A Mentira

Anoite caía pesada sobre a cidade, mas a escuridão lá fora não contrastava nada com a escuridão dos meus próprios pensamentos. Eu estava no meu quarto, diante do espelho de corpo inteiro, prestes a embarcar em uma aventura que testaria os limites da minha própria imoralidade. A ideia não era apenas sair de casa; era sair pelada fingindo que estava vestida. Eu decidi que não usaria roupa. Em vez disso, peguei minhas canetas hidrográficas que uso para desenhar. A ideia de desenhar uma roupa na minha pele não era para criar uma ilusão perfeita, mas para brincar com a mentira deslavada: a insegurança brutal de ter que fingir estar vestida mas estando pelada.

Risquei o desenho em poucos minutos, rabiscando de forma meio displicente. Desenhei uma bermuda azul e uma blusinha vermelha bem decotada. O desenho era propositalmente mal feito, transparente demais para serem confundidos com roupas reais, com falhas deliberadas que deixavam transparecer a pele nua em diversos pontos. Sentia meu clitóris pulsar em um ritmo acelerado. O fato de eu estar totalmente pelada, mas "disfarçada" pela pintura, criou em mim uma tensão erótica insuportável. Ao mesmo tempo que a roupa falsa me encorajava, eu sabia que aquilo era uma mentira muito mal feita, impossível de ser acreditada.

Ao me olhar no espelho, vi que a "Roupa" realçava tudo de forma grotesca e excitante. Meus bicos rígidos apontavam através da sugestão transparente da blusa vermelha, revelando duas protuberâncias óbvias que nenhum tecido esconderia. A curva da minha bunda era acentuada pelo azul desbotado, e a entrada da minha buceta aparecia descaradamente através das imperfeições da pintura. Meu rosto já traía meu estado; aquela "cara de tarada" que eu tanto conheço, com o olhar perdido e os lábios entreabertos, contrastando com a seriedade dos meus óculos de grau. Eu parecia uma louca descabelada.

Decidi que meu local da vergonha seria o shopping. O lugar mais público, mais iluminado, mais cheio de regras e normalidade. Saí de casa e entrei no carro, com o coração pulando e mãos tremendo ao volante. Ao chegar, saí do carro, escondi a chave e caminhei pelos corredores iluminados, sentindo o ar-condicionado gelado bater nas partes mais íntimas do meu corpo. A "Roupa" era um convite silencioso para o olhar atento. Eu via as pessoas me observando de relance, talvez confusas com a cor estranha meio transparente, e, com um cinismo delicioso, eu sustentava o olhar, fingindo que estava perfeitamente vestida e indiferente. A mentira era o combustível; eu sabia que estava pelada, e a possibilidade de alguém descobrir — ou acreditar na mentira e me tocar — me deixava em êxtase.

A sensação de ser a única exposta no meio de centenas de pessoas vestidas intensificava minha vulnerabilidade a cada passo. O som das minhas sandálias, unicas peças reais, no piso frio ecoava na minha cabeça, gritando que eu não tinha nada para me proteger. Em uma loja de cosméticas, cheia de frascos brilhantes e perfumes doces, senti a presença de um homem se aproximar por trás. Ele parou ao meu lado, olhou para a minha "bermuda azul" e para a "blusa vermelha" com um sorriso malicioso. Ele não via apenas tinta; ele via a imoralidade da situação, a ousadia de uma mulher que andava por ali com uma pintura desbotada cobrindo suas partes íntimas.

Cinicamente, sem pedir permissão, ele começou a me tocar. Primeiro, a mão dele desceu pelas minhas costas, sentindo a pele nua sob a tinta vermelha. A textura da minha pele sob os dedos dele revelou a verdade imediatamente. Ele desceu mais, até a minha bunda. Ele apertou minhas nádegas com força, sentindo que não havia tecido algum, nada elástico ou macio separando seus dedos da minha pele, só a cor era diferente. Eu não recuei; pelo contrário, empurrei meu quadril contra ele, arqueando as costas, com a "cara de tarada" atingindo o ápice enquanto eu olhava para um batom vermelho na prateleira à minha frente.

