O último Jogo

1 O Último Jogo

AVISO DE CONTEÚDO
Este conto aborda temas sensíveis relacionados a abuso e violência sexual, assédio, manipulação psicológica e suas consequências emocionais.

O campo ainda estava molhado quando Gabriel deixou o gramado.
A chuva fina que caíra durante o segundo tempo havia transformado algumas partes do campo em pequenas poças, mas ele parecia não perceber. Caminhava devagar em direção ao vestiário, a camisa grudada ao corpo e as chuteiras cobertas de barro.
Tinha feito dois gols.
No segundo, driblará três jogadores antes de tocar por cobertura na saída do goleiro.
— Esse menino não vai ficar aqui muito tempo — comentou alguém na arquibancada.
Gabriel não ouviu. Estava procurando o pai.
Encontrou-o perto do portão, conversando com o treinador.
— Pai!
O homem virou-se e abriu um sorriso.
— Você jogou demais, rapaz. Gabriel riu.
— O segundo foi bonito, né?
— Bonito? Foi uma pintura.
Antes que pudesse responder, um homem se aproximou.
Tinha aproximadamente quarenta anos, cabelos grisalhos nas laterais e uma maneira elegante de se vestir que contrastava completamente com o ambiente do campo.
— Gabriel?
O rapaz olhou para ele.
— Sim.
O homem estendeu a mão.
— Meu nome é Ricardo Vasconcelos.
Gabriel apertou sua mão.
— Prazer.
Ricardo olhou para o pai.
— O senhor é o pai dele?
— Sou.
— Posso conversar cinco minutos com vocês?
O pai de Gabriel franziu a testa.
— Sobre o quê?
Ricardo sorriu.
— Sobre o futuro do seu filho.
Sentaram-se em uma pequena lanchonete próxima ao estádio.
Ricardo colocou o celular sobre a mesa e mostrou algumas fotografias.
Jogadores brasileiros, camisas de clubes europeus, estádios e treinos.
— Eu trabalho com captação de atletas — explicou. — Tenho contatos em Portugal e na Espanha.
Gabriel tentou esconder a ansiedade.
— Espanha?
— Espanha.
— Qual clube?
Ricardo sorriu. — Calma. Você acabou de completar dezoito anos. Não adianta colocar o carro na frente dos bois.
O pai interrompeu:
— E o que exatamente o senhor quer?
Ricardo olhou diretamente para ele.
— Quero levar seu filho para fazer um período de avaliação na Europa.
Gabriel ficou imóvel.
— Eu?
— Você.
— Mas… como?
— Talento.
Ricardo apontou para o celular.
— O problema é que talento é só uma parte da equação. O resto é documentação, contatos, empresário, passagem, hospedagem, negociação…
Ele fez uma pausa.
— E dinheiro.
O pai de Gabriel ficou em silêncio.
Ricardo percebeu.
— Não estou dizendo que vocês precisam pagar.
Gabriel levantou os olhos.
— Então quem paga?
— Eu.
Nas semanas seguintes, Ricardo passou a aparecer com frequência.
Primeiro, uma ligação. Depois uma mensagem.Depois um convite para assistir a um treinamento.
Ele nunca pressionava. Essa era justamente a sua habilidade.
— Você precisa aprender a pensar como jogador profissional — dizia.
Certa tarde, entregou a Gabriel um par de chuteiras novas.
— Não posso aceitar.
— Por quê?
— É caro.
Ricardo riu. — Gabriel, se eu acreditar no seu futebol, não vou economizar duzentos euros numa chuteira.
O rapaz segurou a caixa. — Eu devolvo quando estiver jogando na Europa.
— Não precisa devolver.
Gabriel sorriu. — Obrigado.
Ricardo colocou a mão em seu ombro.
— Só quero uma coisa.
Gabriel o encarou. — O quê?
— Que você confie em mim.
Três meses depois, surgiu a notícia.
Ricardo havia conseguido uma avaliação em um clube português.
Gabriel quase não dormiu naquela noite.
Sua mãe chorou quando ele contou.
O pai, entretanto, continuava desconfiado.
— Você tem confiança nesse  homem?
— Tenho.
— Você o conhece há pouco tempo.
— Ele está fazendo tudo por mim.
— Justamente.
Gabriel não gostou da resposta.
— O senhor acha que todo mundo quer me prejudicar?
— Não. Acho que, quando alguém oferece uma coisa muito boa, a gente precisa saber o que essa pessoa quer em troca.
Gabriel levantou-se. — Ele quer que eu jogue futebol.
O pai não respondeu.

