O silêncio que se seguiu à saída do Gabriel foi cortado apenas pelo som do leite dele escorrendo, um fio quente e viscoso que descia pela minha coxa e contrastava com a frieza do chão de cimento. Eu estava em choque, a respiração ainda ruidosa, tentando processar a violência prazerosa daquele encontro. Com as mãos trêmulas, peguei um punhado de papel higiênico áspero e comecei a me limpar ali mesmo, na cabine. A cada passada, o papel ficava encharcado com o fluido branco e denso dele, e o cheiro de sexo recente parecia impregnar as paredes de azulejo. Ajeitei meus óculos, que estavam tortos e embaçados, e puxei a cueca e o short com cuidado. A pele da minha bunda estava ardendo, pulsando sob o tecido, marcada pelos tapas e pelos apertos brutos que deixariam a assinatura do Gabriel na minha brancura por dias. Eu me sentia "usado", mas de um jeito que me fazia caminhar com as pernas levemente abertas, sentindo o peso daquela experiência. Saí da cabine e fui direto para a pia. Joguei água gelada no rosto, tentando apagar o rubor das minhas bochechas e o brilho de luxúria nos meus olhos. O "menino do canto" precisava voltar ao palco. Ajeitei o short, garantindo que o volume não ficasse evidente e que a camiseta do uniforme cobrisse qualquer marca no pescoço. Quando abri a porta de ferro e saí para o corredor, o mormaço da tarde me atingiu, mas o que me gelou foi o olhar de dois garotos do segundo ano que estavam encostados nos armários. Eram o Beto e o Vitinho, amigos de treino do Gabriel. Eles me encararam de um jeito diferente — não era a indiferença de antes. Era um olhar de cima a baixo, carregado de uma malícia que me fez sentir nu novamente. O Beto deu um sorriso de canto, aquele sorriso de quem sabe exatamente o que o capitão do time faz quando some por vinte minutos. Ele se inclinou para o Vitinho e cochichou algo no ouvido dele, sem tirar os olhos de mim. O Vitinho soltou uma risada abafada, uma risada suja que ecoou pelo corredor vazio. — O nerd saiu com pressa hoje, né? — ouvi um deles dizer em um tom que era quase um desafio. Senti meu rosto ferver. Meus batimentos dispararam. Eu sabia que eles sabiam. A notícia de que o Igor "equipado" era um alvo fácil estava se espalhando como pólvora naquela escola de interior. Eu mantive o olhar fixo no chão, os dedos apertando as alças da mochila, e apressei o passo. Fingi que não era comigo, que os cochichos eram sobre outra coisa, mas o calor que subia pela minha espinha dizia o contrário. Eu ia embora, mas a sensação de ser observado, de ser o centro de uma conversa proibida entre os caras populares, me dava um tipo de prazer que eu não conseguia confessar. Eu estava me tornando a lenda discreta daquele lugar. Aquelas duas semanas foram um teste de resistência para a minha sanidade e para o meu corpo. O mormaço parecia ter se transformado em um vapor denso que me seguia pelos corredores da escola. Eu não era mais apenas o "menino do canto"; eu era o alvo de uma caçada silenciosa e implacável. Beto e Vitinho se tornaram minhas sombras. Eles não me deixavam em paz por um segundo sequer. Toda vez que eu passava por eles, sentia o hálito quente de um ou de outro no meu ouvido, sussurrando promessas que faziam meus joelhos fraquejarem. — Hoje você não escapa, Igor... a gente vai te abrir no meio — o Beto dizia, enquanto o Vitinho passava a mão espalmada, pesada, por cima do meu short, sentindo a firmeza da minha bunda antes de sumir na multidão dos alunos. Numa terça-feira de calor recorde, durante o intervalo, eles me encurralaram no bebedouro. O barulho do pátio era uma confusão de vozes, mas o que eles me disseram soou como um trovão. — Relaxa, Zé — o Vitinho falou, encostando o peito nas minhas costas enquanto eu fingia beber água. — O Gabriel já contou tudo. A gente sabe do "tesouro" que você esconde. Entre a gente não tem segredo, não. O que acontece aqui, morre aqui. Você quer, a gente sabe que você quer. Eu sentia o volume dele pressionando meu quadril, uma encoxada firme, possessiva, que me fazia perder o foco da aula de química que viria a seguir. Mesmo assim, eu segurava a onda. Eu tinha voltado a dar para o Gabriel naquele mesmo banheiro fétido; tinha saído de lá mais uma vez com a bunda latejando e cheia de leite morno escorrendo, mas com os outros dois, eu ainda estava fazendo jogo duro. Eu me comportava como uma verdadeira cadela no cio, provocando com cada movimento. Eu usava as calças mais justas que tinha, e toda vez que precisava pegar algo na mochila no chão, eu empinava bem a bunda, sentindo os olhos deles me devorarem como se fossem lasers. Eu sentia prazer em ver a frustração no rosto deles quando eu apenas sorria de canto e saía andando. Os apertões eram constantes. Na fila da cantina, o Beto vinha por trás e cravava os dedos na minha nádega, apertando com tanta força que eu soltava um suspiro agudo. Na biblioteca, entre as estantes de livros velhos, o Vitinho me prendia contra a madeira e passava a mão por dentro da minha camiseta, sentindo minha pele branca e suada, enquanto a outra mão explorava o relevo do meu short. — Tá guardando esse rabo pra quem, Igor? Deixa a gente te usar logo — ele sibilava, a voz carregada de uma urgência que me deixava em brasa. Eu adorava o controle. Adorava saber que o capitão do time e os seus dois melhores amigos estavam obcecados pelo nerd de óculos. Eu sentia que o dia estava chegando, a tensão estava no limite, como um elástico prestes a estourar. Eu queria que eles ficassem loucos, que implorassem, que a fome deles por mim chegasse ao ponto de não haver mais volta. Minha pele branca vivia marcada, um mapa de mãos e dedos que ninguém via, mas que eu sentia queimar sob a roupa o dia todo.
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