Na era dos lobisomens



Na era dos lobisomens*
Para que o leitor compreenda esse conto é preciso primeiramente fazer alguns esclarecimentos que o posicionam num novo contexto global, com uma sociedade completamente diversa da atual e com criaturas neoformadas a partir de um desastre catastrófico. Então vamos a elas.
O planeta Terra não foi mais o mesmo depois da intensa e ferrenha guerra nuclear entre as então grandes potencias que dominavam o mundo e disputavam a hegemonia econômica e militar. Na ocasião, o mundo se dividia em nações independentes, governadas quase sempre por líderes eleitos pela população, ou psicopatas ávidos pelo poder que não hesitavam eliminar os opositores para garantir que suas vontades prevalecessem. Foram esses líderes que, em disputas mais pessoais do que interessados no bem geral das populações, se lançaram numa guerra global que, em determinado momento alcançou o extremo da violência. Até que num fatídico dia, que tinha amanhecido como qualquer outro até então, houve a catástrofe. O que havia de mais moderno e destruidor em armamentos nucleares foi lançado contra os inimigos praticamente num mesmo instante, quando radares detectaram o ataque e computadores de última geração projetados para um contra-ataque dispararam os artefatos nucleares.
Em questão de minutos cerca de 5000 Megatons explodiram avançando quilômetros adentro da atmosfera terrestre causando uma repentina parada de não mais que alguns milésimos de segundo no movimento de rotação do planeta. A inércia fez com que toda superfície da terra fosse varrida por ventos supersônicos devastadores, tsunamis colossais deslocassem os oceanos, as imensas placas tectônicas se abrissem em fendas gigantescas expondo partes do manto terrestre de onde quantidades enormes de magna a 3500°C fossem expelidas com força, modificando globalmente a crosta do planeta.
Praticamente tudo que estava vivo desapareceu do planeta que, também teve sua órbita ligeiramente modificada em relação ao sol, passando a contorná-lo ligeiramente mais afastado do que antes. Pouquíssimos seres vivos sobreviveram como que por milagre, e não reconheceram mais o planeta que habitavam. Foram mais de quatro milênios para que o planeta voltasse a apresentar vida em sua superfície completamente diversa daquela pré-catástrofe.
E esses seres vivos sobreviventes foram sofrendo ao longo desses milênios modificações em sua própria constituição nuclear. O DNA de todos passou por mutações, fossem seres microscópicos, vegetais, animais e humanos. Essas últimas duas categorias, com exíguos sobreviventes, começaram por se apoiar em simbiose para assegurar sua continuidade, em cruzamentos que resultaram em híbridos a partir dos DNA modificados pelas novas condições atmosféricas e pela radiação solar alterada.
Nesses quatro milênios pós-catástrofe, a população global se resumia a cerca de pouco mais de 20% da que habitava o planeta, criando imensos vazios na superfície onde a crosta terrestre se reformulou, novos oceanos localizados em lugares diversos dos anteriores e, uma total ausência de nações como eram anteriormente conhecidas. A nova população predominante e resultante da simbiose que mais sucesso reprodutivo obteve, foi a dos humanos com os canídeos, especialmente os lobos. Toda genética dessa população que sofreu inúmeras mutações devido a incidência da radiação ionizante do sol que passou a atingir o planeta após a mudança de órbita e à modificação dos gases que compõem a nova atmosfera que o envolve, não mais protegendo a superfície terrestre dessas radiações, levando ao surgimento de uma nova geração de seres que não mais se limitavam aos gêneros masculino e feminino de antes. Essas mutações criaram seres com não apenas dois cromossomos sexuais, mas três, nos quais se fundiram o DNA humano e o do Canis lupus.
Os machos da nova espécie carregavam agora três cromossomos sexuais, um X e dois Y, um Y humano e um Y lupino e tinham uma constituição física avantajada. Eram seres dotados de muita força, de músculos poderosos, de instintos de liderança, sexualmente muito ativos devido ao ignus, um período no qual seus corpos apresentam altos níveis de testosterona, geralmente coincidentes com o cio dos híbridos; têm sentidos aguçados e muito hábeis, mas principalmente muito agressivos na posse das fêmeas e diante do cio dos híbridos, em relação a outros machos ou à resistência dos híbridos em se deixarem dominar durante a cópula. Nessas ocasiões, movidos por fortes emoções, seus corpos sofriam uma repentina e temporária transformação na qual emergiam pelos mais longos e abundantes de sua pele, garras nas pontas dos dedos, uma projeção da face com mandíbulas nas quais dentes afilados e compridos típicos dos lobos brotavam das gengivas. Seus corpos se transformavam, metade humano, metade lobo.
As fêmeas, outrora XX, agora tinham seu DNA composto por três cromossomos sexuais X, dois deles disfuncionais o que levou a uma incapacidade de gerarem descendentes. Elas tinham uma constituição física não muito diversa da anterior, eram ligeiramente menores que os machos, mas igualmente dotadas de muita força, perderam parte de sua sensualidade e sensibilidade, mas mantiveram instintos aguçados e protetores. A maioria delas também nascia estéril sem capacidade de reproduzirem. Apenas uma baixíssima parte delas manteve a capacidade reprodutiva, tornando-se muito desejadas pelos machos com os quais copulavam e formavam casais perpétuos. Os machos as mantinham perto de si para auxiliarem na criação das crias que tinham com os híbridos.
Os híbridos eram os únicos seres com quatro cromossomos sexuais, dois X e dois Y. Tinham um fenótipo masculino, embora ao atingirem a maturidade sexual passassem a apresentar um cio que era vorazmente desejado pelos machos, pois do resultado da cópula dependia basicamente a sobrevivência da espécie, uma vez que eram mais fecundos que as fêmeas. Sua constituição física era mais delicada, tinham um apurado instinto reprodutivo durante os períodos de cio após a puberdade que surgia tardiamente quando estavam prestes a completar a segunda década de vida. Eram, em sua grande maioria, seres dotados de muita beleza que era extremamente cobiçada pelos machos que se dispunham a entrar em batalhas corporais com os rivais para assegurar sua dominância, uma característica típica dos lobos alfa de uma matilha. Mesmo não estando no cio e, portanto, não receptivos sexualmente, os machos alfa gostavam de brincar com eles, bolinando-os, demonstrando sua força física e dominância, e até os submetendo à cópula por puro prazer e sem finalidade reprodutiva. Se os híbridos reagissem ao assédio, estando os machos já excitados, corriam o risco de serem machucados pela brutalidade dos machos; por isso, era comum não reagirem ao assédio e se deixarem possuir. Quando fecundados pelos machos, gestavam os descendentes por longos quinze meses até os parirem. As famílias que eram agraciadas pela natureza com um híbrido eram tidas como privilegiadas nessa nova sociedade que se formara, orgulhavam-se deles e tinham especial cuidado em sua criação e educação. Todas essas mutações genéticas que antes constituíam fenótipos que se enquadravam em síndromes com diversos problemas, passaram a não mais exibir essas características negativas, e sim determinar os modelos de perfeição.
Apesar de não serem perfeitamente cíclicos, os cios dos híbridos costumavam acontecer na primavera, assinalando a estação reprodutiva quando os machos ficavam com o cheiro de seus corpos mais exacerbados e os híbridos entravam no cio. Também se tornava a época do ano mais perigosa para os híbridos, pois eram avidamente caçados pelos machos. Embora não fosse a prática habitual, tanto os machos quanto os híbridos ainda guardavam a capacidade de uivarem à procura de um parceiro quando o cio se manifestava, mas o mais comum era simplesmente sair à caça em encontros sociais.
A evolução nesses quatro milênios pós-catástrofe fui muito rápida em todos os sentidos e campos científicos, uma vez que as explosões nucleares não afetaram todo o conhecimento que havia sido guardado nos computadores dos satélites que orbitavam o planeta. O resgate dessas informações pode ser rapidamente assimilado já a partir do primeiro milênio e meio, impulsionando todo modo de vida no planeta.
Feitos esses esclarecimentos, vamos ao conto, ou melhor, à minha história nesse novo contexto.
Resultado do cruzamento de um enorme e poderoso macho alfa com uma das raríssimas fêmeas reprodutoras, fui o último a integrar a pequena matilha, depois de meus dois irmãos machos alfa, nascendo híbrido. O nascimento de híbridos era a um só tempo motivo de festejo e preocupação, pois sabia-se que ao entrarem na maturidade sexual, tinham que ser mantidos longe tanto dos machos alfa da matilha quanto dos demais machos alfa que os procuravam avida e obstinadamente para copular.