Lisboa

Era a primeira vez que Gabriel saía do Brasil.
Do aeroporto, Ricardo o levou diretamente para o apartamento onde ficaria hospedado.
— Vai ficar aqui enquanto resolvemos algumas coisas.
Gabriel olhou ao redor. O apartamento era grande, moderno e silencioso.
— E o clube?
— Amanhã.
— Amanhã?
— Você está cansado.
— Eu posso treinar.
Ricardo sorriu. — Eu sei que pode. É justamente por isso que você está aqui.
Gabriel deixou a mala no quarto.
Naquela noite, os dois jantaram em um restaurante próximo.
Ricardo falou durante quase todo o jantar. Contou histórias de jogadores que havia descoberto. Falou de contratos milionários.
De empresários, de clubes, de como  o futebol europeu funcionava.
Gabriel escutava fascinado.
Até que Ricardo perguntou:
— Você sabe quantos garotos brasileiros querem estar no lugar em que você está?
— Não.
— Milhares. Ricardo bebeu um gole de água.
— E sabe quantos conseguem?
Gabriel balançou a cabeça.
— Pouquíssimos.
O homem inclinou-se ligeiramente sobre a mesa. — Por isso você precisa entender uma coisa.
— O quê?
— A partir de agora, seu futuro depende das pessoas certas.
Gabriel sentiu um pequeno desconforto.
— Eu tenho meu pai.
Ricardo sorriu. — Seu pai é seu pai. Fez uma pausa.
— Eu estou falando da sua carreira.
Na manhã seguinte, Ricardo recebeu uma ligação. Ouviu em silêncio durante alguns segundos. Depois desligou.
— Mudou.
Gabriel sentiu o coração acelerar.
— O quê?
— A avaliação foi adiada.
— Para quando?
— Ainda não sei.
— Mas você disse que estava marcado.
— Estava.
Gabriel levantou-se.
— Então eu volto para o Brasil.
Ricardo permaneceu sentado. — Não faça isso.
— Por quê?
— Porque você não entende como essas coisas funcionam.
— Então me explica.
Ricardo o encarou pela primeira vez sem sorrir. — Se você voltar agora, talvez nunca tenha outra oportunidade.
Gabriel ficou parado. — Você está me ameaçando?
— Não.
Ricardo levantou-se calmamente. — Estou tentando evitar que você destrua uma oportunidade que levou meses para construir.Pegou o celular e mostrou algumas mensagens.
— Olhe.
Gabriel leu. Havia conversas com dirigentes, empresários e intermediários.
Parecia tudo verdadeiro.
— Eu preciso confiar em você — disse Ricardo.
Gabriel devolveu o celular.
— E se eu não confiar?
O homem ficou alguns segundos em silêncio.
Então respondeu: — Nesse caso, você está sozinho.
Foi a primeira vez que Gabriel percebeu que a frase não era uma ameaça.
Era uma sentença.
Naquela noite, deitado no quarto de hóspedes, ele pegou o celular e abriu a conversa com o pai.
Digitou:
“Pai, acho que tem alguma coisa errada.”
Ficou olhando para a mensagem.Não enviou, apagou.
Do outro lado da porta, ouviu os passos de Ricardo se aproximarem.! Pararam.
Gabriel prendeu a respiração.
Depois os passos continuaram pelo corredor. Ele permaneceu imóvel no escuro.
Pela primeira vez desde que deixara Recife, percebeu que talvez a viagem para a Europa não tivesse sido o começo da sua carreira. Talvez tivesse sido o começo de outra coisa. Gabriel permaneceu imóvel.
Os passos haviam parado diante da porta.
Um segundo, dois, três. Ele sentiu o coração bater tão forte que teve medo de que Ricardo pudesse ouvi-lo do outro lado.
A maçaneta não se mexeu. Depois de alguns segundos, os passos continuaram pelo corredor. Gabriel só voltou a respirar quando ouviu a porta do quarto de Ricardo se fechar.
