Lucas e o padrasto Ricardo



Lucas tinha dezenove anos e ainda morava na casa da mãe. O padrasto, Ricardo, chegara à família quando ele tinha quinze. Na época, Lucas o via apenas como o homem que fazia a mãe sorrir de novo. Agora, aos trinta e oito, Ricardo era simplesmente “o Ricardo”: o cara que consertava coisas, que chegava do trabalho com a camisa suada colada no peito largo, que jogava bola no quintal com ele nos fins de semana e que, de vez em quando, deixava uma mão pesada no ombro do enteado enquanto ria de alguma piada idiota.
Lucas tinha namorada. Beatriz. Dezesseis meses juntos. Sexo bom, carinho, planos vagos de morar juntos depois da faculdade. Ele se considerava hétero. Sempre se considerou. Nunca olhara para outro homem daquele jeito. Nunca.
Até que começou a olhar.
Tudo começou sem intenção. Um sábado de março, calor úmido de fim de tarde. A mãe saíra para um almoço com as amigas. Ricardo estava no quintal, sem camisa, cortando lenha para a churrasqueira. O sol batia nas costas largas, nos músculos que se moviam sob a pele bronzeada, no suor que escorria pela coluna e desaparecia na cintura da bermuda. Lucas estava na cozinha, bebendo água, e se pegou parado na janela. O peito dele subia e descia. O braço se erguia, o machado descia. O som seco da madeira se partindo.
Lucas sentiu uma fisgada baixa na barriga. Estranha. Quente. Ele se afastou da janela como se tivesse sido queimado.
— Porra — murmurou para si mesmo. — Que merda foi essa?
Beatriz ligou pouco depois. Eles conversaram sobre a faculdade, sobre o filme que queriam ver. Lucas forçou a voz a soar normal. Quando desligou, foi até o banheiro e se olhou no espelho. O rosto estava vermelho. A calça, um pouco apertada. Ele se masturbou rápido, quase com raiva, tentando pensar só em Beatriz. Mas no meio do ato a imagem de Ricardo sem camisa voltou, e o orgasmo veio mais forte do que o normal. Depois veio o nojo. E o medo.
Nos dias seguintes, Lucas evitou o padrasto. Comia rápido, ia para o quarto cedo, inventava desculpas para não jogar bola. Ricardo notou.
— Tá tudo bem, moleque? — perguntou uma noite, enquanto lavavam a louça juntos. A mãe já tinha subido.
— Tá. Só cansado da faculdade.
Ricardo assentiu, secando um prato. O braço dele roçou no de Lucas por acaso. A pele quente. O cheiro de sabão e de homem. Lucas tirou o braço como se tivesse levado um choque.
— Desculpa — disse Ricardo, sem entender.
— De nada.
Lucas foi para o quarto e ficou deitado no escuro, deitado de lado, a mão apertando o travesseiro. O corpo dele queria algo que a mente recusava. Ele se tocou de novo, dessa vez sem conseguir impedir a fantasia. A boca de Ricardo na orelha dele. A mão grande descendo pela barriga. O peso do corpo do padrasto por cima. Quando gozou, quase chorou de vergonha.
Beatriz veio jantar no fim de semana. Lucas a beijou com mais força do que o normal, a puxou para o quarto enquanto os pais assistiam televisão. O sexo foi bom. Ele a comeu de quatro, segurando os quadris dela, tentando se perder no calor úmido e no gemido feminino. Mas no meio do ato a mente traiu. Imaginou que os quadris eram mais firmes, a pele mais áspera, a voz mais grave. Goizou rápido demais. Beatriz riu, achando que ele estava só carente. Lucas se sentiu um fraudador.
A tensão cresceu aos poucos, como uma rachadura que se alarga sem barulho.
Ricardo começou a treinar em casa. Umas barras, uns pesos no fundo do quintal. Lucas, que sempre fora magro e mais sedentário, passou a observar pelas frestas da cortina. O padrasto suava. A camiseta molhada colava nos peitorais. Quando ele tirava a camisa para se secar com a toalha, Lucas engolia em seco. Uma tarde, Ricardo o chamou:
— Vem treinar comigo. Tá ficando mole, porra.
Lucas quase recusou. Mas o corpo já estava andando até o quintal. Ricardo ensinou o movimento correto da barra. Ficou atrás dele, as mãos grandes cobrindo as de Lucas, ajustando a pegada.
