A GINECOLOGISTA DE MINHA FILHA



Os dias após a consulta com a doutora Déborah foram um redemoinho de sentimentos que eu não conseguia dominar. Camila parecia tomada por uma obsessão, sempre sugerindo que precisava voltar ao consultório.

— Ai, mãe… acho que tô sentindo dor na bexiga… ai, mãe, acho que tô com uma febre estranha — dizia ela, a voz cheia de uma ansiedade que eu reconhecia de um jeito íntimo e perturbador.

Um dia era uma reclamação, no outro, outra, e eu sabia que não havia necessidade real de voltar à clínica. Mas eu também sabia o que alimentava aquele desejo ardente nela – o mesmo que me consumia em segredo, e isso me corroía por dentro. Um ciúme azedo crescia em mim, uma sensação de estar perdendo as rédeas da situação, como se Déborah tivesse escancarado uma porta que eu não sabia como fechar.

Enquanto isso, Camila começou a me fazer perguntas sobre o corpo, sobre o prazer, cada uma delas me deixando mais exposta e frágil.

— Mãe, como é o orgasmo múltiplo? — perguntou ela certa noite, os olhos castanhos brilhando com uma curiosidade que parecia ir além do comum.

— Filha, é um orgasmo que vem em ondas, um atrás do outro — respondi, tentando parecer calma, mas sentindo o calor subindo ao meu rosto.

— Você já sentiu, mãe? Como faz pra sentir? — continuou ela, e cada pergunta me deixava mais vulnerável, como se ela estivesse desenterrando partes de mim que eu tentava esconder.

— Já, sim, Mila — admiti, a voz tremendo, quase falhando.

— E ainda sente? Dá pra sentir na masturbação? — insistiu ela, e eu só consegui assentir, sem encontrar palavras, enquanto meu corpo traía a culpa com um pulsar quente entre as pernas.

E então, Camila começou a se masturbar de forma quase febril, e eu parecia incapaz de escapar daqueles momentos. Eu abria a porta do banheiro, e lá estava ela no box, o corpo moreno se contorcendo em um orgasmo avassalador, os gemidos abafados pela água do chuveiro. Chegava na sala, e a encontrava com a mão dentro da calça, o rosto perdido em êxtase, como se eu não estivesse ali. Até no quarto, antes de sair para a aula, eu a via, deitada na cama, os dedos se movendo com urgência sob o lençol. Cada cena acendia um fogo em mim que eu não conseguia apagar, uma mistura de desejo e culpa que fazia o chão sumir sob meus pés. Até que chegou o dia em que eu decidi voltar à doutora Déborah. Sozinha! Eu precisava entender o que estava acontecendo comigo, e ela era a única que podia me ajudar a elucidar esse caos. Aflita, me sentindo encurralada, não havia outra saída. Marquei uma consulta com aquela mulher que parecia saída de um sonho surreal. Meu destino apontava para dois caminhos: Seria ela, ou Camila. E eu ainda não estava pronta para enfrentar esse absurdo com minha filha, por mais que algo dentro de mim já estivesse irrevogavelmente quebrado. Quando cheguei em casa, tremendo sem parar, liguei para o consultório, decidida a me jogar de vez naquela loucura:

— Alô, é do consultório da doutora Déborah? — perguntei, e em poucos segundos meu destino já tinha data e horário marcados.

Na segunda-feira seguinte, lá estava eu. Deixei Camila no cursinho e dirigi às pressas até o consultório, voltando àquela mesma sala de espera que havia mudado minha vida de forma tão abrupta. E agora, de novo ali, prestes a selar, pra sempre, um caminho que eu nunca imaginei seguir. A maçaneta rangeu, como se me julgasse por definitivo, e naquela porta surgiu a mulher mais linda e magnética que eu já havia visto. Naquele momento entendi por completo o porquê de Camila estar tão hipnotizada.

(...)

Eu dirigia de volta para casa, as mãos trêmulas agarrando o volante, o perfume da doutora Déborah ainda impregnado na minha pele. Cada movimento que eu fazia trazia de volta a lembrança do que acontecera no consultório, e eu sentia meu corpo inteiro vibrar com o eco daquele prazer. Ao meu lado, Camila mantinha os braços cruzados, o rosto virado para a janela, o silêncio dela pesado e cortante. Eu sabia que ela estava irritada – a boca fechada em uma linha dura, os ombros tensos – parecia gritar o que ela não dizia. A consulta que eu tivera sozinha com Déborah deixara um vazio entre nós, um vazio cheio de segredos que eu não sabia como explicar.

