O expediente oficial já tinha sido encerrado para os outros funcionários, mas na sala administrativa, escondida atrás da recepção, o meu verdadeiro trabalho estava em andamento. Eu estava totalmente nua, ajoelhada sobre o chão de cimento batido e abafado. Minha pele branca brilhava com o suor da noite quente de Sergipe, e meus cabelos castanhos curtos estavam bagunçados enquanto eu dominava o seu Agenor na mesa dele. Eu engolia o membro do meu chefe com uma voracidade debochada, usando toda a minha sensualidade para fazê-lo morder os lábios, enquanto ele tentava, em vão, organizar um calhamaço de notas fiscais sobre a mesa de ferro antiga.
De repente, o barulho bruto de um motor a diesel ecoou no pátio de cascalho da pousada. Uma caminhonete de luxo preta tinha acabado de estacionar, e passos firmes começaram a caminhar em direção à recepção. Seu Agenor deu um solavanco na cadeira de ferro, a respiração cortada pelo susto. Ele segurou os meus ombros com pressa, tentando me afastar.
— Para, Gabriela! Puta que pariu, para agora! — o velho sibilou, a voz trêmula de nervoso, os olhos esbugalhados fixos na porta compensada. — Eles chegaram! São os três empresários de logística que eu te falei... Os caras têm dinheiro para comprar metade de Propriá vivo! Pega a sua roupa e se veste rápido, eles estão vindo direto para cá!
Eu não fiz o menor movimento para me levantar. Pelo contrário. Olhei para o seu Agenor de baixo para cima, sustentando o olhar apavorado dele com um sorriso carregado de puro deboche e descaramento. Com a boca ainda suja pelo lubrificante dele, soltei uma risada baixa e lasciva, segurando os quadris do velho com firmeza para que ele não se movesse.
— Me vestir para quê, seu Agenor? — perguntei, deixando minha voz soar perigosamente calma e provocativa. — Que tal o senhor abrir essa porta e mandar os três entrarem agora mesmo? Deixa eles verem de perto como a sua camareira trabalha bem...
— Você enlouqueceu, menina? E se alguma das outras camareiras ou o vigia passar pelo corredor e olhar pela fresta? — ele sussurrou, o suor escorrendo pela testa, dividido entre o medo e o tesão absurdo que a minha audácia causava nele.
— E qual é o problema? — rebati, empinando o meu bumbum médio com orgulho, sem me importar com absolutamente nada. — Eu não ligo a mínima se virem a Gabriela assim, peladinha, trabalhando para o patrão. Se os meus colegas de trabalho entrarem, que entrem e assistam ao show. Eu nasci para ser vista, seu Agenor.
O velho engoliu em seco, completamente dominado pela minha falta de vergonha. A ganância e o fetiche falaram mais alto. Ouvindo as batidas firmes na porta da recepção, seu Agenor se esticou, destrancou o trinco da sala administrativa com um estalo e empurrou a madeira compensada, deixando o caminho livre.
— Entrem logo, cavalheiros... O negócio hoje vai ser tratado aqui dentro — o chefe chamou com a voz rouca.
A porta se abriu por completo e os três homens entraram de uma vez. Eram sócios de uma grande empresa: homens robustos, bem-vestidos com camisas de grife, relógios de ouro pesados brilhando nos pulsos e aquela postura imponente de quem está acostumado a comprar tudo o que deseja. Eles deram dois passos para dentro da sala abafada com cheiro de café e fumo, e travaram o passo imediatamente.
O cenário diante deles era escandaloso: a famosa camareira da Pousada do Sol, de quem eles já tinham ouvido boatos na estrada, estava totalmente nua no chão, com os seios médios balançando e os bicos rígidos de tesão, terminando de chupar o pau do gerente na frente de todo mundo.
— Mas que caralho é isso... — o mais alto deles, um homem de barba aparada e olhar penetrante, exclamou, soltando uma gargalhada rústica e impressionada. — Agenor, meu amigo, você não brinca em serviço. A mercadoria está na vitrine antes mesmo de a gente assinar o contrato.
— Rapaz do céu... Olha o tamanho do descaramento dessa morena — o segundo sócio comentou, tirando os óculos escuros e devorando a minha pele branca e o meu quadril bronzeado de urucum com os olhos famintos. — A bicha nem pisca ao ver três estranhos entrando. Olhe como ela sustenta o olhar!
