— Não posso, estou sem calcinha e sem sutiã. — respondi
— Vai, ninguém aqui se importa. É só gente legal. — disse Dani
Eu hesitei, os dedos trêmulos na barra do tecido. Mas havia aquela pressão, aquele olhar coletivo esperando. Desci o zíper e o vestido escorregou pelos meu corpo, caindo no chão. O ar gelado do ar-condicionado bateu na minha pele, fazendo meus bicos enrugarem. Em seguida, foram meus calçados. O Lucas esticou a mão, pedindo as peças com um sorriso, e eu entreguei, sentindo meus pés descalços sobre o chão.
Eu estava lá. Totalmente pelada. A única coisa que restou no meu corpo foram meus óculos de grau, que eu empurrei para cima do nariz instintivamente, como se eles pudessem oferecer alguma proteção ou disfarce. O coração batia contra as costelas, um ritmo acelerado e surdo. Olhei ao redor. Todos riam, bebiam, conversavam. Eu me senti ridícula, por ser a única a estar pelada, mas havia uma eletricidade percorrendo minha pele que não era apenas desconforto.
O tempo passou de forma estranha, distorcida pela bebida e pelo som alto. Aos poucos, o grupo se dispersou. O Lucas foi buscar gelo levando meus calçados. A Dani foi ao banheiro com meu vestido. Outro casal saiu para fumar no quintal. Eu fiquei parada no meio da sala, sentindo o ar circular ao redor da minha cintura, das minhas coxas, da minha buceta totalmente descoberta. Quando finalmente parei para olhar com atenção, a sala estava quase vazia. Só restava eu e algumas pessoas que eu não reconhecia.
Um homem se aproximou. Ele era alto, vestia uma camisa social azul-marinho e tinha um olhar avaliador, frio.
— Seus amigos foram embora com suas roupas— disse ele, a voz cortando o ruído da música. — Disseram que você iria achar um jeito de voltar sozinha. Não vão voltar.
Eu engoli em seco. O sangue subiu para o meu rosto instantaneamente, queimando minhas bochechas. Meus instintos gritaram para que eu corresse, que eu cobrisse minha buceta com as mãos, que eu fechasse as pernas com força. Eu queria sumir, me esconder. Mas, no meio daquele pânico, algo aconteceu. Um calor diferente espalhou-se da barriga para baixo. Meus músculos internos contraíram, apertando o nada. Eu estava morrendo de vergonha, mas estava molhada. Escorrendo.
Olhei para mim mesma. Minhas tetas estavam ali, expostas, os bicos duros e apontando para frente. Minhas pernas descobertas, a pele nua tocando o ar. Eu era a única pessoa nua naquela sala cheia de gente vestida. O contraste era brutal. E quanto mais eu pensava nisso, mais o tesão crescia. Era um ciclo viciante e cruel. Eu percebia que estava pelada e sentia vergonha. Essa vergonha fazia minha buceta pulsar. Quando eu percebia que estava sentindo tesão por estar pelada, a vergonha dobrava, porque agora eu não era apenas a nua, eu era a nua excitada. E essa nova vergonha alimentava ainda mais o tesão. Eu me tornei hiperconsciente de cada centímetro da minha pele, de como o ar tocava meu clitóris exposto.
O homem continuou ali, me observando. Ele não pediu para eu me vestir. Não ofereceu um casaco. Ele apenas me encarou.
— Você está bem? — perguntou, com um tom casual.
Forcei minha postura. Endireitei a coluna, empurrei os óculos de novo. A vergonha era um fogo líquido nas minhas veias, mas o desafio era mais forte. Se ele podia fingir que não estava vendo nada, eu também podia.
— Estou ótima — respondi, tentando manter a voz firme. — Só esperando a festa acabar.
Ele deu um passo mais perto.
— Você está usando roupa cor da pele? — ele comentou, os olhos percorrendo meu corpo nu de cima a baixo, demorando-se nas minhas tetas com bicos duros e na minha buceta depilada.
