Trata-se de um texto longo e desafiador, espero que gostem. Se alguma dama estiver interessada no empalador é só me chamar. Espero que gostem.
Helena Duarte tinha trinta e oito anos e uma vida que, vista de fora, parecia perfeitamente organizada. Morava numa casa modesta, de paredes claras e jardim bem cuidado, numa rua tranquila onde todos conheciam os hábitos uns dos outros. Aos domingos, vestia sua melhor roupa, prendia os cabelos castanhos num coque discreto e caminhava até a igreja com o marido. Era uma mulher de fé sincera, dessas que ainda acreditavam que o casamento era uma promessa que precisava ser honrada mesmo nos dias em que o amor parecia ter se transformado numa lista de obrigações.
Mãe de dois filhos adolescentes, Helena sabia administrar a rotina com uma competência quase silenciosa. Havia o café da manhã, as tarefas domésticas, as compras, as reuniões escolares e os compromissos da paróquia. Havia também o marido, Roberto, um homem metódico, funcionário de uma empresa de contabilidade, que organizava as contas da casa com a mesma precisão com que organizava os documentos no escritório.
Roberto não era cruel. Não bebia excessivamente, não desaparecia durante a noite e nunca deixara faltar dinheiro para as despesas familiares. Era, em muitos aspectos, um bom marido. Talvez esse fosse justamente o problema.
Helena não tinha uma tragédia para contar a ninguém. Não havia grandes brigas, traições descobertas ou portas batidas. Existia apenas uma ausência persistente, um espaço vazio que ela aprendera a esconder tão bem que, às vezes, chegava a duvidar da própria existência dele.
Na intimidade, Roberto seguia um roteiro previsível. Aproximava-se dela quase sempre no mesmo horário, repetia gestos que pareciam ter sido decorados muitos anos antes e, satisfeito com o cumprimento de mais uma obrigação conjugal, adormecia rapidamente.
Com o tempo, Helena deixou de esperar que Roberto percebesse sua frustração. Tinha vergonha de conversar sobre o assunto. Como poderia explicar a um homem tão correto que precisava de algo que nem ela própria sabia definir? Como confessar que, às vezes, desejava ser surpreendida, perder o controle, deixar de ser a mulher responsável por tudo?
Na igreja, aprendera a importância da moderação. Na família, a importância do sacrifício. No casamento, a importância da paciência. Mas ninguém lhe ensinara o que fazer com o desejo quando a paciência se transformava em ressentimento. Foi assim que Helena descobriu a solidão como território particular.
Nas noites em que Roberto adormecia cedo, ela permanecia no quarto, sob a luz fraca do abajur. Aos poucos, perdeu o medo de reconhecer os próprios desejos. A princípio, sentia culpa. Depois, alívio. Por fim, encontrou naquele segredo uma espécie de liberdade que não sabia como nomear. Sua masculinidade era diminuta. O pequeno pênis não preenchia Helena como ela desejava. Nunca tivera a oportunidade de receber ou fazer sexo oral. Para seu marido isso não era coisa de Deus. O gozo ralo de Roberto era rápido e nem chegava a escorrer pelas pernas. Helena desconhecia o que era orgasmo junto a um homem. O seu prazer só era obtido através de masturbação solitária. Sempre após seu maridinho se aliviar Helena permanecia acordada. Olhava para o teto e ouvia a respiração tranquila do marido. Pensava em como era possível dividir a cama com alguém durante tantos anos e, ainda assim, sentir-se tão sozinha. Nesses momentos ela imaginava homens estranhos, bem diferentes do seu marido ao lado. Eram pessoas desprovidas da educação e refino de seu companheiro. Homens bem-dotados que a subjugavam, a tratava como uma mulher submissa para apenas seu prazer. Esses pensamentos a fazia se dilatar...sua bucetinha, sempre peludinha, se enxarcava com a umidade típica da excitação. No silencio da cama ela se tocava, massageava seu clitóris, que o marido teimava em não existir. Por vezes usava a outra mão, onde estimulava seu ânus introduzindo dois dedos em certas ocasiões...e assim gozava em silêncio.