— Eu te disse, Juliano, que essa camareira aqui é diferenciada — o terceiro empresário completou, com a calça já marcando agressivamente o volume que crescia entre as pernas. — Ela não tem um pingo de vergonha nessa cara linda. Olha como essa bucetinha raspada e encharcada está brilhando sob a luz da lâmpada, pedindo ferro na frente do patrão.
Em vez de tentar me cobrir ou demonstrar qualquer timidez, eu usei os comentários deles como combustível para o meu exibicionismo. Levantei-me do chão devagar, rebolando o quadril de propósito. Fiquei de pé no centro da sala da gerência, completamente nua, com os braços caídos ao longo do corpo, oferecendo o meu corpo nu aos olhos dos três homens ricos como um troféu.
Passei a ponta da língua pelos meus lábios, saboreando o gosto do suor e do tesão, e encarei os três sócios com o meu habitual deboche paulista:
— Sejam bem-vindos, cavalheiros... Estava justamente esperando por homens decididos como vocês — provoquei, dando uma voltinha lenta na frente deles, deixando que apreciassem o formato do meu bumbum e a minha total falta de pudor. — Podem olhar à vontade. Eu sei que vocês têm muito dinheiro no bolso, mas agora eu quero ver quem de vocês três tem o cacete mais gostoso e a pegada mais bruta para dar conta de uma camareira safada como eu, bem aqui, em cima dessa mesa de ferro do seu Agenor. Quem vai ser o primeiro a me usar?
O mais alto dos três sócios, que se chamava Juliano, deu dois passos à frente, deixando o cheiro do seu perfume importado caro se misturar ao ambiente abafado da sala. Ele tirou do bolso interno do paletó um maço de notas de cem reais, preso por um elástico, tão grosso que fez os olhos do seu Agenor quase saltarem das órbitas. Juliano não entregou o dinheiro ao gerente; em vez disso, aproximou-se de mim, com um sorriso cínico, e começou a passar o bolo de notas suavemente pela minha pele branca. O papel frio do dinheiro deslizou pelo meu pescoço, desceu pelo meu colo e acariciou os bicos dos meus seios, que se arrepiaram na hora com o fetiche daquela humilhação deliciosa.
— Quanto vale para ter essa camareira descarada a noite inteira no nosso chalé, Agenor? — Juliano perguntou, sem tirar os olhos dos meus. — Sem pressa, sem frescura. Queremos ela disponível para nós três, do jeito que ela quiser e na hora em que a gente mandar.
— O preço de vocês é diferenciado, coronel... — o seu Agenor gaguejou, o pau dele ainda de fora, completamente hipnotizado pela cena. — Mil reais. Seiscentos para a pousada, quatrocentos direto para a mão da Gabriela.
Soltei uma risada debochada, segurando o pulso de Juliano para fazer o maço de dinheiro descer ainda mais, raspando na minha barriga até tocar a minha intimidade encharcada. Olhei para o meu chefe por cima do ombro, com puro desdém:
— Quatrocentos reais para dar conta de três homens desse tamanho, seu Agenor? O senhor está me desvalorizando. Para me ver pelada na frente de estranhos eu não cobro nada porque é o meu vício, mas para aguentar o cacete desses três o faturamento tem que ser à altura do meu descaramento.
Os três empresários soltaram gargalhadas rústicas, fascinados com a minha audácia. O segundo sócio, um homem forte de cabelos grisalhos chamado Marcos, deu um passo à frente, arrancou o maço de dinheiro da mão de Juliano e jogou metade dele em cima da mesa de ferro, na frente do gerente. A outra metade ele enfiou direto na minha bolsa preta que estava no chão.
— Pronto. Aí tem dois mil reais em dinheiro vivo — Marcos sibilou, a voz rouca de puro tesão. — Metade é sua, Agenor. A outra metade é dessa vagabundinha. Agora pega a sua roupa, Gabriela, e vamos para o chalé triplo.
Olhei para a minha bolsa, vendo o bolo de notas de cem espiando para fora, e senti meu corpo gotejar ainda mais contra o cimento. Olhei para os três, cruzei os braços embaixo dos seios para empiná-los ainda mais e decretei, com toda a minha postura exibicionista:
— Eu não vou pegar roupa nenhuma, Marcos. Vocês pagaram caro pela camareira mais safada de Sergipe, e vão levar ela exatamente assim. Nós vamos andar até o chalé comigo totalmente pelada. Quero ver se vocês têm coragem de escoltar uma mulher nua pelo pátio da pousada.
