O sol de domingo ainda não tinha despontado no horizonte, mas o ar daquela madrugada de verão já trazia a promessa de um dia escaldante. Eram quase cinco da manhã quando o carro de Francisco travou à porta da casa de Paulo e Anna. Depois de uma noite exaustiva a liderar a equipa no evento do restaurante e na maratona do catering em Mira Villas, o corpo dele estava no limite. O plano original era simples: passar por ali, convocar os amigos e rumar logo cedo para o areal de Quiaios, para um dia de mar e descanso perto do SPA.
Mas bastou a porta abrir-se para que os planos mudassem de rumo.
Anna, envolta num fato de noite leve de cetim que desenhava a sua silhueta contra a luz ténue do corredor, encarou Francisco. O cansaço dele era evidente — as feições marcadas pela noite de trabalho, a camisa levemente amarrotada, o olhar pesado —, mas havia também naquele rosto a atração magnética de sempre.
— Não vais a lado nenhum nesse estado, Francisco — disse Anna, a voz baixa e rouca do sono, aproximando-se o suficiente para que ele sentisse o perfume quente da pele dela. — Entra. Vou fazer um café forte para nos acordar a todos.
Paulo surgiu logo atrás, com o tórax nu e os calções de pijama soltos na cintura. Olhou para o amigo de longa data com um sorriso cúmplice, descodificando imediatamente a vulnerabilidade física de Francisco. A proximidade e o desejo contido entre eles romperam o espaço num segundo.
— Vai mas é para a casa de banho, homem — ordenou Paulo, a voz grave, enquanto punha uma mão firme e pesada sobre o ombro tenso de Francisco, apertando-o com uma familiaridade que fez o amigo estremecer ligeiramente. — Toma um banho de água morna para descarregar essa tensão. Descansas um pouco aqui connosco antes de pensarmos em praia.
Francisco, mantendo aquele traço de timidez que tanto incitava o casal, hesitou à entrada, os olhos a desviarem-se involuntariamente para o decote solto de Anna e para a postura dominante de Paulo.
— Não quero incomodar... vocês estavam a dormir — sussurrou ele, sentindo o sangue a acelerar apesar do cansaço.
— Tu nunca incomodas, sabes perfeitamente disso — respondeu Paulo, fixando-o com um olhar carregado de intenção.
Paulo caminhou até ao quarto e voltou com uns calções de pijama curtos e macios. Entregou-os a Francisco, mas não sem antes deixar a sua mão roçar demoradamente na dele, sentindo a pele quente do amigo.
— Despede-te dessa roupa de trabalho. Toma o teu banho. Quando saíres, estamos à tua espera.
O som da água a cair na casa de banho começou a ecoar pela casa silenciosa. Na cozinha, enquanto o aroma do café começava a invadir o ar, Anna e Paulo trocaram um olhar faminto. O cansaço de Francisco não era um obstáculo; era o combustível perfeito para a entrega que sabiam que se iria repetir. A praia em Quiaios podia esperar — a verdadeira recarga de energias de Francisco começaria ali mesmo, sob o teto daquele casal que já não sabia viver sem ele.
A água morna escorria pelo corpo de Francisco, descendo em fios quentes pelos ombros largos, peito e abdómen, até se perder nos pelos pubianos. O cansaço das horas de trabalho parecia evaporar-se sob o vapor da casa de banho, mas o relaxamento muscular rapidamente cedeu lugar a um tipo completamente diferente de tensão.
Na penumbra húmida, o seu pau ressuscitava. Grossa, rija e Latejante, a sua ereção erguia-se em desafio ao cansaço, alimentada unicamente pela memória crua das semanas anteriores e pela proximidade do casal que o esperava do outro lado da porta.
O pensamento de que Anna e Paulo lhe tinham dito para descansar apenas atiçava o fogo.
"Descansar...", pensou Francisco, soltando um suspiro pesado enquanto fechava os olhos. Ele sabia perfeitamente como queria esse "descanso": pele contra pele, enfiado entre os lençóis de linho do casal, a sentir o cheiro a sexo e a provocação que só aqueles dois sabiam criar.
A mente de Francisco viajou para o passado recente. Paulo, aquele homem que sempre olhara como um irmão mais velho, um mentor, o pilar de uma amizade inabalável de décadas, transformara-se agora na sua parceria mais perversa e cúmplice. A transição da fraternidade para o desejo cru não destruíra a irmandade; pelo contrário, carregara-a de uma eletricidade quase proibida. Ver e ouvir Paulo a comandar as noites, a entregar a própria esposa e a instigá-lo a tomar o corpo de Anna, era o pensamento que mais o deixava teso.
