O Gosto Que Sobrou




Nota do autor
Este conto foi baseado em fatos reais. Nasceu a partir de uma longa conversa com um homem que viveu, em grande parte, o que está narrado aqui. Ele autorizou a publicação desde que eu alterasse os nomes, a cidade, a empresa e qualquer detalhe que pudesse identificá-lo ou à esposa.
Tudo o que você vai ler — o grupo, as regras, a lingerie, a depilação, a chácara, a manhã de segunda-feira — aconteceu, com as devidas mudanças de identidade.
Os nomes Malu, Rui, Arthur, Projeto Alpha e a localização em Ibiúna são fictícios.

O Gosto que sobrou
Sete anos e eu ainda acordava no meio da madrugada só para olhar o corpo dela sob o lençol. O cabelo loiro espalhado, a curva da cintura, o jeito que a calcinha marcava quando ela se mexia no sono. Eu a desejava como no primeiro ano. Às vezes mais.
O nome dela é Maria Lúcia. Todo mundo chama de Malu. Gestora de uma multinacional, sempre impecável no dress code, sempre no controle. Viajava a negócios com frequência. Fins de semana, às vezes. Eu já estava acostumado.
Nos últimos meses o desejo mudou de forma. Eu queria vê-la sendo usada. Queria abrir o casamento… mas eu queria estar dentro da história. Queria ver, tocar, mandar, participar, assistir ela transando e sendo devorada por outro macho, gozando gostoso na rola de outro homem. Não ficar do lado de fora. Falei isso várias vezes, depois do sexo, com a mão ainda entre pernas dela.
“Eu quero você dividir você com outras pessoas, pode solteiro ou casal, fazer ménage, ir numa casa de swing, o que você acha amor de fazermos isso?”
Ela escutava em silêncio. Às vezes gemia baixo. A resposta, porém, era sempre a mesma:
“Vou pensar.”
Na sexta-feira ela anunciou, como tantas outras vezes:
“Vou precisar viajar esse fim de semana. Negócios. Saio cedo amanhã.”
Eu achei normal. Sempre foi assim. Beijou-me mais demorado que o costume e disse que me amava e foi arrumar a mala. Eu fiquei com o gosto dela na boca e sem nenhuma suspeita.
No sábado de manhã o apartamento estava quieto demais. Sentei no computador. O WhatsApp Web dela ainda estava logado. Fiquei olhando a tela por alguns segundos, e começou aparecer mensagens de um grupo, que me pareceu estranhas, não resisti e abri.
Até hoje me permanece a dúvida será que ela tinha deixado aberto de propósito, para que lesse as mensagens… ou se tinha sido só esquecimento.
Nome do grupo: Projeto Alpha. Criado por ela. Dois participantes: Rui e Arthur.
Rui, o gerente moreno de academia, voz baixa e seca. Arthur, o negro barbudo, sorriso, fácil e língua afiada. Trabalhavam em unidades diferentes da empresa. Quase nunca se encontravam com ela.
Abri o grupo.
A conversa tinha começado um mês e meio antes.
As primeiras mensagens eram respeitosas. Eles claramente acharam que era trabalho.
Rui: “Bom dia, Malu. Vi que você criou o Projeto Alpha. Alguma demanda urgente da diretoria?”
Arthur: “Oi, Malu. Tudo bem? Achei que fosse algo do trimestre. Pode falar.”
Ela demorou. Quando respondeu, a excitação já vinha vazando nas palavras:
“Não é trabalho. E serei bem direta com vocês, você têm a famas de safados, que pegaram algumas funcionárias e os dois sempre deram em cima de mim quando a gente se cruza, vocês sempre vêm com piadinha com segunda intenção, olhando meu decote, por aí vai, aquele aperto rápido e às vezes uma roçada de leve nos meus seios… eu fingia que não via, mas via.
