Acabou não dando certo

Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Hoje resolvi dar uma pausa na correria do dia-a-dia para compartilhar alguns fatos que ocorreram após conhecer a Nanda. Relatei aqui com o título "Será que vai dar certo?". Pois bem, tentando fazer um breve resumo do que já tinha dito, eu conheci uma mulher chamada Tauane num encontro meio inesperado, aproveitei a oportunidade para sair com ela e foi uma delícia, mas só depois fiquei sabendo que ela era casada, o que inviabilizou nossa continuidade. Fiquei na fossa, e minhas amigas Ytala e Nanda meio que foram minhas ajudantes nesse processo. Enquanto a primeira era sempre a amiga da lucidez, a segunda é mais porra louca e fez de tudo para ir à uma festa. Acabei aceitando e descobri que ela gostava de mulheres lá, algo que me fez ficar muito interessada nela, porque sempre achei ela muito linda. Então ficamos e desde então estávamos nos conhecendo mais e ficando.


Estávamos... E esse é o ponto deste relato. Nanda é uma mulher de 26 anos que sempre teve um espírito de liberdade muito grande. Sempre soube que ela era mais agitada, da festa e que gostava de não se relacionar. Então quando me apaixonei por ela, eu sabia dos riscos. Só que quando ela resolveu que iria ser minha namorada, pensei que talvez fosse possível sonhar em algo com ela.

Com mulheres sempre tive um perfil mais submisso, de criar expectativas, de meio que me colocar à disposição, esperar ordens, orientações e ser um tanto pegajosa. E por isso, para não me expor e não me prejudicar sentimentalmente, acabei tentando ao máximo diminuir essa característica e também passar a ter um pouquinho mais de atitude. Durante os primeiros dias, tudo estava funcionando bem, ela estava morando comigo praticamente, a gente transava todos os dias e ela é muito gostosa, tem um beijo profundo, que conecta a alma, que faz você se sentir segura e querer sempre mais. Seu abraço, seu olhar, cria uma conexão real, que faz você querer jogar tudo para o alto. E falo tudo isso não porque estava me sabotando, mas porque nunca tinha visto ela tomar as atitudes que tomou. Isso me fez acionar o perfil submisso no final, mas evitei, com esforços homéricos, evitar chegar ao ponto sentimental extremo e ser pegajosa. Nisso, meu corninho virtual do site ajudou muito - e respeitou por não querer se meter em algo mais pessoal (grata demais por isso).

Porém, ela passou a ficar mais na casa dela, alegando que era por conta da família e tudo bem, entendo isso realmente. A visita, porém, caiu de forma avassaladora. Se a gente se via fora do trabalho praticamente todos os dias, agora a gente compartilhava apenas o tempo do almoço, e ainda assim, de forma discreta - porque nunca nos expusemos no trabalho ou em ambiente público para evitar represália. Os beijos que conectavam a alma passaram a ser selinhos preocupados em sermos descobertas, os abraços perderam a intensidade e cheguei a procura-la vários vezes para saber se tudo estava bem, sem parecer ser fraca ou desesperada, mesmo às vezes sentindo meu coração ficar apertadinho.

Isso acabou durando mais do que devia. Promessas de conversas surgiram. Agendamento de encontros em casa também foram marcados. Mas na hora H, sempre surgia algum problema ou situação. Então resolvi parar de ficar esperando e passei a procurá-la e a ir onde ela estaria para resolver alguns detalhes e aparar arestas. E foi nesse momento que as coisas ruíram de vez.

Num sábado, liguei para ela para saber se podíamos nos encontrar em sua casa. Novamente surgiram dificuldades, que sua mãe estaria com ela para um tratamento e coisas do tipo. Então disse que seria coisa rápida, e novamente muitas dificuldades. Respeitei e quis saber se domingo seria possível e nova promessa de ver se aconteceria. Passei o sábado esperando por alguma ligação ou orientação e nada.

No domingo, voltei a ligar cedo. Dessa vez ela não atendeu, foi a primeira vez desde o começo. Não insisti, mas resolvi ir até sua casa. Montei em minha moto e fui. Cheguei em sua casa, bati no portão, toquei o interfone e nada. Achei estranho e imaginei que de repente poderia ser porque sua mãe tivesse passado mal e saiu correndo pro hospital. Me senti mal com isso, comecei a pensar que estava julgando mal, que era insensível por ficar pensando só em mim enquanto ela tava passando por uma barra e não me contava para não me preocupar. Por um instante tudo fez sentido em minha cabeça. Seu distanciamento é porque a mãe estava mal e ela não ia em casa porque a coisa tava muito ruim. Quase chorei.

Foi então que, ao retornar à moto para voltar pra casa e esperar por notícias, um carro para bem em frente à casa dela. Estranhei por não reconhecer o veículo e esperei um pouco me ajeitando pra sair quando de repente sai a mãe de Nanda do veículo. A gente não se conhecia pessoalmente, mas Nanda tinha me mostrado ela várias e várias vezes falando de seu amor por ela. Ela me encarou como quem estivesse tentando se lembrar de alguém e eu então acenei com ela me perguntando se conhecia sua filha. Disse que sim e ela veio me cumprimentar querendo saber se estava tudo bem comigo.

Estava claro que a mãe de Nanda sempre esteve muitíssimo bem e que não teria passado nem mesmo o final de semana com a filha. Ela ainda perguntou se a filha estava em casa e eu afirmei que bati na porta e não vi nenhum sinal de vida. Ela sorriu e ainda argumentou que é porque talvez a filha pudesse ter passado a noite fora. Senti a garganta secar com a nova informação e com certeza meu rosto denunciou a insatisfação daquilo. Me senti insegura e com receio de falar algo que a mãe dela não precisaria ficar sabendo e então inventei que tinha que ir a outro lugar e depois voltaria, cumprimentei atravessado e saí.

