Após minha última aventura, voltei o caminho todo totalmente pelada usando apenas meus óculos de grau e mais nada. Ao chegar em casa, tomei um banho relaxante, e fui dormir. Nos dias seguintes, durante cerca de uma semana, tive uma vida normal, totalmente vestida como qualquer pessoa normal pois não pude faltar no trabalho.
Após uma semana totalmente vestida, só de pensar em ficar pelada em público novamente, já senti meu rosto quente, vermelho de vergonha, com os músculos risíveis contraídos, porque agora o contraste era bem maior. O peso dos tecidos sobre minha pele nos últimos dias havia criado uma barreira de normalidade que tornava a ideia de quebrá-la algo quase insuportável... e, por isso, absolutamente excitante.
Planejei tudo com a precisão de quem deseja a própria ruína. Peguei um ônibus para um lugar distante de minha casa, que ficava perto de uma estação de metrô, cerca de 7 km de onde eu morava. O plano era simples: me despojar de tudo no ponto mais distante e vulnerável possível.
Ao descer do ônibus, entrei em um beco estreito e úmido. Com as mãos tremendo, comecei a me despir. Senti o ar frio do fim de tarde atingir minhas costas, depois minhas tetas, e finalmente minha buceta, que já pulsava de ansiedade. Mantive apenas minhas sandálias, uma tornozeleira fina no tornozelo esquerdo e meus óculos de grau. Para garantir que minha nudez fosse irreversível, esperei um caminhão de lixo passar e, com um movimento rápido, depositei todo o meu conjunto de roupas — inclusive sutiã e calcinha — diretamente na prensa do caminhão. Vi o tecido ser esmagado e desaparecer no interior metálico do veículo. O caminhão partiu, e com ele, qualquer chance de eu me cobrir. Eu estava agora irremediavelmente pelada, desamparada, com a pele exposta ao julgamento do mundo.
Caminhei para fora do beco e me lancei em uma avenida movimentada. O contraste era violento: centenas de pessoas vestidas, ternos, casacos, jeans, e eu... apenas a minha pele, meus óculos e o som plástico das minhas sandálias no concreto.
Entrei em uma livraria enorme, onde o chão era de madeira polida. Enquanto folheava um livro, sentindo meus bicos roçando nas capas duras, um funcionário se aproximou. Ele me olhou com um cinismo letárgico, como se eu fosse apenas um erro sistêmico na loja.
— A senhora está procurando algum livro sobre exibicionismo ou apenas esqueceu a roupa em casa? — ele perguntou, com a voz desprovida de qualquer emoção.
Meu rosto ardeu, mas mantive o olhar firme:
— Do que você está falando? Não esqueci minhas roupas. Estou de sandálias, tornozeleira e óculos, e minha roupa cor da pele, você não está vendo? — Apontei para meus pés e para o acessório no tornozelo. — Esta é a roupa que mais gosto de usar.
Ele soltou um riso seco. Para manter o jogo do meu cinismo, aproximou-se e deslizou a mão pela minha cintura, alisando minha bunda com uma delicadeza fria. Com a ponta dos dedos da outra mão, ele contornou e brincou com meu bico, que se enrugou instantaneamente sob o toque.
— Sua roupa é interessante, mas o tecido aqui no peito parece estar enrugado — comentou, enquanto descia a mão rapidamente para a minha buceta e inseria um dedo com um movimento brusco.
A sensação de ser tocada tecnicamente, como se fosse um manequim, me fez perder o chão. Eu gozei ali mesmo, entre as prateleiras, sentindo o clitóris latejar enquanto ele retirava a mão com indiferença. Assim que o prazer baixou, o abismo se abriu. Senti uma mistura intensa de vergonha, culpa e arrependimento. Sem o escudo do tesão, fiquei extremamente consciente de que minhas partes íntimas estavam escancaradas para qualquer um. A nudez tornou-se pesada, imoral.
Saí da livraria com as pernas bambas e caminhei até uma praça onde pessoas tomavam sol. Sentei-me em um banco ao lado de um homem que lia um tablet. Ele me encarou de cima a baixo, focando na minha buceta raspada e exposta.
— Você é bem corajosa de circular assim — disse ele, com deboche.
— Corajosa? — respondi, rindo de vergonha. — Eu estou perfeitamente vestida. Você só está olhando assustado porque o zíper da minha calça cor da pele está aberto. Parece até que estou pelada, não parece?
O homem sorriu com a minha audácia. Estendeu a mão e disse que ia tentar "consertar meu zíper", circulando com os dedos as bordas dos meus pequenos lábios. Ao notar que eu já estava lubrificada, penetrou um dedo em mim.