Meu marido quer que eu seja puta. Já pediu várias vezes para abrir o casamento. Eu disse que ia pensar. E enquanto pensava, comecei a imaginar vocês dois. Então e decidi, uma puta eu vou ser. Por isso chamei vocês, quero que minha primeira vez sejam vocês dois.”
O silêncio durou quase um minuto.
Rui foi o primeiro a quebrar:
“Puta que pariu, Malu…”
Arthur logo em seguida:
“A nossa gestora séria… a mulher que ninguém consegue ler… tá falando sério mesmo?”
Ela: “Estou.”
Arthur: “Você não faz ideia de quantas vezes a gente comentou sobre você. Gostosa pra caralho. Mas sempre tão fechada, tão no controle. A gente ficava imaginando o que tinha debaixo daquela saia…”
Rui: “É verdade isso? Ou tá só brincando com a gente?”
Ela: “É verdade.”
Arthur: “Então prova. Manda um vídeo. Só a calcinha. Agora.”
Ela demorou quase um minuto.
Quando o vídeo chegou, era curto e filmado de cima. Malu estava em pé, provavelmente no banheiro do trabalho. A mão esquerda levantava devagar a barra da saia preta de alfaiataria. Por baixo aparecia a calcinha de renda escura, justa, o tecido fino marcando o contorno. Ela passou dois dedos por cima do pano, pressionou de leve contra si mesma e soltou. A voz saiu baixa, quase um sussurro:
“É isso que vocês queriam ver?”
No grupo apareceram vários emojis de risada e um joinha de cada um.
Rui: “Quase.”
Arthur: “Quase… mas já deu pra sentir o quanto você está escondendo.”
A partir daquele vídeo a conversa mudou de temperatura. As mensagens ficaram mais longas, mais demoradas. Eles começaram a pedir mais. Ela começou a mandar.
Fotos discretas no começo: o decote um pouco mais aberto, a curva da coxa, o reflexo da renda por baixo da blusa. Depois vídeos curtos, sempre no limite do que ainda podia ser chamado de “provocação”.
Eles também passaram a se exibir para ela.
Rui mandou um vídeo filmado no espelho da academia, só de shorts escuros. A câmera descia devagar pelo peito suado, pela barriga definida, e parava no volume marcado no tecido. Ele não falava nada. Só segurava a lateral do short e puxava um pouco, o bastante para ela imaginar o resto.
Arthur foi mais direto. Mandou um vídeo no banheiro, a câmera baixa. A mão subia e descia por cima da cueca preta, o formato grosso e longo se tornando cada vez mais evidente a cada movimento. No final ele parava, apertava o volume com a palma e soltava um riso baixo, quase provocador.
Malu assistia em silêncio. Às vezes demorava para responder. Quando respondia, a voz nos áudios já vinha diferente — mais baixa, mais ofegante.
A troca foi subindo assim, aos poucos, até a noite em que Arthur mandou a primeira foto sem nada por cima.
A resposta dela foi quase um engasgo:
“Meu Deus…”
Segundo ele tinha 22cm. Grosso, escuro, as veias saltadas.
Áudio dela, a voz falhando:
“Arthur… isso é real? Eu nunca vi um assim.”
Ele, calmo:
Arthur: É real, Malu. E eu sei usar. Tenho experiência. Não vai ser só tamanho. Vai doer um pouco no começo… mas depois fica gostoso pra caralho. Eu faço você gozar mesmo com medo.
Rui: Para de conversa. Manda foto da buceta. Sem calcinha. Agora.
[Malu enviou uma foto]
Ela estava completamente nua. Deitada de frente para a câmera, as pernas entreabertas. Os seios apareciam inteiros, pesados, os bicos escuros e bem duros. A buceta no centro da imagem: o monte cheio, os pelos dourados no meio bem densos, aparados só nas laterais, formando um caminho que descia até os lábios já levemente abertos e brilhantes.
Malu: É assim que vocês queriam ver?
Rui: Ainda tem pelo. Tira tudo. Quero lisinha. Completamente. Sem um fio.
