Nessa noite Raquel estava sozinha em casa. António tinha saído para jantar de trabalho e só regressaria tarde. O silêncio da casa pesava de uma forma agradável. Ela tinha tomado banho, o cabelo ainda húmido a cair-lhe pelos ombros, e escolheu de propósito a lingerie mais provocante que tinha na gaveta: um conjunto de renda preta quase transparente, sutiã de meia taça que empurrava os seios fartos para cima e deixava os mamilos à mostra por baixo do tecido fino, e uma tanga mínima com um fio que desaparecia entre as nádegas do cu empinado e redondo. Por cima vestiu apenas um roupão curto de seda que mal lhe cobria o início das coxas. Sentou-se na beira da cama de casal, abriu o WhatsApp e procurou o contacto do Dr. Rodrigues. A conversa anterior ainda estava aberta. Escreveu sem rodeios. «Estou sozinha em casa. Acabei de me vestir para si.» A resposta demorou menos de um minuto. «Mostra-me.» Raquel abriu o roupão, posicionou o telemóvel à frente do espelho do quarto e tirou várias fotografias: de pé, de lado, de costas com o cu empinado, sentada com as pernas abertas o suficiente para se ver a tanga húmida. Enviou-as uma a uma. «Lingerie nova. Gosta, Dr.?» «Gosto muito, Raquel. A tanga já está molhada. Tira-a. Quero ver a cona.» Ela obedeceu. Puxou a tanga para baixo, deitou-se de costas na cama, abriu as pernas e tirou fotografias mais explícitas: a cona de perto, os lábios brilhantes, o clitóris já inchado. Enviou. «Assim?» «Assim. Mete os dedos. Filma.» Raquel abriu a gaveta e tirou o vibrador cor de pele. Ligou-o no modo médio, encostou a cabeça ao clitóris e começou a filmar com a outra mão. O zumbido baixo encheu o quarto. Os quadris moviam-se sozinhos. Enviou o vídeo curto de dez segundos em que se via claramente o aparelho a pressionar e a entrar um pouco. A resposta veio rápida. «Estou a ficar duro. Continua. Quero ver-te a enterrar esse vibrador até ao fundo.» Ela aumentou a intensidade, empurrou o silicone cor de pele dentro da cona e filmou de novo, desta vez mais perto, mostrando como as paredes a engoliam. Enviou. A conversa tornou-se cada vez mais suja. «Diz-me o que faria se estivesse aqui, Dr.» «Abria-te as pernas, comia-te a cona até gozares na minha boca e depois fodia-te o cu com força enquanto me chamavas puta. Quero ouvir-te gemer.» Raquel estava já ofegante quando a mensagem seguinte chegou. «A minha mulher acabou de se deitar noutro quarto. Podes ligar em vídeo. Agora.» Ela não hesitou. Iniciou a videochamada. O rosto de Rodrigues apareceu no ecrã, a meio corpo, a camisa aberta, a mão já dentro das calças. Os olhos dele desceram imediatamente para o enquadramento dela: deitada na cama de casal, pernas abertas, vibrador a meio dentro da cona, seios a sair do sutiã de renda. — Mostra melhor — ordenou ele, a voz rouca. — Enterra tudo e filma de perto enquanto eu me toco. Raquel obedeceu. Ajustou o telemóvel entre as coxas, empurrou o vibrador até ao fundo e começou a movê-lo para dentro e para fora com ritmo firme, o zumbido misturado com os gemidos baixos que já não conseguia controlar. No ecrã via-se a mão de Rodrigues a masturbar o pau duro com movimentos longos e apertados. — Assim… — gemeu ela. — Estou a imaginar que é o seu pau. Mais fundo… — Fala mais baixo ou mais alto, tanto faz — respondeu ele, a respiração já irregular. — A porta está fechada. Continua. Quero ver a cona a engolir esse vibrador enquanto gozo. Ela acelerou, o aparelho a desaparecer por completo a cada estocada, o clitóris a ser esfregado pelo polegar. Os gemidos tornaram-se mais altos. No ecrã, Rodrigues masturbava-se com força, os olhos fixos no ponto exacto onde o silicone entrava e saía. — Vou gozar — avisou ela, a voz falhada. — Goza. Quero ver. O corpo de Raquel arqueou-se, a cona a contrair em ondas à volta do vibrador, um gemido longo e rouco a escapar-lhe enquanto as coxas tremiam. Quase ao mesmo tempo, Rodrigues gozou no ecrã, o esperma a escorrer-lhe pelos dedos, o gemido abafado. Ficaram alguns segundos em silêncio, apenas a respirar. Depois a voz dele soou de novo, ainda rouca. — Quero mais fotografias, Raquel. Poses sensuais. Nuas, de lingerie, de quatro, a abrir a cona, o cu… tudo. Envia o que tiveres. Inclusive as que já tens no telemóvel. Raquel, ainda ofegante, com o vibrador desligado ao lado e a cona a latejar, abriu a galeria. Escolheu várias fotografias daquela noite e outras mais antigas. Algumas eram só dela: de frente para o espelho, de costas com o cu empinado, deitada a abrir a cona com os dedos. Outras, porém, tinham sido tiradas em momentos íntimos com o António — ela de lingerie sentada no colo dele, um beijo no pescoço enquanto a mão dele lhe apertava o peito, uma fotografia em que se via parte do corpo do marido ao lado do dela na mesma cama. Hesitou apenas um segundo. Depois enviou o conjunto completo. — Estas são de hoje. E estas… algumas são com o António. Ainda quer? A resposta demorou pouco. «Quero todas. Especialmente as que tens com ele. Quero ver-te na cama do teu marido e imaginar-me a foder-te exactamente no mesmo sítio. Envia mais se tiveres.» Raquel sorriu de lado, ainda com o sabor do orgasmo na boca, e continuou a enviar. A conversa manteve-se aberta até altas horas, mensagens sujas, pedidos de novas poses, descrições do que ele faria se estivesse ali. Quando finalmente desligou o telemóvel, o corpo ainda estava quente, a lingerie abandonada no chão e o vibrador cor de pele pousado na mesa de cabeceira
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