Categoria: Heterossexual
Data: 18/09/2026 23:29:59
Assuntos: Amiga, Amiga de Infância, Amigo, Desejo, Amizade, Heterossexual, Melhor Amiga, Melhor Amigo, Traição.
O meu nome é Júnior, mas todo mundo me chama de Tufão. Sou um cara grande, meio desengonçado, alto, largo nos ombros, não gordo, mas grande. Tenho uma presença.
A Lara é minha melhor amiga desde moleque. Tem 1,70m, é loira, não é super magra, tem um corpo legal e é a pessoa mais inteligente e gente boa que eu conheço.
A gente se conheceu no colégio e manteve a amizade pra vida. Quando isso aconteceu, ela tinha 29 e eu tinha acabado de fazer 30 anos.
Eu, Formação em defesa Nacional e Internacional, mas trabalhando em banco Segurança Interna, estava morando com a Elis, minha namorada, há alguns meses; ela, ginecologista, dividia a rotina e o teto com o Paulo.
Nos mais de quinze anos em que eu conhecia a Lara, só tinha acontecido algo entre nós uma única vez, quando tínhamos vinte ou vinte e um anos. Foi uma única noite, bem intensa, mas colocamos na conta da bebida e nunca mais tocamos no assunto.
Até um sábado, em que, por acaso, Elis tinha ido viajar a trabalho e o Paulo tinha ido visitar os pais no interior.
Pouco antes das quatro, a mensagem da Lara apareceu na tela do meu celular, curta e direta como sempre: Cerveja?
Respondi na mesma hora marcando em um bar simples na esquina do prédio dela.
Quando cheguei tenso com o trânsito mental da semana, ela já estava sentada na ponta da calçada, usando um moletom cinza largo que engolia suas formas e com o cabelo preso naquele coque meio torto que sempre escapava dos lados quando ela ria.
A gente se abraçou com carinho de irmãos.
— Senta aí, Deco. Puta que pariu, que semana infernal — ela suspirou, ajeitando os óculos no nariz e me servindo um copo de cerveja.
— Nem fala — respondi, já erguendo o copo pra dar o primeiro gole.
Pedimos mais uma rodada e o papo logo desabou para o esgoto da nossa rotina. Ela começou a contar dos plantões longos no hospital, das madrugadas em claro lidando com urgências e pacientes difíceis, enquanto eu desabafava sobre a pressão por metas no trabalho. A conversa foi escorregando para os relacionamentos com aquela naturalidade pesada de quem já não tem muita paciência para fingir que está tudo bem.
— A gente não transa, Deco. Sério, tem meses — ela soltou de repente, olhando fixamente para o rótulo da cerveja que começava a rasgar com a unha. — Eu chego em casa morta, ele também, e virou aquela coisa fria de colegas de quarto que dividem as contas.
Eu dei um gole longo na cerveja e olhei para o chão antes de responder.
— Comigo tá meio nessa também. Não tem acontecido muito, e quando acontece não tem sido grande coisa. Nem é só a parte do sexo, a gente não tem saído, não tem curtido muito a companhia um do outro. Ela tá bem distante.
A tensão ficou ali, cortando o ar entre os copos e garrafas, naquela familiaridade perigosa onde a gente sabe de tudo um do outro, inclusive onde aperta. Era um território delicado. A gente falava de insatisfação com os relacionamentos olhando nos olhos, mas havia um subtexto invisível flutuando entre nós, um lembrete silencioso daquela única vez, dez anos atrás, que parecia nunca ter deixado de existir por completo.
A Lara sacudiu a cabeça de leve, espantando o silêncio que tinha se instalado na mesa.
— Acho que a gente tá precisando fumar um pra espantar esse papo de corno — ela sugeriu, apontando pro prédio dela que ficava na esquina.
Eu nunca negava um beck, então pagamos a conta, já altinhos, e caminhamos até lá dando risada de qualquer besteira.
O apartamento ficava no segundo andar de um prédio antigo sem elevador. Subimos e fomos entrando. Eu estaria mentindo se dissesse que não tinha maldade nenhuma na minha cabeça, mas aquela cena já tinha rolado tantas vezes que eu só procurei espantar qualquer pensamento de tentar algo.
Eu me joguei no sofá, como quem é de casa, e ela logo chegou com duas brejas e colocou um som.
A sala estava basicamente escura, só com uma luzinha no canto oposto ao do sofá e a luminosidade que vinha da rua.
Ela acendeu o baseado, tirou o tênis, se esparramou no sofá do meu lado e esticou as pernas direto no meu colo.