Arthur: Olha a nossa gestora ainda com modéstia… Vai ter que perder isso, Malu. A gente quer ver e lamber tudo limpo. Quero passar a língua sem nada no caminho.
Malu: Eu sempre gostei assim… Meu marido já pediu várias vezes pra eu depilar. Nunca quis. Gosto da sensação.
Rui: Agora quem manda não é ele. Somos nós. Quer ser puta de verdade? Então fica do jeito que a gente gosta.
Malu: …ok. Vou depilar. Hoje à noite. Tiro tudo. Amanhã vocês veem melhor.
Rui: E outra regra: para de transar com o seu marido. Agora. Nada de sexo com ele até a gente te pegar. O seu corpo é nosso.
Malu: Vai ser difícil… eu vou ficar com muito tesão.
Arthur: Aguenta, Malu. Guarda tudo pra gente. Quanto mais você segurar, mais molhada vai ficar quando a gente te abrir.
Eu parei de rolar a tela.
Um mês e meio.
Foi exatamente um mês e meio que ela começou a se esquivar. “Estou cansada.” “Tenho dor de cabeça.” “Amanhã, amor, hoje não vai rolar.” “Estou naqueles dias.” Beijos curtos. Corpo virado para o outro lado na cama. Desculpas educadas, consistentes, quase carinhosas.
Eu tinha achado que era estresse do trabalho. Que a responsabilidade de gestora estava pesando. Que era só uma fase.
Agora eu entendia.
Enquanto eu aceitava cada recusa em silêncio, ela estava se guardando para eles. Cumprindo a regra. Guardando o tesão, a buceta, o corpo. Para o Rui e para o Arthur.
O peito apertou de um jeito feio. Ao mesmo tempo o pau latejou dentro da calça, traidor.
Continuei lendo, a boca seca.
Rui: Antes de você depilar… responde umas coisas. A gente quer saber o que a nossa gestora esconde.
Arthur: Isso. Fala a verdade. Você gosta de apanhar?
Malu: …um pouco. Só um pouco. Quando dói no lugar certo… me deixa mais molhada. Mas nunca contei isso pra ninguém.
Rui: E engasgar? Gosta de ter a boca forçada?
Malu: Eu… nunca fiz direito. Mas já imaginei. Fico com vergonha só de escrever.
Arthur: Escreve mesmo assim. Você goza mais rápido quando está sendo xingada?
Malu demorou quase dois minutos.
Malu: Sim. Quando me chamam de puta… de vadia… eu sinto o corpo reagir sozinho. Fico com vergonha depois. Mas no momento… eu gosto.
Rui: E dupla penetração? Já pensou nisso?
Malu: Já. Muitas vezes. Fico imaginando os dois ao mesmo tempo… e molho a calcinha. Nunca tive coragem de falar isso em voz alta.
Arthur: E beber porra? Engolir tudo?
Malu: Eu… gosto do gosto. Já engoli do meu marido. Mas nunca de dois. A ideia de ajoelhar e limpar os dois… me deixa sem ar só de pensar.
Rui: Última. Você quer que a gente te use sem camisinha e goze dentro?
Dessa vez a resposta veio mais rápido, quase sem pudor:
Malu: Quero. Quero sentir quente. Quero escorrer. Quero que vocês me encham e depois me façam limpar com a boca.
Arthur: Olha só… A gestora sumiu. Sobrou só a puta.
Rui: Boa. Agora a gente já sabe como te quebrar. Depila. Manda o vídeo. E continua respondendo quando a gente perguntar.
Malu: …ok. Vou depilar, só para agradar vocês.
Mais tarde naquela mesma noite:
Malu: Estou no banheiro. Vou tirar tudo agora. Do jeito que vocês pediram.
[Malu começou a transmitir um vídeo longo]
A câmera estava apoiada na pia, enquadrando da cintura para baixo no começo. Malu aparecia nua, sentada na beira da banheira com as pernas bem abertas. A respiração já acelerada. Na mão direita a lâmina nova; na esquerda, a espuma.
