levar rola nesse cuzinho, mostra! – ordenou, me puxando pela cintura ao mesmo tempo que guiava o pauzão para a fendinha.
Travei instintivamente o cuzinho, mas ele forçou o caralhão fazendo a cabeçorra estufada saltar para dentro do meu buraquinho, estirando as pregas e me rasgando, fazendo soltar um grito quando não aguentei mais a dor.
- Calma Rafinha! Empina o rabo e abre esse cuzinho, a dor logo passa! – afirmou, empurrando a estaca grossa e pulsante para dentro de mim. As preguinhas estiradas iam se rasgando à medida que ele afundava o caralhão fazendo meu cu arder como se houvesse uma brasa socada dentro dele.
Fiz um esforço enorme para aguentar aquilo tudo entrando em mim, gemendo lascivamente e rebolando para facilitar a penetração. Ele grunhiu quando terminou de socar o cacetão inteiro no meu rabinho, abraçou meu tronco com força, beijou minha nuca e virou meu rosto em sua direção para outro beijo libidinoso no qual enfiou sua língua na minha garganta. Nem sei descrever o prazer que senti ao tê-lo grudado em mim com seu corpão parrudo montado sobre a minha bunda e o pauzão se movendo num vaivém cadenciado com sua respiração excitada.
- Ai Papi! Meu cuzinho, Papi! Tá me estourando todo! – gani, arrepiado de dor e prazer.
- Tá gostando do Papi arregaçar esse cuzinho apertado, filhão? Papi vai tirar seu cabacinho com todo cuidado e encher esse cuzinho macio de porra. – grunhia ele, sem parar de me bombar.
Enquanto ele metia e socava o caralhão no meu rabo, eu comecei a sentir contrações se espalhando por toda pelve e, de repente, o clímax, um ganido longo e forte e o gozo fluindo pelo pinto. Nunca havia sentido nada tão prazeroso. Poucas estocadas depois, e foi meu pai quem soltou um urro grave enquanto se despejava dentro do meu cuzinho arregaçado. Ele continuou montado em mim até o pauzão amolecer, sacando-o com um puxão firme e deixando um buraco aberto no meu cu por onde se via a mucosa vermelha coberta de porra leitosa, se fechando aos poucos em contrações rítmicas. Quando ele se deixou cair pesadamente e saciado sobre a cama, eu me inclinei sobre ele e cobri seu rosto, mandíbula e pescoço de beijos, úmidos e quentes, que ele recebia extasiado e feliz.
Tudo em nossa relação mudou depois daquele dia. O sentimento insipiente que até então dominava nosso convívio recente, depois de anos sem nenhum tipo de contato, se agigantou e se transformou numa relação incestuosa cheia de amor, fraternal e carnal.
Tio Eduardo não demorou a sacar o que estava rolando entre nós e, como entre ele e meu pai não havia segredos, meu pai abriu o jogo e contou que estava comendo meu cuzinho e o quanto isso tinha enriquecido sua vida acrescentando uma dose inesperada de felicidade com a qual ele jamais havia sonhado.
- E o Rafinha, como está encarando essa situação? – perguntou ao meu pai.
- Ele está de boa! Assumiu sua sexualidade e está gostando de a vivenciar comigo. Tudo ainda é muito novo para ele, mas em cada gesto de carinho e entrega dá para perceber todo amor que ele coloca nesse relacionamento. – respondeu meu pai.
- Ele é um tesouro de garoto! Observando ninguém diz que ele é gay, mas eu já percebi como ele é especialmente carinhoso com os homens, é algo inato nele. Comigo ele também sempre se mostra acessível e disponível, não fazendo diferença se sou apenas tio dele quando se trata de demonstrar um afeto todo especial. – devolveu meu tio.
- Ele te ama, já me disse isso algumas vezes e que gosta de como você o trata. – afirmou meu pai, deixando-o contente com a revelação. – Não duvido que ele também sinta tesão por você, afinal somos fisicamente muito parecidos e eu já percebi que ele gosta de homens parrudos e musculosos.
