Parte 1 - Cine Marabá
Eu me chamo Helena, sou casada. O que será contado foi que realmente aconteceu comigo.
Em 1998 eu tinha trinta e dois anos e morava no Edifício Copan, no centro de São Paulo. Meu marido era um homem bom, correto e transava muito bem.
Meu marido era vendedor de uma multinacional e percorria o Nordeste e passava dias às vezes semanas atendendo clientes. Dessa vez a viagem seria de um mês inteiro. Dez dias antes de partir brigamos feio. Dez dias sem nos tocarmos. Só fizemos às pazes pelo depois de 3 dias que ele embarcou por telefone.
A voz dele do outro lado da linha estava cansada e ao mesmo tempo cheia de saudade.
— Me perdoa — ele disse. — Eu preciso de você, ele disse.
Naquela mesma noite a ligação virou sexo, não era algo novo para gente, sempre acontecia quando ele estava viajando, era um jeito de matar a saudade, a carência e uma maneira de ficarmos unidos e com intimidade mesmo estando longe um do outro,
Eu fui para o quarto, tirei só a calcinha e falava baixo, a voz já embargada:
— Estou deitada de bruços… a mão entre as pernas… dois dedos bem devagar… estou molhada só de ouvir você… ouça como estou molhada pensando em você e enviava o dedo e fazia aquele barulhinho de xota molhadinha.
Ele gemia, mandava eu abrir mais, descrevia o que faria se estivesse ali: me chuparia até eu gozar na boca dele, me viraria de quatro, me foderia fundo e devagar. Eu acelerava os dedos, contava cada sensação, gozava ouvindo a respiração dele mudar e o gemido final quando ele gozava do outro lado. No dia seguinte repetimos. E no outro.
Eu me masturbava com a mão ou com o travesseiro entre as coxas enquanto ele falava putaria. Mas nunca era o suficiente. A carência de um corpo real, de um pau que eu não conhecesse, de risco de verdade, só aumentava. O telefone saciava a mente, mas o corpo continuava faminto.
Enfim minha rotina era fazer as coisas de casa, assistir tv, ler jornal ou livro e a noite falar com o marido pelo telefone, e assim foram passando os dias, mas a cada dia meu fogo ia aumenta mais, estava com muita vontade de fazer sexo de verdade
Comecei a comprar revistas. Playboy, Sexy, as que encontrava nas bancas. Achava fraquinhas. As fotos eram bonitas, mas eu queria algo mais explícito, mais sujo. Lia os contos eróticos deitada de bruços, a mão entre as coxas. Ficava excitada com as histórias de mulheres que se ofereciam, que eram usadas por estranhos. No final de algumas páginas havia anúncios. Eu passava o dedo sobre os números, imaginava ligando, e desistia no último segundo.
Depois comecei a alugar fitas VHS pornô. Traziam escondidas na sacola. Via sozinha, volume baixo, pernas abertas no sofá.
Mas apesar de tudo isso, não estava satisfeita e resolvi comprar um vibrador, eu estava mesmo carente e cheia de imaginação.
Fui até a Galeria do Rock na Rua 24 de Maio e entrei numa sex shop discreta, naquela época havia muitas sex shop no centro de São Paulo,
O cheiro de plástico novo e lubrificante pairava no ar-condicionado fraco. Estava comparando dois modelos quando senti um olhar.
Uma mulher de cabelo curto bem cortado, pele morena, jeans escura justa e uma camiseta preta que marcava os seios pequenos e firmes. Ela segurava um cintaralho ainda na embalagem e me observava sem nenhum constrangimento. O jeito que me ela olhava para mim sem nenhum disfarce, de cima a baixo, devagar, e sorrindo de um jeito que me fez sentir nua.
Aproximei-me da prateleira ao lado só para sentir a presença dela. Ela falou primeiro, a voz rouca e baixa, quase colada no meu ouvido:
— Esses dois são bons… mas se você quiser algo que preencha de verdade, eu sei exatamente o que usar.
Eu virei o rosto. Os olhos dela eram escuros e diretos. Sem pedir licença, ela passou o olhar pelo meu pescoço, pelo decote do vestido.
— Você tem cara de quem está precisando bem mais do que plástico — continuou, sem baixar o tom. — Eu gosto de mulher que chega sozinha nesses lugares. Gosto do cheiro de vontade mal escondida. Me dá o seu telefone. Ou pega o meu. A gente se encontra. Eu te mostro o que uma boca e um corpo de mulher conseguem fazer com você, quando não se tem pressa nenhuma.