Ela espalhou a espuma devagar sobre o monte, cobrindo os pelos dourados densos. Os dedos demoravam, massageando. Olhou para a câmera e falou baixo, quase sem voz:
“Nunca fiz isso… nem pro meu marido.”
A lâmina tocou a pele. O primeiro risco foi bem no centro, lento. Os pelos dourados foram caindo sobre a espuma. Ela soltou um suspiro curto. Continuou, passada após passada, revelando a pele clara e lisa. Quando chegou perto dos lábios, os movimentos ficaram ainda mais cuidadosos. A lâmina raspava rente. A cada faixa de pele que aparecia, as coxas contraíam.
Ela parou, limpou a lâmina e passou dois dedos pela região já lisa. O corpo inteiro reagiu. Um arrepio subiu pela barriga. Gemeu baixo:
“Nossa… está tão sensível. Latejando, mas ficou bonita, gostei de ficar lisinha, olha minha rachinha é bem bonita!”
Continuou até não restar nenhum fio. Mesmo as partes mais íntimas foram raspadas com precisão. Quando terminou, limpou o excesso com uma toalha úmida. A buceta surgiu completamente nua: pele rosada, lisa, os lábios inchados e brilhantes.
Malu abriu mais as pernas, aproximou a câmera e passou o dedo no meio, abrindo os lábios, mostrando a entrada úmida. A voz saiu rouca:
“Pronto. Lisinha. Do jeito que vocês mandaram. Está latejando tanto… Eu nunca tinha me sentido assim.”
Ficou alguns segundos só deslizando o dedo pela pele recém-depilada, a respiração pesada, antes de encerrar o vídeo.
Rui: Porra, Malu… Perfeita.
Arthur: A gestora sumiu de vez. Agora é só a puta lisinha que responde tudo o que a gente pergunta. Amanhã quero outro vídeo.
Malu: Vou mandar. Estou encharcada só de ter feito isso pra vocês… e de ter respondido aquelas coisas.
Dias depois:
Rui: Deixei um presentinho em cima da sua mesa. Abre a gaveta.
[Malu enviou foto do plug anal preto]
Malu: Safado pra caralho… Gostei.
Arthur: Filma colocando. Agora. No banheiro da empresa.
[Malu enviou o vídeo]
Ela de pé no banheiro do trabalho, saia erguida, calcinha puxada. Cuspindo nos dedos, enfiando o plug devagar. A respiração pesada, o gemido abafado. Quando o plug sumiu dentro do cuzinho rosadinho dela, os dedos foram para o clitóris. Ela gozou em pé, pernas tremendo, mordendo o lábio.
Arthur: Isso, Malu… Agora você já é nossa de verdade.
Marcaram o encontro, seria na chácara do Rui em Ibiúna.
No sábado pela manhã Rui chegou primeiro. Mandou foto do material em cima da mesa de madeira: lubrificante, algemas, chicote, energéticos, bebidas. Ao lado.
“Tudo pronto. Pode vir, Malu.”
Ela: “Estou a caminho.”
Pouco depois as fotos e vídeos começaram a chegar. Arthur ainda não estava lá. Estava atrasado.
Primeira foto: Malu de pé no quarto da chácara, vestindo exatamente a lingerie preta que eu tinha pago.
Eu lembrei exatamente do dia em que comprei.
Ela tinha pedido com aquela voz mansa, quase tímida: “Amor… eu queria uma lingerie nova. Uma bem bonita, bem sexy. Você compra pra mim?”
Eu escolhi a mais cara da loja. Conjunto preto de renda transparente, sutiã que mal segurava os seios, calcinha fio-dental, cinta-liga com meias finas. Achei que era para mim. Achei que ela queria me provocar depois de tanto tempo sem sexo.
Agora eu via as fotos no grupo.
