A Peladona da Praia



Lembro que tudo começou de um jeito quase inocente, se é que posso chamar de inocente qualquer coisa que envolva tirar a roupa em público de propósito. Eu estava na praia num sábado qualquer, o sol batendo forte, o mar agitado daquele jeito que deixa as ondas mais altas. Entrei na água como sempre entrava, senti a friagem subir pelas pernas, pela barriga, pelo peito. Quando uma onda maior veio, mergulhei por baixo dela. A água passou por cima de mim com aquela força que arrasta tudo. Foi aí que, debaixo d'água, antes de subir à tona, senti uma das tetas escapar para fora do biquini.

Subi. A água escorreu pelo meu rosto, pelos ombros. Senti o sal nos lábios. E senti, imediatamente, o peso da minha teta direita solta, balançando com o movimento da água. O bico endureceu quase instantaneamente com o contato do ar. Ficou pontudo, duro, igual a uma tampinha de caneta. Fingi não perceber. Saí do mar andando devagar, os pés afundando na areia molhada, a teta balançando a cada passo. Ninguém disse nada nos primeiros segundos. Eu caminhava. A teta balançava. O bico enrugava com o ar. Meus bicos doíam de tão duros.

Foi uma sensação absurda. Meu coração batia no pescoço, nas têmporas. Eu precisava de uma cara de pau imensa para manter a expressão neutra, olhar o horizonte, fingir que não sabia. Mas eu sabia. E meu corpo sabia. A teta balançava com cada passo na areia, pesada, livre, exposta. O bico apontava para frente, rígido, escuro pelo sol e pelo sal. Quase gemi. Quase deixei escapar um som da garganta. Contive. Apertei os lábios. Continuei andando pelo calçadão, gente passando, gente olhando, gente desviando o olhar e olhando de novo.

Uma mulher parou e tocou no meu braço. "Moça, você está... com o..." Ela gaguejou. Olhou para meu peito. Desviou o olhar. Olhou de novo. Eu encarei ela com a expressão mais surpresa que consegui montar. Olhei para baixo. Deixei minha boca se abrir. "Ai, meu Deus, não percebi." Cobri a teta com a mão. Fingi vergonha. Fingi susto. Mas por dentro, algo apertou. Algo desceu. A buceta pulsou debaixo da calcinha do biquíni. Senti o tecido ficar úmido, e não era só água do mar.

Voltei para o apartamento aquele dia com as mãos tremendo. O corpo inteiro reagia. A bunda doía de tanta tensão. Me tranquei no banho, tirei o biquíni, encostei as costas no azulejo frio e enchi os dedos dentro de mim até gozar muito gostoso, gemendo alto, a ponta do dedo da minha mão esquerda circulando levemente os bicos das minhas próprias tetas. Gozei pensando em cada olhar que recebi no calçadão. Em cada pessoa que viu meu bico pontudo e não disse nada. Em cada um que olhou duas vezes.

Fiz isso muitas vezes depois. Sempre a mesma sequência: entrava na água, mergulhava, tirava um lado, subia, andava, esperava alguém avisar. E a cada vez, a intensidade me consumia um pouco mais. Cada vez parecia ser mais absurdo. A mentira era mal contada, era óbvio demais. Ninguém deixa escapar só um lado do sutiã e não percebe. O bico fica duro, a teta balança solta, o corpo reage. Mas aquele desconforto era tão vergonhoso, que eu comecei a querer aumentar aquele desconforto. A vergonha que eu sentia era insanamente deliciosa. Isso fazia eu querer cada vez mais.

Foi aí que percebi que podia ir mais longe.

Comecei a sair do apartamento já de biquíni. Fio dental. Meias brancas. Tênis. Meus óculos de grau. E com uma teta de fora. Desde a porta de casa. O espelho da entrada refletiu meu corpo antes de eu sair: a peça de baixo do biquíni sumindo entre as nádegas, a bunda toda de fora, os quadris expostos, e a teta esquerda completamente visível, solta, o bico já todo enrugado só de pensar no trajeto. A direita coberta pelo triângulo minúsculo do tecido. O contraste era ridículo. E eu saí.

