A dúvida

Ela bateu à porta do consultório e entrou sem esperar resposta. O Dr. Rodrigues estava sentado atrás da secretária, a rever uns papéis, a bata branca aberta sobre a camisa preta. Quando a viu, ergueu o olhar e sorriu de lado.
— Raquel. Não estava à tua espera hoje. Tudo bem?
— Marquei à última hora, Doutor — respondeu ela, fechando a porta atrás de si. Tirou o casaco e pousou-o na cadeira. Debaixo só tinha o conjunto de renda preta: sutiã de aros com as copas semi-transparentes a marcar os peitos generosos e firmes, e a tanga de renda com as tiras finas a cruzarem-lhe as ancas. O cabelo escuro e ondulado caía-lhe solto pelos ombros. Sentou-se na marquesa azul, as pernas cruzadas, a barriga plana e tonificada visível por cima da tanga, as coxas cheias e suaves a brilharem de leve sob a luz do teto.
Rodrigues aproximou-se, ficou de pé junto à marquesa, as mãos nos bolsos da bata.
— Queixas, Raquel? Dores nas costas outra vez? Ou é só para o check-up de rotina?
— Nenhuma queixa, Doutor — disse ela, a olhar para ele com calma. — Só precisava de falar consigo. Sem pressas. Sem os papéis e os exames.
Ele franziu a testa, curioso.
— Falar de quê, Raquel? Pareces séria.
Ela passou a mão pela renda da tanga, quase distraída, e depois ergueu o olhar outra vez. Ficou em silêncio uns segundos, a escolher as palavras.
— As amigas andam a falar. Há semanas. Dizem que o Doutor tem andado a foder com a esposa do Rui. Que ela vem aqui depois do horário, que fecha a porta e que o Doutor não se importa. É verdade?
Rodrigues não respondeu de imediato. Só a olhou, o sorriso a desaparecer devagar. Caminhou até à secretária, pousou os papéis e voltou a aproximar-se.
— E se for verdade, Raquel? O que é que isso te muda?
— Muda tudo, Doutor — respondeu ela, sem desviar o olhar. — Porque eu também quero. Não quero ser a última a saber. Quero a minha vez. Aqui. Agora. Sem mentiras.
Ele passou a mão pela coxa dela, subindo devagar até à renda da tanga. Os dedos roçaram a pele quente.
— Sabes o que estás a pedir, Raquel? Isto não é uma brincadeira entre amigas.
— Sei perfeitamente, Doutor — disse ela, a voz mais baixa, mas firme. — Tenho quarenta e tal anos, não sou nenhuma miúda. Quero que o Doutor me foda nesta marquesa como faz com ela. Quero sentir o Doutor dentro. E quero que me diga a verdade.
Rodrigues puxou-a para a beira da marquesa. Raquel abriu as pernas, puxou a tanga de renda para o lado e deixou-o ver tudo. Ele desfez o cinto, baixou as calças o suficiente e o pau saiu já duro, grosso, a cabeça a brilhar.
— Então é verdade — murmurou ela, a olhar-lhe para o pau e depois para o rosto. — Ela não inventou.
— Não inventou, Raquel — confirmou ele, a voz rouca. — E tu também não vais inventar.
Ela ergueu a bacia e ele enfiou-se de uma só vez. O gemido dela foi baixo, comprido. Sentiu-o a encher-lhe tudo, as paredes a apertarem à volta dele.
— Assim… logo de início tão fundo, Doutor — suspirou ela, as mãos a agarrarem a borda da marquesa. — Ela também gosta assim?
— Ela gosta de várias maneiras, Raquel — respondeu ele, começando a meter e a tirar com força, as mãos a agarrarem-lhe as coxas. — Mas agora não estou a pensar nela.
A renda do sutiã roçava-lhe os peitos a cada embate; os mamilos já estavam duros por baixo do tecido. Raquel arqueou as costas, o cu a empinar-se sozinho contra ele. O som húmido do pau a entrar e a sair enchia o consultório.
— Mais fundo, Doutor — pediu ela, a voz rouca. — Quero sentir o Doutor até ao fundo. Digame se é assim que a fode a ela.
— É mais ou menos assim, Raquel — confessou ele, a segurar-lhe as ancas e a cravar-se até ao fundo, as bolas a baterem-lhe no cu. — Mas tu apertas melhor.
Ele inclinou-se, puxou uma das copas do sutiã para baixo e chupou-lhe o mamilo enquanto continuava a foder. A língua quente, os dentes a roçarem de leve. Ela prendeu-lhe a cabeça contra o peito com uma mão e com a outra agarrou a borda da marquesa.
