O voo de volta do Rio de Janeiro foi silencioso, mas não aquele silêncio constrangedor de antes. Era um silêncio cúmplice. Ricardo dormia com a cabeça no meu ombro, segurando minha mão como se eu fosse sua âncora e sua dona. Eu olhava pela janela do avião, vendo as nuvens, e sabia que a "Dona Luana" que tinha embarcado na ida não existia mais. Ela tinha morrido naquela suíte em Copacabana, afogada em porra e luxúria, e renascido como algo muito maior. Chegamos em casa. A nossa cobertura. O mesmo sofá, a mesma cama, o mesmo ar condicionado (agora consertado pelo meu prisioneiro Jonas). Mas a energia era outra. Não havia mais segredos. Eu não precisava esconder o cheiro do Cadu. Ele não precisava esconder os sites gays no histórico do navegador. A verdade estava na mesa, nua e crua: eu era a Fêmea Alfa, a Patroa, a Caçadora. Ele era o macho beta, a Boneca, o Buraco. Na primeira semana de volta à rotina, eu fiz a compra. Eu não fui a um sex shop físico. Eu queria escolher com calma, com crueldade. Entrei num site especializado importado. Eu passei horas olhando modelos. Eu não queria nada realista demais, nem nada "feminino". Eu queria uma ferramenta. Eu escolhi. Uma cinta de couro preto, pesada, com fivelas de metal, estilo industrial. E o acessório... o pau. Eu comprei um dildo de silicone preto, maciço, de 22 centímetros e grosso. Não era uma réplica qualquer. Era uma homenagem ao Paulo. Uma homenagem à "diretoria". Eu queria que o Ricardo olhasse para aquilo e lembrasse de quem ele realmente pertencia. A entrega chegou numa quarta-feira à tarde. Uma caixa discreta. Ricardo chegou do escritório às sete da noite. Ele estava cansado, afrouxando a gravata. "Oi, amor," ele disse, me dando um beijo no rosto. Ele parecia ansioso. Desde o Rio, ele vivia num estado de espera, como um cachorro esperando o dono jogar a bolinha. "Oi, boneca," eu respondi, sentada na poltrona do quarto, vestida apenas com um robe de seda preto aberto, e... a cinta. Ele parou. Os olhos dele desceram para a minha virilha. A cinta de couro abraçava meus quadris largos. E saindo do meio das minhas pernas, apontando para ele como uma acusação e uma promessa, estava a tora preta de silicone. Ele deixou a pasta cair no chão. BAM. "Luana..." ele sussurrou, a garganta seca. O pau dele, mole na calça social, deu um espasmo visível. "Gostou da surpresa?" eu perguntei, acariciando a cabeça do dildo com a unha vermelha. "Eu comprei pensando em você. Pensando no quanto você gostou do Paulo." "É... enorme," ele gaguejou, o rosto ficando vermelho de vergonha e tesão. "É do tamanho que você merece. É do tamanho que a sua fome pede." Eu me levantei. O dildo balançou, pesado. Eu caminhei até ele. O som dos meus pés descalços no piso de madeira era o único ruído. Eu parei na frente dele. A ponta do dildo roçou na calça social dele, bem na altura do zíper. "Ajoelha," eu ordenei. Ele caiu de joelhos. Sem hesitar. "Tira a boca. Chupa. Cumprimenta o novo chefe da casa." Ele abriu a calça, tirou o dildo para fora da minha cinta (eu o fiz passar pela abertura da braguilha imaginária) e começou a chupar. O silicone era frio, sem gosto, mas Ricardo chupava com uma devoção religiosa. Ele babava, ele gemia, ele segurava a minha cintura. Ele estava chupando a projeção do meu poder. "Isso... molha bem, boneca. Porque isso vai entrar tudo em você." Eu o puxei pelos cabelos, tirando a boca dele do brinquedo. "Tira a roupa. Agora. E deita na cama. De bruços." Ele se despiu freneticamente. Gravata, camisa, calça, meias. Ficou nu. Aquele corpo branco que eu aprendi a dominar. Ele subiu na cama e se deitou, abrindo as pernas, expondo o buraco que já estava piscando de ansiedade. Eu subi na cama atrás dele. Eu me sentia uma deusa guerreira com aquele falo preso a mim. Eu não tive preliminares. O boquete dele já tinha lubrificado o brinquedo. Eu segurei a cintura dele com força. Alinhei a ponta do dildo no cu dele. "Aguenta," eu avisei. E empurrei. "AAAAAHHHHHHGGGG!" Ricardo gritou no travesseiro. O silicone era duro, implacável. Eu invadi o corpo dele. Eu senti, através da base da cinta