Sempre que fecho a porta de casa e sinto o ar da rua bater na minha pele, a primeira coisa que me atinge não é o frio ou o calor, mas a consciência brutal da minha própria condição. Mas o que realmente me consome, o que torna essa rotina quase insuportável de tanta excitação, é o absurdo da situação: eu estou completamente pelada enquanto todo o resto ao meu redor continua absolutamente normal. Ao meu lado, ele caminha com seu terno de corte impecável, a gravata perfeitamente ajustada no pescoço, os sapatos lustrados refletindo a luz das lâmpadas. Eu, por outro lado, caminho totalmente pelada, de mãos dadas com ele, sem um único fio de tecido para cobrir minhas tetas, minha bunda ou a buceta que lateja exposta .
O que realmente me consome, o que transforma essa simples caminhada em algo quase insuportável de tanta excitação, é o absurdo da situação. Eu sou a única pessoa sem roupa. Olho para os lados e vejo o fluxo normal da cidade: pessoas indo para o trabalho, casais segurando mãos, totalmente vestidos, todos envoltos em algodão, linho e jeans. Cada peça de roupa que passa por mim funciona como um espelho, reforçando a minha total nudez. Não existe outra pessoa pelada para diluir a estranheza, ninguém na mesma condição para fazer parecer que aquilo é normal. Eu sou a exceção. A roupa de cada desconhecido parece gritar para mim o quanto eu estou fora do lugar, destacando cada centímetro da minha pele que deveria estar escondido.
Eu sinto o peso do olhar dele sobre mim. Ele nunca se despe. Para ele, a minha nudez é a prova tangível da minha safadeza, um espetáculo particular que ele observa com um sorriso de canto de boca, quase superior. Quando seguramos as mãos para passear pelas ruas iluminadas, o contraste entre a pele dele, coberta pelo tecido fino da camisa social, e a minha pele nua, exposta ao vento e aos olhares, é psicologicamente devastador. Ele aperta minha mão e sussurra bem perto do meu ouvido, com aquele tom cínico que faz meu estômago dar um nó: "Olhe para você... que vadia safada você é, gostando de se sentir assim, exposta e ridícula enquanto todo mundo ao redor é normal". Eu sinto os bicos dos meus tetas endurecerem ainda mais, não pelo frio, mas pela vergonha elétrica que percorre meu corpo.
Esse sentimento de ser a única "estranha" no meio de uma multidão vestida me leva ao limite. Quando ele decide que é hora de me masturbar em público, escolhendo praças movimentadas ou esquinas cheias de carros e pessoas, a plateia de desconhecidos vestidos torna o orgasmo ainda mais violento. Eu me escondo em uma árvore ou em um poste, tentando parecer casual, enquanto a mão dele, com aquelas mãos atrevidas que ele adora usar, desce direto para a minha buceta molhada. Saber que sou a única pele exposta sendo manipulada ali, enquanto todos os outros mantêm suas roupas e sua rotina de pessoas "decentes", me faz sentir a putinha mais vulgar daquela rua. Eu gozo tremendo, as pernas bambas, ofegante, olhando para as costas de um casal que conversa a poucos metros de distância, sem saber que a vadia ao lado está pelada, tendo um orgasmo incontrolável.
Depois que o prazer se abate sobre mim, ele limpa os dedos casualmente na própria calça ou em um lenço, como se tivesse apenas tirado poeira do paletó, e volta a segurar minha mão. Eu sigo ao lado dele, sentindo a lubrificação esfriar e escorrer pelas minhas coxas, consumida por uma culpa deliciosa e por um arrependimento irreversível. Sinto-me safada, usada, mas ao mesmo tempo ansiosa para repetir aquilo, para sentir novamente essa desproporção brutal entre a normalidade do mundo e a minha nudez absoluta. É um ciclo vicioso de vergonha e tesão que não tem fim.
Essa dinâmica de "fingir normalidade" atinge níveis de tensão quase insuportáveis em situações onde a minha vulgaridade está escondida a poucos centímetros da visão de todos. Há noites em que o cenário é a rua silenciosa do bairro. Eu me encosto em um carro estacionado à beira da calçada, sentindo o metal frio contra as minhas costas nuas e a minha bunda pressionada contra a lataria gelada. Ele chega, totalmente vestido, e se posiciona à minha frente, bloqueando a visão de quem passa. Para qualquer motorista que reduza a velocidade ou para qualquer pedestre distraído, parece apenas um casal conversando casualmente ao lado de fora de um veículo. Eles nem imaginam que, atrás do carro, estou pelada sendo masturbada. O absurdo de saber que a normalidade da rua continua a poucos centímetros de mim, enquanto sou reduzida a um objeto de prazer oculto, me faz tremer toda.
