Sou exibicionista, mas não quero ser curada



A pergunta ficou na minha cabeça durante muito tempo: por que a vergonha me dá tanto tesão?

Eu queria entender. Queria entender por que sentia tanto prazer com a culpa, com o arrependimento, com aquela sensação de ter ido longe demais. Por que me excitava tanto ser a única pessoa pelada no meio de pessoas vestidas. E não apenas a única pelada, mas a única mulher pelada entre homens vestidos. Por que o simples fato de estar em público, completamente exposta, aumentava tanto o meu desejo.

Também queria entender por que não gostava de transar como outras pessoas pareciam gostar. O que me atraía não era simplesmente ter alguém comigo. O que me dava tesão era ser masturbada enquanto era a única pelada, estar em público, sentir vergonha, saber que estava sendo percebida e, principalmente, sentir que depois de determinado ponto não existia mais como voltar atrás.

Não queria que alguém me dissesse que aquilo era errado ou que precisava ser curado. Queria uma explicação. Queria entender por que o meu desejo funcionava daquela maneira.

Foi por isso que procurei um psicólogo.

Fui à consulta com a maior humildade possível. Realmente queria ouvir o que ele tinha a dizer. Não fui preparada para discutir, não fui para provar que estava certa e muito menos para enfrentá-lo. Estava ali porque acreditava que ele poderia me ajudar a entender uma parte de mim que eu mesma não conseguia explicar.

Tinha acabado de voltar de mais um dos meus atos de exibicionismo, e ainda estava com muito tesão. O gelo no estômago daquele dia ainda estava presente, assim como a vergonha que tinha sentido durante a situação. Minhas mãos não paravam quietas no colo. Os dedos se apertavam uns nos outros enquanto eu esperava na sala de espera. O ar condicionado estava forte demais, e eu sentia a pele dos meus braços arrepiada.

Ele começou a análise com seu tom de especialista, tentando enquadrar a minha nudez em uma categoria. Olhou para mim com aquele olhar clínico, os olhos estreitos atrás dos óculos de armação metálica, a caneta entre os dedos, e disse a frase que eu não esperava ouvir daquela maneira:

— Você tem que amadurecer. Quando chegar a um nível de maturidade real, vai perceber que esse seu desejo de exposição solitária é apenas uma fase. Você vai querer um sexo convencional, com um parceiro, algo mais... integrado.

Ainda estava tentando entender o que ele estava dizendo. Mas, naquele momento, comecei a perceber que ele não estava tentando descobrir por que eu funcionava daquela maneira. Estava tentando me impor como eu deveria funcionar. A caneta dele batia contra a prancheta. Tique, tique, tique. O som me irritava.

Mesmo assim, respondi com sinceridade:

— Mas o que me faz gozar é justamente essa exposição solitária. A vergonha de estar pelada em público, o risco da irreversibilidade e a culpa do arrependimento são parte do que me dá prazer. Se eu tiver um parceiro pelado, não sinto vergonha, e eu dependo da vergonha para sentir tesão. Ele tem que estar totalmente vestido e indiferente. O desejo dele acaba validando o meu prazer e tira parte do peso da transgressão. Eu não quero simplesmente compartilhar a minha vergonha. Eu quero vivê-la.

Ele tentou contrapor com a teoria do apego, dizendo que a minha necessidade de vergonha poderia ser uma forma de evitar a intimidade. As palavras saíam da boca dele com uma cadência acadêmica, pausada, cada sílaba medida. Os olhos dele não saíam do meu rosto. Nunca desciam. Nunca olhavam para o meu corpo. Aquela indiferença calculada me deixava ainda mais inquieta.

Naquele momento, comecei a perceber que estávamos falando de coisas diferentes. Para mim, a intimidade não estava necessariamente na relação com outra pessoa. Havia uma intimidade muito particular na minha relação com a própria vergonha, com meu corpo e com a consciência de estar exposta.

Ainda estava disposta a ouvi-lo quando ele foi além.

Disse que os meus atos de exibicionismo — as saídas peladas, de meias, tênis e óculos de grau, os atos que eu havia contado a ele, o gozo no portão — eram apenas fruto da minha imaginação. Disse que eu inventava tudo aquilo para chamar a atenção dele. Falou que não acreditava que eu tivesse coragem de ficar pelada em público, quanto mais de me masturbar.

E, para completar, afirmou que, se eu realmente tivesse feito tudo o que relatara, aquilo tinha cura. Segundo ele, eu poderia levar uma vida sexual igual à de qualquer mulher normal.

Foi aí que alguma coisa mudou dentro de mim.