— Então… como foi hoje? — perguntei, a voz hesitante, quase temendo a resposta, enquanto tentava ajeitar uma mecha de cabelo com dedos trêmulos.

Camila não respondeu de imediato. Apenas sussrrou baixinho, os olhos fixos no vidro, a expressão fechada, como se cada palavra minha fosse um lembrete da exclusão que ela sentia.

— Como foi na consulta? — murmurou finalmente, a voz baixa, carregada de ressentimento, antes de voltar ao silêncio, os lábios apertados, a raiva contida em cada linha do rosto.

Eu engoli em seco, sentindo o calor subir pelo meu pescoço, meu clitóris ainda sensível pulsando sob a calcinha melada.

— Foi… normal — respondi, a voz falhando, o rubor traindo cada sílaba. — A doutora… ela é muito atenciosa, né?

Ela virou o rosto devagar, os olhos brilhando com uma mistura de raiva e algo mais, um desejo que eu reconhecia, mas que ela parecia reprimir sob o peso da mágoa.

— É… claro que é — disse ela, quase inaudível, a voz cortante, antes de voltar a se fechar, as mãos apertando a mochila no colo como se precisasse de algo para se segurar.

O peso daquilo – o prazer que vivi, a vergonha, o desejo que compartilhávamos – fazia meu corpo inteiro formigar. Tentei falar mais, mas o silêncio dela era uma barreira, e eu sabia que qualquer palavra agora só aumentaria a distância.

— Que bom que… tá tudo bem com você — murmurou ela, a voz quase inexistente, mais para si mesma do que para mim, o tom carregado de uma frustração que parecia doer.

O silêncio voltou, mas era um silêncio elétrico, cada palavra não dita pulsando entre nós como uma confissão silenciosa de que ambas havíamos algo pendente com a doutora Déborah, e a raiva dela só tornava o ar mais denso.

(...)

Mais cedo, no consultório, o ar parecia igualmente pesado quando Déborah fechou a porta atrás de mim, o clique da tranca ecoando como um aviso. O perfume dela me envolveu como um abraço invisível, e o sorriso que ela me deu, ao me ver sozinha, era um convite disfarçado, cheio de segundas intenções.

— Então, Camila… que surpresa deliciosa — disse ela, a voz aveludada, os olhos verdes brilhando com uma intensidade que fez minhas pernas fraquejarem, me chamando pelo nome da minha filha com uma dissimulação que me pegou desprevenida. — Vamos fazer um exame bem detalhado hoje, minha princesinha.

Eu hesitei, sentindo-me exposta sob aquele olhar que parecia me devorar, o coração disparado.

— Eu… sou a Juliana — murmurei, a voz falhando, tentando corrigir, mas Déborah apenas arqueou uma sobrancelha, o sorriso cínico e charmoso curvando seus lábios enquanto se aproximava, o corpo quase colado ao meu, o calor dela me envolvendo como uma corrente.

— Claro, Camila… não precisa ficar tímida comigo — respondeu ela, o tom firme e dominador, ignorando minha correção com uma naturalidade que me hipnotizava, como se fosse parte de um jogo que eu ainda não entendia. — Me conta o que você está sentindo hoje...


Naquele momento fiquei perdida, sem chão. Não sabia o que dizer...

— S-sabee... doutora... eu não sou a C-camila

— Continua com a mesma infecção, é isso, Camila? Vamos começar com uma avaliação básica, tá bem, minha pequena? Coloca a camisola, atrás do biombo, e sobe na maca pra mim.

Só obedeci.Enquanto eu me livrava de meus trajes, o olhar daquela mulher me despia alma. Nunca havia me sentindo tão nua, em toda minha vida.

Eu obedecia, as pernas tremendo, sentindo-me pequena sob o comando daquela dama perfumada, o desejo e o receio se misturando enquanto ela pegava o estetoscópio, fingindo um atendimento médico com uma calma teatral que parecia calculada. Déborah se aproximou e encostou o metal frio no meu peito, por cima da camisola, os olhos fixos nos meus, e o toque gelado contrastava com o calor que subia pelo meu corpo.

— Respira fundo pra mim, Camila… isso, assim — murmurou ela, a voz suave, mas com um toque de autoridade que me fazia querer obedecer, mesmo sabendo que aquilo era uma encenação.

Ela deslizou o aparelho para baixo, os dedos roçando meu corpo com uma lentidão que parecia proposital, até que, de repente, abandonou o instrumento e começou a abrir os botões da minha blusa, o movimento firme, mas carregado de uma sensualidade que me fez arfar.

