Eu nunca soube dizer quando exatamente em que tudo começou. Só sei que foi na adolescência, quando os corpos ainda estavam aprendendo a ser corpos e os hormônios faziam a gente sentir coisas que não sabíamos nomear.
Lucas era só dois anos mais velho. A gente sempre tinha sido próximo. Dividíamos segredos, o sofá nas noites de filme, as conversas baixinhas depois que os pais dormiam. Mas de repente eu comecei a reparar nele de um jeito diferente. O cheiro da pele depois do banho. A voz que ficou mais grave. A forma como a camiseta grudava no peito quando ele voltava da rua suado. E aqueles olhos… verdes, intensos, quase hipnóticos. E o sorriso. Aquele sorriso lindo e sedutor que ele dava sem nem perceber o estrago que causava em mim e claro quando ele acordava só de shorts com pau durinho indo ao banheiro, isso acabava comigo, eu não consiga disfarça ao olhar. Eu tentava empurrar embora. Me forçava a pensar que ele era meu irmão, que aquilo não podia existir. Mas a atração não sumia. Só se escondia, quieta, esperando.
Foi por essa época que eu descobri os sites de filmes pornôs na internet.
Começou por curiosidade pura. Eu tinha uns quatorze anos. Ouvia as meninas da escola falarem de sexo de um jeito vago e excitado, e uma noite, sozinha no computador da sala depois que todo mundo dormiu, digitei as palavras que não ousava dizer em voz alta. O que apareceu me deixou sem ar. No começo foi choque. Corpos nus, gemidos, movimentos que eu nunca tinha imaginado com tanta clareza. Fechei a aba rápido, o coração disparado, a cara quente de vergonha. Mas a imagem ficou. Na noite seguinte eu voltei. E na outra. E na outra.
No começo eu buscava coisas mais suaves, quase inocentes. Cenas em que a mulher parecia estar sentindo de verdade, não só performando. Gostava quando o foco era nela: o rosto, os gemidos, a forma como o corpo reagia. Descobri que preferia vídeos em que o prazer feminino vinha primeiro — oral demorado, mãos explorando, olhar de quem realmente estava ali. Às vezes era lésbico. Duas mulheres se tocando com calma, sem pressa, sem a pressa masculina que eu via em outros vídeos. Aquilo me excitava de um jeito estranho e limpo. Outras vezes eu caía em cenas amadoras, mais reais, corpos imperfeitos, respiração ofegante, risadas no meio. E, sem que eu planejasse, comecei a procurar o proibido. Cenas de irmãos, de parentesco, de desejo escondido. Eu dizia a mim mesma que era só curiosidade. Mas cada vez que o vídeo terminava eu estava molhada, a mão entre as pernas, gozando em silêncio com o rosto queimando de culpa.
A pornografia mexeu comigo de um jeito que eu não esperava. Ensinou meu corpo a responder. Mostrou possibilidades que eu nem sabia que existiam. E, ao mesmo tempo, alimentou a obsessão. Depois de assistir, eu olhava para o Lucas de um jeito ainda mais intenso. Comparava o corpo dele com os dos vídeos. Imaginava a voz dele no lugar dos gemidos. A culpa vinha forte depois — eu me sentia suja, errada, como se tivesse aberto uma porta que não deveria ter sido aberta. Mas a porta já estava aberta. E eu continuava voltando.
Quando ele entrou no primeiro ano da faculdade, tudo piorou. Começou a fazer musculação. Os ombros alargaram, o peito ficou marcado, os braços ganharam definição, as coxas ficaram firmes. Eu o via chegar em casa depois da academia, a camiseta molhada colada no corpo, e sentia um calor estranho e vergonhoso entre as pernas. A pequena atração da adolescência foi crescendo, teimosa. E junto com ela crescia um desconforto fundo, uma vergonha que eu não conseguia nomear direito.
Foi quando eu comecei a provocar. De propósito.
