A Surpresa da Sinhá e o Homem Marcado


No dia seguinte, ao invés de esperar Beatriz na minha fazenda, decidi eu mesma ir até ela. Queria ver a ansiedade dela, o brilho nos olhos de quem mal dormiu pensando no que vivemos.

Cheguei de charrete, elegante como sempre, e justamente na hora da saída. O marido dela, o Sr. Américo, já estava montado no cavalo, ajustando o chapéu. Quando me viu, sorriu largo.

— Ora, Dona Eulália! Que surpresa agradável. Vocês duas andam muito grudadas ultimamente, hein? Parecem duas adolescentes. O que estão aprontando?

Eu ri, abanando-me com graça.
— Coisa de mulher, seu Américo. Assuntos que a cabeça de homem não entende, não é mesmo? Vamos só tomar um chá e por a fofoca em dia.

Ele riu, deu as ordens e partiu a galope, poeira levantando na estrada.

Bati palmas e entrei. Beatriz veio me receber na sala, os olhos arregalados.
— Eulália! Eu pensei que você quisesse que eu fosse na sua casa novamente... pensei que iríamos encontrar o... o gigante de novo. — ela sussurrou, meio decepcionada, meio ansiosa.

Eu sorri, maliciosa, aproximando-me dela e sussurrando em seu ouvido:
— Eu sei o que você quer, Beatriz. Eu vi o seu olhar. Você gostou do poder do Ezequiel, mas no fundo... você tem uma queda por sofrimento, por história, por homem que tem marca de guerra, não é? Hoje eu não te trago o touro... hoje eu te dou o que você realmente suspirou.

Ela ficou branca, entendendo imediatamente.
— Não... não fale dele... ele é bravo, ele é todo marcado, ele quase não fala...

— Exatamente por isso. Hoje você vai conhecer o sabor do verdadeiro homem da roça.

Esperamos um tempo, até termos certeza que o marido já estava longe, na cidade, ocupado com seus negócios. Então, peguei na mão dela.
— Vamos. Suba comigo.

Levei-a para um dos quartos de hóspedes, no fim do corredor, bem afastado. Era um quarto grande, com cama de casal, cortinas pesadas.
— Sente-se ali na beira da cama, Beatriz. E espere. Não saia daí.

Ela obedeceu, tremendo um pouco, os olhos brilhantes. Fechei a porta e deixei-a lá, ansiosa.

Desci os corredores, fui até a área de serviço, onde os escravos estavam descansando ou trabalhando. E lá estava ele.

Mateus.

Era o nome daquele homem. Estava sentado num banco, com a camisa aberta, limpando uma ferramenta. Ao me ver aproximar, ele se levantou depressa, baixando a cabeça.

— Sinhá Eulália...

— Olhe para mim, Mateus — ordenei. Ele ergueu o rosto. Que homem! A pele era preta, mas com um brilho diferente, e o corpo... ah, o corpo era um mapa de dor e força. As costas eram um emaranhado de cicatrizes profundas, sulcos antigos de açoite que formavam relevos na pele dura. O peito também tinha marcas, cortes, nódoas de sol e trabalho. Ele era forte, musculoso, mas com a dureza de quem sofreu muito.

— Sinhá... o que deseja? — ele perguntou, desconfiado.

— Eu vi como você olha para a Dona Beatriz, Mateus. Eu vi o desejo nos seus olhos e o suspiro dela. Você quer ela, não é? Quer aquela branquinha que parece uma santa?

Ele recuou, assustado.
— Sinhá, por Deus! Se o patrão souber, ele me mata! Me enforca ou me esfola vivo! Eu não posso...

— Cale a boca! — interrompi firme, chegando muito perto, tocando o peito marcado dele. — O patrão está longe. E eu estou aqui no comando. Você acha que ela quer um menino? Não! Ela quer um homem! Um homem que tem marcas, que tem pele grossa, que sabe o que é vida! Ela suspirou por você, Mateus. Ela quer sentir essas mãos grandes nela.

Ele parou, respirando forte, o tesão começando a vencer o medo.
— Ela... ela quer esse corpo todo marcado, Sinhá? Esse corpo de negro velho e sofrido?

— Ela quer tudo. E você vai dar tudo o que ela tem direito. Vai lá, vai comer ela como ela merece. Vai mostrar para ela o que é prazer de verdade. Eu garanto a sua vida. Ninguém vai saber.

Puxei ele pela mão. Ele veio, grande, forte, todo trêmulo de excitação e medo. Chegamos na porta do quarto. Abri devagar e empurrei ele para dentro.

Beatriz estava lá, sentada na beira da cama, as mãos postas, nervosa. Quando viu Mateus entrar, ela soltou um suspiro fundo. Ele fechou a porta com força e girou a chave.

O clima no quarto mudou instantaneamente. Era quente, abafado, carregado de desejo proibido.

Mateus não disse nada. Ele apenas ficou ali, parado, olhando para ela. E então, devagar, ele tirou a camisa suja e jogou no chão.

Beatriz ofegou. Ela nunca tinha visto aquilo de perto. O peito largo, os braços grossos, e as costas cheias de cicatrizes profundas, que brilhavam sob a luz do sol que entrava pela fresta da janela. Aquelas marcas contavam histórias, e aquilo a excitava de uma forma que ela não conseguia explicar.

— Aproxime-se, Mateus... — sussurrei eu, ficando de pé ao lado, assistindo e comandando a cena. — Mostre para a Sinhá Beatriz o que você tem.

