Eu Sempre Me Senti Estranho



Me chamo Lucas, sou branco 1,73, tenho 42 anos, sempre fui passivo e gosto de ser, vou contar que aconteceu comigo quando eu tinha 14 anos mais ou menos, foram as minhas primeiras experiencias.
Eu sempre me senti estranho. Enquanto os outros meninos corriam atrás de bola, eu preferia ficar quieto. Não gostava de futebol nem de briga. Os outros riam. “Menino afeminado.” Eu fingia que não ouvia.
A primeira vez que vi sexo foi com meu pai. Ele colocou uma fita pornô depois que minha mãe dormiu. Eu fiquei duro olhando os homens — os corpos, as mãos, os membros. Depois vi uma cena de anal e algo acordou em mim. Naquela noite toquei o próprio ânus pela primeira vez. O formigamento foi diferente de tudo. Mais fundo. Mais vergonhoso.
Os meninos mais velhos da vizinhança passavam a mão nas minhas nádegas. Eu afastava, mas o toque ficava queimando.
Pra ajudar em casa, eu vendia os sonhos que minha mãe fazia. Numa construção perto de casa conheci o Carlos, o vigia, que sempre comprava os sonhos. Moreno claro, uns quarenta e poucos, corpo grosso, voz rouca. Ele sempre que comprava me chamava para tomar café juntos. Ele falava da esposa que tinha saído e da solidão. Eu escutava.
Eu ainda lembro daquela tarde.
Era um sábado de garoa fina. Eu carregava o cesto cheio, não tinha vendido muitos sonhos naqueles dias.
Carlos me viu triste e com o cesto cheio de sonhos, me chamou pra dentro. Me levou até o cômodo improvisado no fundo da obra. Colchões no chão, cheiro de suor, poeira e cimento úmido. A porta rangeu quando ele fechou o ferrolho. Lá fora a garoa continuava caindo. Qualquer um podia aparecer.
— Tô separado faz uns meses — disse. — Se você der pra mim, eu compro todos os sonhos, e seu jeitinho me diz que você gosta de dar para outros homens.
Meu pau endureceu na hora. Hesitei só um segundo e balancei a cabeça, fazendo o de sim.
— Só que nuca fiz penetração, só troca-troca com outros garotos, com o pau passando no rego.
—Então você é virgem! Eu prometo ser bem carinhoso com você, só vou colocar a cabecinha e vou parar quando você quiser.
—Tá bom entã0, eu respobdi
Carlos tirou a calça. O pau era grosso, pele mais escura, veias saltadas, cabeça larga já brilhando. O cheiro de homem me atingiu misturado ao cheiro de cimento.
Ele me Pediu para primeiro chupar o pau dele.
Eu ajoelhei no colchão duro. Nunca tinha tocado no pau de outro homem de verdade.
Levantei a mão devagar. Quando os dedos fecharam em volta, a sensação me pegou de surpresa. Quente. Muito mais quente do que eu imaginava. A pele macia por fora, dura por baixo, latejando contra a minha palma. Eu sentia o peso, vivo. Mexi os dedos, sentindo as veias. Meu próprio pau latejou.
Aproximei o rosto. O cheiro era forte: suor leve, pele quente, masculino. Me deu um frio na barriga. Parte de mim quis afastar. Outra parte gostou tanto que respirei fundo.
