Naquela noite, Ricardo bebeu vinho demais no jantar. Falou sobre a viagem, riu alto, puxou Vanessa para o sofá e a beijou com vontade. As mãos dele subiram pelas coxas dela, encontrando a pele nua sob o vestido. — Sem calcinha… — murmurou, surpreso e excitado. — Você está safada hoje. Vanessa sorriu, o coração disparado. Por cima do ombro dele, viu Camila passando no corredor, o olhar escuro e calmo. A empregada apenas inclinou levemente a cabeça, como se dissesse: lembra de quem você pertence. Ricardo a levou para o quarto. Tirou o vestido dela, a beijou, a empurrou na cama e entrou nela de uma vez. Vanessa gemeu, as unhas nas costas dele. Mas enquanto o marido a fodia com força, os olhos dela estavam fechados e a mente em outro lugar. Ela pensava na língua de Camila. Nos dedos grossos. Na forma como a empregada a tinha usado de quatro, no cuzinho, na boca. A cada estocada de Ricardo, Vanessa gozava mais forte, o corpo se arqueando, o nome de Camila quase escapando dos lábios. Quando Ricardo gozou dentro dela, ofegante, murmurou: — Nossa… você estava insaciável hoje. Vanessa apenas acariciou o cabelo dele, o sorriso pequeno e secreto. — Foi a saudade. Ele adormeceu rápido, o corpo pesado ao lado dela. Vanessa esperou dez minutos, depois quinze. Quando a respiração dele ficou profunda e regular, ela se levantou devagar, ainda nua, e saiu do quarto sem fazer barulho. O corredor estava escuro. A porta do quarto de Camila estava entreaberta. Vanessa entrou. Camila estava sentada na beira da cama, só de camiseta, as pernas abertas. Sem dizer nada, apontou para o chão. Vanessa se ajoelhou. — Ele te comeu? — perguntou Camila, a voz baixa. — Sim, dona. — E você gozou pensando em mim? Vanessa engoliu em seco. — Sim… dona. Camila sorriu, satisfeita. Puxou a loira pelo cabelo até a boca e a fez chupar. Vanessa obedeceu com fome, a língua trabalhando devagar, depois mais rápido, enquanto Camila segurava sua cabeça e gemia baixo para não fazer barulho. Quando a empregada gozou, escorrendo na boca de Vanessa, puxou a loira para a cama e a virou de quatro. Enfiou dois dedos na buceta ainda cheia do esperma do marido e sussurrou no ouvido dela: — Ele te encheu… mas quem manda em você sou eu. Camila fodeu Vanessa com os dedos até a loira gozar abafando o gemido no travesseiro. Depois a deitou de costas, se sentou no rosto dela e se esfregou até gozar de novo, o corpo tremendo em silêncio. No final, as duas ficaram abraçadas na cama estreita, ofegantes, o suor misturado. Camila passou a mão pelo cabelo loiro de Vanessa e falou baixinho, quase carinhosa: — Amanhã você vai me aumentar o salário. Vai me dar as chaves do quarto de hóspedes. E toda vez que ele viajar… você vem dormir aqui. Comigo. Vanessa, a voz rouca e pequena, respondeu: — Sim, dona. Camila beijou a testa dela, um gesto inesperado. — Boa menina. Elas ficaram assim por mais alguns minutos. Depois Vanessa se levantou, o corpo marcado e satisfeito, e voltou para o quarto do marido antes que ele acordasse. Deitou-se ao lado de Ricardo, o coração ainda acelerado. Ele se mexeu no sono e passou o braço por cima dela, sem desconfiar de nada. Vanessa olhou para o teto no escuro e sorriu pela primeira vez em muito tempo. A empregada negra tinha se vingado. E a patroa loira, finalmente, tinha aprendido o seu lugar. Fim.
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