Pegou o celular. Abriu a conversa com o pai.
Dessa vez escreveu:
“Pai, você está acordado?”
A resposta chegou quase imediatamente.
“Estou. Aconteceu alguma coisa?”
Gabriel ficou olhando para a tela.
Digitou:
“Não. Amanhã te conto.” Apagou.
Escreveu novamente: “Estou com saudade.” Enviou.
O pai respondeu:
“Também estou. Confia em Deus. Vai dar tudo certo.”
Gabriel desligou o celular.
Virou-se na cama e ficou olhando para o teto. Não sabia ainda o que fazer.
Mas uma coisa começava a ficar clara:
Precisava aprender a se defender.
Na manhã seguinte, Ricardo apareceu na cozinha como se nada tivesse acontecido.
— Dormiu bem?
Gabriel estava tomando café.
— Sim.
— Hoje vamos resolver sua situação no clube.
— A avaliação?
— Exatamente.
Ricardo colocou uma xícara sobre a mesa.
— Mas preciso que você tenha calma.
Gabriel não respondeu.
— Está nervoso?
— Um pouco.
Ricardo sorriu. — É normal.
Por alguns segundos, nenhum dos dois falou. Então Ricardo se aproximou.
— Gabriel, você precisa entender que eu estou investindo muito em você.
— Eu sei.
— Passagem, hospedagem, alimentação, contatos…
— Eu sei.
Ricardo colocou a mão sobre seu ombro.
Gabriel ficou tenso.
— E eu espero que você saiba valorizar isso.
Gabriel levantou os olhos. — Eu valorizo.
Ricardo sorriu. — Ótimo.
O centro de treinamento era muito maior do que qualquer lugar onde Gabriel havia jogado no Brasil.
Campos impecáveis, academia e vestiários modernos. Jogadores de vários países.
Gabriel caminhava ao lado de Ricardo, tentando esconder a emoção.
Quando entrou no campo, esqueceu tudo.
O treinador entregou-lhe um colete.
— Jogue. Só disse isso, sem explicações, sem discursos.  Gabriel entrou.
Nos primeiros minutos, quase não recebeu a bola. Quando finalmente recebeu, dominou de primeira. Um jogador tentou pressioná-lo. Gabriel girou,  outro veio. Ele passou entre os dois.
O treinador levantou a cabeça.
Gabriel avançou. Deu um passe de primeira que deixou o atacante sozinho diante do goleiro.
Gol.
Alguns jogadores olharam para ele.
O treinador não comemorou.
Apenas disse: — De novo.
Poucos minutos depois, Gabriel recebeu na entrada da área. Dominou, fingiu que iria tocar para a esquerda. Cortou para a direita, chutou.  A bola entrou no ângulo.
Silêncio.
Então o treinador sorriu pela primeira vez.
— De onde você veio?
Gabriel respondeu: — Recife, Brasil.
O treinador olhou para o auxiliar.
— Esse garoto estava escondido onde?
No caminho para o apartamento, Gabriel perguntou a Ricardo.
— O treinador gostou?
— Gostou? Ele ficou impressionado.
— Ele disse que você tinha futuro.
Gabriel sorriu discretamente.
Era a primeira coisa boa que acontecia desde que chegara.
— Posso ligar para meu pai?
Ricardo parou.
— Claro.
Gabriel pegou o celular.
— Mas antes… — Precisamos conversar sobre algumas coisas.
Gabriel ficou quieto.
Ricardo continuou:
— Você é jovem. Está sozinho em outro país. Precisa de alguém que cuide de você.
Gabriel sentiu um arrepio.
— Meu pai pode cuidar de mim.
Ricardo sorriu. — Seu pai está no Brasil.
Silêncio.
— Eu estou aqui.
Gabriel percebeu então uma coisa importante.
Ricardo não queria apenas ser seu empresário. Ainda no caminho, Ricardo recebeu uma ligação pelo celular, mas não comentou nada.
Ao chegar, Ricardo fechou a porta do apartamento.
