Apocalipse 2193: Kiara nos vilarejos



Os vilarejos eram áreas com regras coletivas gerais em que as pessoas mais fortes podiam se estabelecer em moradias e áreas às quais valiam as suas regras, particularidades. Por esse motivo, sair de casa poderia significar conflito.


Mas ainda havia um código de conduta entre eles. Aquelas pessoas as quais eram submetidas por alguém, jamais podiam ser capturadas por outras casas. Assim, se alguém tivesse interesse em sucumbir os submissos de outros, deviam dominar seus Donos. Os subalternos também não podiam aproveitar a situação para fugir pois podiam ser capturados por qualquer um.

Moradores de vilarejos com idade avançada optavam colocar os seus submissos para sair de casa e resolver coisas. Os mais jovens se fixavam nas áreas mais externas do centro pois muitos deles eram habilidosos para captura de alguém que tentava sair da casa de uma pessoa idosa.

Embora em menor número, também haviam Donas moradoras de vilarejo, que tinham habilidade em castração e eram mais perigosas que muitos homens por serem mais eficientes.

Então, nas ruas era possível ver submissos resolvendo algo para seus Donos. Alguns Donos fazendo vigília e observando possibilidade de ampliar o seu domínio sucumbindo outras casas e pouca ou nenhuma atividade visando alimentos ou algo assim. Geralmente os Donos plantavam e buscavam sustento em suas próprias áreas. Também não era possível haver invasões entre eles.

Em vilarejos maiores, mais regras surgiam e a ideia de brigas ou confusões sem aviso prévio nas ruas era uma que inviabiliza tanta confusão. Por isso, os Donos também andavam com frequência e se relacionavam bem com outros Donos. Mantinham seus submissos em coleiras, jaulas e prisões particulares.

Por tudo isso, o vilarejo não era um lugar agradável para pessoas solitárias. Especialmente mulheres.

Haviam apenas alguns, mais antigos, em que se permitia que solitários pudessem passar pela cidade, receber suporte de alimentos e hospedagem e seguir sua viagem sem incômodo. Mas com o tempo, esses lugares têm sido cada vez mais raros. E o ato de auxílio poderia ser apenas uma isca para capturar novas pessoas.

Outro detalhe nos vilarejos é que seus limites eram repletos de armadilhas mortais instaladas e camufladas em matas, solos e áreas abertas. Muitas delas mutilavam, envenenavam ou mantinham a pessoa presa até ser solta ou deixada para morrer.

Kiara já tinha passado perto de um vilarejo e viu como era o suspense nas redondezas de uma área dessas. Mas atravessar um lhe exigiria um esforço quase sobrenatural.

Primeiro ela tentou ir seguindo pelos limites de cada vilarejo. Se misturava às vegetações e áreas mais isoladas e prosseguia, sempre lentamente, atenta aos detalhes e riscos que poderiam surgir em seu caminho.

Isso lhe fez avançar bastante nos primeiros dias, mas também fez andar demais e passar por trajetos cheios de obstáculos naturais. Nas áreas mais destampadas, aguardava a escuridão da noite e avançava com uma corrida rápida e toques leves com os pés no chão.

Porém, no momento capital, próximo de uma área mais densa, a missão de travessia seria extremamente arriscada. Teve de parar para refletir formas de superar a dificuldade. Mas estava tão complexo de passar que ela chegou a cogitar voltar tudo de novo e seguir para a Siberia.

O local era a entrada de um vilarejo. Sempre movimentado durante o dia. Tratava-se de um em que os Donos tinham relações entre eles foram das casas. Por isso, o movimento era grande, com poucos minutos de calmaria e pouca noção do que estaria por vir.

Mais adiante era possível ver o acesso a uma pequena fazenda. Áreas assim em vilarejos eram repletos de mistério. Seria como se um mini reinado funcionasse dentro de uma área maior. Haviam grande número de submissos e até mesmo hierarquias intermediárias pra assegurar o controle local. Por isso mesmo eram lugares a se evitar ao máximo.

Na pista, no sentido de saída do vilarejo, haviam pequenos postos de observação e outras áreas com Donos. Em resumo, Kiara teria que passar dentro das áreas dos Donos. A preocupação seria com as armadilhas, os guardas e até os submisso, que às vezes eram premiados com algo.

Esperou escurecer. Se era para se colocar no maior risco de todos, que fosse no escuro, onde possuía ótimos recursos.

Assim que a penumbra da noite aumentou, Kiara saiu entre os arbustos logo após mais uma carruagem passar. Atravessou a pista e foi em direção à divisa entre o vilarejo e a cidade. Ela supunha que seria plausível passar por ali devido ao fato de ter dezenas de armadilhas dos dois lados estarem armadas inviabilizando o trânsito de pessoas.

Se aproximou lentamente e começou a perceber as armadilhas. Meticulosamente ela foi avançando, se misturando ao ambiente, rastejando e olhando tudo. Quando deu por si, estava dentro do vilarejo. Não queria ficar ali porque a fazenda devia haver menos movimento. Mas agora era tarde.