Aquele diagnóstico me ofendeu. Mas o que mais me atingiu foi ele dizer que eu estava inventando os meus próprios atos. Até aquele momento, eu tinha ido ao consultório querendo compreender a minha sexualidade. De repente, ele estava dizendo que aquilo que eu havia vivido nem sequer era verdade. O sangue subiu ao meu rosto. Meus dedos apertaram o tecido da calça no joelho. A respiração ficou curta, cortada.

Foi nesse instante que deixei de tentar apenas entender o que ele pensava e decidi mostrar a ele que estava errado.

Comecei a tirar a minha roupa.

Não fiz isso de maneira agressiva. Apenas comecei a me despir, em silêncio, enquanto ele percebia o que estava acontecendo. Primeiro a camiseta. Puxei pela barra, devagar, sentindo o tecido deslizar pela pele da cintura, pelas costelas, passando pelas tetas. Minha pele arrepiou com o ar do consultório. Ele parou de falar. A caneta parou de bater.

Depois o sutiã. Os fechos nas costas, os dedos tremendo um pouco. Quando soltei, as alças escorregaram pelos ombros e senti o peso das minhas tetas ficar solto. O ar frio do consultório tocou meus bicos, que endureceram imediatamente.

A calça veio depois. Tive que tirar meus tênis e as meias pois a calça era apertada demais. Botão, zíper, e o tecido caindo pelas pernas. A calcinha por último. Quando saiu, fiquei ali, parada, sentindo o ar circundar minha buceta, minhas coxas, minha bunda.

Eu estava no quinto andar do consultório, e o vento lá fora estava forte. A cada peça de roupa que eu jogava pela janela, elas saíam voando em movimentos erráticos e imprevisíveis. O vento roubava minhas roupas e as espalhava pela cidade. A camiseta saiu primeiro, girando como uma pipa sem controle. Depois o sutiã, que sumiu quase instantaneamente. A calça caiu pesada, mas o vento a levou para longe. A calcinha ficou presa no galho de uma árvore alguns segundos antes de desaparecer.

Joguei tudo.

Só não joguei minhas meias, meus tênis nem meus óculos de grau. Quando já estava pelada no meio do consultório, vesti novamente as meias e os tênis. Os óculos eu nem cheguei a tirar.

Estava ali, pelada, morrendo de vergonha e, ao mesmo tempo, com muito tesão justamente por causa daquilo que estava acontecendo. A vergonha veio como uma onda. Subiu pelas pernas, passou pela barriga, subiu pelo peito até o rosto. E junto com ela, o tesão. A buceta começou a ficar molhada. Sentia os lábios escorregando um contra o outro quando me mexia. O clitóris pulsava.

Depois comecei a me masturbar na frente dele.

Escolhi ficar em pé de propósito. Sentada, minha exposição seria menor. Em pé, no meio do consultório, eu estava exposta para todos os lados. A situação era estranha, ridícula e absurda, e foi justamente o fato de ser tão absurda que fez minha vergonha aumentar ainda mais.

A mão desceu. Os dedos encontraram a buceta já molhada. Comecei a mexer no clitóris, devagar no começo, circular. Minhas pernas tremeram. A vergonha era tão forte que eu quase não conseguia manter os olhos abertos. Mas mantinha. Porque queria que ele visse. Queria ver ele me vendo. Minhas tetas balançavam levemente com o movimento do braço. Os bicos durinhos, apontando para frente.

Ele imediatamente saiu correndo do consultório em direção à recepção. Ouvi seus passos apressados no corredor. Pediu aos recepcionistas que fossem à rua tentar recuperar minhas roupas. A voz dele chegava abafada pela porta.

Eles foram. Contrariados, mas foram.

Enquanto isso, ele voltou para o consultório. Eu continuava ali, em pé, pelada e me masturbando. Os dedos agora mais rápidos. Dois dedos no clitóris, depois um dentro da buceta. O som molhado enchia o consultório. Meu quadril se mexia sozinho, rebolando contra a mão.

Ele ficou me dando bronca. Chamava-me de louca, imatura, compulsiva. A voz dele era alta, os braços gesticulavam. Mas, ao mesmo tempo, olhava.

E olhava bastante... principalmente para minhas partes mais íntimas e vergonhosas.

Os olhos dele desciam do meu rosto para as minhas tetas, depois para a minha mão na buceta, depois para as minhas pernas. Voltavam para o meu rosto. Desciam de novo. A respiração dele mudou. Ficou mais curta. O maxilar travava cada vez que falava.

O peso daquele olhar clínico sobre a minha nudez foi o meu gatilho final. A vergonha de estar ali, no centro do consultório dele, depois de ter acabado de jogar minhas roupas pela janela, fez meu tesão aumentar ainda mais. A buceta pulsava. As pernas tremiam. O clitóris estava inchado, sensível.

