Passeando pelada pelo prédio



Vou contar sobre algo que aconteceu já faz algum tempo, mas que ainda me faz tremer toda vez que lembro. Logo depois que eu descobri essa coisa estranha em mim — essa ligação doentia entre vergonha e tesão — mudei para um apartamento. A ideia era controlar o impulso, mas a verdade é que dirigir pelada por aí já tinha ficado monótono. O carro deixou de ser uma fonte de vergonha; eu precisava de algo mais. Além disso, resolvi dar um tempo. Eu precisava que o meu corpo esquecesse a sensação do ar livre na pele para que, quando eu saísse assim novamente, eu voltasse a sentir aquela vergonha paralisante que eu tanto amava.

Passou uma semana. Uma semana inteira sem mostrar nada além do rosto e das mãos. Então, num dia qualquer, fui de shorts até a padaria. Era um shorts curto, mas nada de outro mundo. No entanto, assim que coloquei os pés na calçada e senti o olhar das pessoas nas minhas pernas, o sangue subiu todo para o meu rosto. Eu tive que segurar o impulso de correr de volta para casa. Meus joelhos tremeram. Pensei comigo mesma, ofegante: "Nossa! Se eu senti tanta vergonha e excitação só de olharem para as minhas pernas, imagina se me verem completamente nua?"

Voltei para o meu apartamento com a buceta escorrendo, molhando o tecido do shorts. Não parava de pensar naquilo. O dia arrastou-se lentamente até a meia-noite. Quando o relógio marcou zero hora, eu não aguentei mais. Fui até o banheiro e tomei uma ducha bem demorada, me ensaboando toda, deixando a pele lisinha e cheirosa. Quando saí, não coloquei nem um fio de roupa. Apenas meus óculos de grau, meias brancas de algodão e um par de tênis novos . O contraste entre estar usando meias, tênis e óculos e estar pelada e excitada me fez arrepiar.

Saí do apartamento. O coração já batia forte no peito. Tranquei a porta e, com as mãos trêmulas, joguei a chave por baixo da porta. Eu tremia tanto que mal conseguia acertar o buraco da fechadura e ouvir o *clack* seco da chave caindo no tapete do hall. Foi aí que o pânico me atingiu de verdade. Eu tinha esquecido de deixar a cópia da chave em algum lugar distante. Eu estava lá fora, nua, apenas com meias e tênis, e não tinha mais como entrar no meu próprio apartamento.

Meu coração disparou na garganta. O ar noturno, aquele vento frio que não perdoa, bateu em mim, entrando em todos os lugares, roçando nas minhas tetas, na minha barriga, nas minhas coxas, e foi direto para a minha buceta que já estava ficando bem molhada. Comecei a descer as escadas, sentindo minhas tetas balançarem livres e soltas a cada degrau que pisava. Os bicos das minhas tetas estavam duros e enrugados de tanto tesão, esfregando no ar. Eu estava respirando tão forte, ofegante, que fiquei preocupada que no silêncio da madrugada alguém pudesse escutar. Aquela situação era insuportável. Eu me sentia uma aberração, uma vadia exposta, e isso só me deixava mais excitada.

Fui descendo com cuidado, desviando das câmeras de segurança. Eu conhecia os pontos cegos. De repente, ouvi vozes e o barulho de portas se abrindo no andar de cima. Duas pessoas estavam saindo. Eu me encolhi na escada, segurando a respiração, o suor frio escorrendo pelas costas. Ouvir o *ding* do elevador foi um alívio; eles pegaram o elevador para descer. Se tivessem pegado as escadas, eu teria sido vista, com minhas tetas à mostra e minha buceta pelada e depilada batendo no ar. Eu sei passar pelas câmeras das escadas de um jeito específico, curvando as pernas, de modo que aparece só até meus ombros. No máximo, quem estiver monitorando acha que estou usando um vestido decotado ou algo assim.

Cheguei ao nível do estacionamento. O prédio ficava numa esquina com uma ladeira íngreme. O térreo dava para uma rua tranquila, mas o estacionamento ficava um andar acima, nivelado com uma avenida movimentada. Na escada, de frente para o estacionamento aberto, entrei no corredor e me congelei. Não sabia para onde ir. Não dava para voltar para cima, a porta estava trancada. Foi quando, de repente, as luzes de um carro varreram o chão. Um homem estacionou e desceu, vindo na minha direção.