Meus pais não se preocuparam muito com isso quando se depararam com aquela criaturinha fofa que agitava braços e pernas cheias de dobras no berçário. Era algo para se pensar dali a duas décadas, e tratar de aproveitar esse período para tornar essa pequena criatura um adulto equilibrado com muitas características que o fizessem ter sucesso e felicidade na vida.
Normalmente as matilhas eram mais numerosas, com o macho alfa cercado por algumas fêmeas e os híbridos que lhe davam os descendentes. Nossa matilha era uma exceção nesse contexto. Não que o macho que me gerou não fosse capaz de aumentar sua matilha, mas porque priorizava mais as relações estreitas dos membros em termos emocionais do que uma prole numerosa.
Cresci num ambiente seguro e cercado de amor, tanto dos meus genitores quanto dos meus irmãos e isso garantiu um desenvolvimento diferenciado tanto intelectualmente quanto fisicamente. Durante o crescimento meu corpo já começou a apresentar seu potencial de sedução, sendo ligeiramente maior que os dos demais híbridos onde as ancas ganhavam contornos que já demonstravam uma boa capacidade reprodutiva e provocavam os instintos fecundadores dos machos alfa.
Pode-se dizer que, por sorte, minha maturidade sexual só chegou após eu ter completado a segunda década de vida. Considerava-se sorte para um híbrido o retardo sexual, pois após o início dos cios que se repetiam sem ciclos definidos, passavam a ser cobiçados pelos machos alfa e, um encontro não planejado poderia gerar uma gravidez não programada com um macho com o qual não havia nenhuma afinidade. Tanto os machos alfa quanto os híbridos eram dotados de um faro apurado que os levava a procurar parceiros para a cópula durante os cios, que nos híbridos se caracterizava pela produção de um muco espesso e viscoso nas glândulas anais cujo odor só era notado pelos machos alfa, e pelo cheiro que estes emanavam indicando serem bons reprodutores, bons provedores e bons parceiros de vida.
Fui eu quem primeiro notou os sinais do primeiro cio quando, repentinamente, o cheiro do meu pai me provocou uma onda perturbadora que perpassou todo meu corpo, uma semana antes do cio se manifestar. Como não sabia se era de fato o primeiro cio se aproximando, não comentei nada com meus pais, uma vez que isso demandaria uma mudança radical dentro de casa. Por ter dois irmãos machos alfa, eles teriam que sair de casa e viverem distantes de mim enquanto eu estivesse nos cios. Meu pai até já tinha providenciado um lugar para eles quando isso fosse acontecer. Também meu pai precisava se manter distante de mim para que seus instintos primais não o levassem a me possuir. Não era incomum híbridos serem fecundados pelo próprio pai quando não conseguiam evitar o coito.
Decorridos três ou quatro dias, meu pai notou que meu cheiro havia se modificado quando o abracei e me sentei em seu colo como tinha o hábito de fazer desde criança. Tínhamos um contato muito estreito, uma afeição que não conhecia limites e um entrosamento raro entre pai/filho. Isso não ia mudar com os cios, mas enquanto eles durassem, essas manifestações de carinho e afeto precisavam ser interrompidas.
Notei que a maneira como ele começou a me apertar e deslizar suas mãos pelo meu corpo estavam diferentes das que eu estava acostumado a sentir. Havia mais força nela, sua respiração estava mais profunda e acelerada, os pelos de seus braços ouriçados e seu olhar brilhando de um jeito esquisito. Ele também me fungava ao redor do pescoço tentando adivinhar se eu havia entrado no cio.
- Está me apertando com muita força, papi! – exclamei ao sentir suas mãos grandes e pesadas me amassando com força desmesurada.
- Acho melhor você sair do meu colo! – disse ele, antes de se descontrolar com aquele aroma que minha pele emanava devido aos feromônios.
No mesmo dia, meu irmão mais velho, Garcon, se comportou da mesma forma quando fui ao quarto dele para pegar uma coisa emprestada. O olhar dele ganhou aquele mesmo brilho que vi nos olhos do meu pai, ele se aproximou de mim e me envolveu em seus braços musculosos trazendo-me para junto de corpão, fungou tenazmente minha nuca e se esfregou em mim não me deixando escapar. De repente, senti uma forte contração anal e uma umidade se formando e escorrendo pelo rego. O cheiro almiscarado e penetrante que vinha do corpão dele não só me paralisou como me levou a querer intensificar aquele contato. Soltei um gemido longo que o fez colar sua boca na minha, meu corpo estremeceu e o cio se manifestou pela primeira vez.
Apavorado com aquela sensação que me dominava, gritei. Meu pai e minha mãe surgiram no mesmo instante e nos flagraram abraçados, já cientes que eu acabara de entrar no cio. Meu pai ordenou que meu irmão me soltasse. Ele me apertou com mais força e rosnou mostrando os dentes para meu pai. Meu pai chegou mais perto, soltou um rosnado impositivo e ele foi me soltando aos poucos sem nenhuma vontade de o fazer. O ar do quarto estava tomado pelo cheiro forte deles ao terem um pico de testosterona circulando nas veias e isso me mantinha excitado devido às mudanças hormonais do estro, a liberação de secreção anal e a receptividade sexual.
- Você e o Ursel precisam sair de casa hoje! – ordenou meu pai que não tirava os olhos de mim, enquanto encarava desafiadoramente meu irmão.
- O Fagno está no cio! – exclamou meu irmão, todo excitado.
- É, eu sei! – concordou meu pai. – Por isso vocês precisam passar uns dias no apartamento que montei para vocês. Ao término do cio, vocês voltam para casa. O Garcon passou por mim e pelo meu pai demonstrando sua masculinidade ao encarar meu pai e ouriçar a pele da nuca e das costas, como faziam os machos alfa diante de um desafio ou quando irritados.
Saí correndo dali em direção ao meu quarto antes dos ânimos se exaltarem. Porém, fiquei com aquele cheiro penetrante do meu pai e do Garcon impregnado nas narinas fazendo um reboliço no meu corpo. Nunca havia sentido nada igual aquele tesão intenso que me agitava todo por dentro.
Nós híbridos aprendíamos desde cedo que, ao entramos no cio, devíamos nos manter distantes dos machos alfa da família, para não os excitar e evitar cruzamentos consanguíneos. O que não nos explicaram, ao menos para mim, era como resistir ao cheiro de um macho alfa quando todo seu corpo clama por contato com eles. No dia seguinte a esse episódio, meu cuzinho estava úmido, a excitação não passava, e todo prudência que eu deveria seguir não adiantou de nada quando fui ter com meu pai, uma vez que meus irmãos já haviam se mudado provisoriamente para o apartamento. Era como se a casa toda cheirasse à virilidade do meu pai, me seduzindo e me provocando a ir atrás dele.
Ele até tentou evitar a aproximação, mas o primeiro estro de um híbrido provoca pensamentos e desejos libidinosos nos machos ao saberem que serão os primeiros a cruzar, os primeiros a tirarem sua virgindade. Como destemido macho alfa que meu pai era, deixou prevalecer o instinto animal relegando a racionalidade humana a um segundo plano.
Meu sorriso em sua direção por si só já configurava o desejo de o seduzir, mesmo assim me aproximei dele trajando nada além da cueca, o abracei dando-lhe um beijo úmido e me virando de costas para ele ao empinar a bunda carnuda com o cuzinho piscando contra a virilha dele, demonstrando minha receptividade para a cópula. No mesmo instante ele me agarrou, me prendendo em seus braços, grunhiu forte e profundamente, começando a me fungar enquanto se desfazia da calça para liberar o imenso cacetão excitado. Ao ver aquela cabeçorra vermelha lustrosa sendo exposta enquanto o prepúcio se retraía, rebolei o rabão empinado na virilha dele, gemendo com toda sensualidade que o cio produzia. Ele pincelou o caralhão melado no meu reguinho estreito e, ao sentir o cuzinho corrugado na ponta da cabeçorra a meteu com um impulso vigoroso na fendinha que se distendeu rompendo algumas pregas e o acolheu dentro de si.
- Ain, ain, ain, ain, ain!! – gani, sentindo a carne sensível se rasgando para permitir a passagem do pauzão impulsivo.