As ruas até a praia tinham várias quadras. Passei por gente na calçada, por vizinhos, por entregadores de moto, por mulheres com sacolas de supermercado, por homens parados em esquinas. Cada olhar me atingia como um choque. A teta balançava com o movimento dos passos, pesada, livre. O bico enrugado e sensível, rígido, escuro, apontando. As meias e os tênis denunciavam tudo. Ninguém entra na água de meias e tênis. O corpo sequinho, sem uma gota de areia, sem sal na pele, sem cabelo molhado. A mentira ficou mil vezes pior. Um milhão de vezes pior. E a vergonha multiplicou junto.

Andei por aquelas ruas sentindo cada metro. A bunda toda de fora, o fio dental enterrado, as bochechas se movendo a cada passo. A teta esquerda balançando, solta, pesada, o bico pontudo cortando o ar. Meus óculos de grau denunciavam minha safadeza, ao mesmo tempo que permitia eu enxergar com clareza, todos que me observavam. Cheguei no calçadão. Nem fui à praia. Fui direto andar entre as barracas, os quiosques, as pessoas sentadas tomando mate, comendo milho, olhando o mar. E olhando para minha teta de fora.

Um homem parou. Me encarou. Não disse nada. Só ficou olhando para minha teta, para o bico duro, para o corpo seco, para as meias, para o tênis. Sua boca ficou entreaberta. Eu continuei andando. Os óculos me davam uma falsa seriedade. Por trás das lentes, meus olhos visivelmente arregalados. A buceta encharcava o fio dental por baixo. A calcinha estava grudada em mim, encharcada, e não de água do mar.

Ninguém me avisou naquele dia. As pessoas olhavam, cochichavam, desviavam. Ninguém teve a coragem de chegar e falar. Isso foi pior. Melhor e pior ao mesmo tempo. A ausência do aviso me deixou andando por mais tempo, exposta por mais tempo, com a mentira pendurada no ar, evidente, grotesca, ninguém acreditando, ninguém dizendo nada.

Voltei para o apartamento e gozei de novo no chuveiro. Gozei com os dedos enfiados fundo, pensando no homem de boca aberta, no quiosque cheio de gente que virou a cabeça quando passei, na mulher que cobriu os olhos do marido. Gozei pensando na mentira mal contada, no absurdo, na vergonha.

Essa noite, estava na cama. A janela aberta, o barulho do mar longe, o ventilador de teto girando. Minha mão desceu pela barriga, entrou debaixo da calcinha, encontrou a buceta já molhada só de começar a lembrar. Comecei a siririca devagar. Dedos circundando o clitóris, pressionando, molhando, entrando. Fechei os olhos. Lembrei de cada dia na praia. De cada vez que fiquei com a teta de fora. De cada olhar. De cada mentira mal contada. A mão acelerou. Enfiei dois dedos. Senti a parede apertar. Gemi baixinho. Depois mais alto. O corpo inteiro arqueou. Gozei com as pernas fechadas na minha própria mão, tremendo, a buceta apertando nos dedos, o gozo escorrendo.

Foi aí, com o corpo ainda tremendo, o suor no peito, a respiração irregular, que a ideia veio.

Não um lado do sutiã. Não uma teta de fora com meias e tênis. Tudo. Eu iria até a água de biquíni, mas descalça, sem óculos. Mergulharia. E antes de emergir, tiraria tudo. O sutiã. A calcinha. Tudo. Sairia do mar completamente nua. E diria que não tinha percebido.

Só de pensar em executar isso, me molhei toda de novo. A buceta, que tinha acabado de gozar, voltou a pulsar. O clitóris endureceu outra vez. Comecei a segunda siririca da noite com a mão ainda molhada do primeiro gozo. Enquanto me tocava, a ideia foi se expandindo, tomando forma, ficando mais absurda, mais impossível, mais deliciosa.

E então, com os dedos dentro de mim, a respiração presa, os quadris levantando da cama, me imaginei fazendo algo pior. Muito pior. Saindo do apartamento pelada. Descalça. Só de óculos.

