Quando a última onda do primeiro orgasmo recuou, deixando-a trêmula e supersensível, ela esperou um momento de respeito, uma pausa. Miguel não deu. Ele simplesmente mudou o ângulo, ainda firmemente enterrado dentro dela, e começou um novo ritmo, mais lento, mais profundo, mais torturante.
"Você não acabou, não é?", ele sussurrou, seus lábios perto de seu ouvido. Sua voz era áspera, carregada de uma intimidade que ia além do físico. Era a voz de quem conhecia um segredo dela agora. "Um corpo como o seu... foi feito para isso. Para ser usada assim."
Ela gemeu, uma mistura de negação e súplica. Sua buceta latejava em torno dele, sensível demais, mas cada movimento acendia novos fogos. Ele tinha razão. Ela não havia acabado. A fome dele havia desbloqueado uma fome correspondente nela, uma voracidade que a envergonhava e excitava na mesma medida.
Ele a virou de bruços com uma força que a surpreendeu, arrancando um pequeno grito de surpresa. A almofada cheirava a ele, a eles. Ele a puxou para cima, de joelhos, sua bunda arredondada exposta para ele no crepúsculo que invadia o quarto. Suas mãos agarravam seus quadris, dedos marcando sua carne macia.
"Olha como você está aberta para mim", ele rosnou, espalhando suas nádegas para ver onde seus corpos se uniam. O som úmido era obsceno. Ele deslizou para fora quase completamente, e ela sentiu a perda como uma agonia, um gemido de protesto escapando de seus lábios. Ele então a penetrou novamente com uma força brutal que a fez cair para frente sobre os cotovelos, um grito abafado pela almofada.
Esta foi a foda da posse. Não havia mais beijos, não havia mais palavras doces. Era puro instinto. Seus quadris batiam contra as suas nádegas com um som de carne contra carne, um ritmo implacável que a levava cada vez mais perto do abismo. Ela estava sendo montada, marcada, reivindicada. E ela adorava cada segundo profano.
Meu Deus, ele vai me engravidar, o pensamento passou por sua mente como um relâmpago, não como um medo, mas como um fato primordial, uma consequência inevitável e, de alguma forma, profundamente excitante. A sensação de seu leite quente jorrando dentro dela antes não era um acidente; era uma semente. E seu útero, que havia ficado vazio por tanto tempo, parecia se contrair em torno daquela ideia, desejando-a.
Ele a fodeu assim até suas pernas vacilarem, até seus gemidos se tornarem roucos e contínuos. Ele a levou a outro clímax, este mais profundo, mais corporal, uma série de espasmos longos que pareciam sugar a alma dele para fora.
Ele desabou sobre suas costas, ofegante. O suor deles se misturava. Ele saiu dela, e ela sentiu um fluxo quente escorrer por suas coxas – uma mistura deles dois. A prova física do que haviam feito.
Mas o intervalo foi breve. A casa estava à sua disposição, e Miguel parecia determinado a explorar cada centímetro dela com o corpo de Elena.
A próxima vez foi no chão frio da sala, sobre o tapete persa. Ele a colocou de quatro novamente, mas dessa vez de frente para o grande espelho da parede. Ele a forçou a olhar.
"Olha", ele ordenou, sua voz um comando enquanto ele entrava nela por trás. "Olha para você. Uma mãe de família. Uma esposa. Gemendo como uma puta por causa do pau do amigo do seu filho."
Ela olhou. Viu seu rosto avermelhado, seus olhos vidrados, sua boca aberta em um gemido mudo. Viu seu corpo maduro, curvilíneo, sendo dominado pelo corpo jovem e atlético dele. A visão era tão depravada que deveria tê-la envergonhado até a morte. Em vez disso, levou-a a um novo pico de excitação. Ela era uma puta. Sua puta.
Mais tarde, foi no boxe do banheiro principal, a água quente das cascata sobre eles. Ele a levou contra a parede de azulejos frios, suas mãos levantando uma de suas pernas sobre seu quadril, abrindo-a completamente enquanto a água escorria por seus corpos. Ele a penetrou sob a água, e o som mudou, tornou-se mais sujo, mais íntimo. Ele a beijou com uma fúria possessiva, sua língua invadindo sua boca como seu pau invadia seu corpo.
O dia se transformou em uma série de encontros animalísticos. Na cozinha, ele a colocou sentada no balcão de mármore gelado, afastou suas pernas e comeu sua buceta até ela gritar, seus dedos se enterrando em seus cabelos molhados. Na varanda, com o som das ondas como trilha sonora, ele a fez cavalgar ele na espreguiçadeira, suas mãos em seus seios enquanto ela se movia num ritmo lento e circular, procurando seu próprio prazer no comprimento dele.
Cada orgasmo a deixava mais fraca, mais dependente, mais viciada na sensação dele dentro dela. A ideia de gravidez tornou-se um fantasma constante e excitante. Cada vez que ele sussurrava "Vou encher você de novo" antes de explodir em seu interior profundo, era uma promessa. Era uma marca de propriedade que ia além da pele.
Quando a escuridão total caiu, eles estavam de volta na cama, entrelaçados, cobertos de suor, saliva e seus próprios fluidos secos. O ar cheirava a sexo e a mar. Elena estava exausta, dolorida, absolutamente esgotada. E ainda assim, quando ele rolou para perto dela, seu pau já semi-rígido roçando em sua coxa, ela sentiu uma pontada de desejo tão aguda que foi quase dolorosa.
Miguel pegou seu queixo, forçando-a a olhar para ele. Seus olhos eram sérios no escuro.
"O feriado não acabou", ele disse, e era uma afirmação e uma ameaça. "Amanhã... vamos começar de novo."
Elena apenas assentiu, sem fala. Ela não conseguia pensar no amanhã, no marido, no filho, nas consequências. Tudo o que existia era aquele quarto, aquele corpo, e aquele pau de 26 centímetros que havia se tornado o centro do seu universo. Ela estava possuída. E, pelo resto daquele feriado prolongado, essa seria a única verdade que importava.