A vergonha queimou meu rosto. Se ele me encontrasse ali, totalmente pelada, usando apenas meias e tênis, qual seria a minha desculpa? Não dava para dizer que estava no banho e perdi a toalha. Quem toma banho de meias e tênis? Nem que minhas roupas tivessem sido roubadas explicaria aquele calçado esportivo. Eu estaria ferrada.

Corri na direção da escada de emergência, mas vi outro homem descendo por ali. Fiquei presa. Entre os dois. Tive que me jogar atrás de uma coluna larga de concreto que sustentava o teto do estacionamento. Se eu fosse para o lado da escada, o homem que descia me veria. Se eu fosse para o lado do estacionamento, ia bater de frente com o que saíra do carro. O pior de tudo: o lugar onde eu me escondi ficava de frente para a avenida. O estacionamento era cercado por grades. Qualquer pessoa que passasse de carro, se olhasse para o lado, veria uma mulher nua, de meias e tênis, escondida atrás de um pilar.

Para piorar, os dois homens se conheciam. Eles pararam exatamente do outro lado da minha coluna, a menos de dois metros de mim, e começaram a conversar. Falavam sobre trabalho, sobre mulheres, sobre o dia. Eu lá do outro lado, peladona, totalmente exposta para a avenida, com o medo de que um carro qualquer iluminasse minha nudez a qualquer segundo. Eu morria de tesão.

Não consegui me conter. Minha mão desceu sozinha entre minhas pernas. Eu não parava de me masturbar. Com a palma da mão, eu esfregava minha buceta molhada, sentindo o calor e o volume dos meus lábios. Com a outra mão, eu brincava com minhas tetas, puxando meus bicos duros e pontudos, balançando os ombros para sentir minhas tetas balançarem soltas. Eu estava morrendo de vergonha, do jeito que eu gosto, exposta, vulnerável, sujeita a ser descoberta a qualquer segundo. Ouvir a voz deles tão perto, discutindo coisas banais enquanto eu ali, uma vadia se tocando, espalhando o cheiro de lubrificação vaginal pelo ar, era surreal.

De repente, o prazer subiu da espinha para a cabeça num orgasmo tão violento que meus joelhos cederam. Não consegui controlar a minha voz. Um gemido profundo e gutural escapou da minha garganta. Tentei abafar, mordi a mão, mas no esforço para conter, minha voz saiu fina, estridente, aguda. Mais parecia o miado de um gato no cio.

A conversa dos homens parou. Um deles disse: "O que é isso? É uma mulher gemendo?"
O outro riu, desdenhoso: "Para de ser bobo, cara. São gatos transando lá no muro..."
O primeiro insistiu, a voz mais baixa, intrigada: "Para mim parece uma mulher gemendo. Já pensou que tesão? Uma mulher peladona, gozando aqui no estacionamento?"

Ele falou com uma ênfase no "peladona" que fez minha pele eriçar. Dava a impressão de que ele estava me vendo, que ele sabia que eu estava ali. Fiquei uma verdadeira tarada. Eu mal acabava de ter um orgasmo e a adrenalina daquele comentário fez outro começar a se formar logo em seguida. Eu me toquei com mais força, mais raiva, mais desejo. Gozei feito louca, meus fluidos escorrendo pela coxa, misturando com o suor, enquanto eles continuavam a conversar, agora sobre a possibilidade de uma mulher nua no prédio.

Fiquei morrendo de vontade de sair de trás da coluna e aparecer na frente deles, me entregar para eles, mas achei arriscado demais. Eu não estava protegida como quando estou no carro. Eles eram moradores dos apartamentos vizinhos. Eu poderia cruzar com eles no elevador, no corredor, na padaria. O risco era real e mortal.

Os dois acabaram terminando a conversa e se despediram. Eu fiquei ali, trêmula, gozando mais ainda no escuro, sozinha. Quando foram embora, fiquei sem saber o que fazer. Não tinha como entrar. Decidi que iria esperar o porteiro trocar de turno. A troca era só às quatro da manhã. Eu teria que rezar para o porteiro da noite atrasar como ele sempre fazia. Antes que o do dia chegasse, eu teria que roubar a cópia da chave do meu próprio apartamento que ficava na portaria, num gancho cheio de chaves reservas.

Eu teria que tentar me esconder no meu andar, o décimo segundo andar, onde tinha menos chances de alguém me encontrar, pois lá todos acordavam depois das seis da manhã. Comecei a subir as escadas devagar. Meu tesão voltava com força a cada degrau. Decidi dar uma arriscada e pegar o elevador. Era mais rápido, mas mais perigoso.