Nada de biquíni. Nada de meias. Nada de tênis. Só os óculos de grau no rosto e o resto do corpo completamente nu. Os seios de fora, a bunda de fora, a buceta exposta, as coxas, a barriga, tudo. E andando pelas ruas, pelo calçadão, entre as pessoas. Se alguém questionasse, eu olharia para baixo, veria meu próprio corpo nu, e diria: "Ooohh, não percebi. Acho que meu biquíni saiu com a onda."

A mentira mais mal contada do mundo. Porque como eu explicaria estar de óculos? Como explicaria o corpo sequinho, sem sal, sem areia, sem uma gota de água? Como explicaria estar pelada no meio do calçadão, a buceta de fora, as tetas balançando, os mamilos duros, e dizer que não percebi?

Gozei. Gozei forte. Gozei com a mão enterrada, a coluna arqueada, um gemido que saiu fundo da garganta. As pernas tremeram. A buceta apertou nos dedos. O gozo escorreu. Fiquei ali, deitada, respirando forte, o ventilador batendo no meu corpo nu e suado, os olhos fechados, e a ideia ainda pulsando dentro de mim como uma segunda batida.

A manhã veio devagar. Passei a noite inteira acordada, deitada de lado, com o lençol enrolado nos tornozelos. A cada movimento que fazia, lembrava que não ia me vestir. Que ia sair daqui só de óculos. A ideia ficava girando na minha cabeça como uma engrenagem que não parava de girar.

Quando finalmente me levantei, o apartamento estava silencioso. Fui até a porta da frente. Olhei pelo olho mágico. O corredor vazio, carpete marrom, aquela luz fluorescente que tremia de vez em quando. Segurei a maçaneta por uns dez segundos. Minha mão suava. O coração batia no pescoço, nos dentes, nos peitos.

Girei a maçaneta. Puxei a porta.

O ar do corredor me atingiu primeiro. Frio demais para uma mulher pelada. Meus bicos se endureceram na mesma hora, ficando duros, enrugados e escuros, apontando para frente. Olhei para baixo. Minhas tetas estavam expostas, grandes, macias, balançando um pouco quando me movia. A barriga, o umbigo, a linha fininha de pelos que descia até a buceta. Tudo de fora. Meus óculos de grau eram a única coisa entre minha pele e o mundo.

Saí para o corredor. Fechei a porta atrás de mim. Ouvi o clique da fechadura e meu estômago contraiu. Não tinha volta. Estava lá fora, peladona, com os pés descalços no carpete áspero do prédio.

Caminhei até o elevador. Cada passo fazia minhas tetas balançarem. Sentia o movimento, o peso delas indo de um lado para o outro. A bunda roçava contra nada — só ar. A buceta, completamente depilada e exposta, recebia o vento que entrava pelas frestas das janelas do corredor. Apertei os joelhos por instinto, depois forcei a me afastá-los.

O elevador chegou com um ding. Entrei. Apertei o botão do térreo. As portas fecharam e me vi no espelho interno. Peladona. Só de óculos. Peitos grandes, bicos duros, enrugados e escuros, bunda empinada, buceta lisinha e exposta. Meus bicos doíam de tão duros. A bunda toda de fora, também balançava. A buceta, com os lábios externos um pouco entreabertos pelo caminhar, já úmida.

As portas abriram no térreo. Saí pelo hall do prédio, passei pela portaria vazia, e saí para a rua.

O sol me bateu no corpo inteiro. Quente nos ombros, nos peitos, na barriga. Sentia os raios queimando de leve na pele clara das tetas, que nunca pegavam sol. O asfalto estava quente sob meus pés. Caminhei pela calçada, passando por uma senhora que carregava sacolas. Ela parou. Olhou para mim de cima a baixo. Seus olhos pararam nas minhas tetas bicudas, depois desceram para a buceta. Abriu a boca, mas não disse nada. Atravessei a rua com as pernas tremendo.

Foi quando ouvi passos atrás de mim.

— Espera.