- Esteja certo que esse tesão é recíproco! Desde que ele veio morar conosco eu me sinto atraído pelo corpão gostoso dele, por sua bundinha empinada e carnuda. Quando ele anda por aí com aquelas cuequinhas meio enfiadas no rego, meu cacete não me dá sossego de tanta comichão. Só não cheguei junto dele em respeito a você e ao fato de ele procurar em nós o que nunca teve com os familiares da mãe.
- Por mim você está liberado para se envolver sexualmente com ele, se essa também for a vontade dele. Sei que vai cuidar dele tanto quanto eu, e que o ama na mesma intensidade. – afirmou meu pai.
- Está falando sério, mano? Não sabe o alívio que está me proporcionando, eu me sentia culpado por desejá-lo, por sentir esse tesão incontrolável pelo rabão tesudo dele. Acho que ele não é indiferente a mim, já o peguei sarando meu cacete e tive a impressão que ele morre de vontade de sentir minha estrovenga latejando dentro do cuzinho dele. – anunciou meu tio.
- Vá em frente, conte a ele como se sente, e pergunte se ele está a fim de algo mais. Vai ser bom para vocês dois. – liberou meu pai, sem demonstrar ciúmes e sem interpor condições morais para essa relação consensual.
Quando meu pai comentou comigo sobre essa conversa que teve com o tio Eduardo eu fiquei todo alegre, pois o mesmo tesão que sentia pelo meu pai, sentia por ele. Alguns dias depois, meu tio se abriu comigo revelando seu desejo de transar comigo, quando estávamos no shopping fazendo umas compras.
Meu pai tinha viajado como de costume para visitar e fazer algumas encomendas com um fornecedor da loja, apenas dois dias ausente como costumavam ser essas viagens. Meu tio achou que havia chegado a hora de me pegar, de sentir meu cuzinho agasalhando sua rola intrépida e veio ter comigo no meu quarto quando eu estava fazendo as tarefas do colégio. Ele queria que nossa primeira vez fosse sem a presença do irmão, nem que ele estivesse em outro ambiente e não fisicamente presente.
- Podemos conversar um instantinho, Rafinha? – perguntou ao entrar no meu quarto usando apenas um short dentro do qual já dava para notar o caralhão inquieto.
- Claro, titio! Precisa de alguma coisa, posso fazer algo por você? – devolvi, sem conseguir tirar os olhos daquela coisa balançando entre as pernas dele.
- Preciso de você! – respondeu, sem disfarçar a excitação. – Você já sabe da conversa que tive com seu pai, sobre ... bem, sobre ... – de súbito ele que era todo expansivo e seguro de si, ficou intimidado com o que estava para me propor.
- Sobre você querer transar comigo? – perguntei, já pensando em sentir o sabor daquele cacetão na minha boca e o prazer dele pulsar no meu cuzinho.
- Você está de boa com isso, Rafinha? Não quero forçar nada, quero que seja espontâneo!
- Vou gostar muito, titio! Eu gosto muito de você, te acho um homem lindo e, para ser muito sincero, faz um tempinho que meu cuzinho dá umas piscadas quando vejo essa coisa que está aí debaixo crescendo de excitação.
- Ah moleque! Você é a própria perdição! Faz ideia de quantas vezes bati uma punheta pensando nessa bundinha? Inúmeras! Toda vez que você me chama de titio com essa doçura na voz sou tomado de um tesão da porra! – retrucou, dando uma apertada na rola que já distendia o tecido do short.
- Da próxima vez que sentir tesão, não precisa se masturbar, eu ficarei feliz em te sentir dentro de mim, titio. – afirmei, caminhando na direção dos braços dele que logo me envolveram e me trouxeram para junto do tronco sólido dele, antes das nossas bocas se unirem num beijo prolongado e lascivo.
A mão grande e forte dele entrou no meu short apertado de moletom e deslizou cobiçosa sobre as nádegas polpudas e quentes, o que me arrepiou todo e me fez suspirar.
- Quero você, moleque! Quero esse cuzinho! – exclamou, soltando o ar aprisionado nos pulmões quando fazia um dedo rodopiar sobre as minhas preguinhas.
