Depois da Shakira



Conheci o Breno em 2025 no show da Lady Gaga no Rio. Nunca ficamos — só flerte. Ele ainda estava num relacionamento de quase nove anos que não ia muito bem, mesmo assim não rolou nada. Eles se separaram no final de 2025. Depois eu fiquei sabendo.

Esse ano, em maio, pro “Todo Mundo no Rio – Shakira”, eu postei no Instagram que estava vindo de São Paulo pro Rio. Ele reagiu à postagem e a gente voltou a se falar. No dia do show ele estava com uns amigos e combinamos de nos encontrar. Eu tinha conseguido área VIP, então não passou de uma conversa rápida — logo corri pra pegar meu acesso Santander.

Não sei se vocês assistiram ao show. Gosto da Shakira, ela é animada, curte o Brasil, mas o show estava fraco. Quando estava pra acabar, liguei pro Breno perguntando onde ele estava. Já era a segunda vez que a gente se encontrava e eu não queria ficar só no flerte.

— Cadê você? — perguntei, já com a voz um pouco rouca de tanto gritar.

— Tô na casa do meu amigo, em Copacabana. Ele já capotou. Eu tava quase dormindo também…

A voz dele vinha baixa, pesada, de quem tinha acabado de acordar ou estava no meio do sono. Eu senti um friozinho na barriga.

— Posso ir aí? — soltei direto. — Não quero ficar de novo só te olhando de longe.

Houve um silêncio curto do outro lado. Depois ele riu baixinho, aquele riso gostoso que eu já tinha memorizado desde o show da Gaga.

— Ai Ai, Tá, vem. Mas o cara tá dormindo, viu? Tem que ser quieto.

Me passou o endereço. Joguei no maps, dava para ir a pé, e enquanto caminhava fiquei imaginando como ele estaria. Quando cheguei, o prédio era antigo, preto da praia. apertei no interfone, ele liberou e eu subi.

A porta se abriu e ali estava ele: só de samba-canção preta, sem camisa. Peito firme, ombros largos, coxas fortes e bem torneadas de uma vida inteira de natação. Barba curta, olhar intenso, e aquela boca… lábios cheios, especialmente o inferior, carnudo e macio. Trinta e sete anos, um metro e sessenta e cinco de pura presença.

— Demorou, hein, paulista... — ele sorriu de canto, a voz ainda rouca de sono, exalando um misto de timidez e pura expectativa.

— Fiquei preso tentando sair da muvuca da praia, mas cheguei. E não vim até o Rio para passar vontade, Breno

— Entra logo — murmurou, puxando minha mão. — Antes que o vizinho acorde.

Fechei a porta atrás de mim. O cheiro dele me bateu na cara: pele quente, aquele perfume amadeirado gostoso que ele sempre usava. A sala era pequena, sofá de canto, colchão no chão já aberto onde ele ia dormir, e uma mesinha com restos de queijo e linguiça que o amigo mineiro tinha trazido da visita aos pais.

Ficamos conversando baixinho por um tempo. Ele perguntou do show, eu reclamei da Shakira, ele riu e disse que tinha preferido ficar bebendo com os amigos. Em algum momento minha mão pousou na coxa dele, por cima do tecido fino da samba-canção. Ele não afastou.

— Você tá me olhando de um jeito… — murmurei.

— Porque eu tô com vontade de te comer desde aquela porra da Gaga — respondeu sem rodeios, voz grave. — Só que eu era casado. Agora não sou mais.

O silêncio ficou pesado. Eu passei a mão mais pra cima, sentindo o volume dele já meio duro. Ele soltou um suspiro baixo e segurou meu pulso.

— Vai com calma. O cara tá no quarto.

— Então a gente fica quieto — respondi, inclinando o corpo pra beijá-lo.

As mãos dele deslizaram pela minha cintura, firmes e quentes, puxando-me contra o seu peito. A barba roçou o meu pescoço, me fazendo arfar antes mesmo de os lábios dele encontrarem os meus. O beijo começou lento, veio quente, molhado, língua pesada. Ele mordeu meu lábio inferior e puxou minha camisa pra cima. Eu ajudei, jogando a peça no chão. Minhas mãos desceram pelas costas dele, sentindo a musculatura dura. Quando tirei a samba-canção dele, a piroca saltou: grossa, veiuda, cabeça já brilhando de pré-gozo. Eu envolvi com a mão e ele gemeu baixinho no meu ouvido.

— Porra… aperta mais.

