Sofia abriu os olhos e inclinou o rosto para o lado, observando minha reação com uma curiosidade quase científica.
— O mais excitante foi ver você, meses depois, apertando a mão dele. Eu estava ali do seu lado, a esposa impecável, sorrindo e balançando a cabeça. E a cada vez que ele te olhava e depois descia os olhos para mim, eu sentia um calafrio. Eu sabia exatamente o gosto dele. Eu lembrava do cheiro do suor dele misturado ao frio daquela noite no terraço.
Ela deslizou a mão pela própria coxa, parando na borda da calcinha.
— Eu via vocês dois conversando sobre números e metas, enquanto a minha mente projetava a imagem dele me usando como um animal contra aquela pedra. Eu carregava o segredo do toque dele enquanto você apresentava os seus planos. E o cheiro daquela noite... ele pareceu voltar com força naquele jantar, toda vez que ele chegava perto de mim para falar ao pé do ouvido.
Sofia estendeu a taça vazia, o sorriso agora carregado de uma provocação pura.
— O mundo é pequeno demais para os segredos de uma mulher, João. E agora, toda vez que você cruzar com ele, você vai lembrar que o "aperto firme" dele já foi sentido em lugares muito mais íntimos da sua esposa.
— Esqueça as paredes e as ruas, João — Sofia sussurrou, a voz carregada de uma rouquidão que vinha do fundo da garganta. — O verdadeiro mapa não está no mundo lá fora. Está na minha pele. Cada homem que passou por mim deixou uma marca invisível, uma assinatura de onde ele mais gostava de me ver suja.
Ela passou a ponta dos dedos pelo pescoço, descendo lentamente pelo decote.
A Marca da Obsessão
— Teve um namorado, logo no início da faculdade... o Marcos. Ele tinha uma obsessão pelo meu rosto. Ele dizia que eu tinha feições de santa, e por isso ele precisava me profanar. — Sofia inclinou a cabeça para trás. — Ele nunca terminava dentro. Ele me obrigava a olhar nos olhos dele enquanto despejava tudo na minha testa e nas minhas pálpebras. Eu sentia o calor do sêmen dele embaçar minha visão, escorrendo como se fossem lágrimas de outra pessoa. O cheiro era cru, forte, e eu tinha que esperar ele me dar permissão para limpar.
Ela deu um gole no vinho, os olhos fixos nos meus, medindo o peso de cada palavra.
— Já o Ricardo... aquele do meu primeiro emprego... ele era diferente. Ele tinha um fetiche pelo meu colo. Ele gostava de me ver com blusas de seda, para depois abri-las e gozar bem entre os meus seios. Ele dizia que o contraste do sêmen branco com a minha pele quente era a imagem mais bonita do mundo. Ele espalhava tudo com as mãos, massageando meu peito com o próprio fluido até que a minha pele ficasse pegajosa e com aquele aroma metálico de satisfação masculina.
Sofia deslizou as mãos para baixo, parando na cintura, onde os dedos dela se cravaram levemente na carne.
— Mas o meu namorado mais rústico, o Bruno... ele não se importava com o rosto ou com o colo. Ele queria o que estava escondido. Ele me virava de costas e, no auge, ele gozava exatamente no meu cóccix, deixando que tudo escorresse pelo meu cu e sumisse entre as minhas nádegas. Eu sentia aquele rio quente descendo, se misturando ao meu suor, enquanto ele apertava a minha bundinha com força. O cheiro que subia dali, João... era o cheiro da entrega total. Eu passava horas sentindo aquele rastro secar e repuxar a minha pele toda vez que eu caminhava.
Ela se inclinou para frente, o hálito de vinho agora misturado a uma confissão ainda mais profunda.
— Cada um deles tinha um "lugar favorito". Um no rosto, outro nos seios, outro nas costas. Mas nenhum deles, João... nenhum deles teve o mapa completo como você tem agora. Eles apenas deixaram as coordenadas.
Sofia estendeu a taça, os dedos trêmulos, os olhos brilhando com uma luxúria que beirava a crueldade.
— Eu sou um mapa de marcas antigas, meu amor. E agora que você sabe onde cada um deles gostava de me ver marcada... onde você vai querer deixar a sua assinatura hoje para cobrir todas as outras?