A mesma coisa acontece na nossa própria casa, atrás do portão da garagem. O portão é aberto apenas na parte de baixo, deixando minhas panturrilhas e meus pés descalços totalmente expostos para quem passa na calçada. Quem olha de fora vê apenas as panturrilhas de uma mulher descalça, sem imaginar que, acima daquela linha de metal, eu estou totalmente nua, com a buceta aberta e latejante nas mãos dele. Enquanto isso, ele é a imagem da sobriedade: calça social, camisa engomada e gravata, como se estivesse pronto para uma reunião de diretoria, enquanto usa os dedos para me levar ao delírio. A imagem dele, tão formal e vestido, contrastando com a minha carne exposta e vulnerável, transforma cada gemido abafado em um ato de rebeldia e safadeza suprema.
Quando viajamos para casas de temporada no interior, o jogo se torna ainda mais arriscado e psicológico. Lembro-me de vezes em que fiquei atrás do muro alto da propriedade, com apenas a cabeça aparecendo por cima, observando a rua calma e pacata da cidade pequena. Para qualquer vizinho ou passante que me cumprimentava, eu era apenas uma mulher curiosa olhando o movimento. Ninguém imaginaria que, abaixo da linha do muro, eu estaria completamente pelada, com as pernas abertas, enquanto meu marido, totalmente vestido, estaria lá abaixado, lambendo e beijando minha buceta como se beijasse uma boca. A sensação de enganar o mundo, de manter uma aparência de respeitabilidade enquanto sou devorada como uma cadela, é o que mais me excita.
O ápice do ridículo e do prazer acontece quando a normalidade do mundo tenta interagir comigo diretamente. Já houve vezes em que pessoas pararam para conversar comigo enquanto eu estava nessa posição — seja atrás do carro ou do muro. Eu me via forçada a manter a voz firme, a sorrir e responder a perguntas banais sobre o tempo ou a direção de uma rua, enquanto sentia a língua dele trabalhando no meu clitóris ou seus dedos me provocando sem piedade. A luta interna para não gemer, para não deixar escapar a verdade de ser a única pessoa pelada naquela situação, cria uma tensão psicológica devastadora. Eu olho para a pessoa vestida à minha frente, sinto a roupa dela como um lembrete da minha própria inadequação, e a culpa de estar mentindo através da minha nudez me faz gozar mentalmente antes mesmo do orgasmo físico chegar.
Existem ainda aqueles momentos em que ele me leva para lugares onde a nudez é "estratégica". Como quando ele me faz ficar nua atrás de uma cortina grossa em um restaurante chique ou no corredor de um hotel, onde eu posso ouvir as risadas e o tilintar de talheres de pessoas totalmente vestidas a poucos passos de mim. Ele me masturba ali, no limite entre o público e o privado, sussurrando no meu ouvido que eu sou a única "anomalia" naquele recinto, a única peladona escondida entre tecidos caros e perfumes importados. Toda essa rotina reforça a minha percepção de ser a única exceção em um mundo de regras. O fato de eu escolher esse estado, de aceitar ser a única pessoa sem roupa enquanto ele nunca se despe, torna cada toque dele um lembrete da minha própria safadeza. Tenho que esclarecer que tanto meu marido quanto eu adoramos esse contraste; não é algo imposto, é a nossa forma perfeita e transgressora de amar.
Mesmo em casa jogamos o mesmo jogo: Ele sempre totalmente vestido e eu peladona. Enquanto assistimos nossos filmes e séries preferidas, ele fica totalmente vestido como se fosse a uma reunião de negócios, e eu do lado dele totalmente pelada sendo masturbada por ele. Quando jantamos fazemos assim, eu janto primeiro que ele, e depois de eu ter terminado minha janta ele começa a jantar, enquanto ele está sentado comendo, eu deito em cima da mesa com as pernas abertas de frente para ele, e me masturbo, e ele vai conversando comigo normalmente como se estivéssemos em um jantar normal. Nossa mesa é bem grande e resistente, compramos essa mesa só para fazermos isso. A sobremesa dele é chupar minha buceta.
De noite quando estou com calor, saímos de casa, ele com as roupas chiques dele, e eu pelada como sempre, e encostamos em algum carro estacionado na calçada, lá ele toca meu corpo todo e me masturba.
Essa é nossa rotina, sempre ele vestido e eu pelada.
Temos um jogo de fingimento. Sempre peço para ele parar, mas é só fingimento, digo:
— Ai, que vergonha,
— Não olhe, aí,
— Não mexe aí que estou pelada...
Ele sabe que é só um jogo e que adoro ser masturbada e envergonhada, mas sempre digo isso. Não sei por quê, mas isso faz eu ficar com mais vergonha ainda e com mais tesão ainda.
E ele sabe de tudo, mas finge não saber, e fica perguntando coisas do tipo:
— Se está com vergonha, por que vestiu só meias, tênis e óculos?
— Por que não vestiu suas partes íntimas?
— Por que sua buceta está molhada se você está pedindo para não tocá-la?
— Por que seus bicos ficaram duros?
—Por que você ri quando suas tetas balançam?
Mas tudo isso é só um jogo, que mesmo a gente sabendo as respostas, torna tudo muito mais excitante. Essa é a nossa rotina.