Enquanto a água morna batia no seu peito, a mão de Francisco desceu involuntariamente, envolvendo a cabeça inchada e encharcada do próprio pau. Deslizou a palma para cima e para baixo num movimento lento e pesado, a imaginação a voar longe:
Visualizou Anna a ajoelhar-se ali mesmo na casa de banho, com o pijama de cetim aberto, pronta para receber a sua porra quente logo pela manhã.
Imaginou a mão pesada de Paulo a segurar-lhe o pescoço por trás, a ditar as obscenidades ao seu ouvido enquanto os dois dominavam o corpo da mulher.
O pau de Francisco latejou ainda mais duro, a gota de abdómen e desejo a misturar-se com a água do chuveiro. A hesitação inicial evaporara-se. A confiança entre os três era agora cimentada por uma depravação madura, limpa de culpas. Ele já não era apenas o amigo convidado para um café antes da praia; era o homem que partilhava a cama, a mulher e os fetiches mais profundos daquele casal.
Desligou a torneira, a respiração entrecortada e o sexo completamente ereto a apontar para a frente. Limpou o espelho embaciado com a mão e encarou o seu próprio reflexo. Vestiu os calções de pijama curtos que Paulo lhe dera — que mal conseguiam disfarçar o volume brutal e rígido na sua virilha — e abriu a porta da casa de banho, pronto para levar a praia e o descanso a um patamar muito mais quente.
Francisco caminhou até à terraça, onde o aroma do café recém-passado se misturava com o ar fresco da manhã. Felizmente, a casa de Paulo e Anna era cercada por uma vegetação densa e bem arborizada, criando um santuário de privacidade absoluta, completamente blindado aos olhares curiosos dos vizinhos. E aquela proteção era mais do que necessária: o calção de pijama curto e justo que Paulo lhe emprestara não deixava margem para dúvidas. A lona de tecido estava empurrada para a frente por um volume brutal e pulsante, provando que o cansaço do trabalho tinha sido totalmente esmagado pela tesão.
Paulo, que já saboreava o café com a perna cruzada e o peito nu, deu com os olhos na virilha ereta de Francisco e soltou uma gargalhada grave e cúmplice.
— Foda-se, Francisco! Pareces mesmo um puto, pá — atirou Paulo, com a voz rouca de quem adora aquela provocação. — Estás sempre de pau feito! Não dás descanso à pele?
Francisco deu um sorriso meio de canto, uma mistura irresistível de timidez com a certeza do seu próprio poder de sedução. Embora não se considerasse um homem extraordinariamente comprido — nisso, o seu tamanho mantinha-se num ombro a ombro muito semelhante ao de Paulo —, Francisco carregava uma arma diferente: a grossura do seu caralho era impressionante. Uma barra de carne pesada e larga que preenchia de forma quase violenta, exatamente como Anna adorava e pedia.
Anna, sentada na posição central da mesa entre os dois homens, fixou o olhar faminto no chouriço rígido que se desenhava no calção de Francisco. Os seus lábios umedeceram-se na borda da chávena de café. O cetim do seu pijama parecia deslizar sozinho com a respiração acelerada.
— Deixa estar o rapaz, Paulo... — murmurou Anna, com a voz carregada de intenção, enquanto os olhos dela devoravam o volume de Francisco. — Este 'pau feito' é exatamente o que nos acorda melhor do que qualquer café. E tu sabes o quanto eu adoro sentir esta grossura a rasgar-me toda.
A mesa da terraça transformou-se num palco de tensão carnal pura. Francisco sentou-se à esquerda e Paulo à direita, encurralando Anna no centro. À medida que beberam o café forte e quente, as pernas dos três cruzavam-se por baixo da mesa num jogo de toques deliberados. A mão de Paulo desceu até à coxa de Anna, apertando a carne macia, enquanto Francisco, sem qualquer pudor, roçou o joelho no joelho dela, deixando a cabeça do seu pau a latejar sob o pijama a escassos centímetros do corpo da mulher.
— Bem... o café já fez o seu trabalho — disse Paulo, poisando a chávena com um estalido firme na mesa e olhando bem no fundo dos olhos de Francisco, antes de desviar o olhar para o colo de Anna. — Mas antes de ir ver o mar em Quiaios, acho que temos de resolver esse teu 'problema' de ansiedade, Francisco. Vamos para dentro. Descansamos umas horinhas na nossa cama... os três.
— É a melhor ideia que tiveste hoje — concordou Anna, levantando-se primeiro e deixando o pijama de cetim abrir-se ligeiramente na frente, revelando a ausência de lingerie por baixo. — Vamos, meus homens. Quero sentir essa grossura e a maturidade de vocês dois a esmagarem-me na cama antes do sol ir alto.
Continua...