Quando estávamos sozinhos em casa, eu saía do quarto de shortinho curto demais, ou de baby-doll fino que quase não escondia nada muitas vezes eu encostava meu seio no braço dele ou mesmo minha xaninha no seu ombro. Às vezes, sabendo que ele estava na sala, eu andava só de lingerie — calcinha e sutiã — fingindo que ia até a cozinha buscar água. Eu sentia o olhar dele em mim. Mais de uma vez vi o volume crescer na calça. Ele desviava o rosto rápido, mas eu via. E isso me deixava molhada e envergonhada ao mesmo tempo. Havia um prazer culposo em perceber que eu o afetava.
Um prazer que eu odiava sentir. Eu me aproximava mais do que o necessário quando falava com ele, deixava a mão demorar um segundo a mais no braço dele ou na coxa, brincava com o cabelo enquanto o olhava de canto. Sinais pequenos, quase invisíveis, mas que eu sabia que ele captava.
As minhas amigas achavam meu irmão lindo. Elas vinham em casa a fim de ver o Lucas andando sem camisa. “Seu irmão é bonito pra caramba”, elas diziam, rindo baixinho. Quando ele ia tomar banho ou se trocar, elas me puxavam pro corredor e a gente se agachava pra espiar pelo buraco da fechadura. Eu o via tirando a camiseta, o peito definido, a linha da virilha… e depois a mão descendo. Mais de uma vez eu o observei se tocando. A mão subindo e descendo, a respiração pesada, os olhos verdes semicerrados, um sorriso de prazer escapando. Eu ficava encharcada. Depois me trancava no quarto e me aliviava pensando nele. E depois vinha o vazio, a vontade de chorar sem saber exatamente por quê.
Eu já estava namorando. Dava uns beijos, deixava o menino passar a mão por baixo da blusa, e às vezes pegava nele por cima da calça ou por dentro. Mas nunca tinha chupado. Nunca tinha ido além disso. Um dia ele sugeriu que a gente fizesse sexo anal. “Assim você não perde a virgindade”, disse, quase suplicando. Eu recusei na hora. Fiquei constrangida, disse que não, que doía, que eu não queria. Mas a ideia ficou plantada. Ficou girando na minha cabeça como uma possibilidade que eu não queria admitir, fui fazer uma pesquisa na net e vi que era uma coisa muito mais comum que eu imaginava, que as mulheres faziam bastante.
Eu já sabia da fama do Lucas de ter um pau grande. Não era à toa que a namorada vivia com ciúmes doentios, além de bonito, corpão, era muito bem dotado. E eu acreditava. Porque mesmo de longe dava pra perceber.
Naquela sexta-feira eu estava no shopping com as meninas. A gente ria, experimentava roupa, falava de namorado e de sexo. Eu fingia interesse. No meio da tarde a mãe mandou mensagem: “Eu seu pai vamos sair para encontrar a Ana e o Mário e vamos jantar fora, não sei que horas que voltamos, Lucas chegou cedo, parece que bebeu demais. Cuida dele se precisar.” Eu respondi que já estava voltando. Uma parte de mim queria chegar logo. Outra parte tinha medo do que eu poderia fazer se tivesse a chance.
Quando abri a porta de casa, a luz da sala estava apagada. O cheiro de álcool e sabonete pairava no ar. A porta do meu quarto estava entreaberta. Eu empurrei devagar, ainda com a sacola do shopping na mão, e traguei em seco.
Lucas estava deitado na minha cama. Nu. Completamente nu. O pau dele descansava contra a coxa — grande, grosso, veias saltadas, a cabeça inchada mesmo semi-duro, o peito subindo e descendo devagar. Ele tinha errado o quarto. Tomou banho, saiu sem toalha e se jogou na cama errada, bêbado demais pra perceber.
O corpo dele estava ali, exposto, vulnerável. Grande, definido, a respiração pesada. Eu fiquei parada na porta, a sacola de compras escorregando dos dedos. O coração batia tão forte que eu ouvia no ouvido. Por um longo momento eu só olhei. Pensei em cobri-lo. Pensei em sair. Pensei em fechar a porta e fingir que nunca tinha visto nada.