Meus ganidos ecoando o ensandeceram. Ele redobrou a força com a qual me agarrava e prendia junto dele, não parando de estocar meu rabo polpudo e quente até fazer todo caralhão afundar dentro de mim. Os ganidos também alertaram minha mãe que veio ao meu encalço e me viu sendo possuído freneticamente pelo macho alfa da casa.
- Solta o Fagno! Solta, solta! Você não pode cruzar com ele, solta! – berrou ela furiosa, chegando perto demais de mim para tentar me tirar dos braços dele.
Ele ficou raivoso, rosnou ameaçadoramente para ela que se afastou temerosa de sua reação. Quando estavam copulando os machos despejavam toda sua ferocidade sobre aqueles que intervinham no coito e tentavam inibi-lo.
- Solte-o! Ele é muito novo para isso! Saia de dentro dele! – voltou a insistir ela, ignorando os sinais ferozes que ele lhe dirigia.
Isso exacerbou a obstinação dele, por nada ele ia tirar o pauzão do meu cuzinho receptivo e, de repente, comecei a notar que nos braços dele saíam pelos longos encobrindo toda a pele, o corpão ficou mais pesado me obrigando a debruçar sobre a primeira superfície que encontrei, ele rosnava e chegou a me dar uma mordida de leve no pescoço para impedir que eu me afastasse dele. Ouvi o grito da minha mãe e, ao me virar para trás, meu pai havia se transformado num enorme lobo musculoso e peludo que não parava de socar o caralhão no meu cuzinho. O mais estranho é que em nenhum momento senti medo, pelo contrário, o pauzão dele me abrindo todo e me preenchendo estava sendo a melhor sensação que já senti. Ele percebeu que eu estava gostando do coito e me entregando à sua lascívia, e isso o fez ronronar mordiscando a pele da minha nuca com enormes dentes projetados e afiados.
A dor inicial foi minguando e sendo substituída por um prazer inusitado provocado pelo cacetão deslizando num vaivém prazeroso dentro do meu cuzinho travado ao redor dele. Era como se a musculatura anal estivesse tomada por uma forte câimbra que retinha o pauzão dentro do meu cu impedindo que ele escorregasse para fora. Ao mesmo tempo, o pauzão do meu pai inchou tanto que praticamente dobrou de volume, confirmando o nó copulatório. Cheio de sangue, o bulbo peniano dele foi aumentando muito durante a cópula enquanto meu canal anal se travava ao redor dele impedindo que nos desgrudássemos. Todo esse mecanismo, inédito para mim, acontecia involuntariamente, mas me proporcionava um prazer indescritível que ele compartilhava comigo.
- Você vai emprenhar esse garoto! Solte-o, deixe-o ir! – exclamava minha mãe, de longe, pois não se atrevia a chegar perto do meu pai naquele estado. Enquanto permanecesse mais lobo do que homem, ele não se deixaria distrair por nada até estar plenamente saciado.
Os rosnados baixinhos e contínuos dele enquanto me cobria foram se intensificando gradualmente, até sobrevir o urro grave e alto que, em seguida, me fez sentir ele se despejando dentro de mim. Um abundante líquido morno e denso era ejaculado no meu cuzinho me deixando todo arrepiado e estremecendo de prazer. Levou um bocado de minutos antes de ele conseguir puxar o caralhão para fora do meu cuzinho travado. Nas primeiras tentativas eu gani alto sentindo como se minhas entranhas estivessem sendo puxadas para fora do meu cu. Ele me abraçou junto ao tronco maciço dele que estava voltando a forma humana e começou a procurar pela minha boca, onde foi me beijando até meus esfíncteres destravarem e permitirem que ele sacasse o pauzão do meu cuzinho sangrante, arregaçado e galado.
- Eu não te preveni para ficar longe do seu pai, Fagno? Veja no que deu, seu destrambelhado! Cansamos de te avisar que não deve se aproximar de machos alfa quando estiver no cio, e o que você faz logo no primeiro deles? Vai direto para os braços do seu pai! – ralhou zangada minha mãe. – Torça para ele não ter te deixado prenhe; caso contrário, vai passar os próximos quinze meses se lembrando da loucura que acabou de cometer. – acrescentou, inconformada.
Eu não retruquei, ainda estava sob o efeito inebriante e prazeroso daquele caralhão deslizando assanhado dentro do meu cuzinho. E, sendo bem honesto, já pensava em ficar novamente próximo do macho que não só me gerou, mas também se mostrou um parceiro com o qual eu queria copular mais vezes. Claro que isso se devia ao cio no qual me encontrava, quando ele cessasse esse desejo libidinoso terminaria, o que aconteceu seis dias depois. Ele só voltaria a se manifestar dali a um ano, se eu não ficasse prenhe com o tanto de esperma que carregava no ânus.
O Garcon e o Ursel voltaram para casa no dia seguinte ao término do meu cio. O Garcon ainda me fungou a nuca para ter certeza, ao recordar de como meu cheiro levemente adocicado o havia excitado quando tentou copular comigo. Porém, eu reagi iniciando uma briga quando ele me subjugou por não estar sexualmente receptivo.
- Deixem o Fargo em paz! – ordenou minha mãe quando notou que ambos estavam me rondando sabendo que agora eu tinha entrado na maturidade sexual. Foi o mesmo que falar com as paredes. Enquanto machos alfa jovens e maduros, não eram afeitos a acatar ordens, muito menos de uma fêmea. Como eram da família, eu aos poucos fui aceitando as brincadeiras lascivas deles, e admito que gostava de os deixar com o tesão à flor da pele e admirar seus cacetões enormes melados saindo do prepúcio.
O Ursel era muito amigo de um vizinho nosso, um portentoso macho alfa, Drago; tinham a mesma idade, três anos mais do que eu, frequentaram o colégio e a faculdade juntos, ele vivia sempre enfurnado na nossa casa e me conhecia desde a infância. Mesmo antes de ter o primeiro cio, eu já havia notado o interesse dele por mim, pois era dado a me agarrar fingindo estar brincando e fungar insistentemente meu cangote ciente de que um dia eu entraria no cio e ele podia tentar me cobrir. Por meu lado, eu também gostava dele. Achava-o atraente e sensual, gostava do cheiro almiscarado dele quando se excitava comigo e não o rejeitava. A amizade que tinha com meu irmão se estendeu a mim e só foi crescendo à medida que o tempo passava. Depois que soube que eu tinha tido o primeiro cio, passou a me rondar mais amiúde e a demonstrar ciúmes em relação a qualquer outro macho alfa que se aproximava de mim. Uma vez chegou a me propor namoro, mas eu não me sentia pronto para assumir um compromisso com um macho tão cedo, pois sabia que na primeira oportunidade, ele tentaria me engravidar. Ele recuou, mas nem de longe pensou em desistir. Meus pais ainda ajudavam a alimentar as esperanças dele, sempre me apontando suas qualidades, num indefectível conluio para me arrumar um parceiro, uma vez que híbridos não podiam ficar sem a proteção de um macho alfa.
O Drago era tão ou mais safado que o Ursel, e ambos viviam me aporrinhando por eu ser um híbrido muito bonito, com um corpo escultural e ter uma índole sensível e meiga. Eles como o Garcon não se cansavam de exibir sua virilidade e, uma de suas provocações favoritas era me constranger mostrando seus falos imensos. No início, eu tampava os olhos e ficava todo vexado, mas com o tempo fui ficando curioso quanto ao tamanho, ao formato da glande exuberante se destacando em espessura do restante, e que constituía o bulbo peniano que mais que dobrava de tamanho quando ficavam excitados durante a cópula; bem como aos sacões nos quais se podia notar o contorno de suas bolonas.
Mesmo antes do meu primeiro cio, eles já tentavam montar em mim quando acometidos pelo tesão. Eu reagia por instinto de preservação e por não estar sexualmente maduro, mas a força deles na maioria das vezes me obrigava a acatar seu assédio. A penetração anal que intentavam consumar esfregando seus caralhões no meu reguinho liso para se deliciarem com a quentura dos meus glúteos polpudos acabava não acontecendo por que eu me punha a gritar e a tentar escapar antes de ser penetrado, o que acabava atraindo a atenção de alguém. Contudo, eles me fizeram experimentar seus cacetões me instigando a os chupar, o que acabei permitindo por curiosidade e certa admiração por algo que eles tinham bem avantajados enquanto eu apenas tinha um pau pequeno.
Foi o Ursel quem começou com isso, numa ocasião em que lhe pedi um favor e ele condicionou a concessão a que eu o chupasse. Precisando mais do favor do que do meu orgulho, concordei e coloquei aquela coisa enorme na boca.