Eu apertei. Ele empurrou minha bermuda e a cueca juntas pra baixo. Nossas pirocas se encontraram, quentes, e a gente começou a se esfregar ali mesmo, em pé, no meio da sala. O atrito era gostoso pra caralho. Ele segurou minha bunda com as duas mãos e abriu, apertando os dedos nas minhas nádegas.

Ele soltou um gemido abafado, fechando os olhos por um segundo.

— Você é um perigo, sabia? Vem cá...

— Quero te comer no sofá primeiro — sussurrou. — Depois no chão.

Não precisei de mais convite. Empurrei ele pro sofá. Ele se sentou e eu me ajoelhei entre as pernas dele. Chupei a cabeça daquela piroca com vontade, sentindo o gosto salgado, enquanto ele segurava minha cabeça e empurrava devagar.

— Isso… mama fundo. Usa a língua embaixo da cabeça… assim. Porra, que boca gostosa.

Eu chupei até a garganta, babando, olhando pra cima. Ele estava com a cabeça jogada pra trás, boca entreaberta, gemendo baixo pra não acordar o amigo. Quando senti que ele estava perto demais, parei e subi no sofá, de quatro, oferecendo a bunda.

— Me come — pedi, virando o rosto. — Sem pressa.

Ele se ajoelhou atrás de mim, abriu minhas nádegas e cuspiu no meu cu. A língua veio depois — quente, insistente, lambendo e empurrando. Eu mordia o braço do sofá pra não gemer alto. Quando dois dedos entraram, já molhados de saliva, eu me abri mais.

— Tá apertado pra caralho — ele respirou pesado. — Vai doer um pouco.

— Eu quero sentir — respondi.

Ele cuspiu de novo, alinhou a piroca e empurrou devagar. A cabeça abriu caminho e eu soltei um gemido abafado no tecido. Ele parou, esperou eu me acostumar, depois foi entrando centímetro por centímetro até o saco bater na minha bunda.

— Porra… que cu gostoso. Aperta em mim.

Eu apertei. Ele começou a meter, primeiro devagar, depois mais fundo, segurando minha cintura com força. Cada estocada fazia o sofá ranger baixinho. Eu empurrava pra trás, pedindo mais.

— Mais forte… me fode direito.

Ele obedeceu. As estocadas ficaram mais secas, mais profundas. Uma mão dele veio na frente e masturbou minha piroca no ritmo. Eu já estava pingando no sofá.

— Vou gozar se você continuar assim — avisei, a voz falhando.

— Então goza. Quero sentir você gozando no meu pau.

Não aguentei. Gozei forte, contraindo em volta dele, sujando o sofá e a mão dele. Ele meteu mais uns três tempos e gozou também, fundo, gemendo meu nome abafado no meu ombro. Ficamos parados, ofegantes, ainda conectados.

Quando ele saiu, o gozo escorreu pela minha coxa. Eu virei o corpo, o empurrei de costas no sofá e subi em cima.

— Agora é minha vez.

Ele riu, ainda ofegante.

— Vai fundo então. Quero sentir essa piroca.

Breno me olhou com aquela intensidade típica, um misto de surpresa e entrega total. Ele gostava de ceder o controle quando confiava. Acomodei-me sobre ele, sentindo a respiração pesada bater contra o meu rosto. Assumir o comando daquele corpo forte, moldado pela natação, foi uma experiência avassaladora. Cada movimento meu era acompanhado pelas mãos grandes dele apertando a minha cintura e guiando o meu ritmo, enquanto os lábios carnudos buscavam os meus num beijo desesperado.

— Isso... assim... você me deixa louco — ele gemia baixo, com a voz falhada, olhando fixamente nos meus olhos enquanto eu ditava a velocidade.

A sintonia era perfeita. A cada investida, o som dos nossos corpos se chocando preenchia a sala silenciosa de Copacabana. A safadeza tomava conta de cada sussurro, de cada promessa sussurrada de que não ficaríamos só naquele fim de semana.

Eu cuspi na mão, passei no meu pau e alinhei. Entrei nele devagar, sentindo o calor apertado. Ele abriu as pernas mais, segurando atrás dos joelhos. Quando eu estava todo dentro, comecei a meter com calma, observando o rosto dele se contorcer de prazer.

— Assim… mais fundo. Porra, você é grande.

Eu acelerei. O sofá rangia mais alto agora. Em algum momento a gente escorregou pro chão, pro colchão que ele tinha armado. Eu continuei metendo nele de quatro, segurando os ombros largos, ouvindo os gemidos abafados dele no travesseiro.

— Me fode… me fode gostoso — ele pedia entre um gemido e outro.