Fui me ajoelhando na frente dele, deixando as mãos deslizarem sobre o peitoral largo e peludinho, acompanhando a trilha de pelos do abdômen que sumia dentro do short. Ele o desabotoou fazendo o cacetão saltar rente ao meu rosto. Dirigi um olhar meigo e cheio de tesão na direção do rosto maravilhado dele antes de fechar uma das mãos ao redor da estaca latejante que tinha diante de mim. Dedilhei com as pontas dos dedos as veias saltadas que o revestiam, sentindo-as pulsar com vigor. À medida que o caralhão ia ficando cada vez mais duro, a parte da cabeçorra coberta pelo prepúcio ia deslizando para fora, já melada e com um cheiro almiscarado de macho. Quando a primeira gota de pré-gozo gotejou pela uretra eu a amparei com a ponta da língua e fui lambendo as que se seguiram, sentindo seu sabor levemente salgado.
- Ah Rafinha do caralho! Vai me matar de tanto tesão antes de eu meter minha pica nesse rabo! – grunhiu ele em êxtase.
- Você é tão saboroso, titio! – gemi, mal tirando a jeba taurina da boca.
Chupei-o por uns dez minutos, ele não parava de trotar tomado pelo tesão. Tateei pelo sacão pesado que pendia entre suas coxas, acariciando as bolas com cuidado com as pontas dos dedos, o que só aumentava do tesão dele. De quando em quando, ele pegava no cacetão e o enfiava na minha garganta até eu ficar sem respirar, de tanto que queria me foder, fosse lá por qual buraco.
- Isso, seu moleque putinho, mama o cacete do titio, mama! Vou encher essa boquinha doce de leite! Gosta de leite de macho, Rafinha? – gemia ele descontrolado pelo desejo crescente.
- Gosto, titio! Quero tomar seu leitinho! – respondi, chupando cada vez com mais empenho, até que de repente, o urro dele ecoou pelo ar e um jato forte de porra encheu minha boca.
- Ah Rafinha, seu veadinho tesudo! Engole, engole minha porra moleque! – grunhia ele, ejaculando fartamente o esperma denso e leitoso de sabor alcalino, que eu ia engolindo jato após jato.
Nem bem se passou um quarto de hora e já estávamos nus na cama, corpos ardentes enrodilhados, mãos percorrendo nossas peles excitadas, bocas que não se desgrudavam, olhares se encontrando numa simbiose mutualista. O dedo médio dele não parava de se mover na entradinha do meu cu que piscava alucinado de tanto desejo.
- Seu pai me falou que você é bem apertadinho, que não é fácil enfiar a pica no seu cuzinho, e constato que ele está certo. Doeu muito quando teu pai te pegou? – perguntou com certa preocupação, ciente do tamanho avantajado do falo.
- Um pouco, no começo! Mas eu aguentei firme, só gemi bastante! – respondi, antes de ele voltar a cobrir minha boca com a dele e meter a língua dentro dela.
- Quero te ouvir gemendo para mim! Gemendo feito uma cadelinha, isso me dá muito tesão.
- Promete que vai enfiar esse pauzão devagarzinho no meu rabo, titio, promete! – implorei, sabendo que ia sentir tanta ou mais dor do que senti quando meu pai socava o pauzão dele no rabinho estreito.
- É claro que sim, Rafinha! Vou meter devagar, quero que sentia prazer, não quero te machucar mais do que o necessário para entrar nesse cuzinho.
- Eu te quero titio, quero te sentir dentro de mim! Pode meter, mete esse pauzão em mim, mete, titio! – sussurrei libertino e oferecido, me virando de lado e empinando a bunda.
Ele não perdeu tempo, afastou as bandas, percorreu com o polegar o reguinho liso parando sobre a rosquinha plissada que o atiçava. Empurrou o dedão grosso para dentro me fazendo soltar um gemido de entrega e submissão. Ficou fodendo a entradinha do meu cu enquanto eu me contorcia de prazer, praticamente suplicando por ele, por seu membrão rijo. Quando a língua úmida dele deslizou sobre as preguinhas eu soltei um gritinho excitado, e deixei-o me lamber e explorar meu cu como se estivesse no cio.
