Ele se chama Antônio. Sessenta e dois anos, viúvo, aposentado do exército. Tem 1,80m de altura, cabelos grisalhos nas laterais, uma barba rala que contorna o queixo e uns olhos verdes que parecem enxergar direto dentro da minha calcinha. O corpo? Um senhor de idade, sim, mas daqueles que malham a vida inteira. Ombros largos, peito definido e cabeludo, mãos grossas, dedos fortes. Ele exala um perfume amadeirado, discreto, que eu sentia no elevador antes mesmo de trocarmos uma palavra.
Um dia, ele me parou no corredor.
— Mara, não é? — a voz grave, pausada. — Sou Antônio, do 73. Preciso reformar o banheiro e o quarto. Falaram que você é a melhor designer da região.
Meu coração deu um pulo. Eu já tinha reparado nele, claro. Mas era só meu vizinho. Um senhor.
— Posso fazer um orçamento pra você.
— Perfeito. Vem lá em casa hoje à noite? Às oito, toma um café comigo.
— Vou sim.
E fui.
Toquei a campainha. Ele abriu vestindo um roupão azul-marinho de seda, amarrado frouxamente na cintura. A visão do peito cabeludo, ainda firme, quase me fez engasgar.
— Entra, Mara. Fica à vontade. — Ele afastou-se para me deixar passar, e o roupão abriu um pouco mais. Vi o início de uma pele morena, uma linha de pelos que descia do umbigo e sumia.
Sentei no sofá da sala, bloco de notas na mão, gravando mentalmente as medidas. Ele serviu um vinho tinto, sentou-se à minha frente, cruzou as pernas. O roupão cedeu, e eu vi... uma coxa grossa e, mais além, um volume enorme, pesado, adormecido sobre o saco. Minha garganta secou.
— O senhor quer mudar o quê, exatamente? — perguntei, procurando manter o foco.
— Chama de Antônio, por favor. E eu quero um banheiro completo. Chuveiro de alta pressão, box amplo, e uma banheira grande. De hidromassagem. Pra duas pessoas.
— Pra duas pessoas? — repeti, imaginando a cena.
— É. Uma banheira dessas precisa de reforço no piso. Você entende disso, né?
— Sim... claro.
Ele se levantou e veio até mim. Sua mão tocou meu queixo, erguendo meu rosto.
— Você tem uns olhos lindos, Mara. Tímidos, mas lindos. Aposto que tem um fogo escondido aí dentro.
Recuei, sem fôlego.
— Isso é... inapropriado...
— Perdão. — Ele sorriu, devolvendo o ar educado. — Me empolguei. Vamos ver o banheiro?
Seguimos para o quarto. Ele caminhava à minha frente, o roupão ondulando, revelando por trás a forma de um corpo ainda robusto. No quarto, ele apontou o banheiro, mas minha atenção estava na cama de casal, grande, com lençóis brancos.
— A cama também precisa de troca — disse ele. — Quero uma mais resistente. E maior. Eu mexo muito durante a noite.
Eu anotava, trêmula. Ele era um exibicionista, percebi. Aproximava-se demais, deixava o roupão escorregar no ombro, mostrava um pedaço do peito, uma coxa. E, quando se sentou na cama para conversarmos sobre o projeto, o roupão abriu por completo. Vi o pau dele inteiro: enorme, grosso, adormecido, a glande roxa aparecendo por baixo da pele, o saco grande e pesado, cheio. Meus olhos se arregalaram, e eu desviei o rosto, envergonhada.
— Gostou da vista? — ele perguntou, com um sorriso cínico.
— Eu não... você precisa se vestir melhor. Isso é constrangedor.
— Por que? O corpo é natural. Eu sou um homem, você é uma mulher. Não há pecado em admirar.
— Sou casada! — exclamou.
— Casada, não morta. — Ele se levantou, veio até mim, parou a centímetros. — Quando foi a última vez que você gozou de verdade, Mara? Daquele jeito que faz a alma sair do corpo?