Virei. Era o homem que tinha me observado sem me avisar. Moreno, alto, de camiseta e shorts. Aquele que já tinha me visto com uma teta para fora. Ele parou a uns dois metros de mim. Os olhos dele percorreram meu corpo inteiro. As tetas, os bicos duros, a barriga, a buceta, as pernas. Depois subiram de volta para meu rosto.

— Você esqueceu algo — ele disse, sem gaguejar.

Olhei para baixo e disse: — Ohhh, acho que a onda levou — Minha voz não saiu com um tom de surpresa, saiu como um gemido um sussurro. Não soou como se eu não soubesse que estava pelada, e sim como se eu soubesse e estivesse com tesão... E essa era a verdade.

Senti uma vontade enorme de cobrir minha nudez com as mãos, mas teria que cobrir minha buceta, minha bunda, minhas tetas e minhas pernas e só tenho duas mãos.

Ele deu mais um passo. O sol batia nas minhas tetas e eu sentia o calor na pele fina dos bicos. A bunda esfriava com o vento da rua. A buceta pulsava, os lábios inchando de leve.

— Eu sei o que você está fazendo — ele disse. — E não vou te ajudar a cobrir nada. — Deu mais um passo.

— Acho que você está gostando de estar assim. Só vou te acompanhar para ficar vendo.

Meu estômago afundou. A buceta se apertou sozinha, soltando um fio de umidade quente que escorreu pela coxa interna. Ele viu. Os olhos dele desceram até a coxa, viram o brilho úmido. Não disse nada. Só estendeu o braço na direção do calçadão.

— Vamos?

Comecei a andar. Ele ficou meio passo atrás, meio passo ao lado. Sentia os olhos dele na bunda a cada movimento que eu fazia. As nádegas se abrindo e fechando com cada passo, a buceta aparecendo por entre as pernas quando eu pisava. Minhas tetas balançavam, os bicos duros apontando para frente, e ele olhava.

— Mais devagar — ele disse.

Reduzi o passo. Cada movimento ficou mais lento, mais exposto. As tetas balançaram de um lado para o outro com mais peso. A bunda ondulou com cada passo. A buceta, já encharcada, deixava a coxa interna brilhando.

— Assim — ele disse. — Devagar. Pra eu ver direito.

O calçadão apareceu. Comecei a ver gente. Um homem sentado no banco leu o jornal e levantou a cabeça. Parou de ler. Ficou olhando. Uma mulher com carrinho de bebê passou por mim e virou o rosto duas vezes. Um grupo de adolescentes parou de conversar. Um deles apontou.

Meu rosto queimava. Os bicos das tetas doíam de tão duros. A buceta escorria, o líquido quente descendo pelas pernas. E o vizinho ali, guiando, observando.

— Continua — ele disse. — Não cobre nada. Se alguém perguntar fala aquilo que você disse para mim, diz que a onda levou. Não irão acreditar muito, porque você está seca, e está usando óculos, mas não vão ter como provar nada.

E eu não cobri. Continuei andando nua pelo calçadão, só de óculos, com ele ao lado, sentindo cada olhar como se fosse um toque. As tetas expostas, a bunda toda de fora, a buceta encharcada e pulsando. A vergonha subindo pelo corpo inteiro, misturando com o tesão até virar uma coisa só.

O calçadão foi ficando para trás. Fui guiada por uma rua lateral, dois quarteirões, até chegarmos a uma avenida larga de asfalto claro, com fluxo constante de pedestres de ambos os lados. Havia bancas de frutas, um ponto de ônibus com quatro ou cinco pessoas esperando, um homem vendendo pipoca, casais passando, uma mulher idosa sentada num banco de ferro lendo um livro. O sol batia em cheio no meu corpo. Eu sentia o calor no rosto, nos ombros, nos peitos, na barriga, nas coxas. Meus pés descalços colavam no asfalto quente.

Eu parei no meio do calçadão da avenida, num ponto onde não havia poste, nem árvore, nem parede — nada para eu me encostar ou me esconder. Fiquei em pé, braços ao longo do corpo, as tetas expostas, os bicos duros e enrugados doendo de tão pontudos, com o vento que passava. Minha buceta depilada brilhava com a umidade que não parava de escorrer. Pessoas passavam por mim. Algumas viravam o rosto, outras paravam e olhavam. Um homem de camisa social parou a três metros e ficou me encarando, de braços cruzados. Uma mulher com sacolas desviou o olhar, mas olhou de novo por cima do ombro. Dois adolescentes pararam e começaram a rir, cutucando um ao outro.