- Cuidado com os dentes, moleque! O cacete é muito sensível, se me arranhar com os dentes vou te dar uma bela surra! – ameaçou.
- Eu não sei fazer isso! Deixa o pai e a mãe saberem o que está me obrigando a fazer, será você a levar uma surra! – devolvi.
- Tá bom, então! Eu vou te ensinar, mas preste atenção para não me arranhar. – anuiu, temendo que eu desistisse. – Envolve a cabeça só com os lábios, tenta engolir o máximo que conseguir e comece a chupar como se fosse um pirulito. – instruiu, quando me vi segurando aquela coisa pesada emanando um aroma característico e que pulsava na minha mão.
Fiz como ele mandou. O sabor não era ruim, mesmo quando um sumo viscoso começou a se misturar à minha saliva. O Ursel rosnava surdamente e dava para perceber como isso lhe dava prazer. Chupei com afinco, ele ficava cada vez mais excitado, a glande inchou e preencheu completamente minha boca impedindo que eu tirasse o cacetão da boca. Precisei respirar pelo nariz enquanto ele prendia firmemente minha cabeça em sua virilha.
- Chupa moleque! Continua chupando, fedelho! Ah que tesão da porra! Mama meu caralho, mama, safadinho do cacete! – ronronava ele, enquanto eu saboreava aquele sumo viscoso, tentando respirar ao mesmo tempo.
De repente, ele uivou rouco e soltou um jato forte de um líquido ainda mais espesso e pegajoso do que aquele que eu estava sugando. Como não dava para tirar o caralhão da boca, eu fui engolindo os jatos que ele despejava, ouvindo-o uivar de prazer. Como acontecia nos coitos, o Ursel só conseguiu puxar o pauzão para fora da minha boca depois dele desinchar. Até aí, eu já tinha engolindo todo aquele sumo e, não nego que o achei delicioso. Percebendo que eu tinha gostado da experiência, ele logo incitou o Garcon e depois o amigo, Drago. Em pouco tempo eu fazia a alegria deles, mamando seus caralhões suculentos. Poucos híbridos se sujeitavam a tanto e, não demorou para me taxarem de promíscuo desavergonhado.
- Esse moleque é um putinho safado! – afirmou o Drago aos meus irmãos. – Um dia eu vou te engravidar, seu putinho tesudo, pode esperar! Você vai ser meu, vou ser seu macho alfa! Nesse dia vou te virar do avesso com meu cacete, pode contar! – afiançou diante deles, o que me levou a sentir um arrepio perpassando meu corpo, pois os híbridos costumavam sofrer muito durante a cópula com machos alfa muito impetuosos.
Quando os três já estavam habituados a terem seus cacetões mamados sem eu protestar, passaram a tentar a cópula mesmo sem eu ter chegado à fase fértil. Eles queriam é brincar com minhas nádegas volumosas que os atentava toda vez que se deparavam com elas pouco cobertas. Eu até cheguei a me posicionar para a monta, arrebitando a bunda como se fosse aceitar o coito. Porém, assim que começava a sentir a pressão dos caralhões forçando a entrada do meu cuzinho, eu começava a ganir e a gritar, pondo fim às tentativas e os deixando terrivelmente zangados pelos cacetões duros e babando não terem sido saciados.
Ao acorrerem para saber por que eu estava gritando, meus pais ainda os castigavam depois de eu contar o que tentaram fazer. Meus irmãos ficavam dias sem falar comigo depois disso, até eu voltar a os procurar querendo fazer as pazes e dando umas boas mamadas em seus pauzões.
Eu estava numa festa de aniversário de um colega da faculdade numa casa noturna quando subitamente entrei inesperadamente no segundo cio. Haviam se passado quase catorze meses desde o primeiro e, embora eu já andasse preocupado com a não manifestação do estro, não achei que ele pudesse vir sem dar alguns sinais prévios como da primeira vez, quando o cheiro dos machos alfa se tornou mais perceptível.
O Drago e o Ursel também acabaram chegando à casa noturna com uma galera que nada tinha a ver com meus colegas. Eu já devia estar com meu cheiro exacerbado, pois dois sujeitos que certamente eram machos alfa, começaram a me rondar, fungando e se fazendo notar ao exibirem os músculos avantajados. Meus colegas da faculdade eram fêmeas e híbridos, não havendo nenhum macho entre eles. Contudo, os dois estavam dando apenas em cima de mim. Em dado momento fui ao banheiro acompanhado de um dos meus colegas. Os dois nos seguiram e, quando eu estava urinando, eles me encurralaram me apertando contra seus corpões parrudos. Só aí aquele cheiro penetrante de macho se fez sentir e, imediatamente, o cio se manifestou com as glândulas anais se contraindo e expelindo o muco que deixou meu cuzinho todo molhado.
Os sujeitos me disputaram feito dois animais para ver quem ia copular comigo, e começaram a se atracar, um rosnando ameaçadoramente para o outro. Eu até tentei escapar, mas ambos me retinham e eu não tinha força o bastante para me livrar deles. O colega que estava comigo se apavorou diante daquela ferocidade toda e correu para procurar ajuda, algo que de pouco valia, pois somente outros machos alfa estariam preparados para um enfrentamento desses e, se fossem bem sucedidos, acabariam eles por me possuir à revelia da minha vontade.
Um deles, o mais obstinado e visivelmente mais forte que o outro, já tinha tirado o cacetão para fora e tentava enfiá-lo em mim que, instintivamente, empinei o rabo para o receber, uma vez que durante o cio nos tornávamos extremamente receptivos sexualmente, pouco importando se havia ou não uma ligação com o macho alfa que estava querendo nos cobrir. O outro não desistia, voltava a atacar e a rosnar até conseguir afastar o oponente um pouco de mim enquanto se engalfinhavam numa luta ferrenha. O primeiro voltou a me agarrar, estava quase conseguindo me penetrar quando o outro o puxou novamente. Então aconteceu o mesmo que aconteceu com meu pai naquele dia em que minha mãe tentou tirá-lo de cima de mim enquanto ele me fodia; o que estava sobre mim começou a se transformar, os pelos saíram pelos poros, as garras furaram minha pele, o rosto de projetou e os imensos caninos surgiram quando ele rosnou para o oponente que, de tão raivoso que estava, também começou a se transformar. Em minutos eu estava entre duas feras de aparência animalesca, se enfrentando pela supremacia de copular comigo. Nesse instante eu saí correndo sem uma direção definida, pois no estado em que me encontrava, bastava cruzar com um macho alfa para ele me perseguir até conseguir me subjugar. Meu colega que tinha ido chamar por socorro foi o primeiro que encontrei.
- Você entrou no cio, não foi? – perguntou ele, todo assustado com o que presenciou no banheiro.
- Minutos atrás, tão de repente que só percebi quando começaram a me agarrar. – respondi trêmulo. – Preciso sair urgentemente daqui, ou vão me estraçalhar! – exclamei aflito.
- Para onde quer que eu o leve? Para sua casa? E seus irmãos? Será que dá tempo de avisar antes de você topar com eles? – meu colega conhecia bem os medos que nos afligiam quando chegava o cio. Como hibrido ele também já tinha passado por essa situação.
- Não sei, estou tão apavorado que não consigo pensar direito! Para minha casa, eu acho! Mas tenho que prevenir minha mãe, pois meu pai está em casa e se topar com ele, sei que vou deixar ele me penetrar. – afirmei. – Tenho que sair daqui sem que meu irmão que está com aquela galera perceba, ou será ele a me pegar antes mesmo de eu conseguir chegar em casa. – acrescentei.
- Infelizmente não posso te levar para a minha casa, tenho irmão alfa que, apesar de casado, não vai se deixar impedir de cruzar com você por conta disso. – afirmou ele.
- Me leve para a minha casa, já estou com a minha mãe no celular. – devolvi, quando estávamos passando ao largo de onde meu irmão e o Drago estavam.
Antes mesmo que eu conseguisse alcançar o carro do meu amigo, o Drago me alcançou pelo rastro aromático que meu cio foi deixando pelo caminho. O Ursel estava logo atrás dele, também incitado por meu estro. O Ursel e o Drago passaram a se estranhar, um rosnou para o outro, mas não se engalfinharam. O Drago me arrastou para o carro dele, me lançou sobre o banco traseiro e partiu para cima de mim, arrancando afoitamente minhas roupas até eu ficar pelado e me debatendo.