Minha boca secou. Lágrimas quentes ameaçaram cair.
— Isso não é da sua conta...
— É sim. Você está aqui, segurando seu bloco, mas seu corpo fala. Vi seus mamilos furando a blusa. Sinto o cheiro da sua excitação no ar.
Ele tinha razão. Minha calcinha estava encharcada, e meu coração galopava.
— Vou indo — consegui dizer, atropelando as palavras. — Levo o projeto pra casa, mando por e-mail.
Ele não me impediu. Mas, quando cheguei à porta, ele disse:
— Amanhã, à tarde, volta aqui. Vamos discutir o quarto. Só você e eu.
E eu, para minha vergonha, respondi:
— Tá bom.
Na tarde seguinte, vesti uma saia mais curta do que o habitual, uma blusa branca de seda, e fui. Eu dizia a mim mesma que era trabalho. Mentira. Eu queria vê-lo de novo.
Ele me recebeu de roupão de tecido xadrez, mais curto, aberto até o peito. O cheiro de perfume invadia o ar. Sentamos na sala, e ele começou a mostrar fotos de banheiras no tablet. A cada foto, ele se aproximava mais, roçava o braço no meu, ria com uma gargalhada grave quando eu esquivava o olhar.
— Essa aqui é boa — disse, apontando uma banheira de hidromassagem. — Mas precisa de um teto reforçado. Seu prédio aguenta?
— Sim... a estrutura é boa.
— Hmm. E a cama? Prefere cama de casal ou king?
— King... — respondi, imaginando o sexo naquela cama.
Ele deixou o tablet de lado e se inclinou na minha direção, tão perto que eu sentia seu hálito quente.
— Você é uma mulher linda, Mara. Uma bunda que não acaba mais, coxas grossas, uma pele que parece leite. Se eu tivesse quarenta anos, eu te comeria na frente desse sofá. Mas eu tenho sessenta e dois, e isso me torna mais paciente.
— Antônio... eu não...
— Shhh. — Ele pôs um dedo nos meus lábios. — Não precisa falar. Apenas me ouça. Eu vou ser sincero: quero sua buceta. Quero sentir essa carne apertada em volta do meu pau. Quero ver você gozar se contorcendo, implorando por mais. Você não é uma santa, Mara. É uma fêmea faminta, que se escondeu atrás da religião o tempo todo. E eu vou despertar essa fêmea.
Eu tremi. Queria fugir, mas meu corpo clamava por ele.
— Você é um velho safado — murmurei, sem força.
— Sou. E você vai me chamar de macho quando estiver na minha cama.
Ele se levantou, foi à cozinha, pegou água. Quando voltou, o roupão abriu ao sentar, e eu vi aquilo novamente, agora mais volumoso, como se estivesse começando a endurecer. A glande roxa, brilhante, aparecia. Meus olhos não saíam dali.
— Pode tocar, se quiser.
— Não...
— Só com um dedo. Vai, não morde.
Eu não sei o que me deu. Talvez fosse a solidão, o casamento morno, o tesão acumulado de anos. Meu braço estendeu-se como se tivesse vontade própria. Toquei a ponta da glande, quente, macia, e ele gemeu baixinho.
— Isso... sua mão é macia. Mais um pouco...
Puxei a mão rapidamente, envergonhada, as bochechas em chamas.
— Preciso ir.
— Volta amanhã. Vamos ver o quarto, a cama. Você vai desenhar.
— Eu... volto.
Saí com as pernas bambas. Naquela noite, na cama, toquei-me pensando naquela glande, naquele saco enorme, nos olhos verdes. Gozei duas vezes, segurando o travesseiro para não gritar.
Eu estava condenada.
Na quinta-feira, Roberto viajou de novo, deixando-me sozinha por dez dias. Não chorei. Em vez disso, senti um alívio perverso. Eu poderia me encontrar com Antônio sem culpa... ou assim pensava.