Seu Agenor arregalou os olhos, mas os três empresários se entreolharam, os rostos transformados pela luxúria e pelo desafio.
— Rapaz... Essa bicha é um demônio — o terceiro sócio, que estava mais calado, comentou, abrindo a porta da gerência por completo. — Pois vamos. Quero ver quem vai ter a audácia de olhar para o que é nosso.
Saímos da sala administrativa direto para o pátio aberto da Pousada do Sol. A noite estava quente, mas o vento leve de Propriá bateu contra o meu corpo nu, causando uma sensação indescritível de liberdade e perigo. Eu caminhava no centro do trio, totalmente despida, rebolando o meu bumbum médio com um orgulho escandaloso sobre o cascalho fino. Minha pele branca e as curvas bronzeadas de urucum pareciam brilhar sob a luz do luar e dos postes fracos do pátio. Ao meu redor, os três homens de negócios, impecavelmente engravatados, caminhavam fingindo naturalidade, mas com os olhos fixos em cada movimento do meu quadril.
— Olha só como ela anda... Parece que está numa passarela de São Paulo, e não pelada no meio de um monte de chalés — Juliano comentou em voz alta, a poucos centímetros de mim, a respiração pesada enquanto via minhas nádegas balançarem.
— E se algum hóspede abrir a janela agora, Gabriela? O que você faz? — Marcos provocou, aproximando-se tanto que o tecido da sua calça cara roçou na minha coxa nua.
— Se abrirem, eu paro e faço uma pose, Marcos — respondi em alto e bom som, sem me importar se o vigia noturno na guarita ou as outras camareiras no alojamento pudessem ouvir. — Adoro saber que posso ser vista a qualquer segundo. Olhem para as janelas dos quartos... Imaginem o tesão de um caminhoneiro fuleiro acordar e ver uma paulista gostosa, totalmente pelada, sendo levada por três empresários ricos.
— Você é uma vagabunda de primeira categoria, menina — Juliano riu, a mão pesada dele descendo para dar um tapa estalado e firme na minha bunda nua em pleno pátio aberto. O som do tapa ecoou pelo silêncio da pousada, deixando a marca dos seus dedos na minha pele branca.
Soltei um gemido manhoso e lascivo, rebolando ainda mais perto dele.
— Sou a vagabunda que vocês compraram pela noite inteira, Juliano... E pelo tamanho do que está marcando a sua calça, acho bom o seu cacete ser tão gostoso quanto a sua carteira, porque eu estou faminta.
Chegamos finalmente à porta do Chalé Triplo, localizado bem no final do corredor externo. Marcos colocou a chave na fechadura, mas antes de girar, os três me prensaram contra a parede de alvenaria externa do chalé, sob a luz direta de uma lâmpada amarela de parede. Juliano segurou o meu queixo com força, forçando-me a olhar para ele, enquanto Marcos e o outro sócio apertavam os meus seios e a minha cintura com as mãos ávidas, testando a minha lubrificação ali mesmo, ao ar livre.
— O jogo na rua acabou, Gabriela — Juliano sussurrou, os olhos injetados de luxúria, colando o corpo dele contra o meu. — Agora a gente vai entrar nesse quarto e você vai descobrir o que três homens ricos e sem limites fazem com uma camareira que não tem vergonha na cara.
— É exatamente isso que eu quero, meu amor... Me usem até eu não aguentar mais ficar de pé — respondi, mordendo o lábio inferior com deboche e entregando o meu corpo ao massacre que nos aguardava atrás daquela porta.
Marcos girou a chave com força e empurrou a porta. Fui empurrada para dentro do chalé triplo ainda de costas, sentindo o baque suave da parede de alvenaria contra a minha espinha, mas sem perder o sorriso de deboche por um único segundo. Juliano entrou logo atrás, chutando a porta para fechar com um estrondo que ecoou pelo quarto abafado. Antes mesmo que eles pudessem tirar os paletós, eu já estava no centro das atenções, com a luz forte do teto escancarando cada detalhe da minha nudez, da minha pele branca marcada pelos tapas e do meu corpo que pingava de antecipação.
