A Raquel estava reunida com o Rui no seu gabinete, no final da tarde. A porta estava semi-aberta e os dois discutiam os últimos ajustes de um contrato quando se ouviram batidas leves. — Pode entrar — disse Raquel, levantando a voz. A porta abriu-se e entrou a M, colega do mesmo departamento. Tinha quarenta e tal anos, corpo de curvas generosas e bem cuidadas: seios fartos que a blusa justa de seda escura não escondia, cintura marcada, ancas normais e um cu empinado e redondo que a saia lápis preta, curta o suficiente para revelar as coxas firmes, realçava a cada passo. As meias transparentes e os saltos altos completavam um visual deliberadamente sensual. O cabelo solto caía-lhe pelos ombros e o perfume era doce e pesado. — Desculpem interromper — disse a M, sorrindo. — Só vinha avisar que tenho consulta com o Dr. Rodrigues daqui a pouco. Se precisarem de mim, já só amanhã. Raquel assentiu, o olhar a demorar-se um segundo a mais do que o necessário na forma como a saia da colega se colava ao cu. — Sem problema. Boa consulta. A M saiu, fechando a porta atrás de si. O som dos saltos afastou-se pelo corredor. Raquel ficou em silêncio durante alguns segundos, o corpo já ligeiramente tenso. Na imaginação, a cena formou-se depressa e com clareza: o Dr. Rodrigues a receber a M no consultório vazio, a mão a subir pela saia justa, a puxar a tanga para o lado, a enfiar os dedos na cona já húmida enquanto a colega gemia contra a secretária. Imaginou o médico a virar a M de quatro, a abrir-lhe o cu empinado e a foder com força, a chamar-lhe puta baixinho, a encher-lhe a cona ou o cu de esperma antes de a mandar embora com as pernas a tremer. A imagem foi tão nítida que Raquel sentiu a própria cona contrair-se dentro da roupa. Rui, sentado do outro lado da secretária, notou a mudança no olhar dela. — Em que estás a pensar? — perguntou, a voz baixa. Raquel fechou a pasta que tinham à frente e levantou-se. Foi até à porta, confirmou que o corredor estava vazio e trancou. Depois virou-se para ele. — Estou a imaginar o Dr. Rodrigues a foder a M neste preciso momento. A saia dela levantada, o cu daquela quarentona a levar com força, ela a gemer no consultório dele. E isso deixou-me molhada. Rui ergueu uma sobrancelha, o sorriso lento a aparecer, mas havia uma nota mais séria por baixo. — Porque é que achas que o Dr. Rodrigues pode ir foder com a M? Raquel aproximou-se, parou entre as pernas dele e olhou-o de cima. — Porque sei que ele tem fama de foder com clientes. Não é segredo. Há histórias. Ele gosta de mulheres da nossa idade, com curvas, e não se coíbe quando o consultório fica vazio no fim do dia. Rui ficou em silêncio durante uns segundos, o olhar mais escuro. — E tu? Já fodeste com o Dr. Rodrigues? Raquel não respondeu de imediato. Em vez disso, puxou a saia para cima, sentou-se na secretária de frente para ele e abriu as pernas. A tanga de renda preta já estava húmida. Rui puxou-a para o lado e passou dois dedos pela fenda, sentindo o calor. — Estás encharcada só de imaginá-los — murmurou. — Responde-me, Raquel. Já fodeste com ele? Ela mordeu o lábio enquanto ele começava a esfregar o clitóris com o polegar. — Ele tentou. E sim… fodeu comigo. O corpo de Rui tensionou-se. Os dedos continuaram a trabalhar, mas a voz saiu mais rouca, carregada de algo que se parecia com ciúme. — Fodeu contigo. O puto do cinquentão fodou-te. E a minha mulher também era cliente dele. Já pensaste nisso? Que se calhar também a abriu em cima daquela secretária, que também lhe comeu o cu, que também a encheu de esporra antes de a mandar para casa para mim? Raquel gemeu quando ele enfiou dois dedos dentro dela. — Não sei… mas é possível. Ele não escolhe. Se a M está lá agora, está a levar. E a tua mulher… se foi cliente, pode ter levado também. Rui retirou os dedos, abriu as calças e tirou o pau já completamente duro. Esfregou a cabeça na entrada molhada e olhou-a nos olhos enquanto empurrava para dentro de uma só vez. — Conta-me — ordenou, começando a foder com estocadas