Havia dias que eu não conseguia tirar aquela imagem da cabeça. Eu me imaginava caminhando entre estranhos, sentindo o ar bater onde ninguém deveria ver, carregando um segredo pecaminoso que me separaria de todo o resto do mundo. A ideia de estar vulnerável, de ser a única pessoa sexualizada em um lugar público, começou a me consumir. Eu precisava sentir aquela vergonha que tanto me excita, precisava sentir o risco real de ser descoberta. Foi essa urgência, esse desejo de me expor sem que ninguém soubesse — mas com a possibilidade constante de que todos descobrissem — que me levou a tomar aquela decisão. Peguei uma calça jeans comum e, com a precisão de quem planeja um crime contra a própria decência, desenhei um triângulo invertido com a caneta exatamente sobre a região da minha buceta. Com a tesoura, cortei o tecido. O resultado me causou uma enorme estranheza: ao vestir a calça, sem calcinha, minha buceta ficou completamente de fora, escancarada para quem quer que olhasse. Para me sentir mais segura, usei uma bolsa, segurando-a firmemente à frente do meu corpo. Na minha mente, aquilo seria meu escudo; ninguém saberia que, por baixo da bolsa, eu estava pelada. Mas a realidade é cruel e excitante. No momento em que pisei na rua, percebi que a bolsa não me escondia; ela me denunciava. O modo como eu a segurava, rígida, sem nunca mudar a posição, criava um contraste estranho com o movimento natural das pessoas ao meu redor. Pelo olhar das pessoas, eu percebia que elas estavam desconfiando de que alguma coisa estava errada. A tensão atingiu o máximo quando entrei no metrô. A cada passo, eu sentia o risco. Quando minha perna avançava, a bolsa era jogada para frente, afastando-se da minha buceta; simultaneamente, a perna que ficava para trás abria um enorme vão. Qualquer pessoa que me visse de lado descobriria meu segredo na mesma hora. Senti meu coração disparar e minha buceta ficando cada vez mais molhada. A distância de casa e a irreversibilidade daquela situação me fizeram sentir uma vergonha que beirava a loucura. Ao entrar no vagão, que estava lotado, fui forçada a ficar em pé. Eu sentia o calor dos corpos ao meu redor, a proximidade, o risco, e a consciência aguda de que eu era a única ali com a buceta de fora. Um passageiro sentado à minha frente notou meu desconforto. Ele provavelmente achou que a bolsa estava pesada, mas na verdade o peso era a minha própria vergonha. — Deixa que eu seguro isso para você — ele disse, com uma gentileza casual que me fez gelar. Meu coração saltou. A ideia de que ele pudesse simplesmente puxar a bolsa e me deixar nua diante de todo aquele vagão fez meus bicos de tetas endurecerem instantaneamente. Recusei, gaguejando, mas ele insistiu com um movimento repentino e puxou a bolsa da minha mão. Por um segundo, o mundo parou. Minha buceta ficou totalmente de fora. Num reflexo desesperado, tentei me posicionar de forma que a buceta ficasse muito perto do braço dele, criando uma barreira. Eu estava ali, em pleno trajeto, sentindo o tecido da calça desfiar nas bordas do corte, com o risco imenso de que qualquer pessoa que prestasse atenção percebesse minha buceta pelada. A adrenalina era tanta que minhas pernas começaram a tremer, e eu precisei me apoiar nas barras metálicas para não desabar. Fiz o trajeto aleatório morrendo de tesão. Quando desci e peguei o vagão no sentido contrário, que estava vazio, a ausência de pessoas não diminuiu a tensão; pelo contrário, amplificou a sensação de que eu já estava "marcada". Minha respiração estava ofegante, meu peito subia e descia rapidamente e minha buceta estava ensopada. Cheguei no ponto inicial e saí do vagão. Ao subir as escadas para sair da estação, senti alguém se aproximar. Um homem sussurrou no meu ouvido, a voz baixa e carregada de uma percepção que me fez paralisar: — Moça, se eu fosse você, colocaria a bolsa para trás ao subir as escadas. Minha barriga gelou. Parei bruscamente e olhei para ele, tentando manter a máscara de indiferença enquanto meu interior gritava. — Por que você acha isso? — perguntei, com a voz trêmula. — Porque sua calça está rasgada — ele respondeu com uma calma aterrorizante. — E quem está logo atrás e abaixo de você consegue ver toda a sua buceta. Ouvir aquilo foi como um choque elétrico. Senti um espasmo no clitóris que quase me fez gozar ali mesmo, no meio da escadaria. Para não parecer vulnerável demais ou atrair assédio, fingi desdém: — Mas se eu tirar a bolsa da frente, todos verão pela frente. Ele deu um sorriso discreto. — Não se preocupe. Ninguém sobe escadas olhando para trás. Subi as escadas exatamente assim: com a bolsa para trás, expondo minha buceta para qualquer pessoa que estivesse em sentido contrário. Cada degrau era uma tortura de prazer; eu sentia o vento praticamente lamber minha buceta, enquanto eu fazia um esforço sobrenatural para não ficar me contorcendo de tesão. Ao chegar ao topo, ele se aproximou para se despedir. Num movimento rápido e inesperado, fingiu que me daria um beijo no rosto, mas inesperadamente passou a mão em minha buceta. Foi um toque rápido, carinhoso e devastador. Ele foi embora sem dizer mais nada. Eu não aguentei. Voltei a colocar a bolsa na frente, mas eu precisava satisfazer meu tesão acumulado. Ali mesmo, na frente de todos, escondida pela bolsa, comecei a me acabar na siririca. Meus dedos trabalharam freneticamente na minha buceta molhada, enquanto eu lutava para conter gemidos que queriam escapar e risos descontrolados de pura safadeza. Eu gozei ali, em público, sentindo-me a pessoa mais imoral e feliz do mundo. É impossível descrever a sensação de estar lá, tentando ser discreta ao fazer movimentos repetitivos, com aquela cara de vergonha e safadeza ao mesmo tempo, sem que percebam meus gemidos, meus risos descontrolados e meu corpo se contorcendo. No caminho final para casa, percebi que a abertura da calça continuava a desfiar, rasgando-se mais e mais a cada passo. Quando finalmente entrei em casa, a calça era quase irrelevante; eu estava praticamente pelada. Passei semanas batendo siriricas lembrando dessa experiência. A experiência foi tão viciante que eu não via a hora de fazer tudo de novo. Certo dia, peguei outra calça, fiz um novo recorte — um pouco mais discreto, mas ainda suficiente para deixar minha buceta toda de fora — e decidi repetir todo o trajeto. Mas, desta vez, eu estava com tanto tesão, que saí sem a bolsa. O que aconteceu depois... Não vou contar, deixarei para a imaginação de vocês.
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