Apertei o botão e entrei, com o coração na mão, morrendo de vergonha e de tesão. O elevador tinha espelhos em todas as paredes. Eu me vi refletida de todos os ângulos: meus seios pequenos e pálidos, meus mamilos endurecidos, minha buceta inchada e sem pelos, as meias brancas sujas de pó do chão. Quando chegou no 5º andar o elevador parou e a porta abriu. Meu sangue gelou. Não tinha ninguém. O outro elevador devia ter chegado antes. Quando a porta se fechou de novo, eu quase morri do coração. Senti uma mistura de medo, tesão e vergonha tudo ao mesmo tempo.

O elevador continuou a subir e eu lá, me masturbando feito uma louca de novo, olhando para minha própria imagem nua nos espelhos. De repente, me dei conta de que tinha esquecido da câmera que fica no canto superior direito. O elevador tinha espelho, então não adiantava eu me esconder ou me agachar. Qualquer posição que eu ficasse, quem estivesse vendo a câmera na central de segurança ia me ver peladona, me tocando. Isso só aumentou meu tesão. A ideia de um segurança desconhecido, talvez vários, vendo aquilo ao vivo ou gravando para ver depois, me fez gozar muito gostoso, apertando as pernas e arqueando as costas.

Saí no meu andar, ofegante. Esperei um pouco para ter certeza de que não tinha ninguém no corredor. Sentei no chão frio, encostada na porta do meu apartamento. Já eram duas da manhã. Tive que esperar mais ou menos até as quatro... peladona... no chão do corredor, mas eu não sabia as horas exatas pois estava sem relógio e sem celular. Tive vários orgasmos naquelas duas horas, usando meus próprios dedos, brincando com minhas tetas, delirando com a possibilidade de alguém abrir a porta ou olhar pelo olho mágico.

Quando era aproximadamente quatro da manhã, desci as escadas com cuidado. A portaria estava vazia, o porteiro tinha ido ao banheiro ou estava rondando. Corri até o quadro de chaves, encontrei a minha, roubei e subi correndo. Consegui pegar a chave sem ninguém ver, mas eu sabia que tinha sido filmada no elevador. O estrago estava feito.

O elevador parou com um suave baque no décimo segundo andar. As portas se abriram, revelando o corredor silencioso e a luz fria das lâmpadas. Eu estava lá, parada, nua, apenas com meus óculos de grau, meias brancas de algodão e tênis novos. A adrenalina da corrida, de me esquivar das câmeras e de me masturbar no estacionamento ainda corria nas minhas veias, mas algo estava errado. O medo de ser pega tinha diminuído. Eu estava segura. Eu tinha a chave na mão, o metal frio cortando a palma suada. Segurança não era o que eu queria. Eu queria o pânico. Eu queria aquela sensação de estar prestes a ser destruída pela vergonha.

A excitação funciona como uma droga potente; você precisa de doses cada vez maiores para sentir o mesmo efeito. A dose de hoje — sair nua, ser filmada, quase ser ouvida por dois homens — já não era suficiente. Eu olhei para a chave do apartamento. Aquele pequeno pedaço de metal era a minha única saída, a única coisa que me separava de voltar para o conforto mundano de ficar pelada dentro de casa. Meu coração acelerou, não de medo, mas de uma antecipação mórbida e doentia. Eu precisava destruir minha saída.

Sem pensar, sem dar espaço para a razão, eu apertei o botão do térreo. O elevador desceu. Quando as portas se abriram no lobby, o silêncio era absoluto, exceto pelo zumbido distante do motor da porta automática da garagem. Eu caminhei até a grade que separava o hall do mundo lá fora. Através das barras de ferro, eu via o asfalto cinzento da rua. A madrugada estava acabando; o céu já começava a ficar com aquele tom azulado sujo que anuncia o dia. O ar estava mais frio, fazendo meus mamilos endurecerem, mas o frio não importava.

Olhei para a chave na minha mão. Se eu a jogasse, eu estaria fodida. Totalmente. Sem roupa, sem teto, sem escondijo. A ideia fez minha buceta pulsar e ficar molhada instantaneamente, o escorregando pelas minhas coxas. Foi um impulso violento, um reflexo do meu desejo por autodestruição. Eu puxei o braço para trás e lancei a chave com toda a força que tinha. O som metálico ecoou quando ela bateu na grade e voou para o outro lado, caindo com um clique seco no meio da rua.