Ele ficou em pé ao meu lado por um momento, olhando ao redor, verificando quem estava vendo. Depois olhou para mim, de cima, e disse: "Fica aqui. Não se mexe."

Eu fiquei. As pernas tremiam. O sol quente no meu corpo nu, os olhares das pessoas ao redor, a vergonha subindo pelo peito até o rosto. Eu sentia o calor no rosto, vermelho, queimando. Minhas tetas subiam e desciam com a respiração ofegante. A umidade escorria pela coxa interna, lenta, visível.

Ele se agachou na minha frente. Devagar. Os joelhos dele tocando o asfalto quente, os olhos na altura da minha buceta. Ele levantou a mão e abriu os lábios da minha buceta com os dedos, dois dedos puxando os lados, abrindo. Eu senti o ar bater por dentro, na carne molhada e quente. Ele olhou fixamente, sem dizer nada. Eu olhei para baixo e vi ele olhando para dentro de mim, os olhos escuros fixos na minha buceta aberta. O homem de camisa social continuava parado, assistindo. Os adolescentes tinham parado de rir e ficado quietos, olhando.

Ele inclinou o rosto e lambeu. Língua plana, lenta, de baixo para cima, passando por toda a extensão da minha buceta aberta. Eu engasguei. O ar entrou forte pelo nariz. As pernas tremeram mais. Ele lambeu de novo, mais fundo, a língua entrando, mexendo por dentro, molhando ainda mais o que já estava encharcado. O barulho da língua na buceta molhada era audível — um som obsceno, de carne e saliva e gozo se misturando. Eu fechei os olhos por um segundo, os quadris se mexendo sozinhos, empurrando a buceta contra a boca dele.

Ele chupou. Puxou o clitóris entre os lábios, a língua girando em volta, rápida, depois lenta, depois rápida de novo. Eu senti o orgasmo subindo. Começou na barriga, desceu para a buceta, subiu pelas coxas. Os músculos das pernas se contraindo, os pés se arqueando no asfalto, as coxas se apertando ao redor da cabeça dele. Eu estava gozando. Eu ia gozar. O prazer subindo, subindo, o clitóris latejando na língua dele, a buceta se apertando, o gozo escorrendo—

Ele parou.

Tirou a boca. Tirou os dedos. A buceta ficou aberta, vazia, molhada, latejando. O orgasmo recuou. O prazer que ia explodir ficou preso, pulsando, sem saída. Eu dei um gemido alto, involuntário, de frustração. Meus quadris se mexeram para frente, buscando a boca dele, buscando algo, qualquer coisa. Nada.

Ele ficou agachado, olhando para mim, para a minha cara, para a minha buceta molhada e aberta e latejando. As pessoas ao redor continuavam olhando. O homem de camisa social tinha se aproximado mais. Os adolescentes estavam de boca aberta. Uma mulher tinha parado e coberto a boca com a mão.

Ele disse: "Se você quer gozar, pede."

Eu não respondi. As pernas tremiam. A buceta doía de tanto tesão, pulsando, vazia. O clitóris latejava, inchado, sensível, exposto. O gozo escorria pela coxa, visível para todos. Eu não conseguia fechar as pernas. Não conseguia me cobrir. Não conseguia fazer nada além de ficar ali, em pé, pelada, na frente de todos, com a buceta aberta e molhada e latejando de tesão preso.

Ele disse de novo: "Pede. Na frente de todo mundo. Diz que quer gozar."

As palavras ficaram presas na garganta. Eu olhei para ele, agachado, olhando para mim. Olhei para o homem de camisa social assistindo. Para os adolescentes. Para a mulher com a mão na boca. Para as pessoas passando e parando e olhando. Todas olhando para mim, pelada, com a buceta molhada escorrendo, o clitóris latejando, o orgasmo preso.