Mas eu não saí.
Fechei a porta com cuidado. O clique suave da fechadura pareceu alto demais. Me aproximei devagar, cada passo pesado. Meus dedos tremeram quando toquei o ombro dele. Ele só resmungou, sem abrir os olhos. O cheiro da pele dele me deixou tonta. Eu ajoelhei ao lado da cama e fiquei olhando por um tempo que pareceu eterno. A mão hesitou no ar várias vezes antes de descer pelo peito, pela barriga, até chegar na rola dele.
Eu ajoelhei ao lado da cama. O coração batia tão forte que eu ouvia no ouvido. Eu sabia o que estava prestes a fazer. Sabia que, uma vez que eu tocasse, não teria volta.
Quando finalmente desci os dedos até ele, a primeira sensação me pegou de surpresa.
Não era duro como eu imaginava pelos vídeos. A pele era macia, quase aveludada, quente demais. Por baixo havia uma firmeza que ainda não estava completa. Eu segurei com cuidado, como se ele pudesse quebrar. Meus dedos mal conseguiam fechar em volta. O calor dele subiu pela minha mão, pelo braço, até o peito. Eu engoli em seco.
Ele estava semi-duro. Eu fiquei parada por alguns segundos, só sentindo o peso, a temperatura, a forma. Depois, quase sem perceber, comecei a mover a mão devagar, como eu tinha visto as mulheres fazendo nos filmes. Subi até a cabeça, desci até a base. E aí aconteceu.
Ele começou a endurecer na minha mão.
Eu senti cada centímetro mudando. A pele se esticando, o volume aumentando, as veias se tornando mais evidentes sob os dedos. Ele latejou uma vez, forte, e eu traguei o ar. Meu estômago revirou de nervoso e de tesão ao mesmo tempo. Eu estava fazendo aquilo. Ele estava reagindo ao meu toque. Mesmo dormindo, o corpo dele respondia a mim.
A excitação veio misturada com um medo quase infantil. Eu pensava: “Isso é real. Isso está acontecendo. Eu estou segurando o pau do meu irmão e ele está ficando duro na minha mão.” A culpa apertava o peito, mas eu não conseguia parar. Continuar acariciando era viciante. Cada movimento o fazia ficar mais grosso, mais quente, mais vivo. Eu sentia o sangue pulsando sob a pele. A cabeça já estava completamente inchada quando eu passei o polegar por ela e senti uma gota de sêmen saindo da cabeça.
Eu gemi baixo, sem conseguir evitar. Nunca tinha tocado um pênis de verdade antes (com o namorado eu só tinha pegado por cima da calça ou por dentro da cueca, rápido e escondido). Agora ele estava inteiro na minha mão, pesado, latejando, completamente à minha mercê. A sensação de poder era suja e deliciosa. Eu apertava um pouco mais, subia e descia com mais firmeza, e sentia o corpo dele reagir mesmo inconsciente — um gemido baixo, um leve movimento de quadril.
Eu fiquei ali longos minutos só fazendo aquilo. Observando, sentindo, aprendendo. A textura, o cheiro, o calor, a forma como ele pulsavam cada vez que eu apertava a base. Tudo era novo. Tudo era proibido. Tudo era excitante demais.
Só quando ele estava completamente duro, grosso e latejando na minha mão, eu inclinei o rosto e o levei à boca.
A voz dentro de mim não gritava mais. Estava baixa, cansada, quase resignada. Eu estava meia mole, mas sabia o que estava prestes a fazer. Sabia que não teria volta.
Inclinei o rosto e lambi a cabeça. O gosto era quente, levemente salgado. Lucas se mexeu, mas não acordou. Eu abri a boca e o recebi devagar, a língua explorando, a mão envolvendo a base. Eu chupava com uma mistura de fome e medo, a calcinha já encharcada, o peito apertado. Era a primeira vez que eu fazia aquilo. E era com meu irmão.
