Voltei na Mercearia e dei para o João Negão, amigo do meu pai

A caminhada de volta para casa foi um tormento delicioso. Cada passo fazia o jeans roçar na minha pele assada, um lembrete físico e constante da grossura do João. O mormaço da noite parecia carregar o cheiro dele — aquele odor de suor de homem maduro e fumo que agora estava impregnado em cada poro do meu rosto. Eu me sentia sujo, usado e, para o meu próprio horror, em chamas. O medo que quase me paralisou horas antes tinha se transformado em um tesão sombrio, uma eletricidade que percorria minha espinha sempre que eu lembrava do peso daquela pica negra dentro de mim.
Na quinta-feira, o Rodrigo apareceu em casa. Ele estava com aquele sorriso possessivo, os olhos brilhando de desejo. Fomos para o quarto, a porta foi trancada, e ele me tomou com a técnica e a paixão de sempre. O sexo com o Rodrigo era bom, era familiar, era um encaixe de almas e corpos que se conheciam. Eu gemia, eu me arqueava, eu sentia o prazer subir... mas, no fundo, havia um buraco. Um vazio que o toque ágil e jovem do meu primo não conseguia preencher. Enquanto o Rodrigo me beijava com carinho, minha mente fugia para a luz fria da mercearia, para a brutalidade daquelas mãos pesadas e para o preenchimento absoluto que só o João tinha me dado.
Eu gozei nos braços do Rodrigo, mas meus olhos, por trás dos óculos, estavam distantes. Eu queria mais. Eu queria o proibido dentro do proibido.
Na sexta-feira, antes mesmo das seis, meus pés já me levavam sozinhos para o centro. O coração martelava, não de pavor, mas de uma ansiedade que fazia minhas mãos suarem. Cheguei na mercearia "Ponto Certo" quando o movimento minguava. João estava atrás do balcão, contando o dinheiro do caixa com aqueles dedos grossos. Quando ele levantou os olhos e me viu parado ali, ofegante, um sorriso lento e malicioso cortou o rosto dele.
— Voltou cedo, né, Igor? Pensei que o estoque só ia precisar de limpeza na quarta — ele disse.
Ele não esperou resposta. Saiu de trás do balcão, foi até a porta de aço e a desceu com um estrondo que ecoou pela rua deserta. O "clack" da tranca foi a música que eu precisava ouvir.
— Vem cá, seu safadinho.
Ele se sentou na mesma cadeira de madeira no fundo da loja. Dessa vez, ele não mandou eu ajoelhar. Ele abriu a calça, libertando aquele monstro escuro e pulsante que parecia ter vida própria.
— Senta aqui. Quero sentir o teu peso.
Eu tirei apenas a calça, ficando de camiseta e óculos. Montei no colo dele, de frente, sentindo a pele negra e quente das coxas dele contra as minhas. Quando eu me guiei para cima dele, soltei um grito abafado. Ele entrou de uma vez, um tronco de carne que parecia querer me partir ao meio. João me segurou pela cintura com as duas mãos, me mantendo ali, totalmente empalado.
— Nossa... — ele grunhiu, a voz no meu ouvido. — Você tá mais apertado que antes. Tava com saudade do João, tava?
Ele começou a me movimentar, me subindo e descendo com uma força bruta. Diferente do Rodrigo, que era todo agilidade, o João era potência pura. Ele me puxou para um beijo violento, a boca dele com gosto de café forte e tabaco. Eu gemia desesperado dentro da boca dele, minha língua lutando com a dele enquanto ele me devorava.
As mãos dele subiram para a minha camiseta, levantando o tecido. Ele começou a morder meu peito, os dentes cravando na minha pele branca, deixando marcas roxas e circulares ao redor dos meus mamilos. Eu jogava a cabeça para trás, os óculos quase caindo, e gemia no ouvido dele, uma voz fina e aguda que se perdia entre as prateleiras de mantimentos.
— Isso... geme alto pra mim, Igor! Geme pra esse negrão que te viciou! — ele sibilava, enquanto me mordia o pescoço com vontade, como se quisesse deixar a marca dele para todo mundo ver.
Eu estava fora de mim. O prazer era tanto que eu arranhava os ombros largos dele, sentindo os músculos das costas dele trabalharem a cada investida de baixo para cima. O preenchimento era total; eu me sentia completo, transbordando daquele homem imenso.
Quando ele chegou ao limite, ele me apertou contra o peito dele com tanta força que eu quase perdi o ar. Ele gozou dentro de mim com uma série de espasmos que me fizeram tremer da cabeça aos pés, minha visão ficando turva por trás das lentes. Eu desabei no ombro dele, suado, marcado e completamente dominado. O vazio tinha sumido, substituído pelo calor dele.
O balanço daquela cadeira de madeira velha acompanhava o ritmo da minha entrega. Eu não era mais o menino tímido de óculos; eu era um corpo em brasa, movido por uma fome que o João alimentava com cada estocada bruta de baixo para cima. Eu sentia o pau dele, aquela tora negra e pulsante, atingindo o fundo do meu ser, e a sensação de preenchimento era tão absurda que minha bacia parecia ganhar vida própria.
Eu comecei a rebolar com força, ignorando o ardor da pele assada, sentindo o atrito da minha bunda branca e redonda contra as coxas grossas dele. O som era úmido, um chapinhar contínuo de prazer que ecoava no silêncio da mercearia fechada. Eu estava todo melado, uma mistura de suor, lubrificação natural e o calor que emanava do corpo gigante do João.
— Isso, rebola... mostra como você aprendeu rápido, seu safado — ele rosnava, as mãos imensas apertando minha cintura com tanta força que os dedos dele quase se encontravam na frente da minha barriga.
Ele me puxou para mais um beijo faminto, nossas línguas se entrelaçando enquanto eu acelerava o movimento, subindo e descendo no colo dele com um desespero que me fazia perder o fôlego. Eu sentia a ponta dele batendo no meu ponto mais sensível a cada quicada, e uma onda de choque elétrico começou a subir pelas minhas pernas, travando meus dedos nos ombros largos dele.
— Eu vou... João... eu vou! — eu gemi contra a boca dele, a voz aguda, quase um ganido de bicho.
Eu não aguentei. No auge daquela fricção violenta, meu corpo arqueou para trás, meus olhos reviraram por trás das lentes e eu explodi. O jato foi forte, quente, disparando direto contra o peito dele e o meu, sujando a pele negra do João e a minha brancura com um rastro leitoso e denso. O contraste visual era a prova final da minha perversão: o meu gozo unindo nossos corpos, brilhando sob a luz fluorescente da loja.
Segundos depois, senti o João dar as últimas estocadas, brutais, me suspendendo no ar antes de descarregar tudo dentro de mim com um urro abafado no meu pescoço pela segunda vez, Ficamos ali, ofegantes, os peitos colados e melados, sentindo o coração um do outro bater em ritmos descompassados. O cheiro de sexo e de mercadoria estocada era agora o meu perfume favorito.
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Comentários


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gauderiosafado Comentou em 09/03/2026

Impossível nao gozar lendo essa história..tesudo demais....quero ler mais sobre o João te arrombando todinho

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aventura.ctba Comentou em 09/03/2026

Adoro seus contos, me dá um tesão enorme lendo-os, claro que teve meu voto! Adoraria ter um comentário seu no meu último conto, bjinhos Ângelacasal aventura.ctba




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Voltei na Mercearia e dei para o João Negão, amigo do meu pai

Codigo do conto:
256466

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
09/03/2026

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7

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