E eu gozei. Gozei gostoso. O orgasmo subiu das pernas, passou pela barriga, explodiu na buceta e subiu até a cabeça. Meus joelhos fraquejaram. Um gemido escapou da minha boca. Os dedos não pararam. Gozar sendo observada era muito prazeroso para mim.

A consulta demorou bastante. Para o espanto dele, eu continuava me masturbando e gozando. Gozei mais de três vezes durante o tempo restante da consulta. A segunda veio forte, com a buceta apertando os dedos e o líquido escorrendo pela coxa. A terceira foi mais demorada, mais profunda, com o corpo inteiro tremendo e os bicos das tetas duríssimos.

Ao final da consulta, ele me deu seu veredito: não poderia mais me atender. Disse que meu caso não era de psicologia, mas de psiquiatria. Indicou-me um psiquiatra e colocou um dinheiro na minha meia para que eu pudesse voltar de ônibus. As mãos dele tremiam quando enfiou as notas.

A viagem de volta foi uma aventura à parte.

Os recepcionistas tinham recuperado apenas a minha camiseta. Era pouco, mas suficiente para que eu não fosse presa. A camiseta terminava logo depois da curvinha da minha bunda, no limite extremo, sem sobrar sequer um milímetro.

Com minhas meias, meus tênis e meus óculos, a camiseta funcionava como um vestido extremamente curto.

No ônibus, a vergonha foi amplificada.

O tecido era fino, e meus bicos pontudos e minhas tetas balançando pareciam denunciar para todo mundo que aquela camiseta era a minha única roupa. Para pagar a passagem e passar pela roleta, precisei me abaixar até a meia. O toque do meu quadril contra a barra da camiseta e o peso da minha vergonha fizeram aquela experiência continuar até eu chegar em casa. Cada passo no corredor do ônibus fazia a barra subir um pouco mais. Eu puxava para baixo com as mãos, mas era inútil. Os olhos dos passageiros seguiam cada movimento.

Eu tinha ido ao psicólogo querendo descobrir por que sentia tanto tesão com a vergonha, com a culpa, com o arrependimento, com a irreversibilidade, com a condição de ser a única pessoa pelada e, principalmente, com a condição de ser a única mulher pelada em público.

Voltei para casa sem uma explicação psicológica satisfatória.

Mas voltei com uma certeza.

Ele não tinha conseguido me curar, nem me convencer de que aquilo era uma simples fase. Muito menos tinha conseguido provar que eu inventava o que fazia.

Pelo contrário.

Naquele dia, eu percebi que a vergonha que eu tentava entender era justamente uma das coisas que mais profundamente estavam ligadas ao meu prazer.

Eu tinha ido ao consultório para descobrir o que havia por trás da minha nudez.

Saí de lá tendo vivido, mais uma vez, exatamente aquilo que eu não conseguia explicar.
No dia seguinte o telefone tocou. Eram dez da manhã. Eu estava na cozinha, descalça sobre o piso frio, vestida apenas com a mesma camiseta branca curta que tinha usado no ônibus. Os tênis e as meias estavam na entrada, jogados ao lado da porta. Atendi sem olhar o número.

"É da clínica Dr. Ferreira," disse a voz da recepcionista. Hesitei. O nome me trouxe de volta o consultório, a janela aberta no quinto andar, minhas roupas voando, o olhar dele — maxilar travado, respiração curta. Apertei o celular na mão.

"O que foi?" perguntei.

"O Dr. Ferreira pediu demissão. Não vai mais atender." Uma pausa. "Mas o caso foi transferido. O novo psicólogo que assumiu quer retomar as sessões com você. Só que em um formato diferente."

Fiquei em silêncio. A camiseta branca subiu quando cruzei os braços, deixando minha bunda totalmente exposta. O coração acelerou.

"Diferente como?"

"Ele quer explicar pessoalmente. Pode vir aqui hoje, às quinze horas?"

Desliguei sem responder. Fiquei parada na cozinha, olhando a parede. Ferreira tinha desistido. Eu tinha ficado pelada no consultório dele, tinha gozado três vezes enquanto ele observava sem conseguir sair, e agora ele desitia. Uma parte de mim registrou isso com uma satisfação que não deveria existir. A vergonha veio junto, como sempre — os dois sentimentos misturados, inseparáveis.

Às três horas eu estava na sala de espera da clínica. Fui até lá do jeito que atendi o telefone, só a camiseta branca e a pele. Sem calcinha, sem sutiã. Os óculos em cima do nariz. Descalça. Cada vez que me sentava eu sentia o contato direto da cadeira plástica na minha bunda nua. Meus bicos duros e enrugados marcavam o tecido da camiseta. O recepcionista não me olhava nos olhos, olhava diretamente pra meus bicos.