Malu estava de pé no quarto, na frente do espelho. A renda preta colada na pele clara. Os seios apareciam quase por completo, os bicos duros marcando o tecido fino. A calcinha sumia entre as nádegas, o fio fino se perdendo no meio. A cinta-liga apertava as coxas, marcando a carne macia. O cabelo loiro solto caía sobre os ombros. Ela olhava para a câmera com um meio sorriso, a mesma expressão de tesão que eu conhecia da cama… só que agora não era para mim.
Na segunda foto ela estava de quatro na cama, olhando por cima do ombro. A renda esticava sobre as nádegas, a calcinha puxada um pouco para o lado, mostrando o começo da buceta depilada. A curva da cintura, a pele, tudo que eu achava que era só meu.
Eu fiquei olhando a tela por um tempo longo demais.
O peito apertou. A boca ficou seca. E o pau endureceu dentro da calça de um jeito vergonhoso, traidor.
Eu tinha pago por aquela roupa. Tinha escolhido cada peça imaginando-a usando para mim. E agora ela estava posando para dois homens, mandando foto, se oferecendo. A mesma lingerie. O mesmo corpo. Só que o desejo nos olhos dela não era mais dirigido a mim.
Continuei rolando as mensagens, e o com o tesão subindo.
Rui: “Olha a putinha que chegou. Ansiosa?”
Ela, em áudio, a voz já alterada:
“Ansiosa não. Só com muito tesão. Manda o Arthur correr. Eu não estou aguentando. Estou me esfregando em você já.”
Outra sequência de fotos: ela sentada no sofá, pernas abertas, se esfregando na perna do Rui, a mão dele por baixo da renda, a calcinha já marcada de umidade.
Rui: “O combinado era os dois juntos. Mas o Arthur está demorando…”
Ela não aguentou.
O vídeo seguinte mostra exatamente o que aconteceu.
Ela empurra o Rui para o encosto do sofá. Ajoelha entre as pernas dele. Abre a zíper da calça com pressa. Tira o pau moreno, grosso, já duro. Olha para a câmera por um segundo — os olhos vidrados — e engole.
O Arthur gritando no áudio, Espera por mim porra, vocês não fazer isso sem mim, Caralho rui, guarda essa rola dentro da calça.
Ela chupa fundo. A cabeça sobe e desce rápido. Babas. Ela segura pela base e vai até a garganta. O som molhado da boca enche o áudio. Rui segura o cabelo dela com uma mão e filma com a outra.
Ele não resiste muito tempo.
O corpo dele tensiona. Ela não tira a boca. Aceita tudo. A porra jorra dentro. Ela engole o que consegue, mas parte vaza pelos cantos dos lábios, escorre pelo queixo e pinga no sutiã de renda preta.
A última foto que o Rui mandou no grupo (ainda com Arthur a caminho): Malu de joelhos, olhando para cima, a boca entreaberta, a língua para fora, o sêmen branco dele escorrendo pelos lábios, pelo queixo, manchando a lingerie. Os olhos brilhando.
Legenda de Rui, foi simples e direta:
“A puta não aguentou esperar. Já tomou o primeiro leite. Arthur, corre. Ela está pedindo o seu.”
Eu fiquei parado na frente da tela. O pau latejou tão forte que doeu. O ciúme queimava. A inveja era quase física. Mas o tesão foi mais forte. Eu me masturbei olhando a foto dela com a porra de outro homem na boca e no rosto. Gozei mirando aqueles lábios sujos, odiando cada segundo e sem conseguir parar.
Eu passei o resto do sábado e o domingo inteiro num estado estranho. O silêncio no grupo depois que o Arthur finalmente chegou era pior que qualquer foto. No domingo à tarde me peguei no chão do banheiro, costas na parede, batendo punheta com raiva e nojo de mim mesmo.
Na segunda-feira de manhã cedo a chave girou na fechadura.