pressionada no meu clitóris, a resistência do corpo dele e, depois, a rendição. Eu entrei até o talo. As bolas de couro da cinta bateram na bunda dele. "Minha nossa senhora... Luana... tá cheio... tá muito cheio..." ele choramingava. "É assim que você gosta. Cheio. Arrombado." E eu comecei a foder meu marido. Eu, Luana, a esposa, estava enrabando o Ricardo. O movimento era hipnótico. Eu impulsionava meus quadris para frente, enterrando a tora nele, e puxava de volta. Eu tinha que usar os músculos das coxas, do abdômen. Era um exercício de domínio físico. "Grita, putinha! Grita pra sua dona!" "SOU SUA PUTINHA! SOU SUA BONECA! ME FODE, AMOR!" Eu batia na bunda dele. PLOC. PLOC. A pele ficava vermelha. Eu puxava o cabelo dele. Eu o xingava de tudo o que os homens no Rio tinham xingado. Eu o fodi por trinta minutos. Sem parar. Eu o fiz gozar sem tocar no pau, apenas martelando a próstata dele com aquele pedaço de borracha preta. Ele gozou gritando, sujando o lençol, agradecendo. Quando eu terminei, eu estava suada, exausta, com a buceta pulsando de roçar na base da cinta. Eu tirei o dildo de dentro dele com um POP alto. Ele ficou lá, aberto, escorrendo lubrificante, destruído. Aquilo virou a nossa rotina. A nossa lei. Mas a parte mais perversa... a parte mais deliciosa... eram as noites em que eu não estava com ele. Havia dias em que eu saía do trabalho e ia direto para a favela. Eu subia a laje do Cadu. O Rei do Morro me fodia por horas. Ele me enchia de porra. Ele me deixava com as pernas bambas, o corpo marcado, o cheiro dele impregnado em cada poro da minha pele. Ou então, eu encontrava o Jonas em algum beco escuro, ou no meu carro. A foda rápida, violenta, proibida. Eu chegava em casa às dez da noite. Exausta. Com a buceta dolorida. Com o corpo pedindo cama. Ricardo estava lá. Esperando. De banho tomado. Às vezes, já nu, deitado no tapete da sala, ou na cama, lendo um livro, mas com o olhar fixo na porta. Ele sentia o cheiro. Assim que eu entrava, ele sabia. "Oi, patroa," ele dizia, vindo me beijar. Ele cheirava meu pescoço. Ele sentia o cheiro do Cadu. O cheiro de cigarro barato. O cheiro de sexo. Isso o deixava louco. Saber que a esposa dele tinha sido usada por "machos de verdade" era o maior afrodisíaco para ele. "Você tá cansada, amor?" ele perguntava, com uma esperança masoquista nos olhos. "Tô morta, Ricardo. O dia foi... pesado." "Eu imagino," ele dizia, olhando para a minha virilha. "Mas... a boneca precisa de atenção." Eu olhava para ele. Eu podia dizer não. Eu podia tomar um banho e dormir. Mas eu não conseguia. O poder era viciante. Ver aquele homem, que pagava as contas da casa, que era respeitado na sociedade, implorando para ser usado por mim... era irresistível. "Vai buscar a cinta," eu ordenava, jogando a bolsa no sofá. Ele corria. Ele trazia a cinta como se fosse uma coroa real. Eu nem tirava a roupa do "crime". Às vezes, eu estava com o vestido que usei para ver o Cadu. Às vezes, eu ainda estava suja do gozo do Jonas. Eu vestia a cinta por cima da calcinha (ou da falta dela). E eu o fodia. Cansada. Com os músculos doendo. Eu o fodia sem piedade. Eu descontava nele o cansaço do dia. Eu o usava para limpar a minha mente. "Você é um lixo, Ricardo," eu dizia, empurrando o dildo no rabo dele enquanto ele gemia de prazer. "Eu venho cansada, depois de dar pra um homem de verdade, e ainda tenho que cuidar do seu rabo guloso." "Sim... sim... obrigado, patroa... obrigado por cuidar da sua boneca..." Às vezes, eu estava tão cansada que eu nem me mexia muito. Eu mandava ele subir. "Senta aqui. E quica." Eu ficava deitada, com a cinta para cima, e ele, meu marido, montava no pau de borracha e cavalgava, rebolando, gemendo, se satisfazendo no brinquedo preso à minha cintura. E no final, quando ele gozava e desabava em cima de mim, suado e grato, eu passava a mão na cabeça dele. "Bom menino," eu dizia. Nós dormíamos assim. Eu, cheia do leite do Cadu ou do Jonas. Ele, com o rabo laceado pelo meu brinquedo. Era um casamento perfeito. Doente, sujo, pervertido. Mas perfeito.
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