Eu abri a boca. A voz saiu baixa, rouca, quase inaudível: — "Por favor."

Ele não se mexeu. — "Mais alto."

Eu engoli. O rosto ardia de vergonha. As tetas subiam e desciam com a respiração ofegante. — "Por favor, me faz gozar." —"Por favor, continua."

Ele perguntou: — "Continua o que?"

— "Continua lambendo minha buceta que eu quero gozar" — respondi quase morrendo de tanta vergonha

A voz saiu mais alta do que eu queria. As pessoas ouviram. O homem de camisa social sorriu. Os adolescentes trocaram olhares. A mulher cobriu o rosto e saiu andando rápido. Outras pessoas tinham parado, formando um semicírculo solto ao redor, a três, quatro metros de distância, olhando.

Ele disse: "Agora todo mundo sabe o que você quer. O que você é."

E sem esperar resposta, ele abriu os lábios da minha buceta de novo com os dedos, colocou a boca, e começou a me masturbar com a língua de novo. Lento. Fundo. Girando no clitóris. Entrando na buceta. Molhando o que já estava encharcado. O som obsceno da boca na carne molhada, audível para quem estava perto. Eu fechei os olhos, joguei a cabeça para trás, e o prazer subiu de novo, devagar, pulsante, com a vergonha queimando no peito e no rosto, com os olhares de todos fixos em mim, em pé, pelada, gozando na boca de um desconhecido no meio da avenida.

A língua dele voltou a deslizar sobre minha buceta, devagar, lambendo do fundo até o clitóris inchado, e eu senti o prazer subir como uma onda que não podia mais ser contida. Minhas pernas tremeram. Os quadris empurraram contra a boca dele sem que eu mandasse. Os olhos da plateia estavam em mim — eu sabia porque podia sentir cada olhar como um fio quente puxado da minha pele — mas nada disso importava mais. O orgasmo veio forte, rápido, explodindo do centro da minha buceta e se espalhando pela barriga, pelas coxas, até os bicos das tetas. Eu gozei na boca dele. Meu corpo inteiro se contraiu, os músculos da minha buceta pulsando contra a língua dele, e eu deixei escapar um som que não consegui segurar — um gemido alto, aberto, que ecoou pelo calçadão.

Ele engoliu tudo. Lambeu até o último espasmo, os dedos ainda abrindo meus lábios, a boca colada em mim. Então, quando o tremor começou a diminuir, ele se levantou.

Limpou a boca com as costas da mão. Olhou para mim uma vez — só uma vez — e virou as costas.

Caminhou.

Eu fiquei ali.

Peladona. Parada. Tremendo. O asfalto quente queimando a sola dos meus pés. O sol batendo em cheio nas minhas tetas, na barriga, na buceta agora molhada e sensível demais. Ele se afastou entre os transeuntes sem olhar para trás, e eu assisti o corpo dele sumir entre as pessoas vestidas que passavam como se nada tivesse acontecido.

Foi aí que tudo mudou.

O tesão sumiu como água escorrendo pelo ralo. No lugar dele, veio algo frio e pesado. Culpa. Vergonha. Arrependimento. Cada palavra batia no meu peito como um soco. Eu tinha gritado — gritado — que queria gozar. Na frente de todos. No meio de uma avenida. Com pessoas filmando, rindo, encarando. E agora eu estava aqui, sozinha, sem ninguém para me guiar, sem nenhuma roupa, só com meus óculos de grau, mais nada.

Olhei ao redor. O homem de camisa social ainda estava ali, parado a uns dez metros, os olhos fixos no meu corpo. Os dois adolescentes haviam se aproximado, um deles com o celular erguido na altura do peito. Outras pessoas passavam e diminuíam o passo, virando o rosto para olhar. Eu era a única pessoa pelada em toda a avenida. O contraste era absurdo — todos vestidos, caminhando com sacolas, mochilas, casacos, e eu completamente nua, com as tetas expostas e a buceta brilhando de gozo ao sol.

Minhas roupas estavam longe, no meu apartamento, aonde eu deixei, a centenas de metros dali, trancadas em meu apartamento e eu nem sabia aonde eu tinha deixado as chaves. Eu não tinha como me vestir com urgência. Não tinha para onde correr. Cada direção significava mais asfalto, mais gente, mais olhos.