— Deixa eu ver do que é feita essa calça — sussurrou, iniciando um movimento de vai e vem descarado e cínico. — Nossa, esse tecido é incrivelmente úmido. Você deve estar suando muito.
O toque exploratório aliado à mentira descarada criou um curto-circuito. Gozei violentamente, sentindo meus bicos endurecerem ainda mais, soltando um gemido que ecoou pela praça, contrastando com a neutralidade dos outros frequentadores.
Decidi tentar o metrô para evitar os 7 km de caminhada. Ao chegar na catraca, o segurança me barrou com total descrença.
— A senhora não entra aqui pelada — disse ele, seco.
— Mas eu não estou pelada! Estou usando uma roupa cor da pele, você é que não prestou atenção. Se olhar bem, vai ver que estou vestida — menti com a voz trêmula. No fundo, eu sabia que aquela frase o forçaria a me olhar com ainda mais detalhe, a ter certeza absoluta de que eu estava pelada.
Ele não caiu na narrativa. Pegou-me pelo braço com firmeza e me empurrou de volta para a calçada.
— Saia daqui agora antes que eu chame a polícia — ordenou, soltando-me com desprezo.
Senti um tesão devastador por ter sido descoberta e expulsa. A percepção de que minha mentira falhou me jogou em um estado de vulnerabilidade extrema. Eu estava ali, peladona, sendo observada pela multidão do metrô como um animal exótico.
Aproximei-me de um quiosque para tentar me esconder. O dono comentou com um cinismo cortante:
— Essa roupa engana mesmo... parece que você está pelada de verdade, não é?
— É que ninguém presta muita atenção — respondi, sentindo a vergonha me consumir.
Ele riu e, ao me entregar um panfleto, deslizou a mão na minha bunda e o dedo médio rapidamente até achar minha buceta úmida.
— Agora estou reparando... que roupa diferente!
Ele me virou de frente e penetrou o dedo novamente. Na frente de todo mundo, começou aquele movimento de vai e vem, fazendo minha buceta emitir aquele barulho encharcado e indecente (tchec, tchec, tchec). Os barulhinhos estavam sincronizados com meus gemidos, risadas escandalosas e respiração ofegante, não tinha como esconder meu tesão. A safadeza estava escancarada, era tudo muito sexual e imoral. As pessoas olhavam por curiosidade, mas não por excitação. O fato de eu ser a única pessoa a estar totalmente pelada e ainda por cima tão excitada, me fez sentir a imoralidade do ato; eu me sentia vulgar, suja e imensamente indecente. Isso disparou meu terceiro orgasmo. Gozei escandalosamente, gemendo e rindo de vergonha, totalmente exposta.
Assim que o prazer baixou, a onda de culpa retornou. Olhei para as sandálias e para os óculos e senti o peso da minha própria depravação. Eu era apenas uma mulher pelada, mentindo para estranhos e gozando como uma tarada no meio da rua. Senti vontade de rir do absurdo e, ao mesmo tempo, um desespero lancinante por não ter um único pedaço de pano para me esconder.
Mas, após esse breve período de saturação, o silêncio da vulnerabilidade me reacendeu. A percepção de que eu era a única "anormal" ali fez meu tesão retornar com violência. Minha buceta voltou a pulsar, inundando as sandálias de luxúria.
No caminho de volta, a jornada tornou-se um loop de prazer e vergonha. Tive mais seis orgasmos em situações degradantes: fingindo ler um cardápio em um restaurante, atravessando uma ponte com ventos fortes que chicoteavam meus bicos e entravam na minha buceta, ou encostada em um poste sentindo o metal frio nas costas peladas.
Ao final, percebi que ainda estava longe demais de casa. O sol sumira e o frio fazia minha pele arrepiar. A vergonha e o arrependimento acumulavam-se, mas em vez de me fazerem correr para casa, eles me empurravam para a direção oposta. Eu lutava contra meus instintos de sobrevivência e, movida por um desejo masoquista, comecei a caminhar para mais longe ainda.
Meus orgasmos já não eram tão intensos; tornaram-se quase sem graça e demoravam a chegar. O que antes levava dez minutos, agora exigia 40 minutos ou uma hora de estimulação e exposição. Mas era justamente essa demora que me deixava tarada. Saber que todos me viam pelada e percebiam minha intenção sexual inadequada — justamente por eu insistir tanto tempo naquela situação — transformava a espera em uma tortura erótica. Eu estava entregue ao prazer de estar perdida, pelada e irremediavelmente exposta ao olhar do mundo.