Tenho 45 anos, hoje moro em São Paulo, ZS, Campo Limpo, na epoca eu tinha 36 anos e morava em Campinas, SP. Eu estava vindo quase todo fim de semana pra São Paulo, pro Largo do Arouche e região do metrô República, com o intuito de fazer sexo. Já tinha ido na sauna da região, nas festas de sexo, nos hotéis tipo o Orleans. Mas nada muito interessante tinha acontecido.
Eu estava voltando de uma festa de sexo na Rua Jaguaribe, andando pelas ruas, e notei como tem mendigo ali naquela região. Fui seguindo meu caminho, dando uma volta pelo bairro antes de voltar, quando passo por uma rua com uma multidão de homens. Parecia a porta de um puteiro. Fiquei com receio de seguir por ali e virei na Rua Aurora, passando em frente ao Cine Kratos.
Por ali, tinha uns cinco caras conversando na frente de uma casa. Fui me aproximando. Um deles me viu. Não falou nada. Só me olhou. Eu continuei andando. Ele falou alguma coisa pros outros, e dois vieram na minha direção. Eu tentei desviar e acelerar o passo. Não deu tempo. Um me agarrou pelo braço e me puxou pra frente da casa. Eu tentei me soltar. O outro me acertou um soco na boca do estômago. Eu dobrei, sem ar. Me arrastaram pra dentro, me jogaram no chão, e a porta fechou.
Eu tentei levantar. Um deles me chutou na coxa, e eu caí de novo. Outro me pisou no peito. Eu parei de me mexer. Ele tirou o pé, me puxou pelo cabelo e me arrastou até o banheiro. Me jogou no chão de azulejo frio.
Um deles já estava com o pau pra fora. Ele não falou nada. Só abriu minha boca com a mão, enfiou, e começou a meter. Sem cuidado. Sem ritmo. Ele empurrava minha cabeça contra o pau, e eu engasgava. Eu não tentava nada. Só ficava ali, com a mão dele na minha nuca, o pau dele na minha garganta, e a falta de ar subindo. O gosto era de suor e de mijo. Eu tentei respirar pelo nariz e não consegui. O peito começou a arder. Senti o corpo querendo vomitar e segurei. Ele não parou. Continuou até cansar.
Um deles mijou na minha boca. Mijo quente, forte, direto na garganta. Eu engasguei, o mijo saiu pelo nariz. Ele continuou mijando até esvaziar. Depois me largou no chão. Outro mijou na minha cara, de cima pra baixo, e o mijo escorreu pelo olho, pelo nariz, caiu no chão. Eu senti a vergonha subir mais forte que qualquer tapa. Foi só isso. Não mijaram mais depois. No meio da dor, em algum momento, eu mijei também. Não consegui segurar. O corpo soltou sozinho.
Me seguraram pelos braços, abertos, e me forçaram a ficar de quatro. Eu tentei fechar as pernas. Um deles me acertou um chute na lateral das costelas, e eu caí de lado. Me levantaram pelo cabelo, me forçaram de quatro de novo. Um deles abaixou minha calça. Não abriu com dedo, não cuspiu, não avisou. Só encostou a cabeça do pau no meu cu e empurrou com o peso do corpo.
Entrou de uma vez.
Seco. Rasgando. Eu senti o anel abrir à força, e a dor subiu pelas minhas costas, pelas pernas, pela barriga. Eu gritei. Ele me deu um soco nas costas.
— Cala a boca.
Eu calei. Senti o corpo começar a tremer sozinho. As pernas não obedeciam. Eu sentia o cu rasgando, queimando, e cada vez que ele empurrava mais fundo, uma dor nova subia. Ele meteu assim por muito tempo. Não sei quanto. Perdi a noção. Em algum momento, eu senti o cheiro do meu próprio mijo misturado com o suor e o do chão.
Foi nessa hora que um deles pegou o celular. Não sei em que momento exato. Só vi a luz da tela acender e apontar pra mim. Ele filmou por uns segundos. Não falou nada. Não pediu pose. Só apontou e gravou. Eu estava de quatro, com o pau de um dentro de mim e a mão de outro na minha nuca. Ele riu, guardou o celular, e voltou pra fila. Não sei se mostrou pra alguém. Não sei se ainda tem. Nunca vi esse vídeo.