À tarde, fui à casa dele. Ele me esperava na porta, de calça de moletom e camiseta regata. Desta vez, sem roupão. O peito cabeludo, os braços fortes, a barba rala - ele era magnífico.
— Entra, linda. Hoje vamos falar do quarto.
Fomos direto ao quarto. Ele sentou na cama, e eu fiquei de pé, com o caderno. A cama, enorme, era um altar. Ele se reclinou nos cotovelos, abriu as pernas, e a cueca apareceu, com o volume já marcado.
— Então, o que sugere pro quarto? — perguntou, com a voz maliciosa.
— Cores claras... talvez um tom pastel...
— E a cama? O que você acha de uma cama redonda? Com espelho no teto?
— Espelho no teto? Isso é coisa de motel...
— Motel tem seu charme. Mas quero ver a parede de trás... espelhada. Pra eu ver a mulher se acabando enquanto me mamando.
Meu Deus. Minhas pernas fraquejaram.
— Você é um depravado.
— Sim. E você está adorando. — Ele se levantou, veio até mim. Suas mãos grossas seguraram minha cintura. — Sente. Sente meu cheiro. Sente meu corpo colado no seu.
Eu pus as mãos no peito dele para afastá-lo, mas não empurrei. Toquei os pelos macios, o músculo quente por baixo.
— Sou casada... — minha voz era um fio.
— Eu sei. E sou seu vizinho. Mas isso não importa. O que importa é o que você sente agora.
Ele beijou minha testa, depois minhas bochechas, depois o canto dos meus lábios.
— Dá um beijo, Mara. Só um. Depois eu paro se você quiser.
Eu fechei os olhos. Ele beijou. Lento, quente, profundo. A língua dele encontrou a minha, dançou, provocou. Minha mão subiu para a nuca dele, puxando-o. O beijo durou um minuto, dois, três.
— Para... — eu murmurei, sem convicção.
Ele parou, mas suas mãos desceram para a minha bunda, apertando-a.
— Essa bunda é uma obra-prima. Quero ver ela montada em cima de mim.
— Antônio...
— Hoje não. Só beijo. Mas você vai voltar, e vai pedir mais. Eu sei.
Ele me conduziu até a porta, como quem controla uma presa. No corredor, encostei na parede, tremendo, sentindo minha buceta latejando, molhada. Abri a porta do meu apartamento, entrei, tomei banho frio. Mas o fogo não passou.
No sábado, Roberto mandou mensagem: "Te amo, saudades." Respondi "Também te amo", com o coração dividido. À tarde, bati na porta do 73.
Antônio abriu. Desta vez, estava apenas de roupão, aberto, mostrando o corpo inteiro, o pau já semi-duro. Ele sorriu.
— Sabia que você voltaria. Entra.
Dentro da sala, ele sentou no sofá e abriu as pernas.
— Vem cá, Mara. Ajoelha.
Era uma ordem. Eu, que nunca fui de obedecer, cai de joelhos como se fosse o ato mais natural do mundo. Ele soltou o roupão. O pau dele saltou, ereto, enorme, a glande roxa, brilhando, veias grossas sob a pele. O saco pendia, pesado, cheio de sêmen. Meu nariz sentiu o cheiro másculo, almiscarado.
— Chupa, minha putinha. Abre essa boquinha.
Lágrimas escorreram, mas não de nojo. De tesão. Eu abri a boca e abocanhei a glande, sentindo o gosto salgado. Ele gemeu, emporcalhou:
— Isso... enrola a língua... suga...
Eu chupei como se fosse o sentido da vida. Minha mão massageava o saco, outra enrolada na base, enquanto eu subia e descia, engolindo mais e mais, enfiando aquele pau imenso goela abaixo. Meus olhos lacrimejaram, mas eu olhava para cima, procurando os olhos dele.