Ele caminhou até ela. Ela olhava para aquelas marcas, fascinada, e estendeu a mão, tremida, tocando as costas dele. Passou os dedos pelos sulcos profundos do açoite.

— Que pele... tão dura... — ela murmurou.

— É pele de sobrevivente, Sinhá — rosnou ele, e de repente, a timidez acabou.

Mateus agarrou ela pela cintura e puxou para si, colando o corpo dele, quente e peludo, no corpo dela, macio e branco. Ele beijou-a no pescoço, chupando com força, enquanto as mãos grandes e calosas dele desciam por todo o seu corpo, apertando as nádegas, apertando os seios por cima do vestido.

— Eu sempre quis você... — ele sussurrou rouco. — Sempre olhei para essa branquinha e morri de vontade de comer.

— Então come... me come, negro marcado... — implorou ela, perdendo a vergonha de vez.

Ele não perdeu tempo. Com um movimento ágil, virou ela de frente para a cama e começou a levantar a saia do vestido dela. Puxou as anáguas e a calcinha de renda para baixo, deixando-a toda nua e branca ali, exposta para ele.

— Que bundinha gostosa... — ele murmurou, dando um tapa forte que fez ela gritar e a pele ficar vermelha. — Toda branquinha, toda cheirosa...

Ele se abaixou atrás dela. Começou a beijar as costas dela, descendo devagar, até chegar na nádega. E então, ele a comeu por baixo. Ele afastou os lábios dela com a mão grande e enfiou a língua com vontade.

— Ahh! Sim! Assim! — gritou Beatriz, agarrando o lençol, as pernas tremendo. — Me come com a língua!

Ele era rude, era selvagem. Chupava, lambia, mordia devagar, fazendo ela se contorcer toda. Ela já estava toda molhada, gemendo alto, quando ele se levantou, soltou a própria calça e deixou cair.

Eu vi, e Beatriz também viu. Ele era grande, grosso, com veias saltadas, diferente do Ezequiel que era mais comprido, o Mateus era mais grosso, mais cabeçudo, parecia uma clava de madeira dura.

— Segure na cabeceira, Sinhá. Vai sentir o peso do homem marcado.

Ele posicionou-se atrás dela, passou a mão grossa pelas costas dela, apertou a cintura e encaixou. Com um impulso só, entrou todo de uma vez.

— UHM! QUE GRANDE! — gritou ela, arqueando as costas. — Me encheu todinha!

— Toma! Toma esse pau preto! — rosnou ele, começando a bater com força. O som era alto, ploc, ploc, ploc, pele batendo com vontade.

Ele segurava os cabelos dela com uma mão e apertava a cintura com a outra, batendo fundo, fazendo o corpo dela todo balançar. Beatriz estava louca, virando a cabeça para trás, olhando para ele, vendo os músculos dele trabalhando, as marcas no peito dele brilhando de suor.

— Olha para mim, branquinha! — ordenou ele. — Olha quem está comendo você! É o negro da senzala! É o homem que leva surra, mas que dá prazer de sobra!

— Sim! Sim! É meu negro! É meu homem marcado! — ela gritava, fora de si.

Eu estava lá, vendo tudo, excitadíssima com a cena. A forma como ele a dominava, a forma como ele usava a força bruta, mas com uma paixão que só quem tem sede de amor consegue ter. Ele a virou de lado, para ver o rosto dela enquanto enfiava, depois a deitou de bruços, levantou a bunda dela bem alto e bateu com mais violência ainda.

— Você é minha agora! — ele gritava. — Mesmo que o patrão seja dono do corpo, o coração e o prazer são meus!

— Vou gozar! Vou morrer de prazer! — gritou Beatriz, e o corpo dela começou a espasmadar violentamente em cima da cama, golando muito, molhando tudo.

Mateus não parou. Ele continuou batendo, mais rápido, mais forte, até que soltou um urro baixo e fundo:
— VOU DENTRO! VOU ENCHER VOCÊ DE FILHOS DE NEGRO!

E ele gozou. Sentimos ele pulsando forte dentro dela, jorrando tanto sêmen que começou a escorrer pela coxa branca dela, escorrendo para os lençóis, branco e espesso sobre a pele morena dele.

Ele caiu por cima dela, pesado, suando muito, os dois ofegantes como loucos. Depois de um tempo, ele saiu devagar, ainda duro, e se virou para mim, fazendo uma reverência.

— Obrigado, Sinhá Eulália. A senhora me deu o céu.

Beatriz ficou lá, deitada, toda roxa de chupões, toda satisfeita, olhando para o teto com um sorriso bobo.

— Eu não sabia... — ela disse fraca. — Eu não sabia que podia ser tão bom... ele me comeu tão bem...

Eu sorri, ajeitando meu vestido.
— Agora você entendeu, Beatriz. Os nossos maridos são só papel. O calor, a força e o amor verdadeiro estão aqui, na pele preta, na marca da vida, na vontade de um homem de verdade.
Foto 1 do Conto erotico: A Surpresa da Sinhá e o Homem Marcado


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Comentários


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maribaixinha Comentou em 01/06/2026

Como não vi esses textos antes? Isso sim é um conto de verdade. Libidinoso, que faz a gente pensar mil e uma coisas mesmo com o texto cercando o enredo. Nos sentimos na cena, às vezes só observando, depois incluindo outras situações. Muito bom! Depois lerei mais.




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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Surpresa da Sinhá e o Homem Marcado

Codigo do conto:
263424

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
01/06/2026

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