— Assim. Cotovelo para dentro. Sente a tensão nas costas.
A respiração quente de Ricardo na nuca. O peito largo colado nas costas de Lucas. O cheiro de suor masculino misturado com desodorante barato. Lucas sentiu o pau endurecer dentro da bermuda. Tentou se afastar.
— Tá bom, já peguei.
Ricardo soltou, mas a mão demorou um segundo a mais no ombro dele.
— Tá vermelho. Calor?
— É.
Naquela noite, Lucas se trancou no banheiro e se masturbou com força, imaginando a boca de Ricardo no pescoço dele, a língua quente, os dentes. Quando gozou, o sêmen espirrou no espelho. Ele limpou tudo com raiva, lavou o rosto com água fria e se prometeu que ia parar.
Não parou.
O desejo crescia em silêncio. Pequenos momentos: Ricardo saindo do banho com a toalha na cintura, o cabelo molhado, a linha de pelos que descia do umbigo. Ricardo cozinhando de camiseta regata, os braços musculosos à mostra. Ricardo rindo alto de alguma piada e batendo na coxa de Lucas de brincadeira. Cada toque era um choque. Cada olhar demorado era uma acusação.
Lucas começou a se recusar a ficar sozinho com ele. Inventava que precisava estudar. Beatriz notou que ele estava estranho.
— Você tá distante — disse ela um dia, no carro. — Tá me traindo?
— Não. Claro que não.
Era mentira. Ele estava traindo ela todos os dias, na cabeça.
Uma sexta-feira a mãe precisou viajar a trabalho. Três dias. Ricardo e Lucas sozinhos na casa.
Lucas quase inventou uma desculpa para dormir na casa de um amigo. Mas ficou. O medo e a curiosidade pesavam o mesmo.
Na primeira noite, jantaram em silêncio. Ricardo abriu uma cerveja, ofereceu outra. Lucas aceitou. Conversaram sobre futebol, sobre o trabalho de Ricardo na construtora, sobre a faculdade. O álcool afrouxou um pouco a tensão. Ricardo se esticou no sofá, as pernas abertas, a camisa subindo um pouco e mostrando a barriga dura.
— Você tá com cara de quem não dorme direito — disse ele.
— É a faculdade.
— Ou é a Beatriz?
Lucas engoliu.
— A gente tá bem.
Ricardo olhou para ele por um tempo longo demais. Os olhos escuros, avaliando.
— Se precisar conversar, eu tô aqui. Não sou só o cara que casou com a sua mãe.
Lucas assentiu e foi para o quarto cedo. Deitou de bruços, o pau já semi-duro só de lembrar do olhar. Se tocou devagar, tentando não fazer barulho. Imaginou Ricardo entrando no quarto, trancando a porta, puxando a calça dele para baixo. A boca quente engolindo ele inteiro. Goizou com o travesseiro na boca para abafar o gemido.
No dia seguinte, o calor apertou. Ricardo sugeriu um banho de piscina. A casa tinha uma piscina pequena no fundo. Lucas hesitou, mas acabou indo. Os dois de sunga. Ricardo entrou primeiro. A água escorria pelo corpo. Lucas ficou na beira, olhando o padrasto nadar alguns metros e depois se apoiar na borda, os braços abertos, o peito subindo e descendo.
— Entra, caralho. Tá com medo da água?
Lucas entrou. A água fria não ajudou a acalmar o corpo. Eles brincaram de jogar bola na água. Em um momento, Ricardo o agarrou por trás para tentar roubar a bola. O peito colado nas costas de Lucas. O pau do padrasto — macio, mas pesado — roçou na bunda dele por um segundo. Lucas engasgou com a água. Ricardo soltou imediatamente.
— Desculpa. Não vi.
— De boa.
Mas não estava de boa. Lucas saiu da piscina logo depois, se enrolou na toalha e foi para o quarto. O coração batia na garganta. Ele se olhou no espelho. O pau estava duro dentro da sunga molhada. Ele se tocou por cima do tecido, o dedo apertando a cabeça sensível. Fechou os olhos e deixou a fantasia vir. Ricardo tirando a sunga dele com os dentes. A língua passando pela fenda. Os dedos grossos abrindo ele. Goizou rápido, sujando a toalha.
À noite, o clima pesou. Ricardo cozinhou um churrasco simples. Os dois comeram na mesa da cozinha, bebendo cerveja. A conversa foi mais solta. Ricardo contou histórias do tempo de solteiro. Lucas riu. Por um momento, parecia só dois homens se divertindo.