O cinismo como um choque. Era um desafio silencioso. Ele sabia. Eu sabia que ele sabia. Mas ele estava me dando a saída para mentir. Era uma queda de braço invisível. Vamos ver quem aguenta mais.
— É... Até meus sapatos são cor da pele — gaguejei, sentindo um arrepio percorrer minha espinha. — E o tecido da roupa é bem macio.
Ele sorriu, um canto de boca levantando. Estendeu a mão e tocou meu ombro nu. Os dedos dele eram quentes. Eu prendi a respiração. Ele deslizou a mão pelo meu braço, descendo até a mão, e depois subiu pelo lado da minha cintura, tocando minha pele nua.
— Realmente — ele murmurou, passando o polegar perto da minha axila. — Tecido de boa qualidade.
Aquele toque simples, em um lugar qualquer, detonou uma onda de prazer em mim. O fato de ele tocar minha nudez fingindo que era uma peça de roupa era eletrizante. Eu não me mexi. Deixei a mão dele descer mais, até a lateral do meu quadril.
— E essa parte aqui? — perguntou, tocando meus bicos com a ponta dos dedos. — O tecido é diferente, meio enrugado, e tem cor diferente...
Ele colocou a mão na minha teta que preencheu toda a palma dele. Senti meus joelhos ficarem fracos. Ele alisou, depois deu uma apertadinha, depois circulou meu bico enrugado entre o indicador e o polegar.
— Ah... — um gemido baixo escapou da minha garganta, mas eu disfarcei tossindo. — Sim, o tecido é... muito natural.
Ele riu baixinho, um som que vibrou no peito dele e no meu. Continuou a mexer no meu bico, puxando, rolando, enquanto eu lutava para ficar de pé. A vergonha de estar sendo tocada assim, em público, por um estranho, na frente de todos, enquanto eu mantinha a farsa de que estava vestida, era insuportável e deliciosa. Minha buceta estava pingando agora, um fio escorrendo pela coxa.
— E aqui embaixo? — ele perguntou, a mão descendo pelo meu abdômen liso até chegar na minha buceta. — O acabamento é impecável. Não tem costuras. E está um pouco molhado.
Disse isso e enfiou o dedo médio na minha buceta. Eu arquei as costas, a respiração presa. O dedo dele entrou fácil, tão liso e escorregadio que ele deslizou para dentro sem esforço. Eu me contraí ao redor do dedo dele, as paredes da minha buceta sugando a intrusão.
— Está quentinho aqui dentro — ele comentou, movendo o dedo para dentro e para fora, devagar. — É um material bem macio e quente.
— É... você gostou? perguntei. Minha voz trêmula, cara de tarada, rosto vermelho de vergonha. — Muito... bom esse tecido — disse gemendo.
Ele começou a me masturbar ali, no meio da sala, com pessoas passando ao fundo, algumas jogando baralho. Ninguém parecia dar atenção, ou talvez eu estivesse tão cega pelo meu próprio prazer que eu não conseguia focar em mais nada. O ritmo dele aumentou. O polegar roçava no meu clitóris enquanto o dedo cavava fundo na minha buceta.
— Você está gostando de ser vista assim desse jeito? — ele sussurrou no meu ouvido, mordendo o lóbulo.
— Estou adorando — gemi, sentindo o orgasmo se aproximando como uma maré. — Adoro ser vista.
Eu gozei. Minhas pernas tremeram, minha visão ficou embaçada pelos óculos, e uma onda de calor explodiu do meu centro para o resto do corpo. Eu me agarrei no braço dele, as unhas cravando na camisa azul, enquanto o prazer me sacudia. Ele não parou. Continuou tocando, puxando mais orgasmos de mim, um após o outro, até eu estar ofegante, suada, incapaz de pensar.
Quando ele finalmente tirou a mão, eu me senti vazia, mas satisfeita. Ele limpou os dedos na própria calça, como se tivesse tocado algo sujo, e me deu um tapinha leve na bunda nua.
—Gostei da sua roupa, combina com qualquer ambiente.