A porta do consultório abriu. Um homem alto, barba aparada, camisa azul abotoada, apareceu. Não era como Ferreira. Ele não desviou o olhar quando me viu. Me encarou diretamente, com uma expressão que não era nem choque nem desejo — era avaliação clínica.

Olhou para mim e não disse nada. Esperou que eu tivesse a inciativa de entrar.

Sentei-me na cadeira frente à cadeira dele. Ele fechou a porta e sentou. Não havia sequer uma mesa entre nós. Sentou segurando apenas uma prancheta com notas e meu prontuário.

"Li tudo que o Ferreira escreveu sobre você," começou. "Inclusive a última sessão." Ele levantou os olhos do prontuário. "Você ficou completamente nua no consultório, jogou suas roupas pela janela, e se masturbou em pé enquanto ele assistia, e mesmo após gozar, continuou pelada esperando o tesão voltar. Repetiu esse comportamento até chegar o orgasmo por três vezes. Só parou porque acabou o tempo da consulta."

Meu rosto esquentou. A vergonha subiu pelo pescoço, e eu apertei as coxas uma contra a outra debaixo da mesa.

—"Ele achou que era uma patologia," respondi, quase gemendo.

—"Eu não concordo com ele," disse.

Meu corpo relaxou um milímetro.

—"Mas ainda não analise você. Ainda não tenho opinião formada. E é por isso que o formato das nossas sessões vai mudar."

Ele se levantou, se aproximou e ficou de pé ao meu lado. Eu olhei para frente, sentindo o calor dele perto.

—"Não adianta ficar aqui dentro, numa sala fechada, falando sobre exposição. Você precisa estar exposta. Eu preciso ver o que acontece com você quando está em público, quando sente vergonha, quando alguém olha ou não olha. Só assim eu consigo entender."

Meu coração disparou. A buceta ficou úmida imediatamente, e eu senti o líquido escorrendo entre os lábios. Apertei as pernas com mais força.

"O quê... exatamente?" perguntei, a voz falha.

"Encontros em locais públicos. Shopping, avenida, loja de conveniência, calçada, praia. Você vai estar como prefere estar. Eu vou estar perto, observando. Não vou interferir. Vou documentar o que acontece com você — fisicamente, emocionalmente. Depois a gente conversa."

Ele voltou para a cadeira. Me olhou com seriedade absoluta.

"Não é um teste. Não é uma armadilha. É a única forma de eu não repetir o erro do Ferreira, que tentou te encaixar num diagnóstico sem nunca ter visto você em ação."

A vergonha me cobriu como uma onda. A ideia de estar pelada em público, com um desconhecido observando, documentando, me fez tremer. Os bicos das minhas tetas enrugaram sob a camiseta, marcando o tecido fino. O tecido não escondia nada quando eu me mexia — eu sentia o ar do consultório subindo pelas pernas, tocando minha buceta molhada.

—"Eu aceito," respondi gemendo de tesão — não tive como segurar.

Ele anotou algo na prancheta.

"Primeiro encontro: sexta-feira, às dezesseis horas. Shopping Eldorado. Você vai usar exatamente o que está usando agora. Nada a mais, nada a menos."

Olhei para baixo. Camiseta branca curta, sem roupa íntima, óculos, descalça. Ele queria que eu fosse assim, num shopping, numa tarde movimentada, cercada de gente. Eu já estava achando um absurdo eu ter pego um ônibus, só de camisetas e óculos e ainda por cima descalça e logo em seguida passar pela portaria de um prédio público e depois entrar em um consultório, imagina entrar assim em um shopping...

—"Quando chegar, me procure na praça de alimentação. Eu estarei sentado. Você não vai se sentar. Vai ficar em pé, perto de mim, e vamos começar."

Ele se levantou. Indicou a porta. Entendi que a sessão tinha acabado.

Saí do consultório com as pernas bambas. O elevador desceu cinco andares e em cada um eu imaginei o que tinha acabado de aceitar. A buceta estava encharcada. O tecido da camiseta grudava na minha bunda. Quando passei pela recepção, o recepcionista me olhou — e seus olhos desceram do meu rosto até minhas tetas, onde os mamilos endurecidos marcavam a camiseta, e depois até a barra da camiseta, que tinha subido na coxa direita, fazendo com que minha buceta aparecesse, e para finalizar, ainda percebeou que eu estava descalça.

Na rua, o sol bateu no meu rosto. Parei na calçada, fechei os olhos para me imaginar: Sexta-feira. Shopping. Pelada por baixo da camiseta, usando óculos de grau e descalça, em pleno shopping. Com um psicólogo observando cada reação do meu corpo.