profundas e lentas. — Conta-me como foi. Enquanto te fodo, quero ouvir. Raquel agarrou-se à beira da secretária, a voz já falhada entre os embates. — Foi no consultório. Eu tinha ido tratar de um assunto… ele trancou a porta… pôs-me de quatro em cima da secretária… comeu-me a cona primeiro… depois enfia-me o pau e fodeu-me com força. Chamou-me puta. Gozou dentro. Depois ainda me pediu o cu e eu deixei. Rui acelerou o ritmo, uma mão a esfregar-lhe o clitóris, a outra a apertar-lhe a coxa. — E a minha mulher? Imagina. A mesma secretária. A mesma posição. O mesmo pau a abrir-lhe a cona e o cu. Ela a gemer para ele como tu estás a gemer para mim agora. Isso deixa-te mais molhada, puta? Saber que o médico que te fodeu também pode ter fodido a minha mulher? — Deixa — admitiu ela, ofegante. — Deixa-me mais molhada. Fode-me mais forte. Quero sentir-te a bater fundo enquanto falamos nisso. Durante longos minutos continuaram assim. Rui fodia-a com estocadas firmes e profundas, sem pressa de acabar, enquanto a conversa se arrastava entre gemidos e perguntas. — Ele gozou-te dentro ou na cara? — perguntava ele. — Dentro. Na cona. Depois ainda me fez chupar limpo. — E a minha mulher… será que também lhe deu o cu? Será que ela saiu de lá a coxear como tu saíste? — Não sei… mas se ele pediu, ela provavelmente deu. Ele sabe convencer. Rui retirou-se de repente, virou-a de peito para baixo sobre a secretária e abriu-lhe o cu com as mãos. Cuspiu, passou o pau e entrou devagar, centímetro a centímetro, até ficar completamente dentro. — Então agora vais levar no cu enquanto imaginas a M a ser comida e enquanto eu imagino a minha mulher a levar o mesmo pau que te fodeu a ti — rosnou, começando a mover-se. — Geme, vaca. Quero ouvir-te. Raquel gemeu alto, empurrando as ancas para trás. A conversa não parou. Durante vários minutos, entre estocadas profundas no cu, Rui continuou a perguntar e ela a responder, os dois excitados pelo ciúme e pelas imagens que construíam juntos. — Achas que ele filmou a minha mulher como te filmou a ti? — Não sei… mas é capaz. Ele gosta de guardar. — E tu gostavas de o ver a foder a M? Gostavas de ver o cu dela a engolir o mesmo pau que te abriu? — Gostava. E gostava de te ver a foder-me com mais raiva por causa disso. Rui acelerou, uma mão a voltar ao clitóris, a outra a puxar-lhe o cabelo. — Vou encher-te o cu — avisou, a voz rouca. — Vou esporrar-te fundo enquanto penso que o Rodrigues talvez tenha feito o mesmo à minha mulher. Queres o meu leite, puta? — Quero. Enche-me. Dá-me o teu leite. Sou a tua puta. Ele enterrou-se até ao limite e gozou com um gemido grave, o corpo a tremer, os jactos a disparar fundo dentro do cu dela. Raquel gozou quase ao mesmo tempo, as paredes a contrair em ondas, o gemido abafado contra o braço. Ficaram assim longos segundos, a respiração irregular, o corpo dele ainda dentro do dela. Depois Rui retirou-se devagar. Raquel endireitou-se com cuidado, puxou a tanga e a saia para o sítio e ajeitou a blusa. As faces estavam coradas, o corpo ainda a latejar. Rui fechou as calças e olhou-a, o ciúme ainda visível por baixo do desejo satisfeito. — A próxima vez que a M disser que tem consulta com o Rodrigues, avisa-me. Quero ver-te a ficar molhada outra vez. E quero continuar esta conversa. Raquel sorriu de lado, ainda ofegante, e foi até à porta. Destrancou-a com calma. — O contrato continua em análise — disse, a recompor a voz profissional. — Mas a porta, da próxima vez, pode ficar trancada desde o início. E se quiseres falar mais sobre a tua mulher e o doutor… eu ouço. Enquanto me fodes. Rui saiu. Raquel ficou sozinha no gabinete, o cheiro a sexo ainda no ar, a imagem da colega M de quatro no consultório do Dr. Rodrigues a misturar-se com a ideia da mulher de Rui na mesma posição, e a memória recente do pau dele dentro dela. Lá fora, o corredor continuava silencioso. E ela já sabia que aquela conversa — e aquela foda — não tinham ficado resolvidas
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