Gabriel percebeu imediatamente que havia alguma coisa diferente.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntou.
Ricardo não respondeu.
Tirou o paletó e colocou-o cuidadosamente sobre uma cadeira.
— Acabei de receber uma ligação do clube.
— Gostaram muito de você.
— Sim.
— Disseram que querem continuar observando você.
Gabriel sorriu involuntariamente. — É sério?
Ricardo aproximou-se.
— É.
Por um instante, Gabriel esqueceu o medo.
— Então eu consegui.
Ricardo ficou olhando para ele. — Ainda não.
O sorriso desapareceu.
— Como assim?
— Você ainda depende de mim.
— Eu sei.
— Não. Você não sabe.
Ricardo aproximou-se mais.
Gabriel recuou.
— Ricardo…
— Eu fiz muito por você.
— Eu agradeço.
— Não é questão de agradecimento.
Gabriel percebeu então que aquela conversa não era sobre futebol.
— Eu não quero fazer nada que não queira.
Ricardo ficou alguns segundos em silêncio.
— Você acha que pode simplesmente dizer não?
Gabriel não respondeu.
— Depois de tudo o que fiz?
— Eu nunca pedi isso.
A expressão de Ricardo mudou.
— Cuidado com o que fala.
Gabriel tentou passar por ele.
Ricardo bloqueou a passagem.
O rapaz parou. — Me deixa passar.
— Você está esquecendo uma coisa.
— O quê?
— Sem mim, você não tem nada aqui.
Gabriel olhou para a porta.
— Tenho meu futebol.
Ricardo riu: — Futebol?
Aquela risada foi pior que um grito.
— Você realmente acredita que basta jogar bem?
Gabriel sentiu as mãos tremerem: — Eu quero ir para o meu quarto.
— Não.
Foi a primeira vez que Ricardo disse aquela palavra daquela maneira.
Sem sorriso, sem negociação.
Gabriel entendeu. Tentou manter a voz firme.
— Eu disse que não quero.
Ricardo avançou.
Gabriel recuou até não ter mais espaço.
Naquele momento, compreendeu que o homem que havia prometido realizar seu sonho nunca estivera interessado apenas no seu futebol.
Ricardo usaria sua posição, seu dinheiro e principalmente o medo de Gabriel para obrigá-lo a se submeter.
O rapaz ainda tentou resistir.
Mas estava sozinho, em outro país, dependente daquele homem e aterrorizado com a possibilidade de perder tudo.
Ricardo sentou na poltrona e colocou Gabriel no colo dele, de bunda para cima, e começou a dar tapas como uma criança. Eram tapas que doíam e ele gritava para que ele parasse; era uma sensação horrível de impotência e raiva, tentava sair, se mexer, mas ele era forte, ele não conseguia, só chorava de raiva.
Em seguida, colocou Gabriel ajoelhado, com a cabeça entre suas duas pernas, com sua boca e nariz direto no seu pau e saco.
Gabriel sentiu o cheiro forte do perfume francês que Ricardo habitualmente usava. Tentou respirar, o ar não vinha, então passou a respirar pela boca. Toda vez que fazia isso, seus lábios pressionavam levemente o seu saco; o pau de Ricardo começou a dar sinal de vida.
Gabriel tentou mais uma vez, com toda sua força, sair daquela posição.
Ricardo o segurou com mais força e falou: — Ainda não acabei contigo e, para você saber quem manda, aproveita que tá com a cara aí, vai mamar minha rola como uma putinha, se não vai levar porrada.
Gabriel, mais uma vez, tentou escapar, então ele abriu seu zíper e botou a rola para
