Quando finalmente saí do provador, a sensação de "estar saindo" foi um choque de realidade brutal. O ar condicionado bateu no meu corpo e meus bicos endureceram ainda mais, quase furando o tecido fino. Eu não era mais uma cliente; eu era uma exibicionista intrusa naquele salão de normalidade. O chão frio sob os meus pés descalços era um lembrete constante de que eu estava vulnerável. A cada passo, a sensação de que o meu corpo estava exposto — a minha bunda balançando solta, a minha buceta molhada, o vento soprando por baixo, minhas tetas balançando soltas sob o tecido — era um grito silencioso de vergonha. O avental era tão curto que, se eu desse um passo um pouco mais largo, o tecido subia e eu sentia o ar frio bater diretamente na minha xoxota depilada. Eu andava com as pernas coladas, tentando proteger o que restava da minha dignidade, mas isso só fazia eu andar como um pato, chamando ainda mais atenção.
O arrependimento veio como uma onda. Eu me sentia ridícula, uma louca que tinha trocado a dignidade por um prazer que eu nem sabia se conseguiria sustentar. O medo de ser pega, de ser chamada de louca, de ser envergonhada pelo olhar de quem passava, era uma pressão constante no meu peito. Mas, e o mais bizarro, o mais doentio... o tesão. Mesmo com o coração disparado de medo, mesmo com o rosto queimando de vergonha, o meu corpo respondia. A vergonha não era um freio; era o combustível. Ela se misturava à minha excitação, criando um tipo de prazer que eu nunca tinha experimentado: um prazer que nascia do desespero, da imoralidade e da sensação de estar indo longe demais. Minha buceta pulsava, escorrendo por dentro das minhas coxas e isso me fazia cheirar a sexo. Eu estava ali, no limite de um colapso, caminhando entre o sagrado e o profano, sentindo que a minha única certeza era a minha própria vulnerabilidade.
Fui direcionada ao banco sem encosto onde o ajudante fazia a massagem relaxante. Eu me sentei, e a primeira coisa que senti foi o frio do couro sintético do banco encostando diretamente na minha bunda e na minha perna nua. Não havia nada entre a minha pele e o banco. O ajudante chegou por trás e começou a trabalhar meus ombros. Acontece que durante a massagem nos ombros e nas costas, o mundo mudou de eixo. O toque do assistente, enquanto ele trabalhava a tensão dos meus músculos, foi o gatilho. Quando a mão dele deslizou pelo meu pescoço, com certeza percebeu a ausência do meu sutiã. Saber que ele percebeu me deixou em choque. O choque não foi apenas físico; foi uma explosão de consciência. Ele percebeu. Ele sentiu que não tinha nada ali. A mão dele parou por um milésimo de segundo, um breve momento de confusão antes de continuar o movimento. Foi o suficiente. Aquele toque, breve e acidental, despertou em mim uma semente de imoralidade que começou a germinar instantaneamente. Naquele momento, enquanto eu tentava manter a respiração calma, eu já estava me imaginando recebendo essa mesma massagem sem estar usando nada, com as mãos dele descendo pelas minhas costas nuas.
Só de saber que ele estava percebendo a ausência do meu sutiã, já me fazia ficar inundada. Além disso, quando me sentei mais para frente para ele massagear as costas, o avental subiu um pouco. O avental era tão curto que minha bunda e minha buceta encostaram diretamente no banco. Imaginei como minha buceta toda molhada deixaria o banco, quando eu me levantasse. O couro era liso, frio, e eu sentia o meu próprio suor e a minha lubrificação escorrendo e criando uma película entre a minha pele e o assento. Era uma sensação viscosa, quente, molhada e deliciosa. Se não bastasse minhas pernas nuas e meus pés descalços, ainda ele sentiria a ausência do meu sutiã, e ao me levantar, veria a mancha molhada e com cheiro de sexo no banco da massagem. A ideia dele olhando para o banco depois e vendo onde eu tinha me sentado, vendo a marca da minha buceta, me deixou tonta.