— Boa garota. Você nasceu pra isso.
Ele me puxou pelos cabelos, ergueu-me na força, deitou-me no sofá. Arrancou minha blusa, minha saia, minha calcinha. Ficou me olhando, nua, da cabeça aos pés.
— Que buceta perfeita. Carnuda, rosada, clitóris destacado. Ainda tá molhada de chupar meu pau.
— Sim... — admiti, envergonhada.
Ele se ajoelhou entre minhas pernas, lambeu da barriga ao monte de Vênus, depois abocanhou meu clitóris. Eu gritei, arqueando as costas. Ele chupou com vontade, enfiou dois dedos na minha buceta, sugando-me até eu gozar, um orgasmo violento, um jato de líquido quente que ele engoliu.
— Isso, sua puta. Esguichou na boca do macho.
Ele se levantou, alinhou o pau na minha entrada. Penetrou devagar, esticando a carne, e eu gritei:
— Me fode! Me fode, seu velho!
— Chama de macho — ordenou.
— Macho! Me fode, macho!
Ele meteu. Forte, profundo, as bolas batendo no meu clitóris. Eu ria e chorava, em êxtase. Ele virou-me de quatro, puxou minha cintura, sentiu minha bunda na barriga.
— Olha que raba. Você quer meu pau no seu cu, não quer?
— Não... nunca fiz...
— Vai fazer agora. Vai ser minha, inteira.
Ele cuspiu no meu ânus, lubrificou com o próprio mel, alinhou a glande e começou a entrar. Doeu. Ardia. Eu gritei, mas ele sussurrou:
— Relaxa, deixa eu entrar. É só uma vez. Vai doer, depois vai te dar um prazer que você nunca imaginou.
Eu obedeci. Respirei fundo, soltei o músculo, e ele foi entrando centímetro por centímetro. Quando o pau inteiro estava no meu cu, nós dois paralisamos. Eu sentia cada veia, cada pulsação, cada palmo. Ele parecia maior ali dentro, esticando minhas entranhas.
— Pronta? — perguntou.
— Quero... quero mais.
Ele meteu. Devagar no começo, depois mais rápido. A dor virou algo diferente, uma pressão imensa, cheia, que subia até minha garganta. Ele metia com força, batendo fundo, arrancando ondas de prazer do meu clitóris, da minha alma.
— Tá gostando, sua puta de cu?
— Sim! Tô gozando! Tô gozando!
Um orgasmo monstruoso explodiu dentro de mim. Meu corpo tremeu, meu cu apertou o pau dele, e ele gozou junto, jatos quentes inundando-me, derramando-se. Caímos no sofá, exaustos, eu em cima dele, o pau ainda enterrado no meu cu.
— Antônio... — sussurrei, sem fôlego.
— Macho, Mara. Seu macho.
Eu pus a mão no peito peludo dele, sentindo o coração acelerado.
— Eu nunca fui tão feliz.
Ele sorriu.
— Eu sei. E vai ser sempre assim, sempre que quiser.
Naquela noite, deitei na minha cama, meu corpo ainda doendo do prazer. Roberto mandou mensagens, eu respondi automaticamente. Minhas mãos tocaram meu ventre, minha buceta, meu cu dolorido, e percebi que eu tinha virado outra mulher. Uma mulher que descobriu o desejo, a luxúria, a rendição.
Eu gostava de ser comandada. Eu gostava de ser dele.
Na segunda-feira, bati novamente na porta do 73. Ele abriu, de roupão, sorrindo.
— Vim terminar o projeto.
Ele riu, puxando-me para dentro.
— O projeto, querida, está só começando.
E assim, entre medidas e banheiras, entre conversas e cafés, entre roupões abertos e mãos que não se cansavam, eu fui me tornando a puta de um velho safado que me tratava como uma mulher de verdade. E, pela primeira vez na vida, eu sentia que estava viva. ??????