Não era apenas o prazer físico que a atraía. Era a possibilidade de imaginar uma versão de si mesma que não precisava dar explicações, cuidar de ninguém ou corresponder às expectativas alheias. Nessas fantasias, ela deixava de ser Helena Duarte, a esposa dedicada, a mãe atenciosa e a mulher que todos consideravam equilibrada.
Podia ser outra pessoa. E, nos últimos meses, essa outra pessoa tinha um rosto muito específico. Chamava-se Marcelo Vasconcelos, ele morava na casa ao lado.
Era um homem de quarenta e poucos anos, de ombros largos, barba irregular e traços pouco harmoniosos. Tinha uma expressão permanentemente desconfiada, falava alto demais e parecia considerar a educação uma concessão desnecessária. Usava camisetas gastas, dirigia uma caminhonete antiga e mantinha o jardim num estado que faria Helena sentir vergonha se fosse responsável por ele. Não havia nada nele que se encaixasse no tipo de homem que ela imaginara admirar. E, ainda assim, bastava ouvi-lo no quintal para que alguma coisa dentro dela despertasse.
Para apimentar tudo isso Marcelo era o principal desafeto de Roberto. A rivalidade começara por uma discussão banal sobre o limite entre os terrenos. Uma cerca fora instalada alguns centímetros além do lugar correto, e os dois homens passaram semanas trocando acusações. Depois vieram as reclamações sobre o barulho da caminhonete, uma discussão durante uma reunião de moradores e comentários desagradáveis que chegaram aos ouvidos de ambos. Roberto detestava Marcelo. Considerava-o grosseiro, irresponsável e incapaz de conviver civilizadamente com outras pessoas. Sempre que o vizinho aparecia, Roberto endireitava a postura e adotava um tom frio, como se a simples presença daquele homem representasse uma ofensa pessoal.
Helena deveria compartilhar da mesma antipatia e o fazia isso em público. Cumprimentava Marcelo com educação distante, evitava prolongar as conversas e jamais permitia que o marido percebesse qualquer curiosidade. Mas, quando o observava através da janela da cozinha, descobria-se prestando atenção a detalhes que não tinham importância alguma: o modo como ele arregaçava as mangas, a maneira abrupta de rir, a indiferença com que ignorava os olhares reprovadores dos vizinhos. Marcelo não parecia pedir licença para existir e Helena invejava isso.
Certa tarde, encontrou-o junto ao portão, tentando consertar uma peça da caminhonete. Ele ergueu os olhos quando ela saiu para recolher algumas roupas do varal.
— Seu marido continua achando que é dono da rua inteira? — perguntou.
Helena apertou os lençóis contra o peito.
— O Roberto só quer evitar problemas.
Marcelo soltou uma risada curta.
— Claro. Ele deve ter uma planilha para isso também.
A resposta era grosseira. Helena deveria ter ficado ofendida. Em vez disso, quase sorriu e Marcelo percebeu.
Por um instante, os dois ficaram olhando um para o outro, como se aquela reação involuntária tivesse revelado alguma coisa que nenhum deles esperava encontrar.
— A senhora não parece concordar muito com ele — comentou Marcelo.
— Não tire conclusões precipitadas.
— Não tirei. Só estou olhando.
Helena sentiu o rosto aquecer. Recolheu o restante das roupas e entrou em casa sem responder. Durante o jantar, Roberto reclamou mais uma vez do vizinho. Ela concordou nos momentos apropriados, serviu a comida e perguntou aos filhos sobre a escola. Mas a frase continuava ecoando em sua cabeça...”Só estou olhando”...
Naquela noite, a lembrança de Marcelo voltou com uma nitidez desconcertante. Após o maridinho “cumprir” os deveres matrimoniais Helena tentou rezar antes de dormir. Repetiu as palavras conhecidas, pediu serenidade e procurou afastar os pensamentos que considerava impróprios. Quando terminou, sentiu-se um pouco mais tranquila. Mas o sono não vinha....a imagem do vizinho a perturbava, os pensamentos eróticos, comum após o futuro corninho se satisfazer.