A massagem terminou e eu tive que levantar. O momento da verdade. Eu me levantei e vi quando ele percebeu. O olhar dele foi rápido, mas viu. O banco tinha uma mancha brilhante, no formato do meu rabo e da minha buceta. O cheiro de mulher excitada subiu no ar. Meu rosto, que já estava corado de vergonha, contraiu de tanta humilhação, me deixando com os dentes de fora o tempo todo, como se fosse um riso forçado pela vergonha. Eu não conseguia controlar os músculos da minha face. Tive que levantar e puxar o avental para baixo rapidamente pois, ao me levantar, o movimento puxou o tecido para cima e minha buceta ficou totalmente de fora, exposta para o salão. Ao puxar o avental para baixo com força, meus bicos, que estavam duríssimos, saltaram para fora do decote do avental, que arrumei imediatamente, corando até as raízes do cabelo. Eu estava um bagaço, desarrumada, exibindo tudo sem querer, querendo morrer de tanta vergonha, ali mesmo.
Sentei no banco do cabeleireiro para começar o tratamento das luzes. O cheiro da lubrificação da minha buceta misturou-se com o cheiro químico dos produtos do salão, com a amônia da tintura e o perfume do xampu. Mas qualquer um que prestasse atenção poderia sentir. O cheiro de foda estava impregnado na cadeira, nas minhas pernas, no meu próprio corpo. Eu olhava para as outras mulheres no espelho, todas bem vestidas, todas normais, e me sentia uma aberração. Era uma situação absurda, e me senti extremamente arrependida de ter ido tão longe. Mas esse arrependimento me gerava mais vergonha, a vergonha me deixava mais consciente das minhas partes íntimas expostas e isso me dava mais tesão ainda. Eu estava presa nesse ciclo, sentada na cadeira, com os pés descalços no chão frio, sentindo o escorregar da minha própria buceta molhada, esperando o cabeleireiro chegar e me transformar, enquanto eu morria de vontade de gozar ali mesmo, na frente de todo mundo.
O ar condicionado soprava diretamente nos meus bicos duros, transformando cada folga do avental numa tortura gelada. Minha buceta estava escorrendo, não apenas molhada, mas vazando aquele creme viscoso que escorria pela coxa e grudava na barra do fino tecido do avental. O cheiro de amônia dos produtos químicos do salão não conseguia disfarçar o cheiro de puta excitada que subia do meu corpo. Eu sentada ali, exposta, com os pés descalços no chão frio, olhando para a mancha brilhante que tinha deixado na cadeira de massagem. A vergonha queimava meu rosto mais forte que qualquer lâmpada de tingimento. Eu não podia ficar ali. Se eu ficasse um minuto a mais, eu ia gozar na cadeira do cabeleireiro na frente de todo mundo. A tensão subiu pelo meu pescoço e apertou minha garganta. Eu precisei sair. Levantei num pulo, sentindo o peso das minhas tetas excitadas balançando soltas sob o tecido fino.
— Onde é o banheiro? — perguntei, minha voz falhando, fina e trêmula, quase gemendo. A recepcionista apontou para o fundo, sem levantar os olhos da revista.
Andei o mais rápido que pude sem correr. O chão de cerâmica estava gelado contra as plantas dos meus pés, e o clique dos meus calcanhares batendo no chão parecia anunciar minha nudez para todo o salão. Entrei no banheiro e tranquei a porta com um clique seco. O ar estava pesado, úmido. Me vi no espelho. Deus, eu estava ridícula. O avental mal cobria minha xoxota, os bicos das minhas tetas apontavam para frente como duas flechas, meu rosto estava vermelho, suado. Eu parecia uma vadia desesperada. Eu era uma vadia desesperada. Eu deveria me lavar, passar água fria no rosto, me recompor. Em vez disso, tirei meu avental, pendurei junto à toalha, e em pé mesmo comecei minha siririca.
Minha mão foi direto para entre as pernas. Eu não pensei, apenas fiz. Eu estava tão molhada que meus dedos deslizaram sem esforço, afundando na carne quente e macia. Comecei a me esfregar, o dedão rolando meu clitóris duro de um lado para o outro. Fechei os olhos e imaginei a porta se abrindo. O ajudante entrando. O cabeleireiro me pegando ali, peladona, com as pernas abertas, cheirando a tesão, com a mão na buceta. A visão deles me vendo daquele jeito me deixou louca. Minha respiração ficou pesada, ofegante, ecoando contra as paredes de azulejo. O som áspero, “haa, haa”, misturado com o barulho dos meus dedos batendo na minha xana molhada. “choc, choc”. O cheiro do meu sexo explodiu no espaço pequeno, aquele odor forte de ferro e mel, dominando tudo. Eu não me importei. Eu queria que sentissem. Eu me dei àquele prazer encharcado, imaginando o rosto de espanto e desejo deles, até que um espasmo forte percorreu minha barriga e eu tive que morder o lábio para não gritar. Parei antes de terminar meu orgasmo, ofegante, tremendo, mas não satisfeita.