— Continue… não pare de chupar, Doutor — pediu ela, a respiração já irregular. — As amigas dizem que ela sai daqui a tremer. Quero sair da mesma maneira.
Quando ele se endireitou, virou-a de barriga para baixo sem sair de dentro. Raquel apoiou-se nos cotovelos e nos joelhos, o cu empinado, a tanga de renda ainda puxada para o lado. Ele abriu-lhe as nádegas com as mãos e enterrou-se outra vez, agora ainda mais fundo.
— Olha para este cu, Raquel — murmurou ele, a voz baixa. — Empinado de propósito, não é?
— De propósito, Doutor — admitiu ela, a empurrar o corpo para trás a cada estocada. — Queria que o Doutor visse. Queria que comparasse. As ancas são normais, sei disso. Mas o cu… o cu é meu.
As ancas dela, normais e firmes, batiam contra as dele a cada estocada. A pele das coxas brilhava. Rodrigues passou a mão por baixo, encontrou o clitóris e esfregou em círculos rápidos enquanto metia com força.
— Assim… mais depressa nos dedos, Doutor — pediu ela, a voz a tremer. — Não quero que demore. Quero gozar com o Doutor dentro.
Ela começou a tremer. O orgasmo veio alto, o corpo a contrair-se à volta do pau dele, as pernas a cederem um pouco. Ele não parou. Continuou a foder através do tremor dela, o ritmo constante, até ela soltar um gemido longo e se deixar cair um pouco sobre a marquesa.
— Ainda não acabámos, Raquel — disse ele, a puxá-la de novo para cima. Virou-a de frente e sentou-a na beira da marquesa. Raquel passou as pernas à volta da cintura dele e puxou-o para dentro outra vez.
Agora era ela a ditar o ritmo — subia e descia devagar, o cu a roçar-lhe as coxas, a renda do sutiã a marcar-lhe a pele. Olhou-o nos olhos.
— As amigas têm razão, então, Doutor — murmurou, a voz baixa, a roçar-lhe a boca. — Ela não é a única que gosta de vir aqui depois do horário. E eu também não vou contar. Mas quero saber… gosta mais dela ou de mim assim?
— Gosto de te ter assim, Raquel — respondeu ele, as mãos a descerem outra vez para as nádegas. — A apertar-me, a olhar-me nos olhos enquanto me fodes.
Raquel acelerou. Subia e descia com mais força, o peito a bater-lhe no peito, o sutiã de renda a deslocar-se.
— Então foda-me como se eu fosse a única, Doutor — pediu ela. — Esqueça o nome dela. Esqueça as conversas das amigas. Agora o Doutor é meu.
Sentiu-o a inchar ainda mais dentro dela. Apertou as paredes de propósito, apertou e soltou, até ele gemer contra a boca dela.
— Dentro, Doutor — disse ela. — Quero sentir tudo. Não tire. Encha-me.
Ele agarrou-lhe a cintura com força e cravou-se até ao fundo. O corpo tremeu enquanto gozava, o jacto quente a encher-a, pulsação após pulsação. Raquel continuou a mexer-se devagar, a milhar cada gota, a sentir o líquido a escorrer um pouco pela parte de dentro da coxa quando ele finalmente abrandou.
Ficaram assim um tempo, ele ainda dentro, a respiração pesada a misturar-se. Ela passou os dedos pelo cabelo branco dele e sorriu, aquele sorriso lento de quem sabe exatamente o que quer.
— Não diga às amigas, Doutor — murmurou ela. — Isto fica entre nós. A próxima vez marco outra consulta… ou venho sem marcar, como ela.
Rodrigues riu baixo, a mão ainda a acariciar-lhe a anca.
— Podes vir quando quiseres, Raquel. A porta fecha-se igual.
Ela desceu devagar, o pau a sair dela com um som húmido. Puxou a tanga de renda para o sítio, ajeitou o sutiã, calçou a saia e o casaco. Antes de sair, inclinou-se e deu-lhe um beijo na boca, lento e sujo.
— Até à próxima consulta, Doutor. E obrigada pela verdade.
A porta fechou-se atrás dela. No consultório ficou só o cheiro a sexo, a marquesa amarfanhada e o silêncio.
Foto 1 do Conto erotico: A dúvida


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A dúvida

Codigo do conto:
270832

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
27/08/2026

Quant.de Votos:
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