O friozinho que começava a fazer pedia proximidade e a gente foi se ajeitando naquele carinho de amigos de infância que carrega uma eletricidade muda por baixo. Eu puxei a cobertinha do braço do sofá e joguei por cima das nossas pernas, alisando a batata da perna dela por cima do moletom, enquanto ela apoiava a cabeça no meu ombro, com o cabelo loiro roçando levemente no meu pescoço.
— Você acha que a gente vai ficar assim para sempre? — ela perguntou baixinho, a fumaça branca saindo devagar pelos lábios entreabertos. — Digo... presos nessa engrenagem de rotina, sem desejar mais ninguém de verdade?
— Acho que a gente se acomoda porque o caos de mudar dá trabalho demais — falei, sentindo o calor do corpo dela contra o meu.
O beck queimou até a ponta e apagou sozinho no cinzeiro de vidro na mesa de centro.
Ficou um silêncio denso na sala e nenhum dos dois mexeu um músculo. A perna dela continuava em cima da minha virilha, e o meu pau, espremido na calça, estava completamente duro, latejando contra a coxa dela. Era impossível não notar.
Ela com certeza sentiu a pressão, mas não tirou a perna de lá; pelo contrário, ajustou o peso um pouco mais firme.
Eu virei o rosto lentamente na direção dela. Os olhos claros estavam escuros na penumbra, me encarando fixamente, carregados de uma curiosidade antiga e de um medo que a gente conhecia bem.
— Deco... — ela chamou num sussurro rouco que parecia vir do fundo do peito.
Não teve conversa, nem desculpa, nem tentativa de frear. Foi um atropelo mútuo, a colisão de anos de amizade guardando um segredo em baixo do tapete.
A minha mão entrou por baixo da blusa de moletom tateando a pele quente da cintura dela, puxando a roupa para cima com uma pressa idiota, e a boca dela veio na minha num beijo afobado, com gosto de cerveja e fumaça, batendo os dentes de leve no começo antes de encaixar com uma voracidade que nos faltava em casa há anos.
Abaixei o fecho da calça puxando tudo de uma vez, liberando o alívio daquele aperto. Quando meti a mão na calcinha dela, estava ensopada, escorregando nos meus dedos em um calor bruto, a umidade dela denunciando que aquilo já vinha sendo testado muito antes de subirmos para o apartamento.
As roupas todas de ambos já tinham voado e ela me guiou pela cintura com as mãos firmes, me ajeitando direto na entrada.
Encaixei a cabeça do pau e fui empurrando de uma vez só, fundo, sentindo a carne apertada cedendo e me engolindo inteiro de um jeito que fez o meu cérebro apagar qualquer pensamento racional.
A Lara jogou a cabeça para trás contra o braço do sofá, soltando um gemido abafado que ficou preso na garganta, as unhas cravadas com força nas minhas costas, arranhando a pele por dentro da camisa.
Naquele momento não importavam os namorados, os empregos puxados, os plantões no hospital ou o pacto de uma década atrás.
Ela sentava muito bem, até melhor do que eu lembrava. Puta que o pariu... Eu senti um tesão que não sentia há tempos, e dava pra perceber que ela também.
O cheiro de sexo forte, o calor da pele dela, minha melhor amiga, todo aquele carinho que a gente tinha um pelo outro, mas ao mesmo tempo um desejo violento.
Eu pedi pra ir por cima porque não ia segurar muito se ela continuasse cavalgando daquele jeito.
Parei um segundo pra mamar aqueles peitos deliciosos e, antes de meter de novo, quis sentir o gosto daquela buceta cheirosa que estava ensopada implorando por sexo.
Ela se tremeu toda e gozou gostoso, e meu pau tava pra explodir.
Ela quis me chupar antes de voltar a meter, e, meu amigo, como é bom um boque-te feito com desejo, com sede, eu me contorcia e me segurava com toda força pra não gozar fartamente na boca dela, porque queria meter naquela boceta por cima ainda, na minha cadência, ditar o ritmo da transa.
Eu afastei ela do meu pau, empurrei o corpo dela pra trás e fui me ajeitando pra penetrar aquela entrada molhada e quente, devagarinho, olhando no olho, sentindo cada centímetro.
Ela gemia alto e não aguentei quando ela me pediu, bem safada, pra despejar meu leite no fundo dela.
E gozei, fartamente, no fundo daquela buceta, e a abracei forte, os corpos quentes e suados, os corações pulsando, o cheiro de sexo, o cheiro maravilhoso do pescoço dela, aquele êxtase.
Foi a melhor transa da minha vida.
Por Tuga069