— Aquela menina da sala de artes cresceu, João — ela começou, a voz um tom mais grave, quase um sussurro. — Mas o vício pelo risco... esse só aumentou.
Ela deu um gole pausado, deixando o vinho banhar a língua antes de prosseguir.
— Alguns anos atrás, já formada e lecionando em uma escola de prestígio, a dinâmica mudou. Eu não era mais a aluna, eu era a colega. E havia um professor de história, um homem reservado, casado, que todos respeitavam. Mas ele tinha um olhar que me despia no meio das reuniões de conselho.
O Risco no Intervalo
Sofia sorriu, lembrando-se da adrenalina.
— Houve uma tarde de chuva, muito parecida com as tardes aqui da Serra. O intervalo entre as aulas era curto, apenas quinze minutos. A sala dos professores estava vazia, ou pelo menos era o que todos achavam. Eu entrei para buscar um café e ele já estava lá. Sem dizer nada, ele se aproximou e me prensou contra a mesa de reuniões, aquela mesa onde decidíamos o futuro dos alunos.
Ela umedeceu os lábios, a respiração ficando visivelmente curta.
— Ele não teve tempo para delicadezas. Levantou minha saia e afastou a calcinha de lado. Eu sentia o frio do tampo da mesa nas minhas costas e o calor brutal dele entrando em mim. Foi rápido, rústico. Eu mordia o lábio para não gritar, ouvindo os passos dos alunos e de outros professores no corredor, a poucos metros da porta de madeira fina.
A Marca Invisível
Sofia parou por um segundo, olhando para as próprias mãos como se revivesse o toque.
— Ele gozou dentro de mim com uma força que me fez perder o fôlego. E o pior — ou o melhor — veio depois. O sinal bateu. Eu tive trinta segundos para ajeitar a saia, passar a mão no cabelo e entrar na minha sala de aula.
Ela se inclinou para perto de mim, o hálito de vinho misturado ao perfume da sua pele.
— Eu passei a aula inteira em pé, diante de trinta adolescentes, sentindo o sêmen dele escorrer lentamente por dentro da minha coxa, molhando a renda da minha calcinha. O cheiro de sexo abafado pelo tecido da saia subia até o meu nariz toda vez que eu me movimentava. Eu explicava a matéria enquanto o cheiro do pecado de outro homem me entontecia. Eu era a "Professora Sofia", o exemplo de conduta, enquanto carregava o rastro quente dele comigo.
Sofia estendeu a taça novamente, os olhos agora desafiadores, quase febris.
— Eu ainda sinto o cheiro daquela sala de professores quando fecho os olhos, João. Um cheiro de café velho e traição. Agora me diga... você consegue imaginar sua esposa no centro daquela sala, sendo marcada enquanto o mundo lá fora não suspeitava de nada?

Que delicia de conto e como é bom lembrar de nossas doces e gostosas lembranças, aquelas que marcaram nossa juventude, nossa passagem de criança para adolescente, adultos, maduros. São lembranças assim que ajudam a construir uma identidade, uma personalidade e pelo jeito a sua é bem eclética, expansiva, deliciosamente safada, que maravilha. votado e aprovado
amo uma gordinha