- Ain, ain, ain, ain, !!! – gani, me agarrando aos ombros largos dele e cravando os dedos nos músculos rijos.
O cacetão dele já tinha me rasgado as preguinhas ao afundar no meu cuzinho morno e úmido. Ele não parava de me encarar, com o tesão a mil pelos maus ganidos, ele ia se empurrando para dentro de mim, me abrindo a fendinha estreita e me preenchendo com seu caralhão grosso, que mais parecia um animal agitado e enjaulado entre o calor sensual das minhas nádegas. Ele me fodia gostoso, tinha a situação toda sob controle, já que o Ursel tinha parado de rosnar e parecia estar esperando sua vez de copular comigo. Eu gemia com aquele vaivém frenético do cacetão grosso se esfregando na musculatura anal distendida. O calor dele e aquele olhar penetrante me enterneceram, e eu comecei a acariciar o rosto hirsuto dele numa entrega irrestrita e prazerosa. Gritei quando o bulbo peniano estufou subitamente feito um balão, e meus esfíncteres travaram ao redor dele. Não dava mais para nos desgrudarmos, eu tinha que aguentar até ele se saciar e, ele parecia estar longe disso, quando me apertava cheio de tesão em seus braços e me mantinha junto ao tronco maciço. Nem eu queria que ele saísse de dentro de mim, e fui retribuindo seus beijos carinhosos carregados de luxúria. Foi entre um e outro desse beijos que soltei um gritinho ao sentir que havia chegado ao orgasmo. O Drago gozou quase na sequência, me inundando com seu sêmen leitoso.
O Ursel já dava sinais de impaciência, seus rosnados na direção do Drago se tornaram mais ameaçadores e seguidos. Mas o cacetão do Drago ainda estava muito estufado e não saiu nas duas tentativas que fez para o sacar do meu cuzinho; só me provocou muita dor e me fez ganir alto.
- Não quer soltar meu cacete, seu putinho safado! Está gostando, não é? Fala para o seu macho que está gostando, fala! Quer ficar prenhe, não quer? É por isso que continua com os esfíncteres travados ao redor do meu cacete, não é? – ronronava ele, sem parar de me beijar metendo a língua até minha garganta.
- Ai macho! Meu cuzinho, macho! Ai, ai! Não me machuca, dói quando você puxa para fora! – gemi, recebendo sua língua devassa com chupadas sensuais.
- Não tenha pressa! Não há nada mais prazeroso do que estar dentro de você! Não quero te machucar, posso ficar aqui grudado com você pelo tempo que for! Sou seu macho, você sabe disso, não sabe? – grunhia ele.
- Sei! – gemi devasso, contraindo o ânus ao redor do cacetão latejante dele. Ele sorriu satisfeito.
Quando ele saiu de dentro de mim, o Ursel já estava pronto, o pauzão todo de fora, ameaçador e provocante ao mesmo tempo. Só consegui me ajeitar melhor no banco do carro antes de ele entrar em mim com uma estocada forte que me fez gritar apesar do cuzinho já estar arregaçado.
Não era comum um macho alfa permitir que outro possuísse seu híbrido sem haver luta. No entanto, acho que a forte amizade que havia entre meu irmão e o Drago, fez com que ele não impedisse a cópula. E eu, de minha parte e em pleno cio, é que não ia rejeitar um macho querendo me comer. Empinei o rabão para o Ursel ter o acesso ao meu cuzinho facilitado e o recebi carinhosamente no casulo anal molhado e quente, gemendo e ganindo conforme a força e o destempero com o qual ele me possuía. Uma onda de prazer envolvia meu corpo ao me sentir preenchido pelo caralhão grosso que me estocava nas profundezas do rabo faminto. Ele também demorou para gozar e, quando o fez, parte da porra que ejaculou em mim vazou escorrendo pelo reguinho.
Entrei em casa todo esporrado, o cuzinho ardendo e o sêmen deles formigando no cuzinho estraçalhado. Bastou meu pai me ver para uma imensa ereção se formar em sua calça. Eu olhei para aquilo, inspirei forte para sentir o cheiro másculo dele e fui em direção ao banheiro do meu quarto, seguido de perto por ele, enquanto minha mãe tentava dissuadi-lo do inevitável. A visão da água escorrendo pelo meu corpo debaixo da ducha fez com que ele arrancasse as roupas e se juntasse a mim. O abraço que me envolveu e me fez estremecer veio com aquela pegada forte e decidida dele. Meu grito uivado se fez ouvir pela casa toda quando meu pai socou fundo e vigorosamente seu cacetão dominador na minha fendinha contundida. Mas, mesmo assim, eu empinei o rabão volumoso no qual o pauzão sumiu ficando apenas o sacão abarrotado entalado no reguinho. Pouco mais de meia hora depois, ele me enxugava com leveza e chamegos, retribuindo meus beijos suaves e ternos.
- Onde ele está? – perguntou minha mãe quando meu pai ressurgiu no andar térreo com uma expressão de jubilo e satisfação iluminando seu rosto. – Você precisa aprender a se controlar, ou vai acabar fecundando nosso garotão.
- Diga isso para meus hormônios e veja se eles conseguem te dar ouvidos. Está trancado no quarto dele. Pedi que se mantivesse fechado lá, pois o Ursel e o amigo já tinham montado nele. – retrucou meu pai. – Ele ainda é tão deliciosamente inexperiente que não tesão que resista.
- Bem, depois não diga que eu não avisei! – exclamou minha mãe inconformada, porém impotente para evitar que qualquer macho alfa, diante do meu cio, não me fodesse. – É bom que fique por lá porque o Garcon está prestes a chegar em casa e, assim que farejar o cio do Fargo, vai persegui-lo sem descanso até conseguir copular. Pobre criatura. Híbridos não tem uma vida fácil; sempre tendo que fugir e se isolar a cada cio para não serem possuídos e dominados pelos machos. – comentou.
- Acho que nosso garotão está descobrindo o outro lado dessa moeda. Esse é o segundo estro dele e ele não disfarça o desejo de ser coberto por um macho. – afirmou meu pai, baseado na maneira como contribui para sua abordagem sob a ducha.
Tive um sono agitado naquela noite, o que sabia ser efeito do cio, quando os hormônios não paravam de atiçar meu corpo. Para piorar, o Drago que estava sozinho em casa, pois a família havia ido viajar, deu para uivar praticamente a madrugada toda. Ele nunca havia uivado antes, mas depois de ter copulado comigo, sentiu que precisava chamar minha atenção se valendo do mais primitivo dos recursos lupinos, uivar assinalando que estava sozinho e precisando de um híbrido para saciar seus desejos.
Cada uivo dele parecia atravessar a minha pele, meu cuzinho se contorcia em espasmos, as glândulas adanais continuavam secretando o líquido oleoso e denso castanho-amarelado rico em compostos voláteis e feromônios que assinalavam minha receptividade sexual. Inquieto, abri a janela do meu quarto e lá estava ele, no quintal de sua casa uivando em direção á nossa casa. Apesar da noite fresca ele só trajava a bermuda do pijama, o que me permitia ver seu tronco portentoso e viril coberto por alguns pelos que seguiam numa trilha para dentro da bermuda, sob a qual dava para notar a ereção consumada que o atormentava.
Quem consegue segurar presa uma cadela no cio quando ela decide que quer copular com um macho? Pois é, ninguém. Quanto mais um híbrido que se encontrava em situação semelhante e não conseguia esquecer o prazer que aquele macho lhe havia proporcionado horas antes.
- Desce, vem cá! – chamou ele, baixando o cós da bermuda para exibir o caralhão priápico, quando me viu na janela.
Corri na direção dele e me lancei em seus braços, iniciando os chamegos, os beijos e a esfregação de corpos que em questão de minutos nos levou ao coito. Ele metia o pauzão com voracidade no meu cuzinho lanhado, ouvindo e se excitando com meus ganidos lascivos de pura entrega e paixão.
- Você é meu, Fargo! Vou fazer filhote em você! Serei seu macho, vou cuidar de você e dos nossos filhotes! – grunhia ele, metendo o pauzão tão fundo em mim que minhas entranhas se revolviam em cólicas prazerosas.
- Só quero você, Drago! Quero ser seu, quero que seja meu macho! – devolvia eu, cobrindo-o de afagos e carícias.
Meu segundo cio foi mais longo que o primeiro, durando dez dias, os quais passei ao lado dele numa constante e frenética troca de chamego com três a quatro coitos por dia. Minha família já dava como certo que, ao fim do estro e ao regressar para casa, eu voltaria fecundado. O Drago pensava o mesmo, quando me deixou voltar para casa; se despediu com um beijo apaixonado seguro de ter me engravidado.