Eles foram se revezando. Não tinha ordem. Um saía, o outro entrava. Alguns não conseguiam gozar, ficavam meia bomba, desistiam e davam lugar pro próximo. Outros gozavam rápido. Um deles gozou dentro do meu cu. Outro gozou na minha cara. Outro tentou, não conseguiu, e saiu. Outro gozou no meu peito. Quando o último saiu, eu senti a mistura escorrendo pela perna, junto com o mijo que já estava lá.
Em algum momento, um deles sentou em cima de mim, me prendendo no chão, e outro me meteu por baixo. Eu não conseguia respirar. O peito ardeu. Quando ele levantou, eu voltei a respirar, tossindo, chorando.
Depois de um tempo, eles pararam. Eu estava largado no chão, de lado, com o cu escorrendo, o rosto marcado, o lábio aberto, um olho começando a inchar. Eu não conseguia fechar as pernas. Não conseguia levantar. Meu corpo todo doía. O cu latejava como se estivesse pulsando sozinho. Eu sentia a porra escorrendo por dentro e por fora, misturada com o mijo. O cheiro de mijo, suor e porra estava impregnado no banheiro.
Um deles me chutou de leve nas costas.
— Levanta.
Eu não consegui.
Ele me chutou de novo, mais forte.
— Levanta, porra.
Eu me arrastei até ficar de joelhos. Eles jogaram minhas roupas em cima de mim. Estavam encharcadas de mijo.
— Veste e vaza. E não volta aqui, senão a gente te pega de novo. E da próxima vez vai ser pior.
Eu vesti como consegui. Saí. A rua estava clareando. Eu andei até o hotel com o cu escorrendo porra e mijo pelas pernas, o rosto doendo, um olho inchando, o lábio aberto. Subi direto, sem olhar pra recepção.
Tomei banho sentado no chão do box, porque não conseguia ficar de pé. A água morna bateu no rosto, no peito, no cu, e ardeu tudo. Eu chorei ali, sentado, sem fazer barulho. Deitei. Fiquei olhando pro teto. O cu latejava. O gosto de mijo ainda estava na boca. Eu não conseguia dormir. Toda vez que fechava os olhos, voltava pra aquele banheiro.
Alguns dias depois, eu já estava conseguindo andar direito. O cu ainda latejava, mas eu já conseguia sentar. E a cabeça não parava. Eu tomava banho e lembrava do cheiro. Eu deitava pra dormir e lembrava do peso dos caras em cima de mim. Eu fechava os olhos e sentia o pau entrando seco de novo, e a dor subindo pelas costas, e a vergonha de estar ali, no chão, sendo usada por cinco. Não era pesadelo. Era lembrança. E a lembrança não me dava medo. Me dava tesão.
Eu tentei ignorar. Não deu. Toda vez que eu me tocava, era aquilo que vinha na cabeça. O gosto de mijo. A mão do cara na minha nuca. O som do pau entrando no cu seco. O barulho do chão molhado. Eu gozei mais forte nessas semanas do que em meses. E cada vez que eu gozava, eu queria mais.
Não era o pau que subia sozinho. Era eu que queria. Eu sabia o que era. Eu sabia que era perverso. Eu sabia que era doente. E era justamente por isso que eu queria de novo.
Uma semana depois, eu voltei pra São Paulo. Não fui pra festa. Não fui pra sauna. Fui pro Arouche. Andei pelas mesmas ruas. Passei em frente à mesma casa. Fiquei parado na esquina, olhando. Não tinha ninguém. Mas eu fiquei ali, esperando. Querendo que aparecesse alguém. Querendo que alguém me pegasse de novo. Querendo ser usado do mesmo jeito.
Não apareceu ninguém. Mas eu voltei no outro fim de semana. E no outro. Porque agora eu sabia. Eu sabia o que eu era. E eu sabia que ia acontecer de novo.