— Agora vamos checar essas mamas… você tem se tocado direitinho como ensinei, não é, minha princesa? — perguntou ela, o tom cínico, os olhos brilhando com um desejo dissimulado enquanto expunha meus seios, os mamilos já endurecidos sob o sutiã.

Mais uma vez eu quis protestar, dizer que não era Camila, mas a voz dela, o toque ao mesmo tempo suave e autoritário, me fez calar, o prazer começando a nublar meus pensamentos. Déborah desceu meu sutiã com uma habilidade quase teatral, os dedos roçando meus mamilos, e eu não consegui segurar o gemido que escapou, o corpo arqueando em resposta ao contato.

— Tão sensível… igualzinha à minha princesinha — disse ela, inclinando-se para tocar um dos meus mamilos, os dedos macios e lentos desenhando círculos que me fizeram agarrar os lençóis da maca, as pernas tremendo de antecipação.

O jogo médico continuou, um teatro criativo e inesperado que me arrastava para um paraíso que eu nunca imaginei. Ela me deitou com cuidado, os olhos nunca deixando os meus, e abriu a camisola embaixo, expondo minha calcinha já encharcada. Eu sentia a umidade escorrer entre minhas coxas, e o olhar dela parecia devorar cada detalhe do meu corpo exposto, como se eu fosse uma pintura que ela queria estudar.

— Olha só como você tá molhadinha, Camila… minha princesa safadinha — sussurrou ela, a voz carregada de desejo, usando o mesmo tom que usara com minha filha dias antes, o apelido me fazendo arfar, o clitóris pulsando em resposta.

Déborah deslizou minha calcinha para o lado com uma lentidão que parecia um teste de paciência, os dedos separando meus grandes lábios, revelando os pequenos, inchados e brilhando com lubrificação.

— Tão linda… idêntica... — murmurou ela, antes de se inclinar de novo, os dedos, agora, tocando minha entrada vaginal com uma calma que me fez gemer forte, meus quadris subindo em busca de mais.

Ela explorou cada pedacinho com uma precisão que parecia sagrada, os dedos traçando caminhos que me faziam contorcer, o prazer crescendo em camadas, como uma música que se construía nota por nota. Mas então ela intensificou o jogo, pegando um par de luvas de látex e colocando-as com uma lentidão deliberada, o som do material estalando no ar como uma promessa.

— Vamos fazer um exame mais profundo hoje, minha princesinha… relaxa pra doutora — disse ela, o tom firme, quase clínico, mas os olhos brilhando com um desejo que traía a encenação.

Os dedos enluvados dela entraram em mim devagar, o látex frio contrastando com o calor do meu corpo, e ela começou a mover-se com uma precisão que parecia cirúrgica, mas que rapidamente se transformou em algo mais, os dedos curvando-se para estimular meu ponto G enquanto a outra mão pressionava meu clitóris com uma firmeza que me fazia ver estrelas. Eu sentia meu corpo se abrir para ela, cada toque me levando a um paraíso novo, inesperado, um lugar onde o prazer parecia infinito, e Déborah era a guia que me levava por aquele caminho proibido.

Ela não tinha pressa. Alternava entre movimentos lentos e rápidos, os dedos dentro de mim.

— Você gosta assim, não é, minha princesa? Tô cuidando muito bem de você, não é? — Dizia, a voz um sussurro hipnotizante que me envolvia como um feitiço, o jogo médico se desfazendo em puro desejo.

Ela ergueu o olhar, os olhos brilhando com um desejo que parecia espelhar o meu. Cada toque era uma dança de poder e entrega, o som da minha respiração entrecortada preenchendo o consultório. Déborah se ergueu por um momento, os dedos ainda dentro de mim, e com a outra mão desabotoou o jaleco e a própria blusa com uma lentidão que parecia prolongar a tortura, revelando seios firmes, ainda por debaixo do soutien de renda branquinho, os mamilos escuros contrastando com a pele clara.

— Você é perfeita… minha princesinha Camila — sussurrou ela, o tom firme e dominador, antes de se inclinar em definitivo, esfregando os seios contra os meus, o contato pele com pele fazendo nós duas arfarmos juntas, um calor avassalador se espalhando entre nós.

Ela voltou com os dedos, retomando meu clitóris com uma pressão mais firme, enquanto sua outra mão explorava meu corpo, traçando as curvas do meu quadril, apertando minhas coxas, como se quisesse gravar cada centímetro na memória. Eu, por minha vez, tentei deslizar minhas mãos sob a saia dela, mas fui impedida. Seu olhar me fuzilando, enquanto balançava a cabeça negativamente.