Decorridas cinco semanas, eu não apresentava nenhum sinal de prenhez. Não tive mudanças de apetite, não dava sinais de apatia ou cansaço e, nem minha mamas estavam ligeiramente inchadas, nem os mamilos apresentavam uma coloração vermelha mais intensa, embora o Drago não parasse de me perguntar sobre essas alterações e, examinasse ele mesmo as minhas mamas roçando suavemente seus dedos nelas para se certificar de uma possível gravidez.
- Não fiquei prenhe! – afirmei desapontado, quando nenhum desses sinais se evidenciou.
- Tem certeza? Pode ser que os sinais ainda apareçam! É sua primeira gravidez, tudo pode fugir do convencional! – questionou ele, também com certo desapontamento.
- Estou apaixonado por você! – exclamei, tomando seu rosto decepcionado entre as palmas das mãos, afagando sua barba sexy por fazer. Isso extraiu um sorriso dele, e me rendeu um beijo molhado carregado de paixão.
Acabei por perceber que não foi apenas ele a ficar desiludido por eu não ter ficado prenhe. Minha família e a dele compactuavam o mesmo sentimento. Não era de hoje que elas sonhavam que ele e eu formássemos uma nova matilha. Porém, não foi dessa vez. Quem sabe na próxima primavera quando eu voltaria a ter outro cio.
Nesse período, o Garcon conheceu e copulou com um híbrido que trabalhava na mesma empresa onde ele havia conseguido em emprego, saindo de casa e indo morar com ele numa casa recém adquirida. De primeira, o namorado engravidou, deixando meus pais eufóricos.
Não era incomum os machos alfa continuarem a farejar e perseguir outros híbridos no cio ou alguma fêmea, mesmo já tendo um relacionamento estabelecido. Nós híbridos tínhamos que nos sujeitar a isso se essa fosse a vontade do macho alfa, sabendo que ele estava formando sua matilha e que alguns deles gostavam de liderarem matilhas numerosas. Não que isso aumentasse o status do macho alfa, apenas lhe acrescentava mais responsabilidades no cuidado e proteção dos membros de sua matilha que, muitas vezes, continuavam sendo cobiçados por outros machos.
Quando o híbrido do Garcon já apresentava uma barriga saliente, ele copulou e fecundou outro híbrido que a cada cio vinha procurá-lo para procriar. Quatro semanas depois do coito sôfrego, esse também deu sinais de uma fecundação bem sucedida, sendo incorporado à matilha do meu irmão.
- Será que eu tenho algum problema? – perguntei aos meus pais que se mostravam cada dia mais felizes com o desempenho sexual do Garcon. – Passei dez dias com o Drago, ele praticamente me virou do avesso, me deixou empapado de esperma e nada aconteceu.
- Não tem nada de errado com você, filhote! – garantiu minha mãe. – Nem sempre a cópula resulta em prenhez. Você só iniciou sua vida sexual há pouco, foram apenas dois cios. Não tenha pressa, não se martirize e diga para o Drago não cobrar tanto de você. Sabemos que ele sempre andou de olho em você, mesmo antes da sua maturidade sexual. Gostamos dele e de como cuida e te protege, mas ele precisa esperar seu tempo, seu corpo estar pronto para uma gravidez, e ter paciência com você. Tudo tem um tempo certo para acontecer, o de voc~es ainda virá, não se aflija!
- E se ele se envolver com outro hibrido? Eles o perseguem sem descanso, numa obstinação quase doentia, por ele ser um macho alfa grande, forte e viril. – cogitei cioso. Meus pais riram.
- Isso não vai acontecer, Fargo! Aquele safado não tem olhos para ninguém além de você! Talvez seja você que deva se cuidar para não se engraçar por outro macho. Por exemplo, aquele colega dos tempos da faculdade que continua vindo aqui à sua procura feito um lobo faminto. Ele já deu todos os sinais de que quer te cobrir, mesmo sem você estar no cio. – argumentou meu pai.
- Quem, o Morado? Está bem, ele é um belo macho alfa, mas não quero ser dele. Eu só quero o Drago! Quero que ele faça filhotes em mim, ninguém mais. – asseverei, sem ter notado que o Ursel havia chegado em companhia do Drago e que ele ouviu o final da conversa, abrindo um sorriso de orelha a orelha e vindo me abraçar.
- É por isso que sou tão apaixonado pelo filhote de vocês! Ouviram o que ele acabou de confessar? Ele me quer, quer que eu seja seu macho. E eu o serei até o último dos meus dias! – exclamou lampeiro. Pouco tempo depois ele despejava jatos fortes e abundantes de esperma no meu cuzinho, apesar de eu não estar no cio.
Era uma prática que vinha ocorrendo há algum tempo, ao invés de rejeitar e ser agressivo com ele quando não estava sexualmente receptivo, eu o deixava roçar o pauzão no meu rabo, aceitava seus beijos licenciosos e suas mãos me bolinando, até ele meter o cacetão guloso no meu cuzinho. Eu só ficava parado, pernas ligeiramente abertas e em posição para ser montado, esperando ele se saciar e me deixar todo molhadinho. Havia relatos cada vez mais numerosos de que os híbridos estavam agindo assim com mais frequência. A pratica animalesca de só cruzarem com fins reprodutivos na época do cio, estava dando lugar a cópulas visando unicamente o prazer de ambos, o que indicava uma forte inclinação para o desenvolvimento das características mais humanas que as lupinas. Já se falava numa evolução da espécie e, sendo isso um fato ou não, eu nunca recusava uma abordagem do Drago e o deixava meter no meu cuzinho toda vez que sentíamos o tesão queimando em nossos corpos.
Com o trabalho resultando numa crescente estabilidade financeira, o Drago deixou a casa dos pais e estava montando a própria. Se por um lado o fato de não sermos mais vizinhos e não nos vermos diariamente como antes, por outro ele aproveitava cada folga para se enfurnar em nossa casa depois de uma rápida passagem para ver a família dele.
Quem se aproveitou dessa brecha deixada por ele quando se mudou, foi o Morado que começou a me visitar assiduamente, sem nunca esconder quais eram suas intenções. Eu gostava dele, sempre fomos bons amigos, ao menos era assim que eu o enxergava, embora ele me visse com outros olhos. Ele era um macho alfa grande, bonito e forte, cujo cheiro másculo nunca me passou despercebido, apesar de eu não o ver como um candidato a me fecundar. No entanto, com as visitas frequentes dele, cada vez mais sensual e com um olhar libidinoso que me arrepiava todo, comecei a sentir tesão por ele, e essa era uma fraqueza que qualquer macho alfa facilmente notava num híbrido. Era como se uma porta se abrisse para o acesso sexual. Eu evitava ficar muito tempo a sós com ele por justamente reconhecer que não ia conseguir segurar minha determinação se ele me assediasse e me seduzisse com seu intenso odor almiscarado.
A oportunidade se fez a despeito da minha vontade. Eu estava sozinho em casa num final de tarde abafado e quente usando nada mais que uma roupa curta que cobria pouco além das nádegas, pois meus pais e o Ursel tinham ido visitar o filhotinho do Garcon. Quando atendi a porta, o Morado estava lá com seu torso largo e peludo encabeçado por um sorriso expansivo que, ao me ver, se transformou numa expressão de cobiça. Seu odor característico chegou às minhas narinas provocando a mesma sensação de sempre, um arrepio generalizado, algumas contrações anais e o eriçar da pele.
- Você está muito gostoso! – disse ele, ao me abraçar contra o peito maciço.
- Acho que você deveria voltar outra hora, estou sozinho em casa. – revelei, ao tentar me afastar dele sem sucesso.
- É o destino trabalhando a nosso favor! – exclamou, fungando meu pescoço e descendo lambidas lascivas até alcançar uma das tetinhas, que foi prontamente coberta por seus lábios e devorada com os dentes, o que instintivamente me fez soltar um gemido de sujeição.
- Não creio! Tem o Drago! – devolvi de pronto.
- E onde está o Drago que não está aqui cuidando de você, cuidando desse tesão que você está sentindo por estar nos meus braços? – perguntou, enquanto chupava minha teta.
- Ele ... ele ... Ai Morado, me solta! – sussurrei quando senti sua mão entrando por debaixo da minha roupa e amassando meus glúteos.