A vergonha me fez querer encolher os ombros. Mas o tesão me fez arquear as costas, empurrando os seios para frente.

Caminhei para o ponto de ônibus com os passos curtos, apertando as coxas, sentindo o molhado escorrendo e os pés descalços na calçada.

Sexta-feira. Quatro da tarde. O ar condicionado do Shopping Eldorado me atingiu como uma parede fria assim que cruzei as portas automáticas. Meus pés descalços colaram no piso de porcelanato polido, e cada passo produzia um som leve, pegajoso, que ninguém mais ouvia mas eu sentia como um grito. Estar descalça em um shopping já é muito absurdo por si só. A camiseta branca colava nos meus bicos enrugados. A barra da camiseta de tecido barato, já tinha subido uns três centímetros na coxa direita enquanto eu caminhava do ponto de ônibus até aqui. Eu não ajustei. Não puxei para baixo. Minha buceta estava de fora. Eu não ousava olhar para baixo, mas sentia o vento entrando sem dó.

Ele estava sentado em uma das mesas centrais da praça de alimentação, com um copo de café na frente e o prontuário fechado ao lado do cotovelo. Barba aparada, camisa cinza abotoada até o segundo botão. Quando me viu, não levantou. Só girou o copo entre os dedos e me encarou de cima a baixo, devagar, como quem confere se uma prescrição foi seguida à risca.

Cheguei perto. Minhas coxas tremiam. O molhado entre as pernas já tinha começado no ônibus, quando três homens sentados no banco de trás ficaram me olhando enquanto eu, descalça em pleno ônibus, segurava na barra do teto, fazendo a camiseta subir e mostrar minha bunda e minha buceta. Agora, de pé na frente dele, sentia o líquido escorrendo, bem abaixo da borda da camiseta.

— Senta — ele disse, apontando para a cadeira de plástico do outro lado da mesa.

Sentei. O plástico grudou na minha bunda nua. Até minha buceta encostou na cadeira. A borda da cadeira pressionou a parte de trás das coxas e eu senti a camiseta subir mais. Cruzei as pernas. Todo mundo do shopping reparando o fato de eu estar descalça e com as pernas nuas. Modéstia parte, minhas pernas são lindas. Ele balançou a cabeça, negando.

— Sem cruzar. Pés no chão. Joelhos separados.

Descruzei. O tecido da saia abriu como uma cortina fina e eu soube que, daquele ângulo, quem passasse ao lado veria o topo das minhas coxas e minha buceta. Ele abriu o prontuário, escreveu algo sem me olhar, e falou com a voz baixa.

— Você vai caminhar pelo corredor principal. Daqui até a loja da esquina, no fim do piso vermelho. Devagar. Sem cobrir nada. Sem puxar a camiseta para baixo. Eu vou observar de longe. Não vou interferir.

— E se alguém...

— Se alguém falar com você, você decide. Foge ou fica. O objetivo é eu ver o que acontece com você quando a escolha é só sua.

Ele fechou o prontuário. Me olhou nos olhos pela primeira vez. A mandíbula dele estava travada, do mesmo jeito que estava na última sessão com Ferreira, quando eu estava pelada na frente dele. Ele engoliu seco.

— Vai.

Levantei. A cadeira grudou na minha bunda e fez um som úmido ao soltar. Uma mulher numa mesa ao lado olhou para mim, olhou para minhas pernas, desviou o olhar. Comecei a andar.

O corredor principal do Eldorado numa sexta-feira à tarde era um rio de gente. Famílias, casais, adolescentes com sacolas. E eu lá... Andando descalça no piso frio com as tetas balançando. A cada passo, a camiseta ia subindo, subindo, e marcando os bicos das tetas como dois botões duros sob o tecido. As primeiras cabeças viraram. Um homem de mochila que vinha na direção contrária parou no meio da passagem e olhou diretamente para minhas tetas, que balançavam livre, leve e soltas. Desviou por pouco de mim. Uma garota de uns vinte anos ao lado dele riu, cobriu a boca com a mão.

Continuei andando. A camiseta subiu até a junção das coxas. Eu sentia o ar do shopping entrando por baixo, batendo na minha buceta encharcada. Cada passo era um flash de exposição. O tecido era tão fino que o movimento das pernas deformava o pano e mostrava a sombra da minha pele, o contorno da bunda, a linha onde a coxa encontrava o quadril. Um segurança uniformizado parado perto de uma loja de eletrônicos virou o corpo na minha direção. Camisa azul, rádio no ombro, mãos grandes. Ele me observou chegar. Os olhos dele desceram do meu rosto para os mamilos marcados na camiseta, que não cobria quase nada, para meus pés descalços. A mão dele subiu até o rádio.