Depois, foram para a sala. Ricardo colocou um filme qualquer. Os dois no sofá. O espaço entre eles parecia carregado de eletricidade. Lucas sentia o calor do corpo do padrasto mesmo sem se tocarem.
No meio do filme, Ricardo falou baixo:
— Você tá estranho faz um tempo. Eu notei.
Lucas engoliu a saliva.
— Tô bem.
— Não tá. Eu te conheço. Você evita olhar pra mim. Evita ficar perto. Fez alguma merda?
— Não.
Ricardo virou o corpo para ele. O joelho quase tocando o de Lucas.
— Então o que é?
Lucas sentiu o peito apertar. A vontade de falar e a vontade de fugir se misturavam. O desejo queimava baixo na barriga, constante, insistente.
— É nada.
Ricardo ficou em silêncio por um tempo. Depois, colocou a mão no joelho de Lucas. Pesada. Quente. Não sexual, só firme.
— Se for alguma merda com a Beatriz, pode falar. Eu já passei por isso.
O toque queimou. Lucas olhou para a mão. Os dedos grossos, as unhas curtas, a pele um pouco áspera de quem trabalha com as mãos. Sem perceber, ele abriu um pouco as pernas. A mão de Ricardo não se moveu.
— Não é a Beatriz — murmurou Lucas.
— Então o que é?
Lucas levantou os olhos. Os de Ricardo estavam escuros, atentos. Por um segundo, Lucas teve a certeza absurda de que o padrasto sabia. Que ele também sentia.
— Eu… — a voz saiu rouca. — Eu tô com a cabeça bagunçada.
Ricardo apertou o joelho dele, só um pouco.
— Bagunçada como?
Lucas não aguentou. Se levantou de súbito.
— Vou dormir.
Foi para o quarto, fechou a porta, se encostou nela. O pau doía de tão duro. Ele abaixou a calça e se masturbou com força, os olhos fechados, a boca aberta. Imaginou Ricardo ajoelhado na sua frente, engolindo ele até o fundo, a garganta apertando. Goizou com um gemido abafado, o sêmen escorrendo pelos dedos.
No domingo, a casa ficou em silêncio a manhã inteira. Lucas acordou tarde. Quando desceu, Ricardo estava na cozinha, de short e sem camisa, fazendo café. As costas largas, a marca da barba por fazer no maxilar.
— Bom dia — disse Ricardo, sem se virar.
— Bom dia.
Lucas se serviu de café. Os dois ficaram em silêncio. O ar estava pesado.
Ricardo se virou, apoiou o quadril na pia, cruzou os braços. Os bíceps saltavam.
— Ontem à noite você quase falou alguma coisa.
Lucas olhou para a xícara.
— Deixa pra lá.
— Não. Fala.
Lucas sentiu o coração disparar. O desejo e o medo se misturavam tanto que doía.
— Eu não consigo parar de… — a voz falhou. — De te olhar. De um jeito que não devia.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Ricardo não se moveu. Só olhou para ele. Os olhos escuros, sem julgamento ainda, só intensidade.
— Olhar como? — perguntou baixo.
Lucas engoliu.
— Como homem. Como… eu nunca olhei pra homem nenhum. Nunca. Eu sou hétero. Eu tenho namorada. Mas… caralho, Ricardo. Eu não consigo parar.
Ricardo soltou o ar devagar. Passou a mão no rosto.
— Porra.
— Eu sei. É errado. Eu sei. Eu tô tentando parar. Eu juro.
Ricardo deu um passo à frente. Depois outro. Parou perto demais. O cheiro dele — café, sabão, pele quente — invadiu o espaço de Lucas.
— Você acha que eu não notei? — a voz dele saiu rouca. — Você acha que eu não senti quando você ficou duro na piscina? Quando você treme toda vez que eu te toco?
Lucas levantou os olhos, chocado.
— Você…?
— Eu nunca olhei pra homem nenhum na vida — disse Ricardo, baixo. — Nunca. Eu gosto de mulher. Sempre gostei. Mas você… caralho, Lucas. Você anda pela casa e eu fico de pau duro. Eu me toco pensando em você. Eu me odeio por isso.
O ar sumiu da cozinha. Lucas sentiu o pau latejar dentro da bermuda. Ricardo estava a centímetros. O peito nu subia e descia rápido.