Fora e encaixou na boca de Gabriel, só que ele não abriu. Tentou virar de um lado para o outro, Ricardo ficou com raiva e, com uma das mãos, segurou Gabriel; com a outra, afrouxou o cinto e arriou de vez suas calças, voltando a sentar de perna aberta. Ricardo botou-o novamente ajoelhado com força no chão, puxou-o pelos cabelos e deu tapas no seu rosto, mandando abrir a boca. Quanto mais resistia, mais tapas recebia. Gabriel, pelo medo, abriu sua boca.
Ricardo  meteu aquele pau grande na sua boca que mal cabia, começou a socar, sufocando Gabriel. Seu pau estava entrando todo e indo na sua garganta, e já estava machucando suas amígdalas, então juntou  toda a força que tinha e empurrou seus joelhos e se afastou.
Ricardo vociferou: — Ah, seu merdinha, tu tá resistindo? Ainda não entendeu quem manda aqui?
Ele puxou Gabriel de novo pelo cabelo, jogando-o de bruços no tapete, puxou seu short e sua cueca para baixo até o meio de suas pernas e começou a sarrar o pau em sua bunda.
E falou com raiva: — Já que não vai por bem, então vai por mal.
Gabriel começou a se debater, a gritar, tentando fugir. Ricardo arrancou a cueca dele com tanta raiva que rasgou e meteu na sua boca.
Ricardo olhava para aquela bundinha empinada e redonda, sentiu um tesão enorme. E devagarinho  começou a empurrar a cabeça do pau no cu de Gabriel. Ele se contorcia e tentava gritar porque estava sendo rasgado, sentia a sensação de estar sendo partido ao meio, porém Ricardo não parou, seguiu empurrando aquele pau gigante em Gabriel, seus olhos já escorriam lágrimas. Chegou um momento em que a dor era tanta que seu corpo perdeu as forças e Ricardo aproveitou, largou  mãos que ele estava segurando para cima e se apoiou no quadril de Gabriel, passando a bombar no seu cu. Gabriel foi retomando a força e, num momento, por instinto, empinou a bunda e ele percebeu.
* Tá gostando, né, seu merdinha? Então tome rola.
E ele passou a socar com mais força,Gabriel sentia seu pau indo tão fundo que nem sabia como explicar. Ele, segurando o quadril, fez Gabriel empinar mais a bunda, e ele ajudou, queria que aquilo acabasse logo.
Ricardo intensificou a metida e logo gozou, era possível sentir os jatos se invadindo e seu pau pulsando dentro de Gabriel.?Ele o virou, sentou no seu peito, colocou o pau na sua boca e mandou limpar.
Isso é para tu aprenderes quem manda aqui, e eu não quero que tu fales para ninguém, senão da próxima vez vai ser pior e eu não vou vir sozinho.
Ele foi embora, Gabriel tentava criar forças pra ir ao banheiro, precisava tomar um banho, ficou horas debaixo da água se esfregando com a  bucha e sabonete e
Ainda assim se sentia sujo.
Já no quarto, Gabriel permaneceu sentado na cama durante muito tempo. Não chorava, não conseguia.
O silêncio parecia maior que o apartamento inteiro. Olhou para as próprias mãos.
Depois, para a porta.
Pensou em ligar para o pai. Pegou o celular.
Abriu o contato. Seu dedo ficou sobre o botão de chamada.Não apertou.
O que diria?
“Pai, o homem em quem você confiou me fez isso”?
Como explicaria?
Como voltaria para casa?
E o futebol?
O sonho?
Tudo aquilo que havia imaginado durante anos parecia ter sido arrancado dele em uma única noite.
Gabriel finalmente começou a chorar.
Baixo, quase sem som.
CONTINUA...

Foto 1 do Conto erotico: O último Jogo

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Ficha do conto

Foto Perfil fmike
fmike

Nome do conto:
O último Jogo

Codigo do conto:
273726

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
02/10/2026

Quant.de Votos:
2

Quant.de Fotos:
2