Meu coração disparou. O tesão me encheu como uma onda quente que subiu da buceta até o estômago. Eu senti mais líquido escorrendo pela perna, quente, pegajoso, e soube que dava para ver claramente que eu estava com tesão. Olhei por cima do ombro. Lá atrás, perto da praça de alimentação, o psicólogo estava de pé com os braços cruzados, observando. Ele não ia interferir. A escolha era minha.

O segurança deu dois passos na minha direção. O rádio chiou. Ele parou a uns dois metros de mim e eu parei também. As pernas tremiam. A camiseta estava completamente subida de um lado, mostrando o quadril e a lateral da bunda. Eu não puxei para baixo.

— Moça — ele disse. A voz era grave, controlada. — Você está sem calçado e com uma roupa que... não é adequada para o ambiente.

Ele olhou para as minhas pernas. Para o brilho úmido na coxa. Engoliu. A mandíbula dele travou igual à do psicólogo.

Eu podia fugir. Dar meia-volta, correr entre a multidão, voltar para o ponto de ônibus com a bunda de fora e o tesão pingando. Ou podia ficar. Encarar. Deixar ele ver. Deixar todo mundo ver.

Fiquei.

— Eu sei — eu disse. Minha voz saiu baixa, trêmula. — Mas é uma camiseta comum como qualquer outra.

Ele ficou parado, o rádio na mão, sem chamar nada. Os olhos dele percorreram meu corpo de novo, do topo dos mamilos endurecidos até a minha buceta totalmetne depilada, que estava exposta, sob a camiseta que não escondia nada. Atrás dele, três pessoas tinham parado para assistir. Um homem de meia-idade segurava o celular ao lado do corpo, esquecido, olhando para minhas pernas. Uma mulher passou devagar, olhando de mim para o segurança, esperando o que ia acontecer.

O segurança respirou fundo. Não chamou nada no rádio. Não me mandou sair. Ficou ali, olhando, com a mão pendurada no aparelho e o peito subindo e descendo rápido.

Eu virei as costas para ele. Caminhei os últimos vinte metros até a loja da esquina, sentindo os olhos dele e de todos os outros cravados na minha bunda exposta, na camiseta que tinha subido até a cintura de um lado. Quando cheguei na esquina, virei. O psicólogo ainda estava lá, de pé, observando. Ele ergueu levemente o queixo, um gesto mínimo, e anotou algo no prontuário.

Meus joelhos cederam. Encostei na parede da loja, ofegante, com as coxas apertadas e a buceta pulsando, e percebi que tinha quase gozado só de andar até lá.

O frio do porcelanato subiu pelos meus calcanhares e se espalhou pelas panturrilhas como uma corrente elétrica. Meus dedos dos pés grudavam no piso encerado a cada pequeno ajuste de peso, e a umidade entre as pernas tornava cada movimento uma lembrança do que meu corpo estava sentindo. Encostada na parede da loja, com o coração martelando nas têmporas, eu olhei para os próprios pés descalços — nus, sujos de poeira, vulneráveis sobre aquele chão público — e algo se conectou no meu cérebro. Estar descalça ali era tão inadequado quanto a camiseta que não cobria nada, colada nos meus bicos enrugados e endurecidos. E era exatamente por isso que meu clitóris latejava, que a buceta pingava, que eu tremia.

Meu tesão aumentou tanto que minha mente ficou cheia de idéias indecentes. A primeira ideia veio como um raio. Entraria em uma loja para me expor mais ainda.

Havia uma três portas à frente, do lado esquerdo do corredor. A fachada vermelha exibia sapatos em prateleiras iluminadas, e uma vendedora de cabelo preso arrumava caixas no balcão. Entrei antes de pensar demais. O piso dentro da loja era de madeira escura, mais quente sob meus pés, e o contraste com o frio do corredor me fez soltar um suspiro audível. A vendedora levantou os olhos. Primeiro fixou no meu rosto, depois desceu para a camiseta branca extremamente curta que marcava cada contorno das minhas tetas, depois para onde a camiseta terminava, que mal cobria a raiz das coxas, e por último — por último ela olhou para meus pés descalços no chão da loja. A boca dela abriu um centímetro. Nada disse.

Desviei da vendedora e procurei um vendedor, afinal minha vergonha seria muito maior ainda se eu fosse atendida por alguém do sexo masculino.

—"Preciso de uma meia-calça igual a essa que estou usando" — a voz que saiu de mim foi aquela voz igual a de quem está transando, aquela voz apertada e cheia de tesão.

O vendedora engoliu em seco e perguntou cinicamente (é claro que ele percebeu que não havia meia-calça nenhuma):

— Você quer uma da mesma cor? É bem transparente, não é? — Perguntou com a voz tremida e hesitante.