— E então, cavalheiros? Vão ficar aí parados com cara de espanto ou vão tirar essas roupas caras para ver do que a camareira de vocês é capaz? — provoquei, jogando os cabelos castanhos para trás e deslizando as mãos pelas minhas próprias coxas, subindo até o quadril bronzeado de urucum. — O dinheiro já está na minha bolsa, agora eu quero ver o serviço de vocês.
Juliano soltou um urro baixo, arrancando a gravata de seda e jogando-a no chão junto com o paletó. Marcos e o terceiro sócio, que se chamava Ricardo, fizeram o mesmo, desabotoando as camisas de grife com uma pressa que só alimentava o meu ego exibicionista.
— Você fala demais para quem está prestes a ser rasgada por três homens, Gabriela — Juliano sibilou, libertando um membro grosso e latejante que saltou para fora da calça. — Quero ver se essa sua boca paulista é tão imponente quanto o seu discurso.
— Vem descobrir, meu amor — rebati, ajoelhando-me no colchão da cama de casal sem a menor timidez. Fiquei na posição de quatro mais escandalosa e escancarada possível, empinando o bumbum médio direto na direção deles, olhando-os por cima do ombro com os lábios semicerrados. — Olha como eu estou para vocês. Olha o estado da putinha do seu Agenor só de pensar no que vocês vão fazer comigo.
Ricardo não aguentou. Ele subiu na cama com as botas e tudo, segurando a minha cintura com as duas mãos pesadas, cravando os dedos na minha pele e me puxando com violência contra o seu corpo. Ele se posicionou rapidamente e, sem qualquer aviso, enterrou o pau de uma vez só, até o talo, na minha intimidade completamente encharcada.
Soltei um grito agudo, um gemido longo que misturava a dor gostosa do impacto bruto com o ápice do meu fetiche de submissão. Ricardo começou a me foder de forma rústica, ditando um ritmo alucinante que fazia a cama de madeira estalar contra a parede do chalé. Eu rebolava freneticamente contra o quadril dele, entregando toda a safadeza que tinha, enquanto o som úmido dos nossos corpos se chocando preenchia o quarto.
— Puta que pariu, olha a pressão dessa bucetinha! — Ricardo gemia alto, dando tapas estalados nas minhas nádegas, deixando novas marcas vermelhas na minha pele branca. — A bicha engole a pica inteira e ainda pede mais!
— Eu avisei que aguentava o serviço pesado, Ricardo! — gritei entre os gemidos, virando o rosto para provocá-lo. — Mas o seu sócio ali está só olhando... Juliano! Vai ficar aí babando ou vai colocar esse cacete gostoso na minha boca?
Juliano deu um sorriso cínico, aproximando-se da beirada da cama. Ele segurou os meus cabelos castanhos curtos com força, puxando a minha cabeça para trás e empurrando o seu membro robusto direto contra os meus lábios. Abri a boca sem hesitar, engolindo-o profundamente, trabalhando com a língua e com o olhar fixo nos olhos dele, mostrando que eu não tinha limites. Eu estava sendo usada por trás e pela frente, no centro de um consórcio de luxúria, do jeito exato que eu havia arquitetado.
Marcos, assistindo ao massacre de pé ao lado da cama com o pau completamente rígido e pulsando, começou a comentar em voz alta, participando do fetiche verbal que eu tanto amava:
— Olhe para isso, Juliano... Olha a cara dessa vagabunda limpando o nosso taco enquanto o Ricardo destrói ela por trás. Ela adora a humilhação, gosta de saber que é o brinquedo da nossa empresa hoje.
Deixei o membro de Juliano sair por um segundo da minha boca, apenas o suficiente para responder a Marcos com o meu habitual deboche, a voz arrastada e lasciva:
— Eu sou o melhor investimento que vocês já fizeram, Marcos... E se você não entrar no jogo agora, eu vou gozar antes de você encostar em mim! Vem logo, me pega de outro jeito!
Marcos soltou uma risada rústica, subiu na cama e me puxou pelos ombros, mudando a minha posição. Fui jogada de costas no colchão, com as pernas totalmente abertas e erguidas até os meus ombros, expondo toda a minha intimidade aos três. Juliano assumiu o lugar por baixo, Ricardo segurou minhas mãos contra o colchão e Marcos desceu com tudo, enterrando-se na minha boca enquanto Juliano me possuía com estocadas violentas e profundas que me faziam perder o fôlego.