Eu me recompus, ajeitando os óculos. A vergonha ainda estava lá, pulsando, mas agora misturada com um pouco de arrependimento. Eu precisava ir embora. Saí da casa tropeçando, o ar noturno gelado lambendo minha pele.
A caminhada até o ponto de ônibus foi um pesadelo delicioso. Cada carro que passava, cada luz de poste, me fazia sentir exposta. Mas eu não corri. Eu caminhei. O ônibus chegou. Eu subi os degraus tremendo. O motorista, um homem gordo e careca, olhou para mim. Ele não pediu a passagem. Seus olhos se cravaram nas minhas tetas balançando e na minha buceta depilada. Ele abriu a catraca sem dizer uma palavra.
O ônibus estava cheio. Não havia assentos. Eu fiquei no corredor, me segurando nos balaústres acima da minha cabeça, o que levantava ainda mais meus seios. Um homem sentado logo na minha frente não tirava os olhos de mim. O ônibus andou, balançando. Eu me desequilibrei e caí para o lado, acabando sentada no colo de outro passageiro.
— Desculpa — eu murmurei, mas não me levantei imediatamente.
Ele era mais velho, mas elegante e perfumado. Ele não me empurrou. Pelo contrário, colocou a mão na minha cintura nua.
— Sem problemas, querida — disse ele. — Pode ficar aí.
Ele ajustou a posição e senti o contraste da roupa dele na minha bunda nua. Era um cinismo novo. Eu estava pelada no colo de um desconhecido num ônibus público, e eu fingia que era apenas uma viagem comum. A mão dele subiu, tocando minha teta.
— Isso é sinal de quem está com frio — disse ele, tocando meus bicos e percebendo eles duros.
— Não é por causa do frio que estão assim — eu respondi, abrindo as pernas o máximo que o espaço apertado permitia, convidando o olhar de quem quisesse ver. — Estar assim me causa... reações.
Alguém atrás de mim passou a mão na minha bunda. Olhei para trás e vi quem era olhando nos olhos. A vergonha me fazia querer desviar o olhar, mas me forcei a manter o olhar só para curtir a vergonha. Afinal a situação era absurda, eu ali pelada, em público, sem uma única peça de roupa para me proteger. Eu gozei de novo, calada, mordendo o lábio, enquanto o ônibus atravessava a cidade noturna, levando minha nudez e minha humilhação para casa.
O ônibus freou com um chiado agudo, jogando todos para a frente. O gemido ainda estava preso na minha garganta, ecoando baixinho, quando as luzes internas se acenderam de vez, revelando a sujeira do chão e os rostos cansados dos passageiros. O homem mais velho deu um tapinha firme na minha bunda nua, sinalizando para eu descer.
— Final da linha, moça — ele grunhiu, afastando as pernas para eu me levantar.
Eu me erguei, pernas trêmulas, sentindo a minha própria buceta escorrendo e escorregando pelo jeans dele. O suor do meu corpo colava nas costas dele por um segundo antes de me soltar. Olhei para fora pela janela. Não era o meu bairro. Não era nem perto. Era o terminal rodoviário distante, industrial, cheio de luzes amarelas e sombras compridas. O motorista, o gordo careca, virou a cabeça no banco e me olhou pelo espelho, sem piedade.
— Errou o camiho, peladona? — ele riu, a barriga balançando. — O próximo ônibus só sai às cinco da manhã. Ainda é meia noite. Ce tá fudida.
O sangue gelou no meu corpo, mas não de frio. O erro era estúpido, bizarro. Eu tinha pegado o ônibus errado e, em vez de ir para casa, fui para mais longe ainda, na direção contrária. E era o último ônibus da noite. Só iria ter outro ao amanhecer. O motorista suspirou, pegou uma sacola no banco ao lado e jogou para mim.
— Toma — ele disse, com desdém. — Esqueceram essa sacola ontem à noite. Pega o que quiser, não vou ficar com isso não.