— Pode ser de qualquer cor, contanto que seja do mesmo tecido. — Disse isso pegando na mão dele e direcionando, fazendo ele alisar minhas pernas nuas. Sentir o toque da mão masculina em minhas pernas nuas, foi muito excitante.

O contato dos dedos dela na minha pele despida me fez soltar um gemido. Eu sentia o olhar de dois clientes — dois homens de meia idade — que haviam parado de examinar prateleiras para olhar na minha direção.

O vendedor disse que minha meia era perfeita demais, que não sentia nenhuma costura sequer. Os homens continuaram olhando. Eu subi ligeiramente a camiseta, só o suficiente para que percebessem, que além de não haver meia-calça, também não havia calcinha. O olhar do vendedor travou na altura da minha buceta. Minha buceta pulsou, quente e inchada, e eu senti mais líquido escorrer.

Disse a ele que a costura ficava logo acima, e fui trazendo a mão dele pela parte interna de uma de minhas pernas até ele tocar minha buceta. Quando ele tocou eu quase soltei um gemido igual àqueles de fimes pornôs, bem alto e escandaloso, tive que usar todas as minhas forças para não gritar de tesão.

Talvez para não chamar a atenção do chefe, ele tocou minha buceta agindo como se tivesse tocando algo normal, como se estivesse tocando somente a meia-calça. Fingiu indiferença mas continuou tocando como se estivesse analisando meu pedido.

Por mais indiferença que ele fingisse, um homem, no meio de uma loja pública, com a mão enfiada no meio das pernas nuas de uma cliente, era algo muito escandaloso, vulgar, indecente e imoral, e minha vergonha já estava a mil. Isso por sí só já era muito excitante. Mas além disso eu estava sentindo a mão dele tocando minha buceta de forma extremamente lasciva. A mão dele com certeza sentia o quanto eu estava enxarcada. Eu lutei com todas as forças para continuar sendo discreta, mas não dava para não gemer, não dava para não me contorcer, eu não sabia aonde apoiar minhas próprias mãos, que instintivamente queriam cobrir minha nudez.

De repente, senti que o discreto vendedor "virou a chave", parou de tentar ser discreto e descaradamente enfiou um dedo em minha buceta, e começou a me masturbar descaradamente. Não havia mais disfarce. Na frente de todo mundo eu lá com a camiseta levantada, pernas abertas, buceta de fora, e ele lá com o dedo enfiado na minha buceta, fazendo movimentos de vai e vem barulhentos, aqueles barulhos enxarcados que me faziam querer morrer de tanta vergonha, não só por estar pelada, não só por estar sendo penetrada por um dedo desconhecido, não só por tudo isso estar acontecendo eu um lugar tão público, mas principalmente por eu demonstrar estar gostando de sentir tanta vergonha.

Aquela situação foi intensificando cada vez mais, até que meu orgasmo veio. Foi muito intenso, minha buceta chegava a pulsar em volta do dedo dele como se estivesse acolhendo o dedo dele, fazendo carinhos no dedo dele. Meu orgasmo não acabava nunca, parecia uma eternidade. Nesse momento perdi todo o controle do meu corpo e da minha voz, e ele também. Eu gemia, gritava, me contorcia toda, virei um escândalo em pessoa. Meu orgasmo deve ter durado no máximo dez segundos, mas nesse momento, fiquei tão escandalosa (a cena por sí só já era extremamente escandalosa), que todo mundo parou o que estava fazendo e olhou em nossa direção, e isso intensificou a sensação da duração do meu orgasmo. Parecia uma eternidade, o fato de estar sendo vista por tanta gente fazia com que eu sentisse urgência em acabar de gozar, e isso fez eu perceber mais ainda, o quanto estava demorando.

Após terminar de gozar, puxei minha camiseta para baixo, ele discretamente tirou o dedo de minha buceta e enxugou na própria calça, e disse com a maior normalidade possível: — Não temos esse modelo senhora, mas podemos encomendar se você preferir.

Tentei responder fingindo a mesma naturalidade que ele mas minha voz simplesmente não saia. Cada vez que eu ia falar, saia um gemido. Então fiz simplesmente um joinha com a mão, exibindo um sorriso de vergonha, e me direcionei à saída da loja.

Andei até a porta. No corredor, virei à esquerda e avistei o psicólogo exatamente onde havia deixado, de pé, prontuário aberto agora, caneta na mão. Ele anotava sem olhar para mim. O segurança estava a dez metros dele, de braços cruzados, me observando.