O ritmo era frenético, sem pausas para romance ou carinho. Eu era o depósito de prazer daqueles três estranhos ricos, a camareira descarada que aceitou o desafio de ser usada ao mesmo tempo. As conversas sujas entre eles, os elogios crús à minha pele bronzeada de urucum e os gemidos pesados me levaram ao limite absoluto do prazer.
Senti as paredes da minha intimidade esmagarem o membro de Juliano em espasmos violentos. Gozei consecutivamente, gritando alto, com o corpo inteiro tremendo sob o peso deles. Juliano soltou um urro, cravou as unhas nos meus quadris e despejou uma jorrada massiva e quente no fundo do meu útero. Quase no mesmo instante, Marcos recuou e descarregou profundamente no meu rosto e nos meus seios médios, enquanto Ricardo completava o massacre despejando o seu tesão direto na minha boca.
Fiquei estirada no colchão bagunçado, completamente coberta pelo rastro da luxúria deles, respirando de forma arfante, mas com o sorriso de deboche ainda estampado no rosto. Eu era a rainha daquela sem-vergonhice, e eles sabiam disso.
A porta do Chalé Triplo se fechou atrás de mim com um estalo surdo, deixando para trás o cheiro de uísque, suor e a exaustão dos três homens que dormiam um sono pesado de satisfação. Saí direto na brisa da madrugada de Propriá. Eu continuava completamente nua, com a pele branca marcada pela força das mãos deles, os seios médios ainda melados e o sêmen misturado escorrendo lentamente pelas minhas coxas bronzeadas de urucum. Na mão esquerda, eu segurava firme a minha bolsa preta, pesada com os dois mil reais em notas de cem que eu havia faturado em poucas horas de pura sem-vergonhice.
Caminhei com os pés descalços sobre o cascalho frio do pátio, rebolando o quadril devagar, sentindo a intimidade pulsar e arder deliciosamente a cada passo. Olhei para o céu imenso e estrelado do Nordeste e soltei uma risada baixa, um sussurro de puro deboche contra o vento.
Como é gostosa essa vida..., pensei, sentindo um arrepio de liberdade correr por toda a minha espinha. Ali, sob o codinome de Gabriela, eu não tinha amarras, não tinha regras e não precisava dar satisfação a ninguém. Eu era dona do meu próprio exibicionismo. Naquele momento, no auge do meu vício, eu simplesmente não ligava mais para o meu passado, para os julgamentos, para a minha família ou para a rotina sufocante de São Paulo. Aquela cidade cinza parecia um universo distante, uma realidade que já não me pertencia mais. Eu era a camareira safada da Pousada do Sol, e o perigo era o meu lar.
Cheguei à porta do meu alojamento nos fundos, girei a chave e entrei na segurança do meu quarto abafado. Joguei a bolsa com o dinheiro em cima da cama e caminhei até o espelho do banheiro. Encarei o meu próprio reflexo: os cabelos castanhos curtos bagunçados, os lábios inchados e o corpo totalmente carimbado pela luxúria de três estranhos ricos.
Fiquei em silêncio por um longo tempo, sentindo o peso daquela adrenalina começar a baixar. O deboche no meu rosto cedeu espaço para uma quietude profunda enquanto eu passava os dedos delicadamente pela minha pele suja.
Dei uma pausa, apoiando as duas mãos na borda da pia de louça, e respirei fundo. Olhei bem no fundo dos meus próprios olhos castanhos no espelho e um pensamento novo, uma pontada de realidade que eu tentava sufocar, atravessou a minha mente:
Mas eu quero um dia voltar para São Paulo... e ver se ainda tenho família.
A Marina ainda existia ali dentro, guardada sob as camadas de prazer e transgressão da Gabriela. Eu sabia que aquela estrada um dia teria fim, e que o asfalto da minha terra natal estaria me esperando para o acerto de contas com quem eu realmente era. Mas não hoje.
Deixei o pensamento de lado, liguei o chuveiro e deixei a água fria lavar o rastro do massacre do Chalé 7, pronta para a próxima diária sob o comando do seu Agenor.




