Eu sou o Breno.
Trinta e sete anos, um metro e sessenta e cinco, corpo feito de água clorada e braçadas. Pele preta, lábios carnudos, barba sempre aparada. E, desde maio, uma puta vontade de repetir o que rolou em Copacabana com o Victor.
A quarta-feira em São Paulo parecia conspirar contra mim. Eu tinha chegado de viagem para a competição de natação que rolaria na quinta-feira no Morumbi. O plano inicial era ir direto para a casa dos meus tios, do outro lado da cidade. Só que a cidade estava caótica, travada por causa do jogo do Brasil contra o Japão. O trânsito não andava, e eu sabia que se tentasse atravessar aquela babilônia de carro, perderia horas e chegaria acabado.
Lembrei de quem morava relativamente perto do aeroporto e de que o endereço dele também facilitaria o meu deslocamento no dia seguinte. Peguei o celular e disquei.
Liguei pro Victor.
— Fala, paulista.
— Breno? Tudo bem?
— Tô no aeroporto. Cara, o negócio tá feio por aqui. O trânsito tá surreal e eu não vou conseguir chegar na Zona Leste na hora decente. Posso cair na sua!? — soltei, sem rodeios
Do outro lado da linha, ouvi aquele riso baixo e safado que eu já conhecia, misturada com aquela surpresa boa que eu já conhecia bem.
— Para de inventar desculpa para me ver, Breno. Claro que pode, vem pra cá.. Te mando o endereço agora. Não é longe do aeroporto e fica perto do Morumbi também.
Vinte minutos depois eu estava na porta do apartamento dele. Victor abriu de bermuda e camiseta, cabelo ainda úmido de banho. O cheiro de sabonete e pele limpa me bateu na cara.
— Entra, preto.
A gente se beijou ali mesmo, na porta. Beijo longo, molhado, com a língua dele explorando a minha. Eu apertei a bunda dele por cima da bermuda e ele gemeu baixinho no meu pescoço.
— Calma… — sussurrou. — Você tem competição amanhã. Não vou te esgotar hoje.
Ficamos só nisso. Beijos no sofá, mãos por baixo da camisa, minha piroca dura apertada contra a coxa dele. Ele me chupou um pouco, devagar, só pra me deixar louco, e eu devolvi o favor. Mas paramos antes de gozar. Dormimos abraçados. De manhã cedo eu fui direto para a competição e depois pra casa dos tios, ainda com o gosto dele na boca.
A competição foi boa. Nadei bem. Quando foi sexta à tarde Victor saiu do trabalho e me buscou.
— Vamos pra Casa Nubank Ultravioleta, no Ibirapuera — ele disse, dirigindo. — Quero te mostrar o espaço. Tem banheiro privativo com ducha, toalha Trousseau, produto L’Occitane… o pacote todo.
Eu olhei pra ele de lado.
— Você tá planejando alguma coisa, safado?
Ele só sorriu.
A Casa Nubank Ultravioleta era bonita, limpa, cheia de gente bem vestida. Famílias, casais, gente trabalhando no notebook. A gente andou um pouco, pegou um drink, conversou baixo. Mas o olhar dele já estava diferente. Aquele olhar de quem queria me comer.
Em algum momento ele se aproximou do meu ouvido:
— Os banheiros individuais ficam no fundo. São privativos. Completos. Com ducha.
— E?
— Tô precisando dar uma refrescada e retocar o cabelo antes de a gente continuar andando — ele disse, me olhando com um sorriso cheio de segundas intenções.
— Eu já vi que tem um livre. A gente entra junto. Ninguém vai notar se a gente for rápido e discreto.
Eu senti a piroca endurecer na calça na hora.
— Você é louco.
— Eu sou. E você também. Vem.
A gente caminhou lado a lado, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Victor abriu a porta do banheiro privativo, me puxou pra dentro e trancou. O espaço era pequeno, mas bem montado: espelho grande, pia, vaso, e uma box de vidro com ducha de chuva. Toalhas brancas dobradas, frascos de L’Occitane alinhados.
Assim que a porta fechou, ele me empurrou contra a parede e me beijou com fome. Mãos na minha camisa, puxando pra cima. Eu ajudei, tirei a dele também. Em segundos a gente estava só de cueca, corpos quentes, pirocas já marcando o tecido. Eu abracei sua cintura com força, enterrando o rosto no seu pescoço, sentindo o cheiro da pele dele misturado com o perfume caro.
— Você é louco, sabia? Tem um monte de gente lá fora — ele sussurrou, com a respiração já falhada, enquanto eu descia as mãos para apertar a sua bunda.
— Que se dane o mundo lá fora, paulista. Eu tô com tesão em você desde o momento em que te vi hoje cedo — murmurei com a minha voz mais grave, mordiscando a orelha dele. — Liga a água — eu pedi, voz rouca.
