Eu estava na cozinha fazendo café, de camiseta velha e calcinha, o cabelo preso num coque bagunçado. Paulo entrou pela porta vindo da oficina onde estava montando o sexto canil — a expansão que a gente tinha decidido fazer depois da agenda encher mais rápido do que esperávamos.
Ele parou no vão da porta. Não disse nada. Só ficou parado, as botas de trabalho sujas de terra na soleira, os olhos fixos em mim.
"O que foi?", eu perguntei, mexendo o café na panela.
Ele não respondeu. Cruzou a sala em três passos largos, veio parar atrás de mim, e enterrou o rosto no meu pescoço. Não beijou. Inalou. Uma inspiração longa e profunda, como se estivesse respirando alguma coisa rara.
"Você tá no cio", ele disse contra a minha pele.
Eu ri. "Paulo, eu não sou cadela de verdade, não tenho cio."
"Tem sim." Ele mordeu meu ombro, não forte, só o suficiente para eu sentir os dentes. "Dá pra sentir. Desde que eu entrei na porta."
Eu me virei. Ele estava duro já, a protuberância evidente na calça jeans suja de terra. O olhar dele estava diferente, dilatado, focado num ponto específico no meu pescoço como se visse alguma coisa que eu não via.
"É o seu cheiro", ele explicou, a voz mais grossa que o normal. "Muda. Fica mais doce, mais pesado. Eu sinto do outro lado da casa agora."
Eu não sabia se acreditava. Mas o corpo dele acreditava. Ele me virou de costas pra pia, puxou a calcinha pro lado com um movimento seco, e entrou em mim sem mais preâmbulos. Eu estava molhada — mais do que o normal, admito — e ele gemeu baixo quando sentiu.
"Desde a porta", ele repetiu, começando a mover. "Senti seu cheiro desde a porta, Cat."
Ele me fodeu ali, de pé, contra a pia, as mãos segurando meus quadris com força suficiente para deixar marcas roxas depois. Era rápido, urgente, diferente do controle habitual dele. Como se o cheiro tivesse desarmado algum mecanismo.
Quando gozou, ficou imóvel dentro de mim, a respiração pesada no meu ouvido.
"Dois dias", ele disse. "Você fica assim por dois dias. Eu vou marcar no calendário."
Ele não estava brincando.
Nas semanas seguintes eu comecei a prestar atenção. E ele tinha razão. Não sobre o cio biológico — eu não ovulo como uma cadela — mas sobre alguma coisa que o corpo fazia, alguma química que mudava. E Paulo sentia.
Ele chegava da cidade, estacionava o carro, e eu podia ver o momento exato em que o cheiro o atingia. A postura mudava. Os ombros largos relaxavam e tensionavam ao mesmo tempo. Ele me procurava com os olhos, e quando me encontrava, havia uma predadoriedade nova ali, algo que não precisava de convite.
Uma vez eu estava no fundo do terreno, perto do riacho, lavando umas roupas num tanque velho que a gente tinha instalado. Ele apareceu na trilha, a uns cinquenta metros de distância, e parou.
Eu nem tinha ouvido o carro chegar.
Ele ficou parado lá, no meio do mato, me olhando. Eu levantei a mão pra acenar, mas ele já vinha andando. Passos largos, determinados, direto até mim. Quando chegou perto, não disse uma palavra. Me virou no tanque, molhou as mãos na água fria, e me tocou por trás.
"Você tá exalando", ele disse.
"Exalando o quê?"
"Tesão. Vontade. Fica no ar, Cat. Eu sinto chegando no portão."
Ele me tomou ali, de bruços sobre o tanque de cimento, as roupas molhadas esquecidas no chão. O Thor e o Rex chegaram curiosos, farejaram o ar, e deitaram perto como se entendessem o ritual. Paulo gozou dentro de mim com o som da água corrente do riacho misturado aos meus gemidos.
Depois, deitado na grama ao lado do tanque, ele explicou melhor.
"Não é só perfume", ele disse, olhando pro céu. "É feromônio. Você produz mais quando quer. Quando tá pronta. E eu desenvolvi o faro pra isso."
"Desde quando?"
"Desde a primeira vez que te vi. Só não sabia o que era."
Eu me apoiei no cotovelo e olhei pra ele. Ele parecia satisfeito, descansado, como se tivesse confirmado uma teoria que estava testando há meses.
"Então você é meu cão agora?", eu brinquei.
Ele virou a cabeça e me olhou. O sorriso dele era lento, perigoso.
"Sou seu dono que tem faro de cão", ele disse. "E você é minha cadela que exala quando quer ser fodida. Combinação perfeita."
A partir daí, ele começou a me testar.
Chegava em casa e parava na porta, fechando os olhos, respirando fundo. Dizia se eu estava "pronta" ou não antes mesmo de me ver. E estava sempre certo.
Uma noite eu resolvi testar ele de volta. Fiquei no quarto, me masturbando sozinha, pensando nele, no Thor, no Rex, na chácara, em tudo. Quando ouvi o carro chegar, não me levantei. Esperei.
Ele entrou na casa e parou no corredor. Eu ouvi os passos pararem. Silêncio. Depois a respiração dele, aquela inspiração longa.
"Cat", ele chamou, a voz ecoando no corredor vazio.
"Quarto", eu respondi.
Ele entrou com os olhos brilhando. "Você se tocou. Sem permissão."
"Sou cadela", eu disse, deitada na cama, as pernas abertas. "Cadelas não pedem permissão."
Ele riu. Tirou a roupa em movimento. "Cadelas são punidas quando não obedecem."
E me puniu. Me fodeu com força, me fez gozar três vezes sem pausa, até eu implorar para ele parar. Depois gozou na minha barriga, esfregando na pele, marcando com o cheiro dele por cima do meu.
"Você vai sentir quando eu quiser agora", ele disse, deitando ao meu lado. "E eu vou sentir quando você estiver pronta. Não tem mais como esconder."
Eu não queria esconder. Nunca mais.
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E aí, meus gatinhos, o que acharam dessa selvageria toda? Ficaram duros ou molhadinhos só de imaginar? Eu sei que sim, porque tô ficando excitada de novo só de escrever isso tudo. Deixa um comentário, me conta o que te deixou mais louco, o que você quer ver nas próximas histórias. Tenho um monte de safadezas pra dividir com vocês. Beijos molhados da sua Cat preferida. Até a próxima!