Eu ainda estava deitado, de olhos semicerrados, quando o cheiro chegou antes dela. suor, sexo, um toque adocicado de lubrificante e algo metálico, quase de ferro. Malu entrou quieta. Ouvi a mala sendo pousada no chão. Os passos se aproximaram da cama.
Ela subiu sem dizer uma palavra. Ajoelhou por cima do meu peito, puxou o lençol com calma e desceu.
A buceta quente, úmida e completamente lisa pousou direto na minha boca.
Eu abri os olhos.
Pela primeira vez em sete anos eu vi Malu sem nenhum fio. A pele estava sensível, levemente avermelhada, inchada. Fios brancos e viscosos já escorriam pelos lábios inchados e pingavam no meu queixo. O cheiro era pesado, masculino, misturado ao dela. Eu fiquei paralisado por alguns segundos, o coração batendo na garganta.
Ela não esperou. Começou a se esfregar devagar, abrindo a buceta na minha boca, rebolando com uma lentidão cruel. A pele lisa deslizava contra meus lábios. Eu sentia a textura molhada, o calor, o gosto salgado e grosso que não era só dela.
Foi aí que ela falou, a voz rouca, baixa, quase íntima:
“Tenho uma coisa pra te contar…”
Ela continuou se esfregando, a buceta se abrindo e fechando na minha língua.
“Você queria ser corno. Agora é.”
Eu engoli em seco. A língua ainda estava dentro dela. O gosto estranho se espalhava.
Ela riu baixinho, um som carregado de tesão, e apertou mais o corpo contra meu rosto.
“Você não sabe de nada, né? Vou te contar tudo.”
Enquanto falava, não parava de se mover. A buceta lisinha se arrastava na minha boca, sujando meu nariz, meu queixo, minhas bochechas. Cada palavra vinha acompanhada de um rebolar mais demorado.
“Existe um grupo no meu WhatsApp. Chama Projeto Alpha. Eu criei. Só tem eu e dois homens da empresa. Rui e Arthur. Rui é o gerente da unidade de Campinas. Moreno, corpo de academia, voz baixa, mandão. Arthur é da unidade de São Paulo. Negro, barbudo, bem dotado. Grosseiro no tamanho, mas fala com uma calma que arrepia.
Eles trabalham longe. Quase nunca a gente se encontra. Quando acontece… uma encostada no corredor, uma mão rápida por baixo da saia, um aperto na rola, um beijo roubado no elevador de serviço. Sempre foi assim. Eu fingia que não via. Mas via.
Um mês e meio atrás eu criei o grupo. Eles acharam que era trabalho. Me trataram com respeito no começo. ‘Bom dia, Malu’, ‘alguma demanda da diretoria?’. Aí eu falei a verdade. Falei que você queria que eu fosse puta. Que eu tinha decidido ser. Que queria os dois.
O silêncio foi grande. Depois veio a surpresa. Depois os elogios. Eles sempre comentaram que eu era gostosa demais pra ser tão séria. Que ficavam imaginando o que tinha debaixo da saia. Pediram prova. Eu mandei um vídeo só da calcinha. A partir dali tudo mudou.”
Ela rebolava mais devagar agora, deixando eu sentir cada centímetro. O gosto da porra deles misturado ao dela invadia minha boca. Eu chupava sem conseguir parar. O pau já estava duro, latejando contra a barriga.
Dentro da minha cabeça a confusão era total. Parte de mim queria empurrá-la. Queria gritar. Outra parte — a parte que eu mais odiava — só queria que ela continuasse falando e se esfregando. O cheiro, o gosto, a voz dela contando a traição como se fosse uma confissão erótica… tudo isso me deixava mais duro.
Ela sentiu. Sorriu de cima de mim e continuou, a voz cada vez mais carregada de prazer:
“Eles me fizeram parar de transar com você. Me fizeram te obrigar a comprar a lingerie preta. Me fizeram depilar. Você pediu isso durante anos… eu nunca quis. Pra eles eu depilei no mesmo dia. Me deram um plug anal. Deixaram em cima da minha mesa no trabalho. Eu fui no banheiro da empresa, enfiado e gozei em pé, mordendo a mão pra não gritar.