— Não atrapalha a minha consulta, ok? — disse firme e austera. O ritmo cadenciado dentro de mim, numa crescente que parecia desafiar a lógica de todo prazer. Cada movimento mais intenso, cada suspiro mais alto. Ela sentia meu êxtase crescer sob seus dedos, parecendo se alimentar dele, um ciclo que me levava a um pico que eu sabia que não poderia segurar por muito mais tempo.

— Você tá quase lá, não é, Mila? Minha princesinha… deixa a doutora cuidar de você, viu? — murmurou, os dedos se movendo mais rápido dentro de mim, desenhando formas que faziam meu corpo tremer.

Eu sentia o orgasmo vindo, uma onda que parecia arrancar cada pedaço de culpa e medo, deixando só o prazer genuíno. O som do meu gemido encheu o consultório, enquanto eu via seu pescoço se erguendo forte e duro, nossos olhos travados em uma entrega total. A tensão escalou, cada movimento mais intenso, cada suspiro mais alto, até que o clímax explodiu, um grito rouco escapando dos meus lábios enquanto meu corpo convulsionava, as contrações rítmicas da minha vagina apertando os dedos dela, um jato de lubrificação escorrendo em uma catarse que parecia dissolver o mundo ao meu redor.

Déborah também gemeu "hmmmmmmmm", o som do gemido grave dela se misturando ao meu, os seios dela pressionados contra os meus, nossos corpos suados e entrelaçados na maca em um prazer que parecia eterno.

— Você foi perfeita, minha princesa — sussurrou ela, acariciando meu rosto, antes de completar, com um sorriso cínico que me fez estremecer: — Ju, Volta com a Camila. Quero cuidar das minhas duas meninas.

Eu, ainda ofegante, assenti, o coração disparado, sabendo que aquela loucura só iria crescer, um segredo que me consumiria nos próximos dias, nas próximas semanas.

(...)

De volta ao presente, eu dirigia pelas ruas da cidade, o ronco suave do motor quase abafado pela tensão que pairava dentro do carro. O perfume de Déborah ainda se misturava ao cheiro da minha boceta, entranhado na minha pele, enquanto meus cabelos caíam desalinhados sobre os ombros, mechas soltas emoldurando meu rosto. A maquiagem, que eu aplicara com cuidado naquela tarde, agora estava borrada, com traços de rímel escorrendo ao redor dos olhos, sinais de uma tarde que eu não conseguia esconder. Ao meu lado, Camila mantinha os braços cruzados, o rosto virado para a janela, a expressão fechada, a raiva pulsando em cada gesto contido, o silêncio dela mais pesado do que qualquer palavra.

— Você… gostaria de ter ido comigo hoje? — insisti, a voz hesitante, quase temendo a resposta, enquanto tentava ajeitar uma mecha de seu cabelo com dedos trêmulos.

Camila estava irremediavelmente irritada. Os olhos fixos no vidro, a boca apertada em uma linha de desdém, a raiva emburrada quase palpável.

— Você sabe que eu queria — murmurou ela, a voz cortante, antes de se calar novamente, os ombros tensos, o corpo virado para longe de mim, como se minha presença fosse um lembrete daquilo que ela perdeu.

Ela mesma colocou uma mecha de cabelo castanho atrás da orelha, mas o gesto era brusco, e nenhum sorriso apareceu em seus lábios, apenas a sombra de uma mágoa que parecia crescer a cada segundo. Eu assenti, sentindo um arrepio subir pela espinha, o peso do que vivi com Déborah ainda pulsando em mim, e a raiva dela – tão contida, tão silenciosa – parecia gritar uma inveja que eu não sabia como aplacar. O silêncio nos envolveu novamente, mas era um silêncio que vibrava, carregado de promessas de um próximo encontro que eu sabia que não poderia evitar, enquanto o perfume misturado de Déborah pairava entre nós, um testemunho não tão silencioso do que acontecera naquela tarde.

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Comentários


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andorinha73 Comentou em 09/05/2025

Maravilhoso

foto perfil usuario kzadojfora

kzadojfora Comentou em 09/05/2025

Que conto maravilhoso




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Ficha do conto

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Nome do conto:
A GINECOLOGISTA DE MINHA FILHA

Codigo do conto:
235246

Categoria:
Lésbicas

Data da Publicação:
09/05/2025

Quant.de Votos:
8

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