Caminhei até o psicólogo. A sensação de estar descalça, agora era extemamente mais intensa. Estar descalça em um lugar tão público é estranho demais. Depois que gozei passei a perceber muito nitidamente toda a inadequação, todo o absurdo da situação que eu estava. A imagem do rosto do vendedor, os olhos fixos na minha buceta molhada, os homens parados assistindo — isso tudo ficou muito mais nítido, muito mais intenso, e o fato de eu estar satisfeita e já sem o impulso do tesão, fez meus sentimentos de vergonha, culpa, arrependimento e irreversibilidade, ficarem muito mais intensos. Fiquei muito consciente do quão vulgar estavam meus bicos enrugados, que insistiam em marcar a camiseta, e do quão absurdo era eu estar com uma camiseta tão curta que minha buceta toda hora ficava de fora.

O psicólogo fechou o prontuário e me olhou pela primeira vez desde que eu havia saído da praça de alimentação.

"Senta", ele disse, apontando para um banco do corredor.

Eu sentei. A madeira fria do banco grudou na minha bunda por baixo camisetra. Ele abriu o prontuário de novo e escreveu. Eu cruzei as pernas. Ele ergueu os olhos.

"Descruza", ele disse, e eu obedi.

Minhas coxas se abriram um centímetro. O corredor à minha frente tinha gente passando. Uma mulher de óculos escuros olhou para mim, desviou, olhou de novo. O psicólogo continuou escrevendo. Eu sentia o tesão crescer novamente escorrendo entre as pernas, molhando o banco, e sabia que quando eu levantasse, ficaria marcado.

— Última pergunta, disse o psicólogo: — Você está arrependida, ou você faria tudo de novo?

— É claro que faria tudo de novo — Respondi, morrendo de vergonha e tesão ao mesmo tempo.

Pensei comigo mesma: "Além de fazer tudo de novo, eu ainda teria coragem de tirar a camiseta agora, tacar fogo nela, e continuar andando pelo shopping".

Mas essa parte eu não disse. Eu não queria perder meu novo psicólogo.

Foto 1 do Conto erotico: Sou exibicionista, mas não quero ser curada


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Ultimos 30 Contos enviados pelo mesmo autor


273954 - Pelada e descalça votando nos candidatos - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
273725 - A Peladona sou eu - Categoria: Exibicionismo - Votos: 5
273317 - Dia normal, sem calcinha e sem sutiã - Categoria: Exibicionismo - Votos: 5
273116 - A Peladona da Praia - Categoria: Exibicionismo - Votos: 8
272727 - No SOHO, sem calcinha e sem sutiã - Categoria: Exibicionismo - Votos: 7
272599 - Fiquei pelada no shopping, na rua e na festa. - Categoria: Exibicionismo - Votos: 11
272382 - Peladona nos jogos da copa (CMNF) - Categoria: Exibicionismo - Votos: 5
272071 - No fim do baile tive que ir embora pelada e descalça - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
271908 - Plano de governo da peladona exibicionista - Categoria: Exibicionismo - Votos: 5
271855 - A candidata exibicionista - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6
271772 - Relembrando meus primeiros atos de exibicionismo - Categoria: Exibicionismo - Votos: 7
271438 - Voltando do passeio (peladona) - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
271270 - Passeio CMNF - Categoria: Exibicionismo - Votos: 7
270947 - Por que sempre continuo pelada? - Categoria: Confissão - Votos: 8
270836 - Estava Pelada Quando Conheci Meu Marido - Categoria: Exibicionismo - Votos: 5
270810 - Como me tornei exibicionista - Categoria: Exibicionismo - Votos: 11
270672 - Viajando pelada - Categoria: Exibicionismo - Votos: 5
270607 - Fiquei pelada no cinema - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6
270604 - Opinião de uma exibicionista. - Categoria: Confissão - Votos: 4
270542 - Minha rotina com meu marido - Categoria: Exibicionismo - Votos: 5
270381 - Passeando pelada pelo prédio - Categoria: Exibicionismo - Votos: 11
270074 - Me desafiei a entrar pelada no elevador - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
269912 - Me abandonaram pelada na festa. - Categoria: Exibicionismo - Votos: 5
269267 - A Mentira Continua - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
269248 - A Mentira - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
268553 - Sentir vergonha de estar pelada me da tesão. - Categoria: Confissão - Votos: 4
268488 - O Vestido que Não Me Vestia - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6
267857 - Andei de metrô com a buceta de fora - Categoria: Exibicionismo - Votos: 18
267381 - A peladona do shopping - Categoria: Exibicionismo - Votos: 12
267237 - Roubaram minha roupa - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6

Ficha do conto

Foto Perfil saiopeladanarua
saiopeladanarua

Nome do conto:
Sou exibicionista, mas não quero ser curada

Codigo do conto:
274033

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
06/10/2026

Quant.de Votos:
2

Quant.de Fotos:
1