Depois do que tinha rolado com Tauane, mesmo sabendo que a Nanda tinha um perfil difícil de lidar, não estava preparada para algo assim. Me senti traída pela mentira e inconformada com a frieza de envolver a mãe na história. Fiquei muito revoltada e muito entristecida. Me tranquei em casa, chorei e como fiquei puta com aquilo tudo. Liguei pra Ytala, que estava com sua família e então resolvi não incomodar, mesmo ela se colocando à disposição. Depois para Joana, outra amiga recente de parque, que faz parte de um grupo de caminhadas, e o mesmo. Me senti sozinha e então fui ver umas mensagens daqui e me surpreendi com uma do corninho que dizia que "se um dia me sentisse pequena demais, sozinha demais e chateada com alguém, que eu chorasse o que fosse preciso chorar, mas que depois colocasse minha melhor legging, meu melhor tênis, um óculos escuro e fosse correr com o queixo erguido, não para subestimar ninguém, mas para mostrar para mim mesma que tenho força e energia para recomeçar". Mesmo no meio das conversas e mensagens às vezes bizarras e fora do eixo, uma pílula de carinho e cuidado. Na hora eu até ri e respondi perguntando se ele estava com algum detetive na minha cola pra saber de tanto. E resolvi fazer exatamente isto.

Me vesti e saí para minha corrida. Já era tarde, por volta das 17h. Só nesse momento que percebi que tinha perdido todo o domingo sofrendo por alguém que tinha mentido pra mim. Então a fome apareceu e acabei não correndo, mas fui pro parque, lanchei, dei uma volta caminhando devagar, recuperando minha auto-estima, percebendo alguns olhares percorrerem meu corpo. Isso me fez bem, mesmo sendo num momento de fragilidade. Voltei pra casa bem satisfeita, tomei meu banho e só então fui notar o celular, que tinha ficado em casa enquanto saí.

Na tela principal, quinze chamadas perdidas. No aplicativo de mensagens, alguns áudios e textos - alguns escritos em caixa alta. Pensei, por um instante, que pudesse ser para se explicar do que ocorreu, ou talvez pedir desculpas. A esperança de que de repente pudesse haver um caminho de ajustes para continuarmos chegou até a surgir, não vou mentir, mas não era muito grande.

Quando cliquei no primeiro áudio ela me questionava porque tinha ido em sua casa cedo e não falei nada. Depois, em outro, que sua mãe contou que eu estava lá na porta e me viu. Em outro dizia que era falta de respeito. Em mais um afirmava que desta forma era difícil de confiar em mim e que não devia ter ido sem avisar antecipadamente. Nos textos ainda tinha algumas frases afirmando que eu estava jogando com os sentimentos dela. E, mais uma vez, nessa hora, percebi que ela era narcisista e que, ao invés de ser honesta, preferiu aumentar a tensão, como se eu fosse a errada.

Digitei um textão falando de como me sentia com tudo aquilo, detalhando as últimas semanas e em como ela me tratava. Ia mandar e algo pareceu me frear. Reli tudo e fiquei pensando sobre como uma pessoa que estava tentando fugir de seus erros e mentiras da forma que estava fazendo poderia reagir com aquilo. Iria dizer que eu era pegajosa ou talvez vingativa. Ou pior, ia colocar nas minhas costas todo o problema e tentar sair como a justa e correta. Analisei friamente.

Então apaguei tudo e mandei um áudio dizendo que na verdade eu tinha ligado cedo e não tinha sido atendida e por isso resolvi ir visitá-la porque sentia sua falta. Porém, ao chegar e não ver ninguém, tinha pensado que sua mãe tinha piorado e, por isso, iria voltar pra casa e esperar por notícias pois poderia ter sido algo sem aviso. Mas quando estava pra sair, a mãe, que ela dizia estar mal há semanas e que era o motivo de não nos vermos mais, apareceu e estava muitíssimo bem de saúde. Foi ali que toda a magia acabou. Fui embora cuidar da minha vida. Conclui dizendo que ela não precisava se preocupar comigo porque eu não queria mais ficar com ela para se cuidar e ter boa sorte.

O áudio mal foi enviado e logo ficou azul, depois de instantes, ela ligou. Pensei em não atender, mas acabei cedendo. Atendi e ela seguia dizendo que eu era injusta, que tinha ficado com a mãe no hospital no dia anterior sim e que iria me provar. Deixei ela seguir dizendo sem parar e também sem ligar muito, quando ela parou eu só disse que a mãe dela tinha dito que ela, Nanda, esteve numa festa na noite anterior, motivo de não ter chegado em casa cedo. Como alguém sai do hospital após ficar com a mãe o dia todo e resolve ir pra festa sem avisar a namorada? Nanda ficou por um instante muda, acho que ela não imaginaria que a mãe poderia dizer aquilo. E então continuei dizendo que nosso namoro tinha sido muito bom, mas que eu estava lhe atrapalhando, já que ela não queria me assumir, então melhor cada uma cuidar de sua vida. Ela então desligou.

E nós terminamos.


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Ficha do conto

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maribaixinha

Nome do conto:
Acabou não dando certo

Codigo do conto:
261508

Categoria:
Lésbicas

Data da Publicação:
07/05/2026

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