— A gente não pode — sussurrou Lucas.
— Eu sei.
Mas nenhum dos dois se afastou.
Ricardo levantou a mão devagar, como se tivesse medo de quebrar alguma coisa, e passou o polegar pelo maxilar de Lucas. O toque foi elétrico. Lucas fechou os olhos. O dedo desceu pelo pescoço, parou na clavícula.
— Me fala pra parar — pediu Ricardo, a voz quase um rosnado. — Me fala agora e eu paro.
Lucas abriu os olhos. O desejo queimava tanto que doía.
— Eu não consigo.
Ricardo o puxou pelo pescoço e o beijou.
O beijo não foi suave. Foi fome. Boca aberta, língua quente, dentes. Lucas gemeu dentro da boca dele, as mãos subindo pelos braços grossos, apertando os ombros. Ricardo o empurrou contra a pia, o corpo inteiro colado. O pau duro do padrasto roçou no de Lucas através das roupas. Os dois gemeram juntos.
— Porra — respirou Ricardo contra a boca dele. — Você tá tão duro.
— Eu também. Caralho, Ricardo…
As mãos de Ricardo desceram pelas costas de Lucas, apertaram a bunda por cima da bermuda. Os dedos se enterraram na carne. Lucas empurrou o quadril para frente, esfregando os paus um no outro. O atrito era delicioso e torturante.
Ricardo beijou o pescoço dele, chupou a pele, mordeu de leve.
— Eu quero te comer — murmurou contra a pele. — Quero te foder até você gozar gritando o meu nome.
Lucas tremeu.
— Eu nunca… nunca fiz com homem.
— Eu também não. A gente descobre junto.
Ricardo o puxou pela mão até o sofá da sala. Empurrou Lucas para sentar e se ajoelhou entre as pernas dele. Puxou a bermuda e a cueca para baixo de uma vez. O pau de Lucas saltou para fora, duro, vermelho, pingando pré-gozo. Ricardo olhou para ele por um segundo, como se estivesse memorizando, e então passou a língua pela cabeça.
Lucas arquejou alto.
— Porra!
A boca de Ricardo era quente, úmida, apertada. Ele engoliu devagar, a língua pressionando a veia de baixo, a garganta se abrindo. Lucas enterrou os dedos no cabelo dele, os quadris subindo sozinhos. Ricardo engasgou um pouco, mas não parou. Subiu e desceu, saliva escorrendo pelo queixo, o olhar preso no de Lucas.
— Assim… caralho, assim — gemeu Lucas. — Sua boca é tão quente…
Ricardo tirou a boca só o suficiente para falar, a voz rouca:
— Você tem gosto bom. Eu quero te engolir inteiro.
Voltou a chupar com mais força. Uma mão apertava as bolas de Lucas, a outra descia pela própria bermuda e tirava o pau para fora. O pau de Ricardo era grosso, veioso, a cabeça já brilhando. Ele se masturbava enquanto chupava o enteado.
Lucas sentia cada movimento. A língua passando pela fenda, o sucção forte na cabeça, os dentes de leve na base. O calor subia rápido demais.
— Eu vou gozar — avisou, a voz quebrada. — Ricardo, eu vou…
Ricardo não tirou a boca. Engoliu mais fundo, a garganta apertando. Lucas gozou com um grito abafado, o corpo inteiro tremendo, o sêmen jorrando direto na garganta do padrasto. Ricardo engoliu tudo, a garganta se movendo, os olhos semicerrados de prazer. Quando tirou a boca, um fio de saliva e sêmen ainda ligava os lábios dele à cabeça do pau de Lucas.
— Porra — respirou Ricardo. — Você gozou tanto.
Lucas ainda tremia. Ricardo se levantou, puxou a própria bermuda para baixo e ficou de pé na frente dele, o pau grosso apontando para a cara de Lucas.
— Agora você.
Lucas não pensou. Abriu a boca e engoliu. O gosto era salgado, masculino, diferente de qualquer coisa que já tivesse provado. A boca dele mal conseguia fechar em volta da grossura. Ricardo gemeu baixo, a mão no cabelo de Lucas, guiando o ritmo.
— Isso… assim. Usa a língua. Porra, sua boca é apertada pra caralho.
