Senti a cabeça dura e grossa procurando minha entrada e, num impulso só, ele entrou até o fundo. Meu corpo se esticou, a carne se abrindo para receber aquele pau de ébano monstruoso. Ele agarrou minha cintura com as mãos enormes e começou a me bater.
— Uhm! Sim! Mais forte! — gritei, agarrando os lençóis. — Me enche, gigante! Me deixa toda melada!
Ele me fodia com uma fúria controlada, fundo, pesado, fazendo minha bunda balançar a cada golpe. Sentia ele crescendo dentro de mim, pulsando, enchendo cada canto vazio do meu útero. Quando ele gozou, foi uma inundação. Sentei o sêmen quente e espesso jorrar dentro de mim, me enchendo tanto que escorreu pelas minhas coxas.
— Pronto, Sinhá — disse ele, ofegante, ainda dentro de mim. — Amanhã eu vou dar para ela o mesmo que dei para a senhora. Vou fazer ela gritar.
— Isso mesmo. Faça ela sentir o céu e o inferno.
Na tarde seguinte, Dona Beatriz chegou toda arrumada, com seu vestido de seda clara, leque na mão e aquele ar de santidade que já conhecia bem. Matias havia partido ao amanhecer para a cidade, dizendo que só voltaria à noite. A casa estava toda nossa. Ninguém para atrapalhar.
— Entre, minha amiga! — recebi-a com um sorriso caloroso. — Que bom que veio. Hoje o dia é nosso.
Entramos na sala de visitas, mas eu logo propus:
— Está muito calor aqui na frente. Vamos para os fundos, para o meu quarto de costura. Lá é mais fresco e ninguém nos incomoda.
Ela seguiu-me, um pouco desconfiada, mas curiosa. Quando entramos no aposento, eu fechei a porta pesada e girei a chave. O clic do trinco soou alto no silêncio.
— Eulália... por que trancou? — ela perguntou, recuando um passo.
— Porque quero falar a verdade, Beatriz. Sem máscaras. — caminhei até ela, segurando suas mãos que estavam geladas. — Você pensa que eu não vi? Você olha para aquele seu escravo velho com olhos de fome. Você quer ser tocada, não é? Quer sentir o que é ser possuída por um homem de verdade.
Ela tentou se soltar, o rosto ficando vermelho.
— Não sei do que você está falando! Eu sou uma senhora respeitável! Eu...
— Chega de mentiras! — interrompi firme. — Você veio aqui porque quer. E eu preparei uma surpresa para você. Você gosta de força, de homem que marca? Pois eu tenho aqui o melhor da região. Ele não tem marcas de chicote nas costas, não... porque ninguém é louco de bater nele. Mas ele tem força para derrubar uma casa.
Nesse momento, bati palmas duas vezes.
A porta dos fundos, que dava para o corredor de serviço, abriu-se lentamente.
Ezequiel entrou.
Ele estava sem camisa, mostrando aquele corpo de deus negro, pele retinta brilhando, peito largo, braços de dar medo. E o cabelo black, volumoso e rebelde, coroando aquela cara de poucos amigos. Ele parou ali, ocupando toda a porta, olhando para Beatriz como um leão olha para uma gazela.
Beatriz soltou um gritinho abafado, cobrindo o rosto com o leque.
— Meu Deus! O que é isso? Tire esse homem daqui!
— Não, Beatriz — disse eu, empurrando-a suavemente para frente. — Hoje você não vai fugir. Esse aqui é o Ezequiel. Ele é meu, mas hoje eu emprestei ele para você. Ele vai fazer tudo o que você tem medo de sonhar.
Ezequiel deu um passo à frente. O chão pareceu tremer.
— Aproxime-se, Sinhá Beatriz — a voz dele era grave, hipnótica. — A patroa disse que a senhora está com saudade de um homem que saiba tratar uma mulher como deve ser.
— Eu não... eu não posso... — ela balbuciava, mas seus olhos já estavam vidrados no volume que se formava na calça de tecido grosso dele. Ela estava excitada, eu via.
— Não resista, Beatriz — sussurrei em seu ouvido. — Deixe ele te possuir. Deixe ele te encher. Você vai ver como é bom ser comida por um gigante desses.
Ezequiel chegou perto. Ele não pediu permissão. Agarrou o queixo dela com uma mão só, levantando seu rosto.
— A senhora é muito branquinha... muito delicada — murmurou ele, aproximando o rosto. — Mas eu sei que por baixo dessa roupa toda tem uma fêmea quente.