No sábado eu inventei a viagem de negócios. Você nem suspeitou. Fui pra uma chácara em Ibiúna. O Rui chegou primeiro. Quando eu entrei e vi as algemas, o chicote, o lubrificante… meu corpo inteiro esquentou. Estava com a lingerie que você comprou.
O Arthur atrasou. Eu não aguentei. Fiquei me esfregando no Rui, pedindo. Acabei ajoelhada. Chupei até ele gozar na minha boca. Engoli. O que vazou escorreu pelo queixo. Ele tirou foto e mandou no grupo. Eu gozei só de olhar pra câmera com a porra dele no rosto.
Quando o Arthur chegou, me viu daquele jeito e riu. Tirou a roupa. Eu vi o pau dele de perto pela primeira vez. Meu estômago revirou. Eles me algemaram o medo e fome de sexo estavam juntos. Ele falou baixinho: ‘Relaxa. Eu sei o que faço.’
O Rui abriu meu cu primeiro. Devagar. Com muito lubrificante. Ardia. Doía no certo. Eu tremia, puxava as algemas, gozei só com ele dentro. Aí o Arthur entrou na buceta. Centímetro por centímetro. Eu sentia tudo abrindo, esticando. Quando os dois estavam juntos… eu nunca tinha sentido nada igual. O peso, o calor, o barulho molhado. Eu gozei chorando. Gozei de novo quando eles gozaram dentro de mim. Quente. Fundo. Escorrendo enquanto eu ainda estava sendo fodida.
No domingo me usaram de manhã de tarde e noite, e hoje de madrugada de novo. Me fizeram pedir. Me fizeram agradecer. Me fizeram gozar até as pernas não aguentarem. E eles mandaram: quando chegar em casa, acorda o corno com a buceta cheia. Faz ele limpar o que a gente deixou.”
Enquanto ela falava, a buceta não parava de se arrastar na minha boca. Eu chupava, gemia, me masturbava. Houve um instante em que quase a empurrei com as duas mãos. A vergonha era tão grande que doía. Eu estava deitado sob a mulher que eu amava, lambendo a porra de dois homens, ouvindo cada detalhe da traição, e o pior: estava prestes a gozar com isso.
O nojo de mim mesmo subia junto com o tesão. Os dois se alimentavam.
Eu não a empurrei.
Continuei chupando.
Ela rebolou mais rápido, a respiração falhando, a voz embargada de prazer:
“Está chupando a porra deles… está limpando a buceta que eles usaram o final de semana inteiro… e você está duro. Está gostando de ser corno de verdade, não está?”
Eu gozei como há muito tempo não gozava assim, ela sentindo meu jatos batendo na suas costas e nádegas também gozou na minha boca.
A porra saiu em jatos quentes enquanto eu ainda tinha a boca aberta nela, o gosto dos dois impregnado na língua, o corpo inteiro tremendo. Um prazer sujo, humilhante, impossível de rejeitar.
Ela ficou sentada no meu peito por um tempo, olhando meu rosto sujo, passando o dedo lentamente pelos meus lábios.
“Eles já marcaram a próxima”, disse baixinho. “Disseram que da próxima vez… talvez deixem o corno assistir. Ou talvez não.”
Eu fiquei olhando o teto. O cheiro deles grudado na minha pele. O gosto ainda vivo na boca. O pau sensível, a cabeça vazia e ao mesmo tempo barulhenta demais.
O ciúme não tinha ido embora. A raiva também não. O nojo de mim mesmo menos ainda.
Mas alguma coisa dentro de mim tinha se quebrado de forma irreversível. E a pior parte era saber — com uma clareza cruel — que eu já queria ouvir de novo.


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Ficha do conto

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markao68

Nome do conto:
O Gosto Que Sobrou

Codigo do conto:
270042

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
16/08/2026

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