- Quer que eu te solte, tem certeza? Me parece que não é isso que seu corpo está querendo. – murmurou, intensificando a pegada.
- Eu ... eu ... eu acho que ... acho que sim! – respondi, embora as palavras não condissessem com o desejo que estremecia meu corpo.
- Não minta para mim, nem para você! Me fala o que está sentindo! Fala que seu cuzinho está piscando, por que eu sei que ele está piscando, eu sinto ele piscando no meu dedo. – murmurava ele num tesão crescente que endurecia descaradamente seu cacetão.
- Ai Morado, não! – suspirei
- Não, o quê, Fargo? – perguntou, me encarando.
Sem esperar pela resposta que eu não tinha, ele arrancou minha roupa, me carregou até um sofá e, tirando o cacetão para fora, lançou-se sobre mim, pincelando o pauzão excitado no meu reguinho e me fazendo gemer permissivo. Esbocei uma tênue reação me virando na direção dele rosnando ameaçadoramente, mas isso não o impressionou nem o demoveu de sua intenção. Machos alfa não se deixam convencer pelo rosnado de um hibrido fora do cio ou de uma fêmea que não quer se sujeitar à cópula. Eles podem ficar agressivos, morder e machucar bastante antes de copularem à revelia. Como eu estava me negando sucessivamente a aceitar a monta, ele rosnou forte e ameaçador, não me soltava e corria atrás de mim quando eu conseguia escapar. De repente, isso o enfureceu e ele me mordeu no ombro. Eu gani e voltei a escapar quando ele estava prestes a enfiar o caralhão no meu rabinho. Ele me alcançou, bastante raivoso, eu caí no chão e ele montou em mim. Minha agitação fez com se desencadeasse a transformação dele, enorme e pesado, meio homem meio lobo ele meteu o cacetão no meu cuzinho. Gritei e gani alto, a fúria animalesca fazia-o socar o pauzão com força e determinação na minha fendinha estreita. Quando transformados, os machos alfa não podiam ser demovidos por palavras, agiam por puro instinto selvagem e primitivo.
De repente, ele foi arrancado de cima de mim com o bulbo peniano já bastante inchado o que me provou uma enorme dor ao quase extrair minhas entranhas pelo cu. Sem o peso dele sobre mim, consegui me virar para ver o que estava acontecendo. O Drago, mais lobo do que homem, lutava ferozmente com ele. Eu nunca tinha presenciado a luta brutal de dois alfas e me apavorei. Eu sabia que tinha que me manter afastado, que não podia ousar intervir e nem tinha capacidade física de enfrentar um macho raivoso. Os dois lutaram por cerca de um quarto de hora, a superioridade do Drago era notória, o Morado tinha manchas de sangue em seus pelos enquanto o Drago continuava a fincar seus imensos dentes em sua carne. Em dado momento, o Morado aceitou relutante a derrota, afastando-se devagar sem não parar de rosnar ameaçador, interpondo uma distância entre eles. O Drago ameaçava avançar, encurtando o espaço que os separava obrigando o Morado a recuar cada vez mais, até ele caminhar lentamente até a porta e desaparecer.
Inadvertidamente, movido por um forte sentimento de gratidão e cuidado para com os ferimentos que notei na pelagem acinzentada do Drago, aproximei-me dele. Ele rapidamente se virou na minha direção rosnou feroz e ia me atacar, ainda adrenalizado pela luta. Quando uma mordida se fechou numa das minhas coxas eu gani e me deixei cair no chão, virando ligeiro meu ventre em sua direção, sinalizando a sujeição à sua dominância. Ele rondou à minha volta soltando alguns rosnados que iam perdendo a ferocidade, enquanto me mantinha em estreita observação e controle.
- Sou eu, o Fargo! A luta acabou, ele já foi! Acalme-se, deixa eu ver esses ferimentos! – exclamei num tom brando e carinhoso. Os olhos dele não paravam de me encarar, brilhantes, injetados, numa coloração âmbar intensa que indicavam ele ainda estar mais para lobo do que para humano, apesar da transformação ter começado. – Vem, deixa eu te tocar! Sou seu Fargo, quero te acariciar! – postulei esticando as mãos na direção do rosto dele, mas ele voltou a rosnar forte e ameaçador, protelando a transformação. Resolvi não insistir, ou ele seria capaz de me atacar.
Quando seu corpo voltou a se apresentar completamente humano, ele estranhou os ferimentos, demorando a entender o que havia acontecido, numa reação normal após toda transformação. Eu me aproximei dele, afaguei seu rosto e o beijei.
- O que você fazia com aquele sujeito? – questionou, ao recobrar todos os sentidos humanos.
- Nada! Nada, eu juro! Foi um momento de fraqueza! Você sabe, o odor de macho, a pegada impulsiva, minha natureza subordina e dócil; quando dei por mim ele tinha me pego e se transformado num animal, eu não tinha como escapar. – respondi, me justificando.
- Você o deixou entrar, mesmo sabendo que ele andava te rondando! Eu vou te foder! Você está pelado, o rabão está me deixando maluco, debruça ali que vou meter em você, preciso meter no seu cu e te galar, sou seu macho, obedeça! – ordenou, me forçando contra o sofá.
- Seus machucados, deixa eu primeiro cuidar desses machucados! – pedi.
- À merda os machucados! Tinha um macho no seu cu, e eu preciso inocular minha porra em cima da dele. É com a minha porra que você deve ficar! Abra as pernas, Fargo, e se entrega para mim, vou te galar! – rosnou ameaçador, e eu, temendo que a raiva o fizesse se transformar em lobisomem novamente, cedi como caberia a um híbrido.
Abri obedientemente as pernas, ele se encaixou entre elas segurando-as afastadas e observando atentamente minha fendinha que o Morado tinha machucado e estava com as pregas ligeiramente inchadas. Ele forçou a cabeça do caralhão contra ela e eu senti o cuzinho se abrindo.
- Ain, ain, ain, meu cuzinho, macho! Não me machuca, macho! Eu te adoro, Drago, não seja bruto comigo, por favor! – implorei, pois aquele brilho pérfido de vingança que havia em seu olhar me apavorava.
Ele estocou com força, o pauzão afundou em mim e eu me agarrei aos meus braços musculosos, deixando-me foder até ele se despejar todo dentro do meu cuzinho. O período refratário para o bulbo peniano dele desinchar e ele poder sair de dentro de mim demorou bastante, apesar de eu o cobrir de beijos e carícias, como forma de aplacar sua fúria. Quando puxou o caralhão para fora do meu cuzinho ele estava todo arregaçado e sangrando. O Drago me deixou ali, foi embora pisando firme sem dizer nada. Comecei a chorar, pois acreditei que tinha perdido a paixão da minha vida, por uma fraqueza que fazia parte da minha natureza como híbrido.
Não o vi por semanas. Ele não atendia minhas ligações, não respondia à minhas mensagens e não me atendeu no trabalho mandando dizer que estava ocupado.
- Fala com ele, Ursel! Vocês são tão amigos, pede para ele me ouvir, eu não tive culpa, juro! – apelei para meu irmão intervir.
- Ele está puto com você! Não sei se vai me ouvir.
- Ao menos tente! Diga que eu o amo, que não quero outro homem que não seja ele.
- Então por que deixou o Morado te possuir? Não há argumento que justifique o que você fez!
- Para um macho alfa falar isso, é fácil! Vocês não se veem obrigados a se sujeitar a nenhum tipo de capricho ou desejo. Mas eu sou um híbrido, lembra! Eu posso até me recusar a aceitar que um macho me aborde, mas isso não funciona assim, nunca funciona. Quando me recusei a sujeição, o Morado foi gradativamente se transformando em lobisomem à medida que sua obstinação e irritação aumentavam, virou uma fera e me pegou. Não tinha ninguém para me defender, até o Drago aparecer. – devolvi.
O apelo do meu irmão não deu em nada. O teimoso do Drago não cedeu, não se deixou comover pela minha explicação. Meses se passaram até eu sentir a proximidade do meu terceiro cio. Assim que ele se manifestou, intumescendo e deixando meu ânus úmido, fui à procura do Drago, ignorando qualquer perigo pelo caminho, num arroubo arriscado e perigoso.
Fui ter com ele em sua casa, à noite. De imediato ele se recusou a me receber, à despeito dos meus apelos reiterados.
- Entrei no cio e por isso estou aqui, para fazermos as pazes, para ficar com você, para te mostrar o quanto eu te amo. – argumentei aos pés da porta sem que ele a abrisse. – Abra a porta Drago, me deixe entrar.