Helena já conhecia aquele ritual secreto: a hesitação inicial, a vergonha, o esforço para justificar a si mesma aquilo que não precisava justificar a ninguém. Mas, dessa vez, sua imaginação não se limitou a imagens vagas. Marcelo apareceu em seus pensamentos com a mesma expressão desafiadora que usava diante do portão. Helena foi na penteadeira e pegou a escova de cabelo. Ficou totalmente nua na cama com o maridinho dormindo e usando apenas a saliva, introduziu o objeto em seu ânus. Nada daquele tamanho havia entrado nela, a resistência inicial foi minimizada por estímulos no seu clítoris. O prazer dela imaginando Marcelo sodomizando ela fez que o orgasmo silencioso chegasse rapidamente...mas desta vez ela teve que se esforçar mais para manter o silêncio habitual....
Ela imaginou o que aconteceria se ele descobrisse a mulher que existia por trás da aparência comportada. E se não a tratasse como todos os outros? E se, diante dele, ela não precisasse ser sensata, delicada ou impecável?
O que mais a perturbava não era imaginar uma traição. Era perceber que, em suas fantasias, a arrogância de Marcelo se transformava numa espécie de poder ao qual ela desejava entregar temporariamente o controle. Na vida cotidiana, Helena decidia quase tudo. Organizava horários, resolvia problemas, lembrava compromissos e antecipava necessidades. Era sempre a pessoa que mantinha as coisas funcionando. Na imaginação, desejava o contrário. Queria deixar de decidir. Queria que alguém percebesse o quanto estava cansada de ser a mulher que nunca perdia a compostura.
Marcelo tornou-se o personagem recorrente desse mundo secreto. Não porque fosse bonito, gentil ou especialmente inteligente, mas porque representava tudo o que ela não se permitia ser: impulsivo, inconveniente, livre da necessidade de agradar.
E havia a rivalidade com Roberto. Aquela hostilidade entre os dois homens acrescentava às fantasias um componente que Helena mal conseguia admitir para si mesma. A ideia de que Marcelo pudesse desafiar a autoridade do marido, ridicularizar sua postura impecável e enxergar nele o homem previsível que Helena conhecia intimamente produzia uma mistura de vergonha e fascínio.
Em sua imaginação, Marcelo pronunciava provocações que ela jamais toleraria ouvir em circunstâncias reais. Ridicularizava a rigidez de Roberto, insinuava que o marido não conhecia os desejos da própria esposa e a desafiava a abandonar, por alguns instantes, a imagem de mulher obediente que construíra durante tantos anos. Helena sabia que aquelas palavras não eram gentis. Sabia também que o homem real, com seus defeitos e sua grosseria, poderia não ter nada em comum com a figura que ela criara. Mas a fantasia não exigia coerência. Exigia apenas que ela pudesse experimentar, em segredo, a sensação de ser outra pessoa.
Com o passar das semanas, pensar em Marcelo deixou de ser uma ocorrência ocasional e se transformou num ritual quase diário. Helena esperava que a casa silenciasse, que Roberto adormecesse e que as preocupações do dia finalmente lhe dessem trégua. Era nesse intervalo, quando ninguém precisava dela, que permitia a si mesma voltar àquelas fantasias.
Quase todas as noites, procurava a solidão do quarto e se entregava à masturbação enquanto imaginava o vizinho. Reconstituía as conversas junto à cerca, o sorriso insolente e a voz grave com que ele costumava provocar Roberto. Na imaginação, as provocações ganhavam uma intimidade que jamais existira entre os dois, e Helena se permitia assumir um papel completamente diferente daquele que desempenhava durante o dia.
Às vezes, sentia-se culpada antes mesmo de começar. Outras, prometia a si mesma que aquela seria a última vez. Mas bastava avistar Marcelo no jardim, ouvir o ruído da caminhonete ou perceber o marido reclamar novamente do vizinho para que a promessa perdesse a força.