Passei a língua pela cabeça. O gosto era de pele e sal, com um leve doce. Lambi de novo. Lembrei das mulheres nos filmes. Abri a boca e coloquei só a ponta. O calor me preencheu. Quente. Pesado. Estranho. Fiquei parado alguns segundos só sentindo. Depois comecei a chupar devagar. A saliva escorreu pelo queixo. Eu engasgava, mas não parava. O colchão era duro sob os joelhos. O cheiro de cimento misturava com o cheiro dele.
Ele perguntou seu eu estava gostando, eu disse que sim, realmente eu estava gostando de chupar o pau dele, era muito bom, me dando um tesão danado.
Continue a chupar, colocando pau dele dentro da boca, às vezes passava a língua na tola toda, igual eu via nos filmes, ele avisou que ia gozar, não tirei a boca. Senti o pau dele pulsar e aumentar de tamanho dentro da minha boca e ele urrou de prazer e imediatamente senti o primeiro jato que foi no fundo da minha garganta. Os jatos quentes bateram na língua, densos, salgados. A boca encheu. Engoli por impulso. O gozo do Carlos era grosso, viscoso, salgado e um pouco amargo. Ficava grudado na língua.
O orgulho veio misturado com uma vergonha quente. Eu tinha feito aquilo. Tinha engolido o gozo de um homem. E, no fundo, já queria mais.
Fiquei de quatro mostrando meu cuzinho virgem me esfreguei no pau dele ainda semi-duro. Pedi com toda sinceridade.
—Me come eu quero que você me coma agora, quero muito…
Carlos ajoelhou atrás de mim. A língua passou quente pelo meio das nádegas, depois abriu e entrou no cuzinho. Eu gemi. Quando parou, senti o pau dele deslizar pelo rego, a cabeça grossa pressionando o ânus. Cada empurrada curta fazia meu corpo reagir sozinho — uma fisgada, um aperto involuntário.
Ele posicionou e empurrou. A dor veio: estiramento, queimação, a sensação de que eu ia evacuar. Só tinha saliva. Respirei fundo. A cabeça passou. O pau deslizou mais fundo. O preenchimento era absurdo. Quando chegou ao fundo, eu gemi alto. Ele começou a se mover. A dor foi virando pressão gostosa, depois ondas. Cada estocada batia na bem fundo. Eu estava duro, excitado, e ao mesmo tempo assustado com o quanto eu gostava daquilo. O colchão rangia. Qualquer barulho lá fora me fazia prender a respiração, e eu ne vi gemendo sem para de prazer, igual as mulheres dos filmes.
Depois ele se deitou e me puxou.
— Senta no meu pau.
Eu subi e desci. Comecei a cavalgar. Cada descida batia bem fundo acompanhada de uma gemida que denunciava o meu prazer. Eu comecei devagar, mas aos pouco meu próprio corpo começou a ir bem rápido, e chegou um momento que ele não aguentou meu movimentos gozou dentro, os jatos densos me encheram. Eu gozei junto, sem tocar, as pernas tremendo.
Fiquei ali alguns segundos, ofegante, sentindo o líquido escorrer. Uma parte de mim queria sair correndo e nunca mais voltar. Outra parte já sabia que ia voltar. Eu tinha gostado demais. E isso me assustava.
Ele passou o polegar no meu queixo.
— Volta quando quiser.
Eu voltei. Várias vezes. Cada vez era mais fácil entregar o corpo. Cada vez eu saía dali com a sensação de ter cruzado mais uma linha.