Então ela acelerou o passo para ir até o fim da cidade para cruzar os limites novamente e seguir adiante. Com medo e pressa, pulou um pequeno arbusto e caiu em cima de uma armadilha que prendeu ao seu tornozelo. Por muito pouco não a mutilou e nem a machucou.

Seu pé ficou no canto, com o dedo mindinho e a lateral preso na pressão do equipamento. Centímetros para o lado e estaria sem parte da perna.

Aquilo doeu e a fez cair. Desesperada, ela tentou abrir o dispositivo para liberar o pé. Chegou a puxar com toda a força sentindo o ferro apertar mais ainda um pedaço do pé. Vendo que não conseguiria se livrar tão fácil, viu se conseguiria se arrastar. Mas o equipamento era pesado e estava preso a uma corrente.

Kiara então voltou a tentar abrir aquele trambolho sem se dar conta de onde estava. De repente a silhueta de alguém surgiu.

- Está presa, meu bem? - disse uma voz feminina.

- Me ajude, por favor!

- Claro que posso fazer isso, mas o que ganho em troca? - quis negociar.

- E o que você quer?

-Quero você por um tempo.

- Tudo bem, eu aceito! - respondeu Kiara mais preocupada com o surgimento de hordas ou homens.

A mulher então se aproximou mostrando ser bem grande e forte. Abriu o aparelho e Kiara puxou a perna se livrando daquilo. Seu pé tinha machucado muito pouco.

- Obrigada! - respondeu tentando ser gentil.

- Não tem de quê! E olha só, ela cumpre com a palavra mesmo, pensei que iria correr e fugir. Venha aqui, rápido!

A mulher então apontou a direção e foi com Kiara até um barraco pequeno e bem organizado. Ela entrou seguida de sua ajudante misteriosa. As duas se entreolharam com a luz de uma tocha e a mulher ficou deslumbrada com ela.

- Com certeza não é dessa região! Que linda você é. Porque está aqui? - quis saber.

Kiara contou sobre os últimos fatos, desde quando Orlando traiu os Astros até aquele momento. Tudo de forma resumida. A mulher então prosseguiu.

- Eu me chamo Roberta, moro no vilarejo desde que era bem novinha. Não sei mais quantos anos tenho. Minha família fundou esse lugar. É por isso que tenho uma das maiores áreas. Mas também não tenho muitas coisas. Prefiro ser sozinha. Mas isso não significa que viva sem ninguém. Coloco as armadilhas para me proteger dos riscos e também para interagir e ficar com quem me interessar. Você é um caso fora da curva. Nunca imaginaria algo tão belo por aqui.

- Obrigada pelos elogios. Mas pretendo avançar rápido.

- Hahaha, meu bem. Para onde quer ir, sozinha, não sobreviverá tanto. Claro que foi a maior surpresa saber de onde vem e o quanto caminhou. Mas a direção mais segura seria voltar por onde veio e fazer o percurso dos Comerciantes.

Kiara sabia que no fundo a Roberta tinha razão. Os vilarejos se encavalariam uns nos outros e se não fosse pega por uma armadilha, ia findar sua vida sendo submissa de alguém. Por isso, começou a chorar copiosamente.

- Ei, não fique assim. Se quiser, pode ficar aqui comigo até pensar em outra coisa. Eu posso te levar comigo por outras partes. Existem vilarejos em que posso transitar. Mas você ficaria um pouco atrás do cruzamento que deseja.

- Obrigada. Diziam que encontraria hostilidade em vilarejos.

- Mas existe hostilidade. Não encontra aqui porque faço acordos. E o que fizemos lá na armadilha ainda vai estar válido.

- E se não tivesse aceitado?

- Eu te deixaria lá até morrer ou outra pessoa te achar. E se sofresse muito, mataria.

Kiara ficou surpresa com a franqueza e passou a observar melhor sua companhia. Roberta era alta, musculosa, com braços e pernas bem definidos. Mas também era um pouco acima do peso, embora ainda assim tivesse um certo charme. Embora tivesse uma aparência brutal, tinha um olhar gentil e um rosto bonito.

- E o que significa me querer por um tempo?

- Você é virgem, não é?

- Porque isso é tão óbvio?

- Não tem malícia, é muito inocente. Chega a ser comico.

- Vai poder me falar?

- Um tempo comigo é me satisfazer sexualmente. Mas não sou exigente, gosto de beijos, carícias... Oral. E você é tão linda que só de imaginar seu rosto entre minhas pernas eu sou capaz de ter orgasmos. Mas não se preocupe, não vou forçar você a nada. Meus planos contigo são de fazer você sentir-se bem aqui, comigo. E esqueça sua vingança.

Continua

Foto 1 do Conto erotico: Apocalipse 2193: Kiara nos vilarejos


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Apocalipse 2193: Kiara nos vilarejos

Codigo do conto:
266786

Categoria:
Sadomasoquismo

Data da Publicação:
10/07/2026

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