Ele puxou ela para si, colando o corpo duro dele contra o corpo dela. Beatriz gemeu, um som baixo, perdido, e eu vi ela se entregar. O leque caiu no chão.
— Tira ela dessa roupa, Ezequiel — ordenei, sentando-me numa poltrona para assistir ao espetáculo, ainda sentindo o dele dentro de mim da noite anterior. — Mostra para ela o que é prazer de verdade.
Com cuidado, mas com autoridade, ele começou a desabotoar o vestido dela. O tecido caiu, revelando uma pele branca, um pouco mais magra que a minha, mas igualmente feminina. Ezequiel passou as mãos grandes por todo o corpo dela, apertando, explorando, fazendo ela tremer toda.
— Oh... por Deus... — ela gemia, a cabeça caindo para trás.
— Não existe Deus aqui, só eu e você — rosnou ele, e levantando ela no ar com facilidade, depositou-a sobre a minha cama grande.
Beatriz ficou lá, deitada, toda nua, tremendo de medo e excitação. Ezequiel ficou em pé ao lado da cama, soltando os cordões da calça. Quando ele se libertou, eu vi os olhos dela se arregalarem. Ele era enorme, uma coluna de ébano latejante, muito maior que qualquer coisa que ela já tinha visto ou imaginado.
— Meu Deus... ele é enorme... não vai caber... — ela tentou fechar as pernas, assustada.
— Abre, minha filha — disse eu, da poltrona. — Ele sabe o tamanho. Deixa ele entrar devagar.
Ezequiel abriu as pernas dela com força, separando aquelas coxas brancas.
— Vai doer um pouco, Sinhá... mas depois vai ser só gostoso. Vou te encher todinha.
Ele se posicionou entre as pernas dela, apoiou as mãos na cabeceira e desceu o corpo. A cabeça grossa dele pressionou e, lentamente, foi abrindo caminho. Beatriz gritou, agarrando os lençóis com força, as unhas brancas.
— Ai! Ai... que grande...
— Aguenta, branquinha... vai entrando... vai enchendo...
Ele entrou devagar, mas até o fim. Ela ficou toda esticada, a barriga dela até fazia um relevo onde ele estava dentro. E então, Ezequiel começou a se mover.
— É isso... toma esse pau preto... — ele gruía, batendo devagar e profundamente. — A senhora é toda minha agora.
Eu assistia, maravilhada. Via a "santa" sendo transformada ali mesmo. Via ela esquecer a igreja, o marido, o mundo. Ela estava sendo montada pelo touro da Costa, sendo possuída de uma forma que nenhum marido brando jamais conseguiria. O corpo dela subia e descia na cama a cada estocada forte do gigante.
— Mais... mais forte... — ela implorou, já sem vergonha nenhuma, agarrando o cabelo black dele. — Me come, negro! Me usa!
— Isso! Grita! — incentivei eu. — Deixa ele te comer toda!
Ezequiel aumentou o ritmo. Ele a virou de quatro, puxando ela pela cintura, e bateu com mais fúria. O som de pele batendo enchia o quarto, misturado aos gemidos altos dela e aos rosnados dele.
— Eu vou gozar! Eu vou morrer! — gritou ela, quando o prazer chegou, o corpo todo espasmando sob ele.
Ezequiel não parou. Ele segurou ela firme, gozando também, derramando toda aquela semente quente e grossa dentro da esposa respeitável, enchendo ela tanto que começou a escorrer para fora, molhando os lençóis.
Tudo ficou em silêncio, só o som da respiração ofegante.
Beatriz caiu sobre a cama, exausta, os olhos vidrados no teto. Ezequiel saiu de dentro dela, grande e vermelho, e veio até mim, beijando minha mão com respeito de novo, mas com o olhar de quem cumpriu bem a missão.
— Pronta, Sinhá. Ela agora entende.
Eu me levantei, fui até a cama e acariciei o rosto dela, que ainda estava vermelho e suado.
— E então, Beatriz? — perguntei com um sorriso. — Ainda acha que é pecado?
Ela olhou para mim, depois olhou para Ezequiel, e sorriu, um sorriso bobo, de mulher realizada.
— Eu não sabia... eu não sabia que existia algo tão bom... Volto amanhã, Eulália. Por favor... diga a ele que eu volto amanhã.
Ri, satisfeita. Eu tinha convertido mais uma alma ao paraíso de ébano.

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