Um dia cheguei, como sempre com minha cesta de sonho e com uma vontade dedar o cuzinho, que chegava piscar de tanto tesão para o Carlos, mas ele não estava no portão. Tinha outro homem. Uns vinte e cinco anos, branco, pele clara, corpo mais magro e definido. Perguntei pelo Carlos.
— Ele tá esperando lá dentro onde os peões dormem.
Eu entrei no cômodo. Vazio. O cheiro de poeira e colchão velho. O coração acelerou.
A porta rangeu. Ele entrou, fechou o ferrolho e ficou me olhando.
— Carlos me contou de vocês. Falou que você engole tudo e cavalga gostoso. Eu quero comer você também.
O nome dele era Rafael. Eu fiquei excitado na hora. Já não era o menino nervoso da primeira vez.
Eu ajoelhei sozinho. Minhas mãos foram direto para o cinto dele. Desafivelei, abri o botão e puxei o zíper. Rafael baixou a calça e a cueca. O pau saltou.
Era fino e longo. Muito longo. A pele clara, quase rosada, com veias finas e azuladas. A cabeça era mais estreita, e já estava coberta por uma camada branca e pegajosa — uma mini ejaculação que escorria pela fenda. O cheiro era mais forte, mais concentrado.
Peguei o pau com as duas mãos. Era quente e liso. Passei o polegar pela camada branca. Depois lambi. O gosto era mais intenso. Eu senti um prazer imediato em ter aquilo na língua. Chupar aquele pau longo e fino me excitava de um jeito diferente. Eu conseguia colocar mais fundo, sentia o comprimento deslizar até quase a garganta. A saliva escorria. Eu gostava. Gostava do peso, do gosto, do jeito que ele latejava. Meu próprio pau latejava forte. O prazer de ter aquela rola na boca ia crescendo.
Ele não gozou. Me puxou pelo cabelo e me jogou de costas no colchão duro.
— Agora eu quero esse cuzinho. E eu vou comer você do meu jeito.
Rafael se colocou entre minhas pernas, levantou meus joelhos e posicionou a cabeça fina e longa. Empurrou. O estiramento foi diferente. Menos grosso, mas o comprimento entrava sem parar. Eu sentia ele ir mais fundo do que o Carlos jamais tinha ido. A dor veio, mas logo virou pressão gostosa. Quando chegou ao fundo, eu gemi alto. O colchão era duro sob minhas costas. O cheiro de cimento misturava com o cheiro de sexo. Qualquer barulho lá fora me fazia apertar os músculos.
Rafael metia com ritmo, as estocadas longas e profundas, me olhando nos olhos. De vez em quando a mão descia e batia na minha coxa. Cada tapa fazia meu cuzinho apertar.
— Aperta… você gosta, né?
— Gosto…
Ele me virou de quatro, puxou meu cabelo e continuou metendo fundo, batendo na bunda entre as estocadas. O prazer era mais concentrado, mais profundo. Eu me sentia aberto até o limite. Meu pau latejava sem eu tocar, molhando o colchão. Pela primeira vez eu sentia que ia gozar de verdade só com a penetração.
Depois ele se deitou e me puxou para cima.
— Sobe. Agora você cavalga.
Eu subi e desci. O comprimento me preencheu por completo. Comecei a me mover. Rafael empurrava para cima, metendo forte enquanto eu cavalgava. A mão batia na minha bunda a cada movimento.
— Senta fundo…
Eu acelerava. O prazer subia rápido, diferente de tudo que eu tinha sentido com o Carlos. Quando ele gemeu mais alto e apertou meus quadris, eu sentei até o fim. Senti o pau latejar forte lá dentro. Os jatos vieram abundantes, quentes, um atrás do outro. O gozo do Rafael era completamente diferente do do Carlos: muito mais abundante e ralo, quase líquido, escorrendo imediatamente pelas minhas coxas enquanto ele ainda pulsava dentro de mim.
E foi nesse momento que eu gozei também.
Não foi igual às outras vezes. Foi a primeira vez de verdade. O orgasmo veio de dentro, profundo, sem eu tocar no pau. O corpo inteiro tremeu. A visão escureceu por um segundo. Eu senti os jatos quentes saindo de mim e caindo no peito dele enquanto o gozo ralo do Rafael continuava escorrendo. Passei pela cabeça, naquele instante, que eu nunca mais ia ser o mesmo. Que eu tinha cruzado uma linha da qual não tinha volta. E, mesmo com o coração disparado e a vergonha subindo, eu não queria voltar atrás.
Fiquei sentado nele alguns segundos, ofegante, sentindo o líquido ralo escorrer sem parar. Rafael passou a mão pela minha pele suada e deu um último tapa leve.
— Volta quando quiser.
Eu me vesti com as mãos trêmulas. Peguei o cesto e o dinheiro. Na saída da obra, enquanto caminhava, sentia o gozo ralo ainda escorrendo pela coxa interna, quente e pegajoso, e a dor gostosa cada vez que dava um passo. O corpo carregava a marca daquilo.
Uma parte de mim ainda se perguntava o que eu estava virando. Outra parte já não conseguia parar de pensar em voltar.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Eu Sempre Me Senti Estranho

Codigo do conto:
272718

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
20/09/2026

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