Vesti o avental de novo com mãos trêmulas. O tecido parecia ainda mais curto, mais transparente agora que eu sabia o que tinha acabado de fazer. Saí do banheiro. O salão parecia parado. Todas as mulheres, alguns clientes homens e os cabeleireiros, até a recepcionista, pararam o que estavam fazendo e olharam para mim. Ninguém disse nada. Nenhuma palavra. Apenas aquele olhar coletivo, curioso, penetrante. Eu senti o sangue subir para o rosto de novo. Eles sabiam. Com certeza tinham ouvido minha respiração. Talvez sentissem o cheiro que saía comigo quando abri a porta. Eu me senti uma aberração andando ali. Uma pervertida exposta. O arrependimento me deu um nó no estômago, uma culpa tão profunda que gelou meu estômago. O que eu estava fazendo? Aquilo era absurdo. Mas quanto mais eu sentia aquela vergonha, mais minha buceta pulsava, apertando, pedindo mais. A culpa era combustível. Eu estava morta de vergonha e, ao mesmo tempo, molhando o avental de novo.
O tratamento acabou. Eu não sei como o tempo passou, só sei que de repente o cabeleireiro disse "pronto". Eu me levantei, desejando que o chão me engolisse. A caminhada até o provador parecia ter quilómetros. Eu entrei e fechei a porta. O espaço era apertado, cheio de roupas usadas penduradas em cabides. Despi o avental e o joguei no cesto de roupas sujas. Fiquei ali, completamente nua, olhando para minha roupa dobrada no banco. Eu devia vestir a calça, a blusa, ir embora e esquecer tudo. Mas meu corpo tinha outra vontade. Minha mão desceu novamente. Dessa vez não houve hesitação. Eu me encostei na parede e abri as pernas.
Essa siririca foi diferente. Foi mais selvagem. Eu não precisava imaginar que eles podiam me ouvir, eu sabia que podiam. O silêncio do salão do lado de fora era perfeito. Eu sabia que se eu fizesse barulho, eles iam ouvir. O cheiro da minha excitação estava impregnado na pele, no ar, e eu sabia que se alguém abrisse a porta, ia ser uma nuvem de sexo. Isso me deixou insana. Eu esfregava minha xana com força, a outra mão puxando meus seios, torcendo os bicos duros. Minha respiração estava alta, rouca. Eu não me segurei. Deixei os gemidos saírem, abafados pela minha mão, mas audíveis. Ah, porra, assim. O prazer subiu como uma onda, meus joelhos ficaram moles. Eu me agachei no chão do provador, enfiando o dedo na minha buceta, sentindo contrações fortes, gozando de verdade, com o corpo todo tremendo, sem me importar com nada além do alívio imediato.
Fiquei ali por um momento, ofegante, pelada e descalça no chão de madeira. Aos poucos, a realidade voltou. O silêncio do lado de fora parecia mais pesado. Eu me levantei, pernas trêmulas, e olhei para baixo. A porta do provador era daqueles modelos modernos, que ficam flutuando acima do chão com um vão de uns vinte centímetros. Eu olhei para o vão. Meus pés descalços estavam visíveis. Minhas panturrilhas nuas estavam lá, expostas para o corredor. Qualquer um que passasse podia ver. Devem ter visto até minha buceta sendo masturbada, no momento em que agachei. Se eles olhassem para baixo, veriam meus pés, a posição das minhas pernas abertas enquanto eu me tocava. Eles tinham visto. Eles deviam ter visto. Eu me vesti num frenesi, mãos suadas lutando com zíperes e botões. Saí do provador com o rosto em chamas, sem olhar para ninguém, caminhando para a saída com a certeza de que todos sabiam exatamente o que a vadia do avental tinha feito ali dentro. O cheiro de minha buceta ficou lá dentro. Só percebi isso depois que saí do salão e senti como o cheiro do ar puro estava diferente, na área pública do shopping.


Excelente conto, parabéns