— Que roupa diferente, que tecido macio... — ele sussurrou, com um cinismo que combinava perfeitamente com o meu.

Ele sabia que eu estava pelada, e eu sabia que ele sabia, mas ambos fingíamos que aquilo era normal, um jogo de adultos em plena luz do dia. A mão dele desceu mais, deslizando pela lateral da minha coxa até encontrar a borda irregular daquela bermuda azul desbotada. Sem hesitar, sem se preocupar com as câmeras ou com as outras pessoas na loja, ele enfiou o dedo por dentro da "roupa", penetrando minha buceta que já estava saturada de lubrificação.

O choque do toque real contra a mentira da roupa me fez soltar um gemido abafado que tentei disfarçar como uma tosse. Eu estava ali, no meio do shopping, sendo descaradamente masturbada por um estranho enquanto fingia estar vestida. A vergonha de ser descoberta misturou-se ao prazer visceral de ser usada como um objeto. Ele começou a bombear seu dedo com força, curvando-os para atingir meu ponto G, enquanto a outra mão subiu para apertar e girar levemente meus bicos, que estavam duros como pedras sob a tinta vermelha fina.

Minha lubrificação começou a escorrer abundantemente, impossível de conter. O líquido transparente destoava da "roupa" revelando ainda mais a minha pele excitada por baixo da máscara. O som úmido e vergonhoso da minha buceta enxarcada entre os dedos dele e minha buceta era música para meus ouvidos, mais alto do que a música ambiente da loja. Eu me sentia como uma obra de carne, vulnerável, imoral e completamente entregue àquela situação absurda. O cheiro do meu sexo começou a subir, misturando-se ao aroma do ambiente.

O orgasmo veio como uma descarga elétrica, sem aviso. Meus músculos internos se contraíram violentamente ao redor dos dedos dele, buscando sugar tudo o que ele tinha a oferecer. Eu gozei em ondas profundas, sentindo meu clitóris latejar freneticamente enquanto meus olhos reviravam por trás dos óculos. Minhas pernas tremeram e eu tive que me apoiar na prateleira de vidro para não cair. A lubrificação inundou os dedos dele e escorreu pelas minhas coxas, gerando uma visível prova da minha safadeza.

Assim que o ápice passou e meu corpo parou de estremecer, ele retirou a mão com um sorriso cínico, levando os dedos melados até a boca para provar. Ele se afastou sem dizer mais nada, deixando-me ali, trêmula, ofegante e com a respiração suspensa. Olhei para baixo e vi a "bermuda" azul enxarcada com meu prazer líquido, mostrando a gosma vergonhosa e indecentes sobre o tecido liso.

A aventura não era sobre a pintura, mas sobre a imoralidade de mentir para o mundo enquanto meu corpo gritava a verdade. A "Roupa" não me vestiu; ela apenas serviu como moldura para que eu pudesse ser tocada, usada e desvendada no lugar mais improvável. Saí do shopping com passos vacilantes, sentindo o ar frio lambendo minhas buceta enxarcada e nas minhas tetas que balançavam soltas com bicos duros. Voltei para casa sentindo que, por baixo de qualquer "roupa" que eu tivesse desenhado, eu continuaria sendo a mulher extremamente tarada que encontra o êxtase absoluto na própria exposição.

Foto 1 do Conto erotico: A Mentira

Foto 2 do Conto erotico: A Mentira


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


268553 - Sentir vergonha de estar pelada me da tesão. - Categoria: Confissão - Votos: 3
268488 - O Vestido que Não Me Vestia - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6
267857 - Andei de metrô com a buceta de fora - Categoria: Exibicionismo - Votos: 14
267381 - A peladona do shopping - Categoria: Exibicionismo - Votos: 11
267237 - Roubaram minha roupa - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6
267155 - Tive que voltar pelada. - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6

Ficha do conto

Foto Perfil saiopeladanarua
saiopeladanarua

Nome do conto:
A Mentira

Codigo do conto:
269248

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
06/08/2026

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
2