Lucas chupava com vontade, a saliva escorrendo pelo queixo, os olhos marejados. Cada vez que a cabeça do pau batia no fundo da garganta, ele engasgava e Ricardo gemia mais alto. A mão livre de Lucas desceu e apertou as bolas pesadas do padrasto.
Ricardo puxou o pau para fora, respirando pesado.
— Se eu continuar, eu gozo. E eu quero gozar dentro de você.
Lucas sentiu o cu contrair só de ouvir.
— Eu nunca…
— Eu sei. A gente vai devagar.
Ricardo o puxou para deitar no sofá. Tirou a bermuda de Lucas por completo. Ficou ajoelhado entre as pernas dele, olhando para o cu fechado, rosado. Cuspiu na mão e passou o dedo devagar pelo anel de músculos. Lucas tremeu.
— Relaxa — murmurou Ricardo. — Respira.
O dedo empurrou devagar. A pressão era estranha, invasiva, mas não doía ainda. Quando a primeira falange entrou, Lucas arquejou. Ricardo esperou, o dedo imóvel, até sentir os músculos afrouxarem um pouco. Então começou a mover, devagar, entrando e saindo. Depois adicionou um segundo dedo. A queimação veio. Lucas mordeu o lábio.
— Dói?
— Um pouco… mas continua.
Ricardo se inclinou e chupou o pau de Lucas enquanto os dedos trabalhavam. O prazer misturado com a dor fazia a cabeça de Lucas girar. Os dedos encontraram um ponto dentro dele que fez o corpo inteiro se arquear.
— Aí — gemeu Lucas. — Porra, aí…
— Achei — disse Ricardo, a voz rouca de desejo. — Seu ponto. Vou foder ele até você gozar de novo.
Ele tirou os dedos, cuspiu mais uma vez na própria mão e passou no pau grosso. Posicionou a cabeça contra o cu de Lucas.
— Me olha — pediu.
Lucas olhou. Os olhos de Ricardo estavam escuros, famintos, mas também cuidadosos.
— Empurra — sussurrou Lucas.
Ricardo empurrou. A cabeça abriu caminho com dificuldade. A queimação foi forte. Lucas engasgou, as unhas se enterrando no sofá. Ricardo parou, só a cabeça dentro, respirando fundo.
— Tá apertado pra caralho… você tá me matando.
— Continua… devagar.
Ricardo entrou centímetro por centímetro. Cada movimento era sentido com clareza brutal. O pau grosso esticando as paredes internas, o calor, a pressão. Quando finalmente enterrou até o fundo, os dois gemeram juntos. Ricardo ficou imóvel, deixando Lucas se acostumar.
— Você me engoliu inteiro — murmurou, a voz embargada. — Porra, Lucas. Seu cu tá me milking.
Lucas sentia cada veia, cada pulsar. O pau de Ricardo latejava dentro dele. Quando Ricardo começou a se mover — devagar no começo, longas estocadas que saíam quase por completo e voltavam até o fundo —, o prazer começou a se misturar com a dor. Cada vez que a cabeça do pau raspava naquele ponto dentro dele, Lucas via estrelas.
— Mais rápido — pediu, a voz rouca.
Ricardo obedeceu. As estocadas ficaram mais fortes, o som molhado de pele batendo em pele enchendo a sala. O pau de Lucas, que tinha amolecido um pouco, voltou a ficar duro só com a fricção interna. Ricardo segurou o pau dele e masturbou no mesmo ritmo das estocadas.
— Você vai gozar de novo — rosnou Ricardo. — Vai gozar com o meu pau no seu cu.
— Eu vou… caralho, eu vou…
As estocadas ficaram brutais. Ricardo se inclinava, beijava a boca de Lucas com fome, mordia o lábio inferior. O suor escorria entre os corpos. O cheiro de sexo era denso, masculino.
— Fode mais fundo — pediu Lucas, quase sem voz. — Me fode.
Ricardo puxou as pernas de Lucas para cima dos ombros e enterrou ainda mais fundo. O ângulo novo fez Lucas gritar. O pau batia direto no ponto, sem piedade. O orgasmo veio sem aviso, violentamente. Lucas gozou sem ser tocado, o sêmen espirrando no próprio peito e no de Ricardo. O cu apertou em volta do pau do padrasto com tanta força que Ricardo xingou alto.