A paquera foi descarada, sem rodeios, sem perguntas sobre minha vida. Só desejo puro e convite explícito. O jeito dela me devorar com os olhos, a certeza na voz, o corpo perto demais… me deixou molhada na hora. Senti o rosto esquentar e a calcinha úmida. Ela escreveu o nome — Renata — e o número num pedaço de papel, colocou na minha mão e demorou os dedos nos meus de propósito.
— Me liga quando a vontade bater mais forte que qualquer vergonha.
Eu saí da loja com os dois vibradores e o papel queimando na bolsa. A ousadia dela ficou na minha cabeça o resto do dia.
Naquela noite, não houve ligação do marido, mas aluguei uma fita de vídeo na locadora, só de mulheres transando e inaugurei meus vibradores imaginando eu a Renata, quase liguei para ela, mas ainda resisti a o meu desejo.
Já havia passado quase 20 duas do meu marido viajando e meu tesão só aumentava, na minha rotina, parei um momento para ler o jornal a Folha de São Paulo, aí foi minha perdição ou não rsrsrsrs, que acendeu de vez a chama. A matéria falava, com certo tom de denúncia e fascínio, sobre o que acontecia nos cinemas do centro: mulheres que se masturbavam no escuro, homens que se sentavam ao lado e passavam a mão sem pedir licença, casais que transavam nas últimas fileiras enquanto o filme rodava, gemidos abafados, o cheiro de sexo misturado com pipoca.
Quanto mais eu lia o artigo, mais a ideia me excitava. Não era só o sexo. Era o risco. A possibilidade de ser pega. De alguém ver. De alguém contar. Essa parte exibicionista me deixava encharcada só de pensar. A fantasia de ser observada enquanto era usada por desconhecidos completos virava combustível diário.
Quanto mais eu lia, mais um fogo acendia dentro de mim, me imaginando, na verdade fiquei transtornada, louca mesmo de tesão, e num impulso decidi ir ao cinema naquele dia, procurei na resenha um filme apropriado, e encontrei o Filme Monella, a Travessa. Uma comédia erótica italiana. Lola, noiva ansiosa para perder a virgindade antes do casamento; o noivo querendo esperar
Escolhi o Marabá, cinema antigo e respeitado do centro, escolhi esse por ser perto de casa e principalmente por estar passando o filme. Era uma segunda-feira chuvosa e cinzenta, típica de inverno em São Paulo
Eu estava mal-intencionada. Queria foder. Queria muito. Queria ser usada por alguém que não me conhecesse, que não tivesse carinho nenhum por mim. Só fome.
Me preparei de propósito. Vestido vermelho justo, de alças finas, sem sutiã. Os seios pesados marcavam o tecido. Calcinha branca ( no escuro cinema ficava mais fácil de alguém ver) de renda fina. Me depilei só o suficiente para deixar o pelo no meio, bem aparado. Passei perfume adocicado na base do pescoço, entre os seios e por dentro das coxas. Saí de casa sabendo exatamente o que eu queria.
O cinema estava quase vazio, Sentei no meio do cinema. Pouquíssimas pessoas. Alguns casais escondidos nos cantos, se beijando e fazendo safadezas com muita discrição. O cheiro de pipoca velha misturava com o da chuva que entrava pela porta. Entrei quando a sessão já tinha começado. Na tela rodava cenas de nudez constante, foco no corpo feminino, no traseiro, no olhar voyeurista. A jovem se exibindo, tentando seduzir, se envolvendo em situações picantes. O filme era soft e estilizado, mas me deixou molhada.
Abri as pernas e deslizei a mão por baixo do vestido. Comecei a acariciar a calcinha devagar. O tecido já estava úmido. Não tinha nenhum pudor, torcendo para algum homem ver o que eu estava fazendo. Aumentei a pressão, puxei a renda um pouco de lado e toquei a carne diretamente, os dedos deslizando entre os lábios molhados.
Foi então que percebi o homem na fileira da frente. Ele tinha se virado completamente. Cabelo escuro, curto, camisa social azul clara com as mangas dobradas até o cotovelo, calça jeans escura. Um perfume amadeirado e limpo chegava até mim mesmo de longe. Ele me olhava sem disfarce enquanto eu me tocava, eu também não desviava os meus olhos do dele, e coloquei em meus lábios um sorriso bem safado, realmente eu estava gostando de me exibir.
Eu não parei. Pelo contrário: abri mais as pernas, ergui um pouco o vestido e continuei deixando ele ver claramente os dedos entrando e saindo. Ele desceu a mão até a própria calça e começou a se acariciar.