- Ai titio, mete em mim, mete! – gemi, sentindo os espasmos convulsionarem meu corpo, ao mesmo tempo que me abria todo enquanto ele me fodia com a ponta da língua.
Ele montou em mim encaixando suas curvas nas minhas, a virilha pentelhuda roçando minhas nádegas, o pauzão se imiscuindo no meu reguinho. A respiração acelerada dele denunciava a fome que estava sentindo. Guiando a cabeçorra até a rosquinha piscante, ele a empurrou lenta e cuidadosamente para dentro do meu cuzinho, que foi se abrindo num desabrochar doloroso e delicioso consumando a penetração. Eu gemi gostoso sentindo o pauzão me preenchendo gradativamente até ele estar inteiramente entalado no meu cu e o sacão encaixado entre as bandas da bunda.
- Ai titio! – gani alto, enquanto meus esfíncteres se contraíam apertando aquela estaca grossa que me arrombava.
- Isso moleque, geme seu putinho, geme pro titio, geme! Rabudo do caralho, geme e sente o macho te arregaçando! – grunhia ele, enterrando o pauzão cada vez mais fundo no meu buraco.
- Ai titio, meu cuzinho! Tá me arregaçando, macho! – gani, quando ele bombava com força me arrombando o anelzinho apertado.
- Esse é o preço que você precisa pagar por deixar a minha rola nesse estado, seu veadinho manhoso! Vou encher seu cuzinho de porra, moleque! – dizia ele, socando tão forte que achei que ia me rachar ao meio.
Meu gritinho escapou junto com a porra que saía em jatos do meu pinto quando fui tomado pelo orgasmo. O prazer foi tão intenso quanto o que senti com meu pai estocando meu ânus. A cada coito eu ia me encontrando com a minha natureza, com aquela sensação de prazer que o caralhão de um macho entalado no cu é capaz de proporcionar. Tio Eduardo não tardou a gozar, vendo como eu ejaculava perdido na luxúria do prazer.
- Gostou do titio, foi Rafinha? Gostou de levar minha rola nesse rabão, não foi?
- Sim, titio! Estou tão feliz por você estar dentro de mim. – respondi meigamente, afagando seu rosto suado numa cumplicidade sem tamanho.
- Te amo, moleque! Serei seu macho toda vez que quiser! – devolveu ele, antes de soltar o urro rouco que precedeu o gozo que paulatinamente foi encharcando meu cuzinho com sua virilidade tépida e pegajosa.
Quando meu pai voltou de viagem logo sacou que eu tinha transado com o irmão e, durante o jantar, conversamos abertamente sobre o que vinha acontecendo entre nós e do quanto estávamos felizes com isso.
Dali em diante, passei a atender e a suprir as necessidades sexuais dos dois. A cada coito eu me sentia mais realizado e feliz naquela casa, sentindo o amor com o qual ambos me cercavam, um amor que ninguém antes havia me dedicado. De vez em quando rolava até uma putaria quando éramos tomados por um tesão desmesurado, com os dois se revezando com seus pauzões no meu cuzinho, enquanto eu me saciava lhes satisfazendo os desejos carnais mais primitivos, com uma pica no cu e outra na boca.
Ambos tinham como certo que um dia, que talvez nem estivesse tão distante assim, eu acabaria encontrando um cara da minha idade por quem me apaixonaria e que passaria a ser o homem da minha vida e a quem eu dedicaria todo meu amor e cuidados. Nenhum deles expressava isso em palavras, muito provavelmente para não apressar as coisas, mas já se ressentiam de um clima nostálgico quando terminávamos de transar. Quando eu lhes perguntava do porquê daqueles semblantes melancólicos, pelos quais muitas vezes me sentia culpado por talvez não ter feito sexo ardentemente o bastante, eles divagavam nas respostas sem admitir que não queriam que aquela situação na qual vivíamos fosse terminar algum dia.
Até o momento, essa hipótese nunca me passou pela cabeça. Eu estava feliz assim, sendo eu mesmo e me sentindo privilegiado por ter dois machos fogosos como eles usando meu cuzinho e deixando dentro dele a umidade viril da qual eram dotados.