Troquei de posição. Deitei de costas e ele sentou na minha piroca, rebolando devagar no começo, depois com mais força. Eu segurei a cintura dele, empurrando pra cima a cada descida. O peito firme, o suor escorrendo pelo abdômen, a boca entreaberta… eu não conseguia parar de olhar.

— Vou gozar de novo — avisei.

— Dentro. Quero sentir.

Gozei fundo nele, segurando a bunda dele com força. Ele se masturbou ao mesmo tempo e gozou no meu peito, quente e viscoso. Quando ele desceu, a gente ficou ali no chão, ofegante, corpos colados, suados, cheirando a sexo e vinho que eu ainda nem tinha pedido.

Depois de um tempo ele se levantou, pegou a garrafa de tinto que eu acabei pedindo no Zé Delivery e voltamos pro colchão. Bebemos direto da garrafa, rindo baixo, com os dedos ainda explorando um ao outro.

— Acho que a gente não vai dormir muito essa noite — murmurou ele, já com a mão na minha piroca de novo.

— Eu também acho — respondi, puxando ele pra mais um beijo.

A gente ainda estava se tocando quando o sono finalmente ganhou. Caímos no colchão do chão, corpos colados, suados, com o gosto de vinho e de sexo ainda na boca. Dormimos enroscados, a mão dele pesada na minha cintura, a minha perna jogada por cima da coxa dele.

Acordei com a luz forte entrando pela janela. Relógio do celular marcava 9h17. Breno ainda dormia de lado, a barba roçando meu peito, a respiração lenta e quente. Eu fiquei um tempo só olhando. O corpo dele à luz do dia era ainda mais bonito: a curva das costas, o volume da bunda sob o lençol improvisado, a piroca macia descansando contra a minha coxa.

Mexi nele de leve.

— Breno… são nove e pouco.

Ele abriu os olhos devagar, aquele olhar ainda meio turvo de sono e de putaria. Sorriu de canto.

— Porra… a gente realmente não dormiu quase nada.

Ficamos mais uns minutos abraçados, sem pressa. Depois ele se levantou, vestiu a samba-canção e a camiseta que estava jogada no sofá. Eu me arrumei também. O cheiro da sala ainda era nosso: suor, sexo, vinho derramado e queijo.

Na porta do apartamento ele parou, me puxou pela cintura e me beijou com calma, sem a urgência da madrugada. Só desejo ainda vivo.

— Me espera em São Paulo — murmurou contra minha boca. — Não demora muito pra vir, não. Eu quero mais disso.

— Eu também — respondi, apertando a mão dele. — Te ligo quando chegar.
Mais um beijo curto e ele saiu. Eu fechei a porta e fiquei ali um segundo, ainda sentindo o gosto dele.

Foi aí que a porta do quarto se abriu. Jander apareceu de sunga, cabelo bagunçado, cara de ressaca e um sorriso torto no rosto.

— Até que enfim, porra… — ele resmungou, passando a mão no rosto. — Eu tava morrendo de fome e com uma dor de cabeça do caralho, esperando o café. Essa fudelância nunca que acabava, hein?

Eu ri, meio sem graça, e levantei as mãos.

— Desculpa, irmão. A gente tentou ficar quieto.

Ele ergueu uma sobrancelha, pegou a garrafa de água que estava na mesa e bebeu um gole.

— Ouvi uma parte. Principalmente quando o sofá começou a ranger e você pediu pra ele meter mais forte. — Fez uma pausa e sorriu de lado. — Mas relaxa.Você já me ajudou tanto nas minhas safadezas que eu seria hipócrita se ficasse puto.

Eu e Breno (ainda no corredor, esperando o elevador) trocamos um olhar rápido pela fresta da porta e rimos ao mesmo tempo. Um sorriso de cumplicidade, daqueles que só quem acabou de fazer merda gostosa juntos entende.

Jander era amigo de verdade. Sabia que ele não tinha ficado chateado. Só com fome mesmo.

— Então… café? — perguntei, já abrindo a geladeira.

— Café, pão e silêncio absoluto sobre o que eu ouvi — ele respondeu, sentando no sofá ainda quente. — Combinado?

— Combinado.

Do lado de fora, o elevador chegou. Entrei e, antes das portas fecharem, ainda me mandou um beijo no ar.

Eu fechei a porta de vez, ainda com o corpo marcado e a certeza de que aquilo não tinha sido só uma noite em Copacabana.

Tinha sido o começo de alguma coisa.

Foto 1 do Conto erotico: Depois da Shakira

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Comentários


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engmen Comentou em 23/08/2026

Quando o verdadeiro show não está num palco mas na materialização de desejos... Delicioso conto.




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Depois da Shakira

Codigo do conto:
270511

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
22/08/2026

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