Depois de alguns minutos ele se levantou e veio sentar exatamente ao meu lado. O perfume ficou mais forte. Sem dizer uma palavra, a mão dele pousou na minha coxa nua. Quente. Firme. Eu continuei me tocando, a mão dele foi subindo em direção da minha xaninha, a mão dele ficou em cima da minha, depois tirei a minha e deixei ele assumir. Ele puxou a calcinha de lado e enfiou dois dedos grossos de uma vez. Eu soltei um gemido baixo. Ele me dedou fundo, o polegar pressionando o clitóris em círculos lentos. Eu estava encharcada.
Ele desceu o zíper. O pau era grosso, de tamanho generoso, a cabeça brilhando. Eu fechei a mão em volta e senti o pau latejar. A carência de semanas falou mais alto. Eu me levantei o suficiente para subir o vestido até a cintura, puxei a calcinha para o lado e sentei no colo dele de costas, de frente para a tela. A ponta do pau escorregou entre os lábios. Ele segurou minha cintura e foi entrando devagar. Só a cabeça. Depois mais. Depois tudo. O esticamento gostoso, o calor preenchendo o que estava vazio. Eu senti as bolas dele baterem em mim quando enterrou até o fim.
Ele começou a me foder com movimentos longos e profundos. Eu estava sentada de costas para ele, de frente para a tela, as pernas abertas, o vestido levantado na cintura, a calcinha pendurada numa coxa. A cada estocada eu via a tela tremer um pouco.
Foi nesse momento que vi o segundo homem. Ele se sentou na fileira da frente, um pouco deslocado para o lado, mas com visão clara de nós. Homem mais velho, talvez uns quarenta e cinco, cabelo grisalho nas laterais, camisa social bege clara, calça social escura. Um perfume mais doce e pesado, misturado com um leve cheiro de tabaco. Ele não disfarçou. Abriu as pernas, desceu o zíper e tirou o pau — também grosso, um pouco mais curto que o do primeiro, mas grosso na base. Começou a se masturbar devagar, os olhos fixos exatamente no ponto onde o pau do homem atrás de mim entrava e saía da minha buceta.
Eu abri ainda mais as pernas, segurei os próprios joelhos e ofereci a visão completa. Queria que ele visse tudo: os lábios inchados se abrindo, o pau molhado desaparecendo dentro de mim, o pelo no meio encharcado. A cada estocada eu inclinava o quadril para frente, deixando a luz fraca do projetor iluminar a penetração. O homem atrás de mim percebeu o olhar do outro e acelerou, me fodendo com mais força, as mãos apertando meus seios por cima do vestido. Eu gemia baixo, olhando diretamente para o segundo homem enquanto era comida.
A tensão subiu rápido. O risco de alguém mais entrar na sala, o olhar fixo do homem da frente, o pau grosso me abrindo… tudo se misturou. Eu gozei forte, a buceta apertando o pau em espasmos longos, as pernas tremendo, ainda abertas para o observador. O que estava dentro de mim segurou minha cintura com força e gozou fundo poucos segundos depois. Senti os jatos quentes enchendo minha buceta. Ele ficou mais um momento enterrado, pulsando, depois me ajudou a levantar.
Ele ajeitou a roupa e foi embora sem uma palavra. Eu fiquei sentada, ofegante, o esperma começando a escorrer. O segundo homem se levantou, veio até a minha fileira e se sentou ao meu lado. O perfume doce e o cheiro de tabaco ficaram fortes. Ele desceu o zíper. O pau ainda estava duro. Eu desci a cabeça sem hesitar, chupei a cabeça, depois fui fundo, sentindo o gosto delicioso da rola dele. Ele me segurou o meu cabelo e gozou na minha boca poucos minutos depois. Eu engoli o que consegui. O resto escorreu pelo canto dos lábios.
Dos mesmo jeito que o primeiro saiu esse também se levantou e foi embora sem uma única palavra; Eu fiquei sozinha na poltrona, o vestido amassado, a calcinha torta, a buceta latejando e cheia, a boca com gosto de porra. O cinema quase vazio. Monella ainda rodava na tela.
Saí do Marabá com as pernas tremendo e o esperma escorrendo pela coxa a cada passo. A chuva ainda caía lá fora.
Achei, por um momento, que minha fome tinha sido saciada da forma mais suja e deliciosa possível.
Mas eu estava enganada.
No dia seguinte a fome voltou ainda mais forte.
Continua...