Eu apanhei a sacola. Eram roupas novas que alguém tinha comprado. Eu olhei para o meu corpo nu, exposto na luz cruel do terminal. Eu teria que voltar mais de 12 km a pé. Eu não conseguiria andar descalça naquele asfalto cheio de cacos e pedregulhos. Mãos tremendo, vasculhei o fundo da sacola. As primeiras coisas que peguei foram meias e tênis. O tamanho era maior do que o que eu calçava, mas a diferença era pouca. Sentei no banco gelado do ônibus, minha pele nua tocando o tecido gelado, para calçar. O conforto das meias e dos tênis foi um alívio imediato. Pelo menos meus pés estariam seguros.
Olhei para o fundo da sacola de novo. Havia uma saia jeans curta e uma camiseta. Não havia mais nada, nem calcinha nem sutiã. Meu coração disparou. Eu ia pegar, ia me cobrir, pelo menos um pouco. Estiquei a mão, os dedos ansiosos tocando o tecido. De repente, alguém passou correndo, um movimento rápido e inesperado, vindo do nada. Antes que eu pudesse reagir ou gritar, a sacola foi arrancada da minha mão.
— Ei! — gritei, mas o cara já tinha virado a esquina, correndo com a sacola aonde estava o restante das roupas, e com minha dignidade, sem olhar para trás.
Fiquei ali, parada no meio do terminal vazio. Meias e tênis novos, óculos de grau. O resto? Absolutamente nada. Minhas tetas balançavam a cada passo que eu dava, meus bicos duros e enrugados de frio e tesão, minha buceta totalmente depilada e exposta para todos do terminal. O motorista riu, buzinou e fechou as portas. O ônibus bufou e saiu, deixando uma nuvem de fumaça preta.
Sozinha. O silêncio era ensurdecedor, exceto pelo zumbido distante de um carro na rodovia. Comecei a andar. A vergonha era física, um peso quente no estômago, queimando meu rosto e meu pescoço. Mas... meu Deus, como aquilo me fazia molhar. Cada passo que dava, o tênis batia no chão com um som sólido, mas o resto de mim era pele nua, vulnerável, uma aberração ambulante. Passei por um posto de gasolina 24 horas. Um frentista parou de abastecer um carro e me viu. Ele deixou a bomba cair, a boca aberta. Ele não acreditava no que estava vendo.
Eu não me cobri. Ajeitei os óculos no rosto, ergui o queixo e continuei andando, passando direto pela luz dos postes. — É a nova moda — falei, com aquele cinismo vergonhoso. — Roupa cor da pele.
O olhar dele me perfurou como uma lanterna. Ele olhou para minhas tetas, para minha buceta, para minhas pernas. Eu senti a buceta molhar, inchada e sensível. A vergonha de ser vista daquele jeito ridículo, só de meias, tênis e óculos, era um afrodisíaco mais forte que qualquer droga. Continuei andando, o vento entrando na buceta, a gravidade balançando minhas tetas, fez ou tesão subir sem aviso.
Eu não estava me tocando. Só de sentir minhas tetas soltas balançando... O tesão acumulado explodiu de dentro para fora. Minhas pernas tremiam, meu gemido saia sem controle, quando senti que estava começando a gozar não aguentei e enfiei meu próprio dedo na minha buceta, na frente de todo mundo. O prazer foi violento, meus músculos apertaram, minha buceta pulsava e eu não parava mais de gozar, acho que gozei por uns 15 segundos ou mais. Parecia uma eternidade. Eu parei, ofegante, sentindo aquela vergonha crua que a gente só sente depois que goza e acaba o tesão.
Depois que acabei de gozar, senti aquela vergonha crua, ausente de excitação, um nó no estômago que me fez querer tampar minhas partes íntimas com as mãos e me esconder debaixo da terra. O que eu estava fazendo? Eu precisava de ajuda. Mas então, um carro passou na rua em frente, buzinou três vezes, e uma voz gritou: "Cadê sua roupa, putinha?". A vergonha crua derreteu, e o calor voltou instantaneamente, transformando o insulto em combustível. Senti minha buceta inundando de novo, e meus bicos endureceram, pronta para os próximos doze quilômetros.