Pensei na desculpa. A onda levou minhas roupas. Mas eu estava seca. Meu cabelo não estava molhado. Eu estava usando óculos de grau. A buceta brilhava, mas não de água do mar. Quem acreditaria? Quem já tinha visto a cena toda — eu gozando na boca de um estranho no meio da rua — acreditaria em onda?

Fiquei parada. As pernas não obedeciam. O tremor era constante, dos joelhos até os ombros. Eu precisava decidir: seguir o homem ou ficar. Se o seguisse, teria que caminhar peladona por toda a avenida, passar por dezenas de pessoas, talvez centenas, com cada passo me expondo mais. Se ficasse, a plateia continuaria crescendo, os celulares continuariam filmando, e eu permaneceria ali — um espetáculo gratuito no meio do dia.

Foi então que percebi.

Meus bicos. Os bicos das tetas continuavam duros, enrugados, sensíveis. Mesmo sem tesão. Mesmo com a culpa me esmagando por dentro. O menor movimento — o ar quente passando, o suor escorrendo da clavícula até o topo do seio — enviava uma cócega fina, aguda, diretamente para o centro do meu peito. Eu cruzei os braços instintivamente, e o toque dos meus próprios antebraços contra os bicos enviou um arrepio que me fez puxar o ar pelos dentes.

A cócega não parava. Era persistente, insistente, como se minha pele não tivesse recebido o recado de que o orgasmo já tinha acabado.

E aí aconteceu algo que eu não esperava.

A vergonha se misturou com a cócega. A culpa se misturou com o arrepio. O arrependimento se misturou com a sensação de irreversibilidade — não tinha como voltar atrás, não tinha como apagar o que aconteceu, não tinha como fazer aquelas pessoas desaprenderem o que viram. E essa mistura, essa coisa confusa e suja e impossível de separar, começou a se transformar.

Em tesão.

Não o tesão de antes. Não o tesão lento que ele tinha construído com as mãos e a língua. Esse era diferente. Esse vinha de dentro, de um lugar mais fundo, mais escuro. Vinha da constatação de que eu estava ali, pelada, sozinha, exposta, e que não havia saída. Não havia reversão. Cada pessoa que passava e olhava para mim — para as minhas tetas, para a minha buceta, para o meu rosto vermelho de vergonha — confirmava que aquilo era real. Que eu era real. Que eu tinha feito aquilo.

E quanto mais real se tornava, mais a cócega nos bicos se espalhava. Descia pelo abdômen. Chegava na buceta. O clitóris, que deveria estar saciado, começou a pulsar de novo. Não devagar. Com força. Com urgência.

Eu apertei as coxas uma contra a outra e o atrito nos lábios da buceta me fez gemer. Meu suor escorreu pelas tetas e passeou pelos bicos, e a cócega que seguiu foi tão intensa que eu soltei o ar pela boca num sopro curto.

Olhei em volta.

O homem de camisa social estava mais perto agora. Os adolescentes também. A plateia crescia. E eu, parada no meio do asfalto quente, pelada, tremendo, com a culpa apertando o peito e o tesão voltando com uma força que me assustava, percebi algo que me fez o estômago sumir.

Eu não queria ir embora.

A vergonha era insuportável. A culpa era real. O arrependimento era genuíno. Mas debaixo de tudo isso, pulsando no centro do meu corpo, havia algo que não podia mais ser ignorado. A exposição. A irreversibilidade. O fato de que cada pessoa ali me via, me julgava, me registrava — e que eu não podia fazer nada além de permanecer.

Isso me excitava mais do que qualquer língua.

E pela primeira vez desde que ele tinha virado as costas, eu não me movi. Não procurei roupas. Não inventei desculpas. Fiquei.

Foto 1 do Conto erotico: A Peladona da Praia


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Ficha do conto

Foto Perfil saiopeladanarua
saiopeladanarua

Nome do conto:
A Peladona da Praia

Codigo do conto:
273116

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
24/09/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
1