Tirei a roupa sem pressa. Fiquei nua, tremendo. Eu era virgem. A ideia de tentar pela frente me assustava. Mas a outra possibilidade — aquela que o namorado tinha plantado — estava ali, conveniente e terrível.
Peguei o hidratante da gaveta. Preparei a mim mesma com cuidado, sentindo o ardor de cada dedo. Depois lubrifiquei ele generosamente. Quando me senti pronta, segurei-o com as duas mãos e posicionei a cabeça contra a minha entrada mais íntima. Respirei fundo e desci devagar. A pressão foi forte, quase queimando. Eu mordia o lábio. A cabeça entrou com dificuldade, esticando, e por um segundo senti como se o ar tivesse sumido dos pulmões. Era uma plenitude estranha, mas era muito gostoso, diferente de qualquer coisa que eu já tinha sentido com os dedos. Não era o mesmo que a penetração vaginal que eu imaginava; era apertado, profundo, como se ele estivesse me preenchendo de um jeito que fazia meu corpo inteiro se contrair.
Eu forcei mais um pouco, controlando a descida. Centímetro por centímetro. O ardor inicial foi dando lugar a uma pressão quente e constante. Eu gemi baixo quando finalmente sentei por completo. Nunca tinha imaginado que o prazer fosse tão intenso. Era como se cada terminações nervosas ali dentro estivessem acordando de uma vez. Uma onda subiu pela espinha, misturando desconforto e um prazer que me fez tremer.
Comecei a me mexer devagar, sentindo cada movimento. A mão no clitóris. O prazer vinha misturado com uma tristeza profunda. Eu me movia sobre ele, gemendo baixinho, enquanto uma parte de mim observava tudo de longe, incrédula. A sensação era diferente do que eu esperava do sexo “normal”. Mais cheia, mais invadida, como se ele estivesse tocando lugares que eu nem sabia que existiam. O orgasmo começou a se construir de um jeito lento e profundo, irradiando pelo baixo ventre, pelas coxas, até as pontas dos dedos.
Aumentei a velocidade. O corpo dele estremeceu de repente. Um jato quente me preencheu. Eu ainda me mexendo, e só então entendi, que ele estava gozando. A sensação me empurrou para um lugar aonde nunca tinha ido, era meu orgasmo.
O orgasmo veio grande, violento, diferente de qualquer um que eu já tinha sentido sozinha. Não foi o pico agudo das minhas masturbações; foi uma onda longa, que me fez tremer por inteiro, as pernas fraquejando, o corpo inteiro se contraindo em volta dele. Eu gozei gemendo contra o peito do meu irmão, lágrimas escorrendo sem eu perceber.
Quando o tremor passou, me deitei sobre ele. A cabeça no peito largo, os dedos desenhando círculos lentos na pele. O cansaço foi maior que tudo. Eu fechei os olhos e dormi ali mesmo.
Acordei com o movimento.
Lucas estava se mexendo debaixo de mim. Os olhos verdes se abriram, confusos. Ele piscou, olhou pro teto, depois pra mim… e a expressão mudou. O choque foi imediato. Os olhos se arregalaram. Ele engoliu em seco, a respiração falhando.
— Marina…? — a voz saiu rouca. — Isso… isso é o que eu tô pensando?
Eu me sentei na cama. As lágrimas vieram sem eu conseguir segurar. Falei tudo. A chegada, o quarto errado, o que eu tinha feito, o quanto tinha gozado, o quanto me odiava por isso. Ele ficou em silêncio longo. Depois passou a mão pelo rosto e suspirou.
Ele se aproximou e me puxou contra o peito. Os braços fortes me envolveram. Eu solucei contra a pele quente dele enquanto ele fazia carinho nos meus cabelos. Não disse nada por um tempo. Só me segurou.
Quando o choro diminuiu, o clima mudou. O cheiro do sexo ainda estava no ar. Eu levantei o rosto e encontrei os olhos verdes. Dessa vez não havia só choque. Havia desejo. E algo parecido com alívio.