- Não estou nem aí para o seu cio! Está precisando de um macho, vá procurar seu amiguinho Morado! – retrucou, ainda bravo comigo.
- Passaram-se meses, nunca mais o vi, e é você que eu sempre quis! Não seja tão teimoso, você sabe que eu só amo você! – devolvi.
- Só me ama, mas peguei aquele sujeitinho socando o caralho no seu cu, e parecia que você estava gostando.
- Já te expliquei que não consegui me desvencilhar dele! Eu não estava gostando, apenas tinha que aguentar. O que você queria que eu fizesse, sozinho com ele, sem ninguém para me acudir? Que o enfrentasse como tentei fazer, o que só fez com que ele se transformasse me submetendo a um coito muito dolorido. – questionei. – Abra a porta, Drago! Consigo ouvir você fungando e sentindo o cheiro do meu cio. Seu cacetão está trincando de tão duro me desejando, tenho certeza.
- Já disse que não estou nem um pouco interessado no seu cio! – devolveu, não abrindo mão do orgulho.
- Pois bem, é assim que você quer, então fique com sua soberba de macho turrão! Eu vou embora! Vou te deixar em paz como você quer! Vou para casa exalando o odor do meu cio e vou me submeter ao primeiro macho que me pegar pelo caminho, uma vez que híbridos não tem muita escolha. Tenho que me conformar, se o único que eu quero não se importa comigo. Terei filhotes com quem me queira de verdade! – blefei, pois sabia o quanto ele queria fazer filhotes em mim, e como ficava furioso só de imaginar outro macho me pegando. – Tchau! Adeus! Fique com sua teimosia! – exclamei, intentando sair dali, apesar dos grunhidos roucos dele fungando todo excitado me indicarem que ele ia abrir aquela porta antes de eu dar alguns passos.
- Volte aqui, seu putinho safado! Ficou maluco, quer ser pego por um bando de machos andando por aí e exalando esse perfume inebriante de quem está querendo levar pica no cu? – questionou, farejando meu cangote, me puxando para dentro e vindo para cima de mim feito um lobo faminto com o caralhão duro todo melado e excitação.
Enquanto argumentava com ele do lado de fora da porta eu já havia arriado a calça para que o odor do meu cio se espalhasse mais facilmente e provocasse o tesão dele. Ele veio direto para a minha bunda, afastou as nádegas carnudas e meteu a cara no meio delas, cheirando meu cio ao mesmo tempo que terminava de tirar a calça deixando o cacetão duro e o sacão livres e prontos para me cobrir. Gani alto como toda loba ou cadela quando o macho entra nela, assim que senti a cabeçorra do caralhão dele me distendendo e dilacerando as pregas anais ao escorregar para dentro do meu cuzinho úmido e receptivo.
- Você é meu, seu putinho! Nunca se esqueça disso! Quem vai fazer filhotes em você sou eu, mais ninguém! – rosnava em êxtase ao meter o pauzão cada vez mais fundo no meu buraquinho alargado.
- Eu nunca quis ter filhotes de outro macho, seu teimoso marrento! Eu te amo desde o primeiro dia em que você entrou lá em casa com o Ursel. – asseverei, sentindo o prazer e a dor das estocadas potentes com as quais ele me fodia o rabo.
- Putinho tesudo e safado, repete que me ama, repete! Pede para eu fazer um filhote em você, pede! – exclamava ele, socando meu rabo num vaivém delirante.
Foram doze dias de cio que passei o tempo todo com ele, provocando-o ao ficar esfregando minha bunda na virilha dele, deslizando minhas mãos espalmadas sobre o peitoral e os pelos, acariciando e brincando com o pauzão dele até o deixar triscando de tão duro e ávido para me penetrar. Os machos não se afastavam dos híbridos durante o cio, os cercavam, ficavam roçando seus corpos nos deles até ficarem excitados e montarem neles esporrando seus cuzinhos três a quatro vezes num único dia. E, foi isso que o Drago fez comigo no meu terceiro cio, findo o qual, ele quis que eu ficasse morando em definitivo com ele, pois a casa já estava praticamente concluída.
Meus pais me pediram cautela, argumentando que faltava pouco para eu concluir meus estudos e adentrar à vida profissional. Creio que eles estavam tentando me preservar do ciúme destemperado do Drago, embora gostassem muito dele. Fiquei de pensar antes de dar uma resposta definitiva para o Drago, o que os deixou mais tranquilos e contentes.
No entanto, ocorreu que ao final da quinta semana após o meu último cio e aqueles doze dias trepando incessantemente com o tarado do Drago, me encontrava prenhe. Eu nem desconfiei daquela falta de apetite repentina, e demorei a notar a vermelhidão e o inchaço das mamas. Quando as senti sensíveis ao toque durante o banho, me alarmei e, aconselhado pela minha mãe fui procurar um médico.
- Sim, você está prenhe! Os exames deram todos positivo e esses sinais evidentes em seu corpo não deixam a menor dúvida. – confirmou o médico. – Ao que parece, faz umas quatro semanas, ou um pouco mais, que você carrega um embrião aí dentro. Parabéns! – acrescentou.
Minha mãe não cabia em si de tão feliz, eu primeiro fiquei estarrecido, sem saber como agir e o que falar, depois chorei, tão tola e ridiculamente possível.
- O Drago precisa saber! – disse ela a caminho de casa. – Quem diria que aquele moleque safado e arteiro que seu irmão trouxe para dentro de casa quando ainda não passava de um fedelho metido a machão alfa, ia ser nosso genro, ia formar sua matilha com nosso híbrido tímido e carinhoso.
- Será que eu conto hoje, ou espero um pouco até eu mesmo me acostumar com a ideia? – questionei, pouco após ter feito a revelação ao meu pai que ficou visivelmente enciumado com o fato de outro macho alfa ter fecundado seu único e querido híbrido.
- Aquele moleque! Eu sabia que um dia isso ia acabar nisso! Ele nunca saia daqui de casa, mesmo morando na casa ao lado! – exclamou meu pai, com certa indignação mal disfarçada. – Agora está aí formando a matilha dele com você!
- Eu gosto dele, pai, sempre gostei! Eu o amo, muito! – afirmei.
- É por isso que o safado nunca saia daqui de dentro! Ele só estava esperando o momento cero para dar o bote! – resmungou contrafeito. – No terceiro cio, vê se pode! Só três cios e ele já te emprenhou, moleque descarado!
- Ele não é mais um moleque, pai! Ele é um lindo, parrudo e destemido macho alfa que também me ama! – afirmei. – Você não sempre elogiou as qualidades dele?
- Isso antes de ele fazer um filhote em você! Vou ser avô, caralho de sujeitinho folgado e atrevido! – retrucou, minha mãe e eu não conseguimos conter o riso. Meu pai era tão turrão e presunçoso quanto o Drago em sua postura de macho alfa.
Dei a notícia ao Drago no dia seguinte. Ele quase pirou! Me tomou em seus braços e girou comigo ao mesmo tempo que me beijava com a língua enfiada quase na minha goela.
- Um filhote! Você tem um filhote meu aí dentro! O primeiro da minha matilha! – exclamava ele numa euforia e felicidade contagiantes.
Tenho que admitir que só suportei a gestação de quinze meses em nome do amor que sentia pelo Drago, pois foram meses nos quais pensei mil vezes em abandonar aquele corpo que eu mal reconhecia como sendo meu. Isso sem mencionar o instante em que pari aquele machinho alfa que fez a felicidade de ambas as famílias.
- Um alfinha! – exclamava o Drago com os olhos brilhando de satisfação quando se punha a olhar para sua cria, feito o paspalhão apaixonado.
Eu também estava feliz, mas não ficava enchendo a bola do Drago. Ele por si só já era convencido o bastante, não precisava de reforço para deixá-lo ainda mais esnobe.

*Obs.: Esta é uma obra puramente ficcional sem nenhuma relação lógica ou compromisso com a realidade. Eventuais características dos personagens com pessoas reais, bem como seus costumes, moral e valores são mera coincidência e, os desvios das normas sociais padrão não são passíveis de julgamento pelas leis que regem a sociedade. Híbridos são seres imaginários com fenótipo masculino capazes de gerar descendentes num planeta que passou por drásticas mudanças.


Foto 1 do Conto erotico: Na era dos lobisomens

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Na era dos lobisomens

Codigo do conto:
270501

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
22/08/2026

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0

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3