Ele abriu o registro. A ducha esquentou rápido. A gente entrou na box ainda de cueca. A água quente caiu nos nossos ombros, escorrendo pelo peito, pela barriga, molhando o tecido fino. Eu puxei a cueca dele pra baixo e a minha logo em seguida. Nossas pirocas se encontraram, quentes, molhadas, escorregadias. Ficamos nos encarando colando nossos lábios num beijo desesperado, molhado, com gosto de quero mais.
— De joelhos, Victor... — eu pedi, vendo ele olhando para mim com aquele brilho safado nos olhos.
Victor se ajoelhou na hora. A água batia nas costas dele enquanto ele engolia minha piroca até o fundo. Eu segurei a cabeça dele, empurrando devagar, sentindo a garganta apertar em volta de mim.
— Porra, Victor… mama assim. Mais fundo.
Ele chupava com vontade, babando, a mão masturbando o que não cabia na boca. Eu puxei ele pra cima, virei o corpo dele de frente pra parede de vidro e abri as nádegas.
— Fica quieto.
Cuspi no meu dedo e entrei nele devagar. Ele gemeu baixo, a testa apoiada no vidro. Dois dedos, depois três. Quando ele já estava aberto e molhado, eu alinhei a piroca e empurrei.
— Tá esperando o quê? Me fode, Breno. Mete essa piroca em mim — ele implorou, olhando por cima do ombro.
A entrada foi apertada, quente, perfeita. A água escorria entre nós, facilitando o movimento. Eu meti fundo, segurando a cintura dele com as duas mãos. Cada estocada fazia o som molhado ecoar dentro da box. A combinação da água morna caindo nas nossas costas com o atrito dos nossos corpos naquele banheiro restrito transformou tudo numa experiência animalesca.
— Isso... mais forte, caralho! Que delícia! — ele gritava baixinho com a voz falhada, balançando o corpo em sincronia com cada estocada minha.
Eu acelerei. A mão dele foi pra frente, masturbando a própria piroca no ritmo das minhas estocadas. O vidro embaciou. O cheiro de sexo e sabonete L’Occitane se misturou. Eu mordi o ombro dele, sussurrando no ouvido:
— Você é meu putinho de banheiro agora. Aperta esse cu em mim.
A água escorria pelo nosso suor, lavando a pele, enquanto o tesão só fazia subir. Minhas mãos apertavam os glúteos dele, puxando-o ainda mais contra mim a cada investida para garantir que não sobrasse nenhum espaço vazio.
O ritmo virou frenético. Eu segurei a nuca dele, puxando seu rosto para trás enquanto enterrava o pau até o talo, encontrando o ponto exato que o fazia desmoronar.
— Vou gozar, Breno... vou gozar! — ele avisou com a voz esganiçada pelo prazer enquanto eu metia e ele tocava uma pra si.
Ele apertou. Eu senti o orgasmo subindo rápido. Parei, saí dele e virei o corpo. Agora era a vez dele me comer.
Victor não perdeu tempo. Me empurrou de costas contra a parede fria, levantou uma das minhas pernas e entrou de uma vez. Eu soltei um gemido alto demais. Ele tampou minha boca com a mão.
— Quieto, porra. Tem gente do lado.
Ele meteu fundo, seco, gostoso. A água caía nos nossos rostos. Eu segurava o ombro dele com uma mão e masturbava minha piroca com a outra. O ritmo era urgente, sujo, perfeito pro lugar.
— Vou gozar — avisei.
— Dentro de mim — ele respondeu, saindo de mim e se virando de quatro no chão molhado da box.
Eu ajoelhei atrás, entrei de novo e meti até gozar fundo no cu dele, tremendo, segurando a bunda molhada com força. Victor se masturbou ao mesmo tempo e gozou no chão da box, o gozo branco se misturando com a água que escorria pelo ralo.
As contrações dele apertaram meu pau com tanta força que eu perdi o controle. Gozei fundo, despejando tudo dentro dele enquanto minhas pernas trepidação tomavam conta do meu corpo. No mesmo segundo, Victor desabou contra a parede, totalmente sem forças, ofegante e trêmulo.
Ficamos ali, ofegantes, a água ainda caindo. Eu beijei a nuca dele, depois as costas, depois a boca quando ele se virou.
— A gente é doente — ele riu baixinho.
— A gente é — concordei, pegando o sabonete L’Occitane e passando no corpo dele. — E a gente vai fazer de novo quando sair daqui.
Lavamos um ao outro com calma, secamos com as toalhas Trousseau, vestimos a roupa. Antes de abrir a porta, Victor me olhou no espelho e sorriu.
— Próxima vez a gente fode no vestiário da sua competição.
Eu apertei a bunda dele por cima da calça.
— Combinado.
Abrimos a porta com cara de quem só tinha tomado banho. Ninguém desconfiou.
Mas eu ainda sentia o cu latejando e o gosto dele na boca.
E já queria a próxima.