O mais perturbador era a frequência com que isso acontecia. Marcelo já não era apenas um homem que despertava sua curiosidade: tornara-se uma presença constante em sua vida íntima, uma fantasia recorrente que ela alimentava em segredo e que parecia crescer justamente porque não podia compartilhá-la com ninguém.
De manhã, Helena voltava a ser a esposa dedicada, a mãe atenciosa e a mulher religiosa que todos conheciam. Preparava o café, organizava a rotina e acompanhava Roberto à igreja. Ninguém suspeitava de que, por trás daquela aparência tranquila, existia um mundo particular ao qual ela retornava quase todas as noites.
E era essa duplicidade que mais a inquietava: não saber se estava tentando escapar da monotonia do casamento ou se, pouco a pouco, começava a desejar que a fantasia deixasse de existir apenas dentro de sua cabeça.
Na manhã seguinte, encontrou Marcelo lavando a caminhonete. Ele usava uma camiseta velha, e a água escorria pelos braços enquanto trabalhava sem pressa.
Helena estava levando o lixo para a calçada.
— Bom dia, vizinha — disse ele.
Ela respondeu com um aceno.
— Seu marido já saiu?
A pergunta pareceu casual, mas Helena sentiu o coração acelerar.
— Por quê?
Marcelo ergueu os ombros.
— Só perguntei.
Ela poderia ter encerrado a conversa. Em vez disso, ficou ali por mais um segundo, segurando a alça do saco de lixo.
— Ele foi trabalhar.
— Imaginei. Homem de rotina.
Havia um sorriso quase imperceptível no rosto de Marcelo. Helena sentiu vontade de repreendê-lo. Quis dizer que não tinha o direito de falar daquele jeito sobre Roberto. Quis defender o marido, reafirmar a própria lealdade e voltar para dentro de casa. m vez disso, perguntou:
— Você sempre precisa provocar todo mundo?
— Não. Só quem leva tudo a sério demais.
Dessa vez, ela não conseguiu esconder o sorriso.
Marcelo percebeu outra vez, e a expressão dele mudou. A provocação deu lugar a uma curiosidade silenciosa, como se finalmente tivesse descoberto uma fresta numa porta que julgava fechada.
— A senhora é diferente do que parece — disse ele.
Helena sentiu um arrepio.
— Você não me conhece.
— Ainda não.
Ela voltou para casa imediatamente. Durante o resto do dia, tentou convencer-se de que a conversa não significara nada. Preparou o almoço, resolveu uma questão escolar e passou a tarde cuidando das tarefas habituais. Quando Roberto chegou, ouviu atentamente suas reclamações sobre o trabalho e respondeu com a mesma serenidade de sempre.
O marido não percebeu nada. Essa constatação a entristeceu mais do que deveria. À noite, Helena fechou a porta do quarto e ficou diante do espelho. Observou as pequenas linhas ao redor dos olhos, o cabelo preso de qualquer maneira e o rosto de uma mulher que nunca se considerara especialmente bonita.
Não havia nada extraordinário em sua aparência. Talvez fosse precisamente por isso que passara tantos anos acreditando que seus desejos também precisavam ser modestos. Mas, naquela noite, não quis se censurar.
Sentou-se na cama e permitiu que a imaginação trouxesse Marcelo de volta. Recriou a voz áspera, o olhar insolente e a maneira como ele parecia enxergar através das convenções que organizavam sua vida.