— Eu também — ele disse baixo, a voz rouca. — Eu também tinha esse desejo por você. Desde que você começou a andar por casa daquele jeito… com aqueles shortinhos, aquele babydoll. Eu me tocava pensando em você. Eu me odiava por isso. Mas eu desejava.
A confissão me atingiu em cheio. Eu o beijei. Foi um beijo bagunçado, molhado de lágrimas, urgente. Ele retribuía com a mesma fome. As mãos dele desceram pelas minhas costas, apertaram minha bundinha, e eu o senti endurecer de novo entre nós.
Dessa vez foi diferente.
Eu pedi, a voz ainda embargada:
— Goza na minha boca… por favor.
Ele me deitou com cuidado. Eu o recebi na boca, chupando com uma vontade nova, misturada de carinho e desejo. Senti o gosto de mim mesma nele. Depois ele me virou. Preparou-me de novo, com mais carinho desta vez, dedos lentos, beijos na nuca, e entrou devagar no meu cuzinho, já mais aberto. Eu gemi alto quando ele enterrou até o fim. Dessa vez havia olhar. Havia mãos se buscando. Havia o peso de sabermos exatamente o que estávamos fazendo.
Ele me tomou com uma força contida, quase carinhosa. Eu empurrava de encontro a cada movimento, gemendo o nome dele. A sensação agora era ainda mais intensa porque eu estava consciente, porque ele estava consciente. A plenitude era a mesma, aquela pressão profunda que fazia meu corpo inteiro vibrar, mas agora misturada com o olhar dele, com a mão dele no meu clitóris, com o gemido baixo que escapava da garganta dele. O orgasmo veio de novo, longo, irradiando, diferente do vaginal que eu ainda não conhecia — mais espalhado, mais demorado, como se viesse de um lugar mais fundo.
Quando senti que ele estava perto, eu me virei, ajoelhei na frente dele e abri a boca. Ele gozou em jatos quentes na minha língua, gemendo meu nome. Eu engoli, olhando pra cima, enquanto ele acariciava meu rosto com uma ternura que me desmontou.
Nas semanas seguintes, a gente começou a se procurar em segredo. Sempre que os pais saíam, sempre que a casa ficava vazia. No quarto dele, no meu, no sofá no meio da madrugada. Ele me abria com cuidado, me beijava enquanto entrava, e eu chorava de prazer e de algo que ainda não sabia nomear.
A gente virou amantes dentro da própria casa. Cúmplices. Guardávamos o segredo como se fosse algo sagrado e perigoso ao mesmo tempo. Havia dias em que a culpa voltava forte, especialmente depois de um orgasmo muito intenso, ou quando a mãe comentava o quanto éramos unidos. Mas quando ele me olhava com aqueles olhos verdes e sorria daquele jeito, eu esquecia quase tudo.
Outra tarde, meses depois, os pais tinham viajado. Eu estava de quatro na cama dele. Ele me tomava por trás, devagar, fundo, uma mão no meu clitóris, a outra puxando meu cabelo com carinho. Eu gemia alto, sem precisar me conter. A sensação era a mesma da primeira vez, só que agora eu já conhecia meu corpo o suficiente para relaxar de verdade. A pressão profunda, a plenitude que fazia meu baixo ventre latejar, o prazer que vinha em ondas longas e não em picos agudos. Quando sentiu que eu estava perto, sussurrou no meu ouvido:
— Goza pra mim…
E eu gozei, apertando em volta dele, o corpo inteiro tremendo, enquanto ele se derramava dentro de mim mais uma vez.
Depois ficamos deitados, suados, os corpos colados. Eu passei a mão pelo peito dele e falei baixo:
— Às vezes eu ainda acordo no meio da noite e penso que a gente atravessou uma linha que não tinha volta.
Ele beijou minha testa, a voz rouca contra meu cabelo:
— Eu também penso. Mas eu não consigo me arrepender. E não quero parar.
Eu fechei os olhos, a cabeça no peito dele, e soube que era verdade para mim também