— Porra… eu vou gozar…
Ele enterrou até o fundo e gozou. Lucas sentiu cada jato quente, o pau pulsando, enchendo ele. Ricardo tremeu por cima dele, o corpo inteiro rígido, gemendo baixo e rouco. Quando finalmente parou de gozar, ficou ainda dentro, respirando pesado, a testa encostada na de Lucas.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo, só o som da respiração. O pau de Ricardo ainda latejava ocasionalmente. Lucas sentia o sêmen quente escorrendo um pouco quando Ricardo se mexia.
— Caralho — murmurou Ricardo por fim.
— É — respondeu Lucas, a voz rouca.
Ricardo se retirou devagar. O vazio deixado atrás fez Lucas tremer. Um fio de sêmen escorreu pelo cu e pela coxa. Ricardo olhou para aquilo com um desejo ainda aceso nos olhos, passou o dedo e empurrou um pouco de volta para dentro.
— Ainda quero mais — confessou baixo. — Não sei se consigo parar agora.
Lucas puxou ele para baixo e o beijou, devagar dessa vez. O beijo era diferente. Ainda faminto, mas também algo mais.
— Eu também não — sussurrou contra a boca dele.
Eles ficaram no sofá por mais um tempo, os corpos colados, o suor esfriando. Depois Ricardo o carregou até o chuveiro. Lá, sob a água quente, se tocaram de novo. Ricardo ajoelhou e chupou Lucas até ele gozar outra vez, engolindo tudo. Depois Lucas retribuiu, engolindo o pau ainda meio duro do padrasto até senti-lo endurecer de novo na garganta. Ricardo o virou de frente para a parede, abriu as nádegas e o fodeu de novo, mais devagar, mais fundo, sussurrando putarias quentes no ouvido:
— Seu cu foi feito pro meu pau… tão apertado… eu vou te foder todo dia enquanto a sua mãe estiver fora… você vai gozar só de sentir eu entrar…
Lucas gozou pela terceira vez com o pau de Ricardo batendo no ponto e a mão grosseira masturbando ele. Ricardo gozou logo depois, enfiado até o fundo, o corpo colado nas costas do enteado, os dentes cravados no ombro dele.
Depois, limpos e exaustos, foram para a cama de Ricardo. Dormiram enroscados. No meio da noite, Lucas acordou com o pau duro de novo. Sem falar nada, se montou em cima do padrasto, guiou o pau ainda meio adormecido até o próprio cu e desceu devagar. Ricardo acordou gemendo, as mãos apertando os quadris de Lucas, e o fodeu de baixo para cima até os dois gozarem mais uma vez.
Na manhã seguinte, a luz entrava pela janela. Os dois estavam deitados de frente um para o outro. Ricardo passou o polegar pelo lábio inferior de Lucas.
— Isso não vai sumir — disse baixo. — Eu sei que não.
— Eu também sei.
— E a Beatriz?
Lucas fechou os olhos por um segundo.
— Eu preciso terminar. Não consigo continuar mentindo.
Ricardo assentiu. Não havia alegria na expressão, só uma aceitação pesada.
— E a sua mãe?
— A gente precisa decidir juntos. Depois.
Ricardo o puxou para perto. O beijo foi lento, profundo. Quando se separaram, o pau de ambos já estava duro de novo.
— Mais uma vez antes de ela voltar? — perguntou Ricardo, a voz rouca.
Lucas sorriu, cansado e faminto ao mesmo tempo.
— Quantas vezes der.
Eles se entregaram de novo. Dessa vez no chão do quarto, Lucas de quatro, Ricardo atrás, as mãos grandes segurando os quadris, as estocadas longas e profundas. Cada movimento era sentido com clareza: o pau entrando, as paredes internas se abrindo, o atrito molhado, o impacto das peles. Ricardo se inclinava e beijava as costas de Lucas, mordia a nuca, sussurrava:
— Eu te amo de um jeito que não deveria… mas caralho, eu te amo…
Lucas gozou com o rosto enterrado no tapete, o corpo inteiro tremendo. Ricardo gozou logo depois, enfiado fundo, o nome do enteado nos lábios.
Quando a mãe voltou na segunda-feira à noite, a casa estava limpa. Os dois estavam na sala, fingindo normalidade. Mas o olhar que trocaram por cima da mesa de jantar era carregado de tudo o que tinha acontecido — e de tudo o que ainda ia acontecer.
O desejo não tinha diminuído. Tinha só começado.

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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico daniel8

Nome do conto:
Lucas e o padrasto Ricardo

Codigo do conto:
270523

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
23/08/2026

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