Eu fiquei parada, ofegante, olhando para o pedaço de metal brilhante lá fora, inalcançável. Agora não havia volta. Mas eu precisava de mais. Eu olhei para meus pés. As meias brancas e os tênis eram os últimos vestígios de civilização, a última tentativa tímida de me disfarçar como uma pessoa normal. Eles tinham que ir. Eu me curvei, sentindo o sangue subir para a cabeça, e desatei os cadarços. Primeiro o pé esquerdo, depois o direito. Tirei os tênis e deixei-os caídos no chão de mármore polido. Em seguida, puxei as meias, sentindo o algodão roçar na pele dos meus calcanhares e dedos antes de soltá-los.

Eu estava agora completamente descalça. A sola dos meus pés tocou o chão gelado do lobby. Era uma sensação crua, de vulnerabilidade total. Eu peguei os tênis e as meias e caminhei até a portaria. O vidro era escuro, mas eu sabia que o porteiro estava lá dentro, provavelmente cochilando ou lendo algo. Eu coloquei o "presente" em cima do balcão, bem à vista. Meus tênis novos e minhas meias usadas, abandonados como se eu tivesse se desmaterializado. Eu recuei para as sombras das colunas da entrada, meu coração batendo tão forte que eu achava que o porteiro poderia ouvir.

O dia estava amanhecendo de verdade agora. A luz cinzenta invadia o lobby através dos vidros. O trânsito lá fora começava a aumentar, o ronco distante de carros e ônibus. As pessoas começariam a sair para trabalhar a qualquer minuto. O prédio, que era meu refúgio silencioso, em breve estaria cheio de moradores indo e vindo. Eu olhei de longe, espreitando por trás de uma planta ornamental alta. O porteiro se mexeu na cadeira. Ele se esticou, bocejou, e então seus olhos caíram no balcão.

Ele se sentou ereto, confuso. Ele olhou para os tênis, depois para as meias, e então olhou ao redor, procurando o dono. Eu segurei a respiração, meu corpo todo tenso, a vergonha queimando meu rosto e meu peito, mas misturada com um tesão eletrizante que me fazia tremer. Ele não me viu. Ele pegou os tênis e as meias, examinou-os por um segundo e depois os guardou em uma gaveta embaixo do balcão. Meu coração afundou e explodiu ao mesmo tempo. Eu estava totalmente pelada e descalça, usando apenas óculos de grau. Não tinha mais para onde correr.

Eu me virei para a rua, espiando através da grade. A chave ainda estava lá, no meio da rua, um pequeno ponto de prata contra o asfalto escuro. Mas a rua estava ficando movimentada. Um homem passou caminhando, provavelmente um trabalhador precoce. Ele viu a chave. Ele parou. Eu morri de medo. Ele olhou para os lados, curioso, e então se agachou, pegando a chave. Ele a examinou, a colocou no bolso e continuou andando, sem saber o que acabara de fazer. Ele não apenas encontrou uma chave; ele roubou minha vida, minha dignidade e meu único caminho para a segurança.

A realidade caiu sobre mim como uma tonelada de tijolos. Eu estava presa. Nua. Desprotegida. O sol estava nascendo, iluminando minha pele exposta, destacando cada curva, cada falha, cada parte íntima que eu não tinha como cobrir. A vergonha era avassaladora, um nó na garganta que me impedia de engolir, um calor que me fazia querer chorar e me esconder num buraco. Eu me senti culpada, uma pervertida patética que tinha levado o jogo longe demais. Não havia mais como voltar para casa. A nudez era irreversível.

Mas, entre o pânico e o desespero, lá estava ele. O tesão. Mais forte do que nunca. Minha buceta não estava apenas molhada; ela estava empapada, pingando. Meus joelhos bateram um no outro, fracos. A situação era tão humilhante, tão perigosa, tão estúpida, que meu corpo reagiu com o orgasmo mais intenso que eu já tinha sentido. Eu me apoiei na parede fria, meus dedos deslizando involuntariamente entre minhas pernas, tocando o clitósis pulsante. Eu estava morrendo de vergonha, e no entanto, eu nunca tinha querido gozar tanto na minha vida. Eu queria que o mundo visse. Eu queria que o porteiro saísse agora. Eu queria que todos os vizinhos chegassem e me vissem ali, uma cadela nua e insaciável, presa na própria armadilha de prazer.

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Comentários


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srginho Comentou em 21/08/2026

Que tesão




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Passeando pelada pelo prédio

Codigo do conto:
270381

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
21/08/2026

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4

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