Em sua fantasia, ele a provocava, chamava Roberto de corninho e ria da imagem respeitável que o marido fazia questão de preservar. Helena sentia vergonha até mesmo dentro daquele pensamento, mas não o afastava. Ao contrário, deixava que a provocação se tornasse o centro de um jogo imaginário em que ela podia escolher a submissão sem renunciar à própria vontade. Ela imaginava Roberto a obrigando a chupá-lo. Imaginava o cheiro e gosto da rola de um homem. Tinha curiosidade em experimentar o gozo de um macho. Aproveitando que estava sozinha em casa ela tirou toda sua roupa na sala mesmo. Deitou-se no sofá e começou a se tocar. O prazer vinha em ondas, acostumada a se masturbar em silêncio desta vez ela foi mais ousada. Ficou de quarto e se tocou como nunca antes. Gemia de forma tímida e usava as duas mãos para se satisfazer. Ainda peladinha foi até a cozinha onde pegou um pepino. Voltando ao sofá ficou novamente na posição de quatro enquanto introduzia no vegetal em sua bucetinha. A dificuldade de entrar era notória. Mas Helena insistiu e aos poucos sua vagina foi cedendo. Ela se sentia totalmente preenchida e surpresa com o prazer de ter suas paredes vaginais esticadas lhe proporcionava. Usando a outra mão ela estimulou seu ânus provando pela primeira vez uma dupla penetração. O tesão era tanto que Helena logo direcionou o pepino ao cuzinho. Apesar da dor inicial a esposa mal fodida continuava a forçar a entrada. Até que o anel externo cedeu permitindo a entrada de uns 2 centímetros. Ainda havia outra barreira a vencer, essa parte foi mais difícil. Mas com bastante saliva a safadinha por fim introduz todo o pepino no cu virgem. Maravilhada com sua conquista Helena começa a se penetrar cada vez mais profundamente e ao mesmo tempo estimular seu clítoris. Ela imaginava o vizinho a currando por trás e chamando seu maridinho de corninho do pinto pequeno e , ao mesmo tempo, ela pedindo para ser fodida de forma bruta. Nesse dai Helena gozou alto...pela primeira vez.
Na vida real, jamais aceitaria que alguém decidisse por ela. Na fantasia, podia desejar entregar o controle por alguns instantes, porque sabia que continuava sendo ela quem estabelecia os limites daquele mundo secreto.
Marcelo não precisava ser um herói. Não precisava ser bonito. Não precisava sequer ser o homem que ela realmente desejaria conhecer.
Bastava representar a possibilidade de romper, ainda que apenas na imaginação, com a vida cuidadosamente construída ao redor dela.
Quando terminou de se perder naqueles pensamentos, Helena ficou imóvel por alguns minutos, ouvindo o silêncio da casa. A culpa veio depois, como sempre.
Pensou na igreja, nos votos matrimoniais e no homem que dormia ao seu lado. Perguntou-se se estava traindo Roberto simplesmente por desejar algo que ele não sabia oferecer. Procurou uma resposta que lhe permitisse voltar a ser a mulher de antes. Não encontrou.
Na manhã seguinte, ao abrir a janela da cozinha, viu Marcelo do outro lado da cerca. Ele ergueu a cabeça, como se tivesse percebido sua presença antes mesmo de olhar diretamente para ela. Sorriu. Helena fechou a cortina.
Mas não conseguiu impedir que um sorriso semelhante surgisse em seu próprio rosto. Naquela casa, entre orações, obrigações e silêncios conjugais, começava a existir uma vida que ninguém conhecia. Uma vida feita de pensamentos que ela jamais confessaria, de provocações que só existiam em sua imaginação e de um desejo que crescia precisamente porque não deveria existir.
Naquela noite, Helena fechou os olhos e voltou a imaginar Marcelo. Em sua fantasia, o vizinho a dominava com a arrogância habitual, provocava-a com palavras grosseiras e zombava de Roberto, chamando-o de corninho. Ela se imaginava completamente submissa, desejando que Marcelo a sodomizasse e assumindo, naquele mundo secreto, uma entrega que jamais ousaria confessar em voz alta. Seu ânus ainda estava largo. Sentia dificuldade quando ia ao banheiro, mas estava determinada a fazer aquilo mais vezes.
Quando abriu os olhos, encontrou apenas a escuridão do quarto e o marido adormecido ao seu lado. O desejo continuava ali, tão presente quanto a culpa.
Helena sabia que aquela fantasia não correspondia necessariamente ao homem real que vivia na casa ao lado. Mas, enquanto permanecesse em segredo, Marcelo